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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Quer chegar mais rápido a algum lugar? Pegue um livro!


Não precisa ler a terceira vez! É isso que você viu mesmo. Deixem-me expor minha teoria e vejam se vocês concordam.
Quando você tem que ir a algum lugar em que precisa esperar muito tempo, tanto o trajeto quanto a espera em si no local são torturantes, para dizer o mínimo.
Parece que alguém colocou o dedo no ponteiro do relógio, a hora simplesmente não passa.
No trânsito, você pega todos os sinais vermelhos, engarrafamento, acidente.
Na sala de espera ou fila, você tem que enfrentar aquela pessoa chata querendo puxar assunto ou ter que assisti a TV aberta, normalmente mal sintonizada ou caindo o sinal direto, em algum programa que te emburrece a cada segundo.
Murphy não perdoa, se algo pode dar errado, vai dar errado e do modo mais catastrófico.
Maaaaaaaaaaas, se você levar um livro, isso tudo muda! Seus problemas acabaram!(ou quase!)
É ganhar ou ganhar.
Assim como o melhor amuleto contra chuva é sair preparado com o guarda-chuva, o livro é seu talismã contra a insuportável espera.
Veja, no trânsito, ao se deparar com o sinal vermelho, você puxa seu livro. Tenha certeza que não vai dar tempo nem abrir na página em que você parou, o sinal vai abrir e o cara de trás vai buzinar.
Na sala de espera, quando você se sentar, guardar os papéis e finalmente abrir o livro vai ser sua vez.
Murphy vai querer te dar uma rasteira, mas você deu uma nele primeiro e ele nem viu o que aconteceu.
Agora, por favor, não me leve um livro que você está perto de terminar, ai você brincando com o perigo. É capaz de você terminar ainda no trânsito, ou ficar muito mais tempo esperando depois que terminar aquele livro com apenas 3 capítulos pendentes.
Mesmo que minha teoria seja furada, você vai colocar suas leituras em dia e o tempo, com certeza, vai passar mais rápido do que se você não tivesse levado o livro e, ainda, estará em melhor companhia do que ficando de conversa mole por ai!
#ficaadica!

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

A parte chata do ócio

Quem trabalha muito e vive estressado não vê a hora de parar e ter um descanso. Curtir uma preguicinha básica.
Como diz a sabedoria popular, tudo demais é veneno. Ócio também.
Estou me recuperando de uma cirurgia e há 8 dias estou praticamente mofando em casa, em repouso para garantir uma boa recuperação.
Já estou subindo pelas paredes. Não estou morrendo de saudades do meu trabalho, mas já sinto um pouco de falta de fazer algo produtivo.
Sei com certeza que quando voltar a rotina normal estarei desejando ficar de papo para o ar e sem ter obrigação ou compromisso de fazer coisa alguma.
No final das contas, a gente nunca está satisfeito com o que tem.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

A arte de fazer silêncio


Hoje em dia, quando todo mundo tem voz e vez (supostamente), as pessoas menosprezam o silêncio. Querem dar pitaco sobre tudo. Não se permite a abstenção da opinião.
Muita gente acha o silêncio constrangedor. Pelo contrário, o ato de permanecer em silêncio entre outras pessoas pode demonstrar intimidade, cumplicidade, uma verdadeira transmissão de pensamento.
Isso fica bem claro se você observar pessoas que convivem juntas durante muito tempo. Elas completam as frases uma da outra, comunicam-se através de olhares significativos.
Eu sou uma pessoa tagarela, eu assumo, mas cada vez mais eu percebo a preciosidade que é o silêncio, a contemplação, a reflexão.
Talvez nesse momento em que estou sendo bombardeada com a companhia de pessoas que estão me importunando com sua tagarelice, eu me olho e percebo que posso ser mais comedida.
No final das contas, acho que o problema não é a tagarelice em si, mas a impertinência dela. De o tagarela não perceber que está incomodando extremamente.
Se você fala, fala e fala e seu (suposto) interlocutor (vulgo penico) não responde ou apenas balança a cabeça, eis sua primeira dica.
Se deixa você falando sozinho e, a despeito dessa grande pista, você o segue e continua o blá, blá, seu caso é crônico.
Os meus 'problemas' eu estou aguentando enquanto posso, antes de ser grossa e mandar calar a boca. Mas até para isso há uma oportunidade certa.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

No aeroporto







Ah, viajar é sempre bom. Tá, não seeeempre, mas na maioria das vezes é. E parte dessa maravilha é voltar para casa. Sim, porque a gente só valoriza nossa cama e travesseiro quando passamos um tempo dormindo em uma enorme, luxuosa e desconfortável cama de hotel.

E nada melhor do que ser bem recebido no aeroporto por alguém que se importa com a gente, mesmo que seja o cara da agência de viagem.

É fácil perceber quem não tem ninguém à espera. Eles pegam a bagagem e passam decididos pelos espectadores que aguardam ansiosamente os seus parentes queridos se desembaraçarem das esteiras.

Quanto aos que tem alguém que irá buscá-los, também é fácil distinguir. Quanto mais míope, mais claro! A pessoa sai com a testa meio franzida, fazendo uma varredura para encontrar sua carona e quando a localiza, é inevitável não fazer uma cara de alívio, seguida de uma enorme satisfação, de novo, mesmo que seja o cara da agência de viagem, segurando uma plaquinha com seu nome.

Na verdade, acho que sempre quis ter uma recepção especial no aeroporto. Em relação à plaquinha, já tive minha oportunidade. Não foi o carinha da agência de viagem. Na verdade, foi a família de uma amiga que gentilmente acolheram a mim e minha parceira de concursos, em Belo Horizonte.

Não tínhamos conseguido lugar para ficar e, por uma maravilhosa coincidência, tinha uma amiga que tinha família lá e eles toparam nos hospedar. Como a gente não se conhecia, eles esperaram por nós no aeroporto de Confins com nosso nome numa folhinha de papel.

Hoje, fui buscar meu digníssimo no aeroporto e tive oportunidade de observar algumas pessoas.

Tinha um grupo superanimado, com camisas combinando. Também um cara com um buquê de flores esperando. A despeito a de achar flores um presente meio furado (você não conserva por muito tempo e pior, não é chocolate...), mas admito que não ia fazer mal ser recebida com ramalhete de flores depois de uma viagem.

Tenho certeza que mesmo que meu vizinho de cadeira tivesse passado a viagem roncando, as crianças atrás de mim tivessem passado o tempo todo chutando minha poltrona, a comissária de bordo tivesse derramado café em mim, eu tivesse me molhado na maldita torneira do microbanheiro da aeronave e minha mala fosse a última a sair, diante do meu amado com um buquê de flores (mas é mais recomendável e efetivo uma bela caixa de chocolates, ou mesmo flores de chocolate, que tal?), pelo menos um sorriso torto ele ia ganhar.

Ter alguém a espera também evita saias justas. Descobrir que está sem o dinheiro do táxi, ou pior, embarcar em um táxi pirata. É porque você chega de madrugada, meio dormindo e não sabe bem o que está fazendo. E ai é que entra o seu recepcionista de aeroporto. Ele vai cuidar de você.

