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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Bora viajar?


Minha gente, mal posso esperar pela próxima viagem! Dessa vez, vou para Bogotá, Colômbia e, confesso, fiquei tão empolgada que até perdi o sono no dia em que confirmamos a viagem.
E então estava cá com os meus botões pensando como tem gente que não gosta de viajar.
De longe, para mim, é o melhor investimento.
Porque, veja, não é a viagem por si só, mas tudo que vem antes e o que vem depois, ou seja, todo o processo.
Começa com um sonho, uma vontade, uma inquietação. Sua alma cigana/nômade não aguenta mais seguir os mesmos caminhos. É preciso divisar novos horizontes, respirar outros ares.
Ai é hora de colocar no papel. Planejar. Que coisa mais deliciosa!
Para os mais práticos, comprar um pacote com tudo pronto, com todo o roteiro. Onde é que eu assino?
Para quem quer uma programação totalmente personalizada, o melhor é o próprio viajante preparar o roteiro. Dá trabalho? Dá muito! Mas é bom. A viagem vai tomando forma. Vamos explorando virtualmente os locais que queremos conhecer, esbarramos com outros que não estão na mainstream turística.
Correspondente Anônimo é top em planejar roteiro de viagem. Eu planejei a nossa viagem para Buenos Aires, sofri um pouco no começo, mas deu para sair uma programação mais ou menos.
Segue algumas diquinhas que aprendi com ele:
1. Escolher onde ir – essa é hora de: “Eu quero ir lá” e tacar o dedão no mapa! Liste todos os lugares que gostaria de visitar. Tooooodoooos!
2. Breve pesquisa sobre os locais a visitar – isto vai ajudar a ter uma ideia do que vai encontrar lá, para saber se vale a pena e se está dentro de seus interesses e do seu orçamento. Esse passo ajuda muito no próximo.
3. Triagem – provavelmente não dará tempo visitar todos os lugares que você separou para ir. É a hora de eleger os que vão ter vaga garantida nesta viagem.
Lembre-se! Você sempre pode voltar! Eu sei, eu sei, eu também sempre viajo querendo ver tudo, como se fosse morrer amanhã... Não adianta escolher coisa demais e não conseguir aproveitar. Ai na próxima viagem vai ter que ir lá de novo!
4. Location, location, location! - olhe no mapinha os locais que ficam próximos, isso serve para organizar o que vai fazer em cada dia, com melhor aproveitamento do tempo e sem gastar desnecessariamente com deslocamentos.

 
5. Horário de funcionamento e valor do ingresso – importante para organizar os passeios no dia da semana. Nada mais frustrante do que se desabalar para algum ponto turístico dos sonhos e dar de cara com a porta... Algumas atrações têm dias ou horários com valor de ingresso diferenciado. Ai sobra mais grana para trazer bugingagas! Adoro!
6. Plano B – A programação não deve ser algo inflexível, lembre-se: principal objetivo é se divertir. Assim, o ideal é que o roteiro de alguns dias possa ser trocado em virtudes das peculiaridades da própria viagem. Por exemplo, se você vai algum lugar com clima frio e naquela dia estava planejado um passeio ao ar livre e, por azar está chovendo (ou nevando), mude para a programação que tenha passeios em lugares cobertos e quentinhos.
Outra coisa, nada impede de mudar de ideia em relação a um lugar ou atração e trocá-la por outra.
Mais uma coisa: você não é obrigado a nada. Com isso quero dizer que, por mais que um ponto turístico ou atração seja tradicional, você não precisa ir lá. Vá se for do seu interesse, pensando no seu divertimento. E seja feliz!
Você pode passar por experiências incríveis.
Tudo pronto?
Agora é só viajar! Aproveitar, curtir!
Fotografe menos, aproveite mais. Falo por experiência própria. Não adianta querer documentar cada segundo da viagem em fotos e não curte o momento de estar naquele lugar incrível que você sempre sonhou em visitar. Eu sei que parece besteira. Mas cerca de 90% das fotos de viagem só vão ser vistas na hora de passá-las para computador. Exemplo: fotografar tudo que tem no museu. Depois a gente nem lembra o que era aquilo mesmo.
Em minha primeira viagem internacional, visitei Nova Iorque, Boston, Washington e Ithaca. Em 20 dias, tiramos mais de 3mil fotos. Para o álbum foram escolhidas apenas 300...
E na volta, só boas lembranças! Sim, porque a viagem tem esse poder, mesmo os contratempos que te fizeram perder a compostura passam a ser lembranças engraçadas. Parte da aventura.
E sabe o que é o melhor de tudo? A viagem não acaba quando você chega em casa. Você sempre pode visitar o lugar na sua memória. Pode reviver o momento, compartilhando com um amigo que viajará em breve. Ver nos filmes e nos livros!
Ai ai, bom demais! Estou morta de feliz só porque pensei em viajar.
Depois o Correspondente Anônimo passa aqui e complementa se tiver faltado alguma coisa.
Conte sua dica para planejar uma boa viagem nos comentários.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Só uma estante, por favor! #1