Taí, acho que essa seria uma profissão de futuro: recepcionista de aeroporto. Atribuições: lhe receber em qualquer horário no aeroporto; lhe levar para o hotel ou para casa; tornar a sua chegada mais feliz, por um preço módico.

Bom, deixe-me ir que tenho que fazer meu cartão de visitas de Recepcionista de Viajantes. Já tenho até o slogan: Transformando a sua chegada em boas-vindas! Que tal? Você me contrataria? É melhor ficar com meu cartão, principalmente, quando for chegar de madrugada e ninguém em casa quiser te buscar. Estou falando... depois não diga que eu não avisei.

Até a próxima viagem! Digo, próximo post!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Eu fui: Porto Alegre/Teresina/eu li: The wizard of Oz

Caros amigos, nem vou dar explicações sobre minha ausência porque vocês já sabem e bem, chega!
Eu vou terminar meu relato sobre Porto Alegre informando que conheci uma menina incrível, chamada Dani. Nós nos hospedamos no mesmo lugar e depois fomos passear juntas pela cidade. Olha como as coisas são. Ela já tinha comprado o ingresso dela no dia anterior. 

Eu fui correndo (literalmente, porque faltava pouco mais de 1h30 para o passeio no ônibus aberto pela cidade). Consegui o último ingresso na parte de cima do ônibus e foi logo ao lado dela! Dividimos a louca paixão febril pelos livros e ficamos horas na Saraiva do shopping da cidade, escolhendo mil livros e levando só uns poucos para casa. "Brigamos" porque ela encontrou primeiro o último exemplar dos contos de fadas e eu também queria, mas consegui superar as mágoas quando ela me deu um squeeze da Penguim books de presente. Provamos um cupcake lindo, mas meio sem graça. Jantamos e voltamos para o hotel. A cidade de Porto Alegre é linda, mas estava infernalmente quente. A prova não foi lá essas coisas, mas ganhei uma nova amiga e já é muito lucro! As fotos foram tiradas pela Dani. Enjoy!

Por falar em calor, fui mais uma vez para Teresina. Mas novamente fui abençoada por temperaturas amenas e pela recepção maravilhosa da Tia C. que pedi emprestada a minha bestfriendforever Manu mais uma vez. Tomamos sorvete para já entrar no clima quente, mas foi só ameaça. Na manhã da prova, o céu desabou por lá e alagou a cidade. Conhecemos o sítio da família (ah,deixe-me explicar o plural, uma amiga também concurseira foi comigo). Foi bom ficar isolada do mundo por algumas horas, sem telefones, sem barulho de carros, poluição. Dispensei até a tv.  De volta à cidade, o tempo estava formado: muita chuva a caminho. Posso dizer que senti frio em Teresina, sério mesmo! Com direito a arrepio e tudo. Essa prova já foi um pouco melhor.


"There are no place like home"! Mesmo desbravando lugares lindos por todo Brasil, nada melhor do que estar de volta ao ninho!

 Eu sempre achei que conhecia a história de "O mágico de Oz". Na verdade, tinha certeza de ter visto o filme. Mas, no final das contas, só vi alguns trechos e o que vi mesmo foi "O mágico de Orós" que é um clássico também.

Apesar de estar meio enferrujada para falar inglês, não senti dificuldade para ler. Abandonei o dicionário desde o início, porque estava emperrando a leitura. Só se não desse para compreender a frase de jeito nenhum é que vale a pena apelar.
Gostei do livro, me surpreendi muito com alguns fatos na história e a partir de agora tem #SPOILERS#. Então leia por sua conta e risco. Há algumas diferenças entre o livro e o filme, mas como não vi o filme inteiro, isso fica para um próximo post. Há cenas um pouco violentas protagonizadas principalmente pelo Homem de Lata (com o sobrenome irônico de Woodman - homem de madeira), por exemplo, quando a bruxa do Oeste manda lobos para despedaçarem os viajantes da estrada de tijolos amarelos, e nosso alumínico herói corta a cabeça de todos eles, um a um. Dorothy acorda, assusta-se com os cadáveres dos lobos e depois vai fazer um lanchinho. 

O grande e terrível mágico de Oz é um impostor, chegou lá de balão e foi confundido com um grande mago, convenceu o povo local a contruir a Cidade Esmeralda e se trancou lá dentro do palácio e nunca mais ninguém o viu, até que Dorothy e os outros o desmascararam. Ele dá a cada um o que desejam de uma forma meio torta: forja miolos cheios de agulhas para o Espantalho (para ter o pensamento afiado), coração de serragem para o Homem de Lata e faz o Leão Covarde tomar uma gororoba lá para ficar valente. Constrói um balão para Dorothy, the witch slayer, matadora das Bruxas Malvadas do Leste (esmagada com uma casa) e do Oeste (derretida por um balde de água - não teve a mesma dramaticidade, né), mas no final das contas, Oz foi embora sozinho.
 Dorothy podia ter voltado assim que calçou os sapatinhos prateados (e  não de rubi como no filme). Bata os calcanhares e em três passos estará onde desejar. Com o trânsito em Fortaleza do jeito que está, caíria bem uns sapatinhos assim. Final feliz!
Ufa! Sei que é tudo muito corrido! Mas é o jeito! Abraços a todos! Um ótimo feriado. Bom descanso! Cuidado com o trânsito, o excesso de chocolate e, principalmente, de vinho!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Desculpa, foi engano!


Acabei de levar o nome de mau-educada porque não quis dizer meu nome para uma atendente de telemarketing que ligou para a minha casa para falar com um fulano de tal que sequer mora aqui.

Telefone, sem dúvida, trouxe um mundo de vantagens e junto um monte de problemas. Acho que o ápice deles é o telemarketing. Você é acordado/interrompido para receber uma proposta de produto que você não solicitou e nem tem interesse. Quando você precisa usar esse serviço é obrigado a ouvir gravações interminável, gerundismos terríveis, e quando está próximo de resolver o seu problema, a ligação cai. Já ouviu essa história antes, né?

Pergunto-me se ainda pode piorar e piora.Murph não perdoa. Então, além do povo do telemarketing ligar nas horas mais esdrúxulas (é tinha que ser uma palavra feia assim para demonstrar a minha indignação), ainda liga atrás do povo errado. Certa época, cogitamos mudar de número de telefone, porque, às vezes, em muitas ocasiões do dia, recebíamos ligações atrás de pessoas que nem conhecemos. Desistimos não sei por que cargas d'água.

Agora temos um novo personagem: um tal de José Roberto. O povo liga para cá diversas vezes, atrás desse cidadão (?). Sabe é o que é mais irritante? A gente diz que não tem ninguém com esse nome morando aqui, ai eles querem um telefone de contato, enderenço... Comooooooooo? Se não conhecemos o indivíduo? A de hoje queria saber meu nome. Para quê? Acha bem que eu estou escondendo o fulano dentro do meu bolso. 
Ira a parte, eu sei, pessoal do telemarketing, que vocês estão fazendo seu trabalho, mas é fato que vocês, junto, provavelmente com os proctologistas, são os profissionais que causam às pessoas mais desconforto.

Por mais leis, portarias, instruções normativas que sejam lançadas, não há um efetivo controle sobre o que fazem com nosso número de telefone. Acho que deveria haver a opção, assim como existe nos e-mails de descadastrar e cancelar o recebimento. No final da ligação, do mesmo jeito que o povo gosta de fazer pesquisa, deveria disponibilizar a opção no menu: "excluir cadastro". Assim, não precisaria receber tantas propostas de cartão de crédito, plano de saúde, tv por assinatura, internet, plano ortodôntico etc.  Ah, falando em cartão de crédito, eles estão agora com uma mania de querer oferecer dinheiro para a pessoa ficar internada... Imagina o diálogo:
Médico: O procedimento cirúrgico é simples, você já sai no mesmo dia...
Paciente: Ô doutor, será que eu não podia ficar internado assim... um mês... é que 'tô com as conta do crediário para pagar e ganho 50 conto por dia internado... dá até pa' sair algum ai po' senhor...
Um pouco mais de bom senso, né?

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Eu? Dona de casa?

Minha mãe teve que tirar umas férias forçadas das atividades domésticas e sobrou para LadyReaper e eu o 'gerenciamento do lar'. Dona Madame LadyReaper, entretanto, tem aula todos os dias de manhã, isto é, o período críticos dos afazeres do lar. Em resumo, "se só tem eu vai eu mesmo!".
As pessoas que me conhecem podem atestar com muita propriedade que não sou uma moça, como direi, prendada. Cozinha, para mim, é apenas o lugar para comer. E devo dizer, que a parte mais difícil de ser dona de casa é pilotar o bendito fogão. Acrescente-se a isso o fato de minha mãe ser uma ótima cozinheira, e eu, bem, ¨¬¬não... Coitadas pessoas que comem aqui.
Preparar qualquer coisa na cozinha exige uma combinação precisa de elementos. O problema é que essas quantidades nem sempre estão precisamente determinadas. Quanto é uma pitada? Sal a gosto de quem? Aprendi que 'colher de mãe' é quando você enche a bendita colher de sopa de forma beeeeeeeeeeem generosa, coisa de mãe mesmo! :O C-----
Depois de fazer a misturada  a comida, é importante não esquecer que ela está no fogo...Os primeiros macarrões que eu fiz ficaram muuuito cozidos. Não sei porque a gente não pode comer lámen todo dia...
Mamãe teve piedade e deixou trocentos potinhos com a carne/frango já temperados, mas eles estão acabando e eu estou preste a ter que meter a mão na massa, ou melhor, a faca na carne. Sei que é besteira, mas dá nojinho...Ah é, nunca lavei tanto as mãos na minha vida. Cada vez que pego um ingrediente diferente, água e sabão, no final do dia, parece que eu passei o dia de molho na piscina.
Estou conseguindo dar conta porque minha mãe está me supervisionando e evitando que eu cometa atrocidades alimentares. 

 Essa foto do Cogumelo Louco traduz de forma bastante apurada os meus talentos culinários

Outra dificuldade é escolher os alimentos. Encontrar frutas maduras é uma verdadeira ciência. Salvo bananas que, ou estão verdes, amarelas (maduras) ou pretas (podres), as outras frutas são uma verdadeira caixinha de surpresa. Nada impede que aquela maçã linda e vermelha, digna de Branca de Neve, esteja 'vencida'. Tangerinas de propaganda pode estar azedas,  aquele maracujá enorme pode está oco. E ai como faz? Ninguém inventou ainda um 'device' que nos diga quando as frutas e verduras estão no ponto para o consumo? Então a gente continua na tentativa e erro.
A conclusão a que cheguei é que consigo sobreviver além do lámen e dos sanduíches, mas não é algo que eu goste de fazer... Então, moço Correspondente Anônimo, não conte comigo para pilotar nosso fogão, se não vai virar faquir. 
Essas são minhas constatações da primeira semana, ainda tenho mais quase um mês pela frente, pode ser que me descubra uma chef. Quem sabe?

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Falta de educação

Eita mal crônico e contemporâneo! Não sei como ainda me surpreendo! Ontem assisti a uma palestra com outros membros da minha 'catiguria'. Que espetáculo de falta de educação. Desde o básico, que é fazer silêncio enquanto o palestante fala até colocar o carro atrapalhando a passagem e, inclusive, a saída. Eu, hein, que horror!
Sei que é nessas horas que eu vejo que mudei muito. Não fuzilei ninguém com o olhar, não mandei ninguém calar a boca, eu estava verdadeiramente controlada. Não foi sem esforço, entretanto. As duas criaturas que estavam do meu lado passaram o tempo todo 'cochichando'. Entre aspas, porque a pessoa sentada duas cadeiras depois de mim também estava se incomodando com o barulho. O que revolta é que, mesmo que você peça da forma mais educada possível para a pessoa  fazer silêncio ['calar o bico', shut the f*** up, ou fermarsi (ma io sono chic, parlo anche italiano, ãh)], o mais provável era que, só por pirraça, fizesse ainda mais barulho.
Nada supera a praga que é o celular. O povo simplesmente tem a ilusão de que, se colocar a mão na boca, magicamente ninguém será capaz de ouvir a conversa. Seria cômico se não fosse trágico. Além de ouvir o cidadão do meu lado falar ao celular, eu conseguia escutar também o indivíduo com o qual ele falava. O melhor é a pessoa explicando: "Não posso falar não, to na palestra." Raios!


O destaque mesmo foi para o caos que fizeram no estacionamento. Durante a palestra, que durou umas duas horas e meia, três horas, foi pedido que se retirassem pelos menos uns 12 carros que estavam atrapalhando outros veículos, alguns, inclusive, 'trancando' a saída. Inacreditável foi um dos palestrantes ser um dos barbeiros.

 O estacionamento devia estar mais ou menos assim....

Para encerrar o evento nada melhor do que um bom bate-boca. O criatura, além de ter interrompido diversas vezes, a pessoa que estava falando ao microfone, 'pisou nos calos' do outro palestrante e o que até então tinha sido um debate de cavalheiros virou uma confusão, cada um querendo falar mais alto que outro, como se a razão fosse medida em decibéis... vai entender.
No meio da baderna, a fome falou mais alto e resolvi abandonar o recinto para fazer uma boquinha lá fora. Ao sair notei que a sala do auditório parecia uma de cinema: cheio de embalagens de comida debaixo das cadeiras. Juro que esperava encontrar um saco de pipoca e o lanterninha na saída. 
Gente do céu! Como é possível? São coisas tão simples de fazer para não incomodar o outro, mas não, afinal, 'eu sou cheio de direitos', 'todo mundo também faz', 'ninguém vai nem notar'. É, continue se iludindo com essas desculpas. Nós não somos 'ilhas'. Nossas ações interferem na vida dos outros. Boa educação é para todos, em toda hora e em todo lugar.

domingo, 7 de março de 2010

Trânsito em Fortaleza está uma loucura!