Adoro admirar as estantes alheias, ver que livro tem lá, ver o sistema de organização, etc.
E visitar bibliotecas e livrarias? Bom demais! Passar horas entre livros, tocando, cheirando e lendo!
Assim, periodicamente, vamos procurar uma estante, livraria, biblioteca bem legal para gente admirar e babar juntos!
Para começar logo com o pé direito, dá uma olhada nesta foto da minha visita à maravilhosa El Ateneo Grand Splendid:

Quando em Buenos Aires, não esqueça de passar por lá!
Um antigo teatro transformado em uma livraria incrível. Umas livrarias mais lindas do mundo, segundo "The Guardian"!
Deixe suas sugestões nos comentários!
Crédito da foto: Karol Vale

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

No aeroporto







Ah, viajar é sempre bom. Tá, não seeeempre, mas na maioria das vezes é. E parte dessa maravilha é voltar para casa. Sim, porque a gente só valoriza nossa cama e travesseiro quando passamos um tempo dormindo em uma enorme, luxuosa e desconfortável cama de hotel.

E nada melhor do que ser bem recebido no aeroporto por alguém que se importa com a gente, mesmo que seja o cara da agência de viagem.

É fácil perceber quem não tem ninguém à espera. Eles pegam a bagagem e passam decididos pelos espectadores que aguardam ansiosamente os seus parentes queridos se desembaraçarem das esteiras.

Quanto aos que tem alguém que irá buscá-los, também é fácil distinguir. Quanto mais míope, mais claro! A pessoa sai com a testa meio franzida, fazendo uma varredura para encontrar sua carona e quando a localiza, é inevitável não fazer uma cara de alívio, seguida de uma enorme satisfação, de novo, mesmo que seja o cara da agência de viagem, segurando uma plaquinha com seu nome.

Na verdade, acho que sempre quis ter uma recepção especial no aeroporto. Em relação à plaquinha, já tive minha oportunidade. Não foi o carinha da agência de viagem. Na verdade, foi a família de uma amiga que gentilmente acolheram a mim e minha parceira de concursos, em Belo Horizonte.

Não tínhamos conseguido lugar para ficar e, por uma maravilhosa coincidência, tinha uma amiga que tinha família lá e eles toparam nos hospedar. Como a gente não se conhecia, eles esperaram por nós no aeroporto de Confins com nosso nome numa folhinha de papel.

Hoje, fui buscar meu digníssimo no aeroporto e tive oportunidade de observar algumas pessoas.

Tinha um grupo superanimado, com camisas combinando. Também um cara com um buquê de flores esperando. A despeito a de achar flores um presente meio furado (você não conserva por muito tempo e pior, não é chocolate...), mas admito que não ia fazer mal ser recebida com ramalhete de flores depois de uma viagem.

Tenho certeza que mesmo que meu vizinho de cadeira tivesse passado a viagem roncando, as crianças atrás de mim tivessem passado o tempo todo chutando minha poltrona, a comissária de bordo tivesse derramado café em mim, eu tivesse me molhado na maldita torneira do microbanheiro da aeronave e minha mala fosse a última a sair, diante do meu amado com um buquê de flores (mas é mais recomendável e efetivo uma bela caixa de chocolates, ou mesmo flores de chocolate, que tal?), pelo menos um sorriso torto ele ia ganhar.

Ter alguém a espera também evita saias justas. Descobrir que está sem o dinheiro do táxi, ou pior, embarcar em um táxi pirata. É porque você chega de madrugada, meio dormindo e não sabe bem o que está fazendo. E ai é que entra o seu recepcionista de aeroporto. Ele vai cuidar de você.