 
Fortaleza está um verdadeiro labirinto! Você passa por uma rua e na volta ela está interditada. Em alguns lugares não tem nenhuma placa de sinalização e você tem que dar voltas e voltas para descobrir como voltar para casa. 

Não tem como manter o bom humor em horas como essa. Tudo mundo estressado, com pressa... Imagine na hora do almoço, é uma verdadeira guerra! E ai acontecem acidentes, e o que mais? 

ENGARRAFAMENTOS!

Moro acerca de 10 km do curso que freqüento e levo quase 45 minutos para chegar lá. É algo impensável. Muitos carros, vias desorganizadas, o transporte público também não ajuda em nada...

Dia de chuva então, é um inferno! Todo mundo resolve sair de carro. Ruas alagadas, bueiro abertos, correnteza, acidentes. É uma verdadeira aventura!
Ajudando minha mãe em uma pesquisa, encontrei o seguinte vídeo, que mostra um projeto de um arquiteto brasileiro chamado Guto Índio da Costa, que traz uma sugestão para combater os problemas de engarrafamento e deficiência do transporte público.

Enquanto isso, o jeito é encontrar uma forma de aproveitar o tempo preso no trânsito. Estou resolvendo questões de concurso, ouvindo aulas, aprendendo italiano, está sendo bem produtivo... (definitivamente não).

O pior de tudo é escutar o cara da engenharia de trânsito na tevê dizendo que se trata de uma ciência e deve ser tratada como tal. Sei, eles mudam os sentidos das ruas aqui como se muda os horários da programação do SBT.

Deve ser mais ou menos assim: o cara acorda de manhã, pega um mapa de Fortaleza e atira vários dardos, nas ruas/avenidas em que cairem os dardos ímpares, muda-se o sentindo, se cair par, fecha a rua. E a gente que se vire para achar o caminho de casa.

Vou voltar a ter um livro dentro do carro.




sábado, 6 de fevereiro de 2010

Sexta-feira muito louca


Meu povo, vocês não têm idéia do que aconteceu comigo nessa sexta-feira... Acho que meu carro está com quebrante e já explico o porquê.

Ontem, depois de passar meia hora na academia (só por desencargo de consciência), eu, Correspondente Anônimo e um casal amigos queridos fomos jantar em um restaurante ali na Barão de Studart. Na ida, já apareceram sinais de que alguma coisa não ia prestar...

1. Quase atropelei um cachorro maluco que se atravessou na frente do meu carro, correndo atrás de um cara.

2. O meu som engoliu meu CD do A-ha e não queria mais devolver...

Na volta, alguns mais:

3.Não peguei meu caminho habital, resolvi seguir pela 13 de maio... por nenhum motivo em especial...

E ai começa a parte emocionantemente tenebrosa. Na altura do Habib's da 13, um carro ligou a seta para entrar na Floriano Peixoto e desistiu. A motorista do carro de trás, para não bater na traseira do veículo da frente, puxou o volante para a esquerda, e chocou-se com um par de motoqueiros que vinha no meio da via. 

Os dois caíram na frente do meu carro, consegui frear a tempo, mas ainda arrastei um pouco a moto.

Os motoqueiros se machucaram bastante e um dele, muiito alterado, seguiu em direção ao carro, para tomar satisfações, mas não houve nada de mais. Os dois foram para o hospital. Isso ocorreu por volta das 23h 15min. Ficamos esperando a perícia e a AMC até 2h30 da manhã.

Todo mundo que vinha pela avenida colocava a cabeça para fora e se decepcionava porque não havia corpos (bando de carniceiros).

Vários outros acidentes por pouco não aconteceram, porque os curiosos se distraíam... um deles quase batia no carro que causou o acidente e outro por pouco não colidiu com o meu carro.Vários malucos passaram gritando desaforos, como "Vai beber, olha o que dá", entre outros que prefero não repetir. Um cara sem um pingo de consideração parou perto da gente para perguntar o caminho de um bar... Já um taxista cismou que a gente tinha que neutralizar a suposta gasolina que havia sido derramada da moto.

Enquanto isso, Correspondente Anônimo ficava de olho no triângulo do meu carro para ninguém levar e eu temia que a bateria descarregasse, porque já estava há muito com o pisca-alerta ligado.

O Ronda do Quarteirão passou pela gente várias vezes e só parou porque a motorista do outro carro os abordou. Depois de um bom chá de calçada/meio-fio, o perito chegou, logo depois a AMC. Depois de pegar nossos dados, fomos liberados. Um dos motoqueiros já tinha voltado do hospital.  O outro, que havia se ferido mais, já tinha ido para casa.

Parabéns para o pessoal do Habib's que deu a maior atenção, ofereceu cadeiras, deixou que a moto fosse guardada em suas dependências até que o reboque chegasse.

No meu carro, apenas houve um pequeno dano no parachoque. O parabrisa traseiro do carro da outra motorista estava todo trincado. Na moto, quebrou torneira de óleo, que derramou, retrovisor, pisca, pedal, sem falar nos arranhões. Para piorar a situação, o dono da moto ainda iria pagar a primeira parcela na terça-feira dia nove...

Que aventura...

Sinceramente, três acidentes em um ano praticamente... vou mandar benzer o carro, vê se esse encosto sai... socorro! No final das contas, foram basicamente danos materiais e os danos físicos são reversíveis. O pior de tudo mesmo foi o aborrecimento pelo acontecido, que estragou a noite de todos...

Para piorar ainda mais a minha situação, eu, que tinha aula no dia seguinte às 7h, cheguei em casa às 3h...
Café extra-forte e muita boa vontade, consegui ir para aula.

Diante de uma situação dessas, uma enxurrada de 'se's toma conta da nossa mente:
E se a gente tivesse pedido a sobremesa? Se o garçom tivesse demorado para trazer a conta. Se eu tivesse tomado o caminho habitual...Se eu não tivesse reagido a tempo, se tivesse freado bruscamente, se tivesse perdido o controle, se o sinal estivesse fechado...

Eu, particularmente, acho que as coisas acontecem a seu tempo e por uma razão. Correspondente fez a seguinte observação: Talvez a gente tenha vindo por aqui para evitar um acidente maior... se um outro carro maior e/ou em alta velocidade estivesse ocupando o meu papel no acidente, a possibilidade morte seria certa... O motorista da moto havia discutido com a mulher antes de sair, porque ela não queria que ele o fizesse. 

A gente tem que perceber os sinais. Mas, se houver de acontecer, principalmente, quando se trata de algo drástico como a morte, não dá para evitar. 

De uns tempos para cá, acho que minha visão de morte mudou bastante.É claro que pretendo viver muito, sem dúvida, mas hoje, quando penso na morte, não tenho mais medo. É uma decorrência natural da vida. A cada dia ela se aproxima mais. Por isso gosto de aproveitar minhas oportunidades, nunca me afastar de alguém de que goste sem resolver um mal entendido. Digo o que tenho vontade de dizer, porque, afinal, pode ser que não haja uma próxima vez.


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Peripércias - Parte I



Dezembro é praticamente sinônimo de Natal, que o digam os comerciantes, que hoje em dia já começam os preparativos em pleno novembro, quando não, mais cedo ainda. Espírito natalino a parte, estávamos eu, mamãe e Lady Reaper saindo de um shopping, felizes e cheias de sacolas, quando de repente, um motoqueiro maluco passava 'vuado' e eu, claro, não querendo inaugurar minha ficha criminal, dei uma freadinha básica. Para o meu azar, o cara da Hilux atrás de mim não percebeu e lá se foi o meu parachoque e o porta-mala ficou amassadinho, coisa pouca, mas não era possível abrir. O cara gesticulava bastante e eu fiquei supernervosa. Ele e a esposa desceram, e civilizadamente tratamos do ocorrido. Novamente não chamei o corretor do seguro, o nervosismo apagou as 'lamparinas do meu juízo' e pensei que dessa vez tinha abusado da sorte. Peguei os dados, chequei telefone.

Quando a adrenalina saiu do meu sistema, liguei para o corretor e expliquei a situação. Supertranquilo, me explicou que eu deveria ter procedido de uma maneira totalmente diversa, mas a despeito disso, procurou me oferecer outra solução.

Ofereceu-se para ir à oficina comigo fazer o orçamento do prejuízo. Ufa!

O dano foi tão sério, apesar de pouco aparente, que, para fazer o orçamento, foi preciso desmontar toda a parte traseira do carro. Apenas no final da tarde, obtive os valores.

Agora chegava a parte mais difícil: a facada. Liguei para o primeiro telefone e não obtive resposta. Já estava suando frio pensando que iria arcar sozinha com aquele prejuízo, em razão de meu nervosivo e pela segunda vez. Consegui falar com a esposa do cidadão (deixe-me confessar uma coisa: coloquei o nome do cidadão no Google, só para ver o que é que dava, pois diz aí que o cara e a esposa são pessoas importantes em Varjota) que prontamente se ofereceu a fazer uma transferência do valor para minha conta, enquanto isso, o marido dela tentava entrar em contato comigo. No final das contas, recebi o cheque na mesma tarde. Varjota (município) pode se orgulhar de ter cidadãos tão honestos (sorte a minha).

A via crucis foi realmente o conserto do carro. Isso ocorreu uma semana antes do Natal, eu iria viajar junto com o Correspondente Anônimo e seu irmão para a 'Terrinha quente' na terça-feira seguinte e a oficina só iria funcionar até terça.

Solução: troquei apenas a fechadura do porta-malas. O conserto maior seria feito apenas em 2010. O que era para ser um conserto rápido me consumiu a paciência durante o sábado e a segunda-feira inteira. Cheguei na oficina faltando meia hora para acabar o expediente decidida a levar o carro, consertado ou não, para casa. Para minha sorte e a do cara que eu iria esganar ao chegar lá (Poxa, se não era possível fazer o serviço no tempo previsto, que dissesse logo. O que me deixa doente é prometer e não conseguir cumprir e o pior: me enrolar) ligou para mim. Atendi o telefone de frente para ele e disse: Me dê uma boa notícia. "O carro está pronto".


Pronto, chega de batidas de carro pelo resto da vida! Já gastei minha sorte toda. Próxima vez que alguém encostar no meu carro, chamo juizado móvel, AMC, Barra Pesada, 190, as Forças Armadas, mas só saio de lá com acordo assinado, seguro acionado ou dinheiro no bolso. Nesse Brasil ainda existem pessoas honestas e, como diz um querido amigo meu, Fernando (4V), a gente tem sempre que olhar o lado bom das coisas, por piores que elas sejam! Assim, o lado bom dessa história toda foi que constatei que a palavra de honra ainda vale alguma coisa (em Varjotas, temos bons exemplo) e a segunda coisa é que, no almoço que infelizmente não pude ir, haveria um "Amigo Secreto". Comprei 'Histórias Extraordinárias" de Edgar A. Poe, que simplesmente adoro, mas que nunca adquiri, apesar de já ter dado de presente. Essa seria a segunda vez que eu presentearia alguém com esse livro que tanto desejava. No final das contas, em razão do imprevisto, fiquei com o livro.:)


Ai ai, o pobre do meu carrinho! Tá novo, novo! Pinturinha supimpa! Que os futuros compradores não saibam a longa história de aventuras ele já percorreu:

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Conhecimento é poder!


É por essas e outras que sou simplesmente fascinada por aprender coisas novas. Minha peripércia de hoje foi montar uma rede wireless aqui em casa. Vivo numa verdadeira LAN house, mas a bendita e necessária internet estava amarrada no PC de D. Madame LdRprMC que fica no quarto dela, com todos os problemas que isso gera.
Passei anos perguntando e enrolando e nada de colocar esse projeto para frente. Mas a Velox aumentou para 2MB, acabaram-se as desculpas! Consultei meus quatro gurus para assuntos eletroeletronicociberneticopositrônicos e subornei dois deles para vir a minha casa resolver meu problema. O que iria me custar um bolo de limão com cobertura/recheio de chocolate ou de chocolate com cobertura/recheio de limão. Muito em conta se considerar que tem gente que cobra R$ 90,00 por esse serviço.
No final das contas, não sei o que me deu hoje. Saí para comprar o bendito roteador wi-fi, aluguei o Bruno (esse mesmo que escreve aqui - serviço de primeira, eu garanto), e ele me ajudou a comprar um bom produto com ótimo custo benefício (não vou fazer propaganda de graça, mas qualquer coisa, entrem em contato que eu digo onde e quanto).
Minha ansiedade ao chegar em casa me impediu de esperar por ajuda. Decidi que ia enfrentar o monstro de setenta cabeças e montar sozinha tudo sozinha.
E não é que eu consegui? Vem um cdzinho maravilhoso com desenhinhos e instruções passo a passo, além do mais os cabinhos são coloridinhos, fácil fácil de encaixar. Agora todos os computadores, mais o celular estão conectados na net wi-fi, com senha e tudo viu, que eu não sou fraca não.
Aprendi duas grandes lições:
1. conhecimento é poder - se Bruno não tivesse me auxiliado, eu provavelmente teria levado gato por lebre. O vendedor poderia me deslumbrar com características inúteis ou com produtos encalhados e eu, na minha inocente ignorância, só iria descobrir quando tivesse de descascar o abacaxi.
2. é preciso arriscar - passei tanto tempo imaginando que montar uma rede wi-fi era decifrar o enigma do universo e hoje percebi que enfrentar o problema era caminho mais fácil para chegar a solução.
Vou adicionar uma lição extra:
3. vale a pena ler os manuais... eu sempre gostei de usar os aparelhos de forma intuitiva, apertando os botões e vendo onde chegaria, mas tenho que assumir que hoje o manual foi indispensável e me fez economizar R$ 90,00. O bolo, eu vou pagar, qualquer desculpa é boa para trazer os amigos aqui, nem que seja para deitar na rede wi-fi que eu armei!

Foto: Fiz no Paint, então, sem risos... Foto original AQUI.

domingo, 18 de outubro de 2009

Aprendendo com os erros

foto: Blog Antes de Paris
Grande parte de nosso aprendizado é feito através da, muitas vezes, dolorosa técnica da tentativa e erro. Por isso sábio foi quem percebeu pela primeira vez que era mais fácil aprender com os erros dos outros, surgindo então a técnica da observação, bem mais eficaz e indolor.
Bom, a história que vou contar hoje aconteceu ontem a noite e foi então que começou a saga das baterias!
Urucubaca geral! Temos dois carros em casa e os dois deixam de funcionar no sábado a noite! Alguém merece? A maior parte dos mecânicos curtindo o final de semana e eu, meu pai e o Correspondente Anônimo quebrando cabeça para dar um jeito naquela situação. Nós como mecânicos somos bons (respectivamente) advogada, vendedor e cientista da computação. Diagnosticamos em uníssino que se tratava de problema na bateria. Conferimos o manual, de posse dos da amperagem, fomos ao Extra (no carro de amigo do meu pai), compramos as benditas baterias, conseguimos ferramentas e voltamos para casa.
Então a surpresa, ninguém se preocupou em olhar o jeitão da bateria... compramos uma gordinha demais para o carro do meu pai e a do meu carro estava presa à alma do carro, era preciso de uma milagrosa chave em L para conseguir arrancá-la. Fomos vencidos pelo cansaço, desânimo, frustração. Agimos no impulso e saimos no prejuízo.
Em casa, tive a curiosidade de entrar no site da marca da bateria automotiva que nós compramos e não é que tinha um link assim: descubra a bateria de seu carro! Fácil, fácil. Peguei a referência. Para se ter uma idéia de quão equivocados nós estavamos, a bateria que compramos para o carro do meu pai, servia para o meu...
Conseguimos fazer meu carro funcionar com a boa e velha "chupeta".
Dormimos o problema, e hoje pela manhã conseguimos devolver as baterias. Fizeram um estorno manual do valor que eu paguei, espero do fundo do coração que daí não surja mais um problema, mas isso fica para outro história.
Agora de posse da referência correta da bateria, dirigimo-nos a uma loja especializada e compramos a bateria correta para o carro do meu pai. Ele a instalou e o carro voltou a vida. It's alive! Que maravilha!
Sal grosso e olho grego para tudo quanto é lado agora! Uhuu!
Da próxima vez, nada de desespero, o Sr. Google responde e a gente resolve.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Quem mexeu na minha rotina?


O início de tudo: O Pão de Açúcar da Rodoviária fechou para reforma. Qual a relevância disso na minha vida? Faço compras lá toda sexta-feira. Conheço-o de cabo a rabo! Tenho até um funcionário preferido: o fatiador de frios, meu praticamente amigo Oliveira, cara simpático, já sabe até o meu pedido: 300, 300, 300! Presunto, queijo e peito de peru! E ai dou de cara com o supermercado fechado. Pânico! Onde vou fazer minhas compras agora? Muitas opções, é certo, mas nenhuma em que eu saiba andar de olho fechado e tenha o Oliveira 300, 300, 300.
Entrei no Pão de Açúcar da 13 de maio. Diferente de que não faz compras comumente, supermercado não é tudo igual. A rotina e o hábito trazem uma familiaridade confortável. E quando se fala em conforto, deve-se lembrar de outra palavrinha: comodidade, ou melhor, comodismo. Não é porque o supermercado é mais perto da minha casa, porque é o melhor, porque os preços são mais acessíveis. É o simples e puro costume, rotina, hábito. Agora me diga, se mudar de supermercado, academia, banco etc, é difícil, imagina mudar de vida, mudar de hábitos, encarar uma dieta, uma mudança de cidade, uma nova tecnologia.
Eu posso até ser bagunçada (e mamãe há de confirmar), mas eu vivo muito bem no meu caos organizado, com as coisas deslocadamente organizadas na minha vida. Mas algo sai de lugar, ainda que seja para ser posto no lugar certo (a pergunta: certo para quem?), há uma sensação estranha, um sentimento de não pertencer, de estar errado. Ampliando esse universo, se de repente o Correspondente Anônimo (que é um namorado maravilhoso e nunca faria isso comigo, portanto, essa é uma hipótese metafisicamente abstrata) passasse a me ignorar ou ser frio comigo, saindo da rotina comum de carinho e amor, a sensação de que algo está errado se transforma em angústia. Entretanto, da mesma forma que era muito bom na barriguinha da mamãe e nós todos passamos pela experiência traumática do nascimento e estamos todos vivos e bem (em regra, afinal, há sempre quem reclame da vida), nós estamos preparados para ter nosso mundo virado de cabeça para baixo e conseguir nos adaptar a ele e daqui a pouco, morar na Lua vai ser a coisa mais banal do mundo. Ter todos os dados, cadastros, cartões resumidos na sua digital. A moral dessa confusão de idéias que eu fiz para poder organizá-las na minha cabeça é dizer, e ai vem o texto que o Aluízio postou, é que sempre existe o lado bom das mudanças e é nesses que você tem que se focar, inclusive para superar o lado ruim e revertê-lo em seu favor. Lembre-se que o que era novidade em pouco tempo vira normalidade.

"That the world's
A better place
When it's
Upside down, boy"
Sweet about me - Gabriella Cilmi

terça-feira, 30 de junho de 2009

O cliente tem sempre razão ou o vendedor que insistia demais

Eu sou filha de comerciante e tenho a venda no sangue. Apesar de ter me formado (ai é tão emocionante dizer isso) em Direito, acredito que no final das contas, o advogado vende uma versão da história e se o juiz comprar o cliente é vencedor. Pois bem. Como cliente eu sou um ser inconstante. Depende do meu humor e da competência do vendedor ou vendedora que me atende. A atendente de uma loja de perfumes não levou a melhor comigo hoje. Uso o mesmo perfume a quase oito anos (é o meu cheiro já), mas fora isso não consumo nenhum outro produto dessa marca (maquiagem, creminhos, etc). Cheguei no balcão como quem pede um almoço: quero um perfume tal tal e outro tal e qual.
_ A senhora não gostaria de levar o produto x, está com o desconto de R$ 10,00.
_Não. Respondi secamente, sem justificativas desnecessárias. Há tempos, já sai dessa nóia de achar que qualquer desconto é lucro.
_E que tal o produto Y?
_Não.
_ E o Produto Z?
_Não. Não vou comprar nada que eu não uso.
Pensei que tinha encerrado o assunto. Entreguei o cartão de crédito já dizendo "Crédito, uma vez por favor". Junto entreguei o cartão fidelidade da minha mãe. Ai a ladainha começou de novo.
_Você tem R$ 7,00 no seu fidelidade, assim o produto x sai por R$ 5,00
_Não.
_ Mas então leve pelo menos o produto Y, sai de graça.
_Não.
_Eu não acredito que voce não vai querer levar de graça esse produto.
_Não.
Ai a maldita teve a audácia de olhar para mim e dizer:
_Então eu posso ficar para mim?
É nessas horas que digo: "Ainda bem que eu não tenho porte de arma..."
_ Claro que não. Por favor encerre logo que eu tenho mais o que fazer da minha vida!
Resultado: Ela está na minha lista negra. Nunca mais compro nada com uma vendedora assim.
O segredo do bom vendedor é ler o cliente e saber antecipar o que ele precisa ou ainda criar a necessidade da compra de um produto mas fazendo com que ele ache que foi idéia dele. Sim, eu sei, é pura manipulação. Não adianta insistir querendo desencalhar um produto da loja, ou se desmanchar em insinceridades. Cliente detesta vendedor falso. Ainda mais se ele estiver sozinho. Quando leva seu próprio comitê julgador, nem dá bola para sua opinião, agora sozinho, ele precisa da opinião sincera do vendedor. Se o cliente consegue, o vendedor obtem duas vitórias: a venda e a confiança do cliente que ocasiona sua volta ao estabelecimento e a propaganda boca-a-boca.
Amigos vendedores, lembrem-se da máxima comercial: o cliente tem sempre razão e tem mesmo.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Ousadia


Segundo o dicionário Aurélio: Substantivo feminino:
1.Qualidade de ousado; coragem, destemor, arrojo, galhardia.
2.Temeridade, imprudência.
3.Audácia, petulância, atrevimento. [Sin. ger.: ousio.]

Para nós é muito cômodo permanecer sempre em nossa situação estabelecida, mas mais cedo ou tarde, algo nos impulsiona para frente, nos obriga a entrar em movimento, a mudar. Torcemos o nariz para as mudanças, mas sentimos uma sensação contraditória: o medo x a curiosidade pelo que nos espera.
Como certa vez conversava com Aluízio, nós seres humanos somos munidos de um vazio, uma falta, uma necessidade, que nunca se preenche, ou o faz de forma efêmera. Sempre estamos querendo, buscando mais para nossa vida. E nessa mesma oportunidade, eu levantei a seguinte questão: se fôssemos imortais correríamos o risco de sofrer de um tédio infinito. Tudo poderia ser feito em outra oportunidade, tudo poderia ser deixado para amanhã ou daqui a cem anos. Do extremo oposto, pessoas que recebem a fatal notícia que só lhes resta pouco tempo de vida, resolvem, na minha opinião, acertadamente, fazer tudo que sempre sonharam, antes sejam impedidos pela inexorável morte. E sentem que nesse pequeno espaço de tempo viveram mais do que os longos anos saudáveis.
A questão que eu coloco aqui e que é o motivo deste post é: Por que ao invés de esperar que as circunstâncias da vida nos empurrem à beira da morte para descobrir que se deve aproveitar a vida? Resumindo: tomar as rédeas! Assumir o controle, fazer o próprio caminho. Ousar. Vencer o medo de mudar e se descobrir outra pessoa ou ainda a mesma pessoa.
É fácil? Não. Vocês irão concordar comigo que nada é fácil nessa vida ao não ser se dar mal, quebrar a cara. Mas é um jeito (doloroso, mas) eficaz de se aprender.
Que tal começarmos aos pouquinhos: Começar novo curso, aprender a tocar um instrumento musical, dançar... Ok, algo mais light: comer um alimento diferente, aprender um caminho novo para o trabalho/faculdade/escola, fazer um corte de cabelo diferente. E quem sabe daqui a pouco estaremos escalando montanhas, enfrentando nosso chefe, comprando nossa casa própria, conseguindo o cargo do nossos sonhos.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Comunicado Especial

Caro amigos,
depois de um semestre gerando a monografia, ela finalmente nasceu! Tenho o prazer de dizer que a terminei e hoje efetuei o depósito. Isso significa que vou apresentá-la. Será no dia 5 de junho de 2009, às 11h da manhã no bloco Z na Unifor. A sala não foi definida ainda. O assunto do trabalho é Parto Anônimo (instituto que permitiria que a mulher efetuasse o pré-natal e o parto em sigilo, depois abandonasse a criança no hospital). Sintam-se convidados! Torçam pela minha aprovação!

domingo, 17 de maio de 2009

Relíquia: O Quinze



Gente, quero dividir com vocês meu achado! Tudo aconteceu de forma nada convencional. Depois da missa, encontrei um senhorzinho vendendo livros a R$ 2,00. Eu tinha que parar. Vi um de Direito, sobre mandado de segurança, mas depois da prova capenga que fiz hoje da OAB, nem senti vontade... ai mexi mais um pouco e encontrei 'O quinze' de Rachel de Queiroz. Ele estava sem capa e todo acabadinho... achei que nem estivesse completo. Deixei-o lá, mas não me contive, trouxe-o para casa. Está completo sim. Meu mais 'novo' velho livro tem 34 anos! Isso mesmo, é a 18ª edição, que foi publicada em 1975, com direito à poesia de Manuel Bandeira em homenagem à autora, é mole! Estou toda boba!
Ah, hoje mais cedo recebi de presente do Correspondente Anônimo, um livro do Stephen King, Saco de Osso! Obrigada, querido! Depois você faz a dedicatória né? Heheheh, sonha, né...
Voltando ao meu velhinho, quero dizer livrinho, vou providenciar uma nova capa para ele, vai ficar supimpa!

Ser de carne e osso


Acho que esse é o momento mais propício para escrever esse post filosófico sobre as angústias da vida, pelo menos para mim. Devo primeiro admitir que tive uma dificuldade enorme de pensar como estruturaria esse post, mas cheguei a conclusão que o negócio é deixar rolar. Vamos lá.

Primeiro, quero dizer que o estudo da Filosofia, além de ter me rendido amigos maravilhosos que eu guardo no coração até o hoje, me possibilitou aprender a observar as coisas de outro ângulo e eu atribuo a isso, a minha capacidade de reflexão. Essa é a luz filosófica. Por outro lado, a Filosofia me tirou o chão de outras tantas coisas de que eu me achava tão certa e me causou angústias e medo em relação à vida. Essa é a escuridão filosófica. A perda das certezas basilares nos obriga a procurar um novo solo em que pisar.



Segundo, Aluízio, você acertou, eu realmente passava o caminho de casa até o colégio no ônibus pensando na vida (Tabapuá - Centro). Mas mais importante do que a reflexão é a prática. É tentar, fazer experiências, aprender, errar e aprender mais. Depois de começar na Filosofia piorou ainda mais. Eu fazia o trajeto do CH da UECE (Luciano Carneiro) até a José Basto à pé e tinha dias que nem me lembrava como tinha chegado em casa, tão perdida em pensamentos como estava.



Terceiro: a coisa mais importante que eu aprendi e que uma coisa muito difícil de fazer é: conhecer a si mesmo. Se há uns sete anos atrás alguém me perguntasse quem eu era, não teria dificuldade alguma de falar. A gente começa pelo nome, depois o que faz da vida, o que gosta de fazer e ai vai. Só que essas coisas não meros acidentes... Percebi que a gente fala tanto disso como fosse nosso significado, nossa identificação que esquecemos as carateristicas mais relevantes. Por um lado isso é bom. Imagine se ao se apresentar você começasse assim: Oi, Tudo bem? Meu nome é fulana. Eu sou uma pessoa extrovertida, expansiva, gente boa, mas altamente insegura, mesquinha, tenho medo de mudanças e sou muito ciumenta. Por outro lado, ao nos omitir essas informações e substituí-las pelas primeiras, nós nos identificamos apenas com a nossa 'casca', aquilo que a gente usa externamente.


Eu digo por experiência própria e recomendo: é bom sentar diante do espelho e se conhecer. Passar além da aparência externa (aquela que nós apresentamos ao outros) e enfrentar o nosso verdadeiro eu. Vai ser difícil e é um processo contínuo. Mas é o primeiro passo.
Que fique bem claro que eu não estou defendendo que a gente saia por ai dando a cara à tapa dizendo aos quatro ventos os nossos defeitos. Pela própria estrutura da nossa sociedade. Pelo contrato social (não aquele do Rousseau) que nós travamos entre nós (as convenções sociais), você ser taxado de esquisito se começar a divulgar o seu "verdadeiro eu" por ai. Esse processo é íntimo. Eu sinceramente acho que deve ser só seu. Esse momento de descoberta vai te dar o plano geral que você precisa para começar a se entender, a antecipar suas reações e sentimentos, se preparar para eles ou mesmo evitá-los.

Quarto: Você não precisa se aceitar como é. Peraí, peraí, antes de fazer essa cara, termine ler o tópico. Sim, é isso mesmo. É papo furado essa história de você é como é e tem que aceitar isso. Na minha humilde opinião, ao nos conhecermos, nós divisamos os nossos limites e nossas capacidades e de posse dessas informações, nós estamos prontos para começar a mudar, a chegar ao nosso objetivo: o que queremos ser. Como tudo na vida não é fácil. Eu, por exemplo, sei que sou uma pessoa muito emocional, explosiva e que não gosta de ser contrariada. Sabendo disso, se submetida a uma situação de muita pressão, posso fazer ou dizer coisas quais eu não tinha a real intenção de fazer e de que eu com certeza vou me arrepender depois. Tenho que me aceitar assim? Passar o resto da vida me arrependendo de ter brigada com pessoas só porque eu tenho pavio curto? É hora de mudar. Algumas coisas a gente consegue mudar logo e é muito gratificante. Outras são tão arraigadas na gente que o processo de mudança é longo, doloroso e frustrante e ficamos imensamente tentados a desistir. E desistimos. E começamos de novo e mais uma vez desistimos. A frustração, a impotência tomam conta. Uma coisa que percebi à duras penas é que quanto nós somos as vítimas dos "defeitos" que queremos corrigir, nós passamos a ter uma visão mais nítida do quão prejudiciais eles são. E acontece algo importante: nós agora vamos querer mudar não só pela gente, para ser pessoas melhores, mas mudar para evitar magoar às outras pessoas. Isso nos dá um novo impulso para tentar de novo. Agora eu senti na pele como o meu amigo fica quando desconto o estresse do dia em cima dele. E quando estiver tentada a fazer isso, vou pensar duas vezes. Já é um começo. Posso até ter umas recaídas de vez em quando, mas elas vão servir para que saber que situações específicas me levam a explodir e a partir daí eu posso me preparar ficar "fria".



Quinto: Às vezes, saber de tudo isso não adianta nada. É muito fácil está de fora do problema, analisando-o friamente e dissecando-o, mas quando nós somos os personagens da nossa própria tragédia grega, essas racionações e receitinhas são suplantadas pelo medo, angústia, dor, remorso e lá se vai. É nessas horas que a gente precisa fazer algo que é difícil, para algumas pessoas, é mais doloroso do que o próprio problema: pedir ajuda. Ligar para aquele amigo de confiança e pedir os ouvidos, os ombros e os abraços emprestados. Pedir que ele te diga todas as coisas que você já sabe, mas que só farão efeito quando foram ditas por outra boca. Saber que se é de carne e osso e que ninguém se basta sozinho. Ter coragem de sair do pedestal em que às vezes a gente se coloca e expor o nosso frágil interior, aquele que fica debaixo da nossa 'casca'. Da mesma forma, quando aquele amigo, muitas vezes nem tão amigo assim, ligar, pare o que você estiver fazendo para ouvi-lo. Lembre-se de quanto foi duro para ele tomar a decisão de fazer essa ligação ou de bater na sua porta. Apesar de não saber bem o que dizer, arrisque, ou mesmo escute, às vezes é só o que ele/nós precismos.

Desculpe se eu adotei o tom meio auto-ajuda, mas é minha mania de tentar ser didática. No final das contas, acho que nós temos de parar de pensar que a grama do vizinho é mais verde e começar a ver que o nosso vizinho tem a mesma sensação quando olha para nossa. Não devemos ter medo das nossas dúvidas e sentimentos, mas devemos, quando quisermos, ter forças para tentar mudar, ainda que seja difícil (e na maioria esmagadora das vezes é), continuar. Keeping walking. Lembremo-nos: a cada dia recebemos uma nova chance de recomeçar e buscar sermos melhores do que fomos ontem.

Ah sim, nem expliquei porque esse era o momento mais propício para escrever sobre iss. Bem daqui a mais ou menos duas horas eu vou enfrentar a prova da OAB e estou muito ansiosa. Aproveito para agradecer aos amigos pelos votos de sucesso. Tenho a consciência limpa de que estudei e que o resultado do meu esforço deve ser a aprovação. Mas não vou mentir que estou com a barriga revirada de nervoso e quanto estiver mais próximo da prova estarei suando frio. Afinal, não é só uma prova. É o primeiro passo rumo ao meu futuro. Um novo chão em que pisar e daqui de onde eu vejo ainda não sei se é firme.
Bem, é isso. Espero que tenha sido de alguma ajuda.
As ilustrações do post são (não preciso nem dizer) de Dali, salvo a segunda figura, não sem que é o autor... achei aqui.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Você realmente está preparado?


Dia desses vinha dirigindo na José Bastos e me deparei com a seguinte cena: Um carro parado e fumaçando com provável princípio de incêncio e o motorista perdendo de 10 a 0 do lacre do extintor de incêndio do carro.
Percebi que eu ficaria na mesma situação ou pior. Nunca na minha vida precisei utilizar um extintor, apesar de achar que pelo menos na teoria eu saberia como proceder.

Mas e na hora do nervosismo? As chamas subindo e você brigando para acionar o maldito?
Essa dúvida se aplica a outras coisas. Você com certeza deve saber teoricamente como fazer uma respiração boca-a-boca, bem como salvar uma pessoa de se engasgar ou de sufocar com a própria língua, mas quando a pessoa estiver se debatendo na sua frente, ou pior não estiver se mexendo, você terá o sangue frio necessário para realizar o procedimento e vai lembrar dele?

Eu acho que ficaria enlouquecida ou em choque, não sei. Uma coisa é certa, vou tratar de aprender a manejar um extintor de incêndio e fazê-lo funcionar. Quanto às outras situações, bem, vou ver se MadameLadyReaperMcDJ aceita ser minha cobaia.

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