Taí, acho que essa seria uma profissão de futuro: recepcionista de aeroporto. Atribuições: lhe receber em qualquer horário no aeroporto; lhe levar para o hotel ou para casa; tornar a sua chegada mais feliz, por um preço módico.

Bom, deixe-me ir que tenho que fazer meu cartão de visitas de Recepcionista de Viajantes. Já tenho até o slogan: Transformando a sua chegada em boas-vindas! Que tal? Você me contrataria? É melhor ficar com meu cartão, principalmente, quando for chegar de madrugada e ninguém em casa quiser te buscar. Estou falando... depois não diga que eu não avisei.

Até a próxima viagem! Digo, próximo post!

terça-feira, 19 de março de 2013

Nós fomos: New York, Washington, Boston e Ithaca - Introdução



A vontade de fazer essa viagem vem de muito tempo e foi maximizada pela presença do meu amado Correspondente Anônimo por aquelas bandas. Os primeiros planos foram de viajar no final do ano, para passarmos o Natal e o ano novo juntos. Mas em razões de dificuldades logísticas no meu trabalho, adiei a viagem para a época do carnaval e adicionando algumas folgas, conseguiria passar quase 20 dias passeando e matando um pouco da saudade daquele meu moço mais querido.
Os preparativos
Já que ia viajar para os States, tinha que tirar o bendito visto, já que já possuía  o passaporte. No final de novembro, viajei para Recife. As duas “entrevistas” foram tranquilas. No primeiro dia, no CASV (Centro de atendimento ao solicitante do visto), colheram minhas digitais e tiraram a minha foto e pronto, liberada. No dia seguinte, no consulado, foi mais simples ainda, perguntaram minha profissão e praticamente foi isso.
O único problema é que fui emitir o visto no auge da confusão entre os correios e a DHL e recebi a triste notícia que teria de buscar meu visto pessoalmente, ou mandar alguém com uma procuração. Mas, para alegria geral, o visto chegou sem problemas, e no dia do meu aniversário!
Pouco antes disso, eu resolvi comprar as passagens, mesmo sem o documento em mãos, porque achei um preço camarada na TAM. Com a chegada do visto, senti que essa aventura ia realmente acontecer.
The book is on the table
Meu inglês não anda lá bem das pernas. Nem na época que fazia o curso, falava muito, mais por vergonha do que por falta de conhecimento, é que me atropelo um pouco (muito). Estava um pouco apreensiva em relação a isso, mas saibam vocês, que nos lugares mais críticos, como no aeroporto, os funcionários já têm algumas noções de português, o que ajuda imensamente. Alguns museus que visitamos e até o Memorial do 11 de setembro, disponibilizavam folders em português. E quando você fala que é do Brasil, o pessoal acha ótimo e fica loucamente falando “Ah, Brasil, São Paulo, Rio de Janeiro etc.”
No mais, Correspondente Anônimo me salvou e me ajudou bastante.
The winter is coming
Na verdade, eu viajei no ápice do inverno, e para uma cearense que vive nos sertões dos Inhamuns essa mudança brusca de temperatura quase me fez trincar =D. Mostrei para o Correspondente os casacos que tinha em casa, e não acreditei nele quando disse que eu iria passar frio. Pior que passei mesmo =P, mesmo toda acasacada. Já em New York City, (ah, meninas, fiquem de olho na palavra “Clearance” ou na expressão “on sale” que é o correspondente a liquidação) comprei dois casacos por uma pechincha, que foi o que me salvou. Quanto às luvas, nenhuma das que experimentei esquentam de verdade, mas é melhor do que ficar de mão de fora.
No começo, sofri um pouquinho (muito), mas ao longo do tempo, a gente vai se acostumando. Outra coisa, nada de esquecer do hidratante e do protetor solar, eu deixei de passar alguns dias (a preguiça foi maior do que a vaidade) e estou aqui sofrendo com as consequências de uma pele ressecadíssima.
Olha a tempestade chegando aí gente! (Lado sul de Manhattan, Nova Iorque, visto do Empire State Building)
A neve... pode parecer matutice, mas é bem legal ver tudo cobertinho de branco. Mas não é legal, quanto está nevando, e começa a entrar no olho. Quem usa óculos, também sofre com ela se acumulando nas lentes. Ainda fiz uma bolinha de neve, mas não tive em quem jogar =( e fiz um micro boneco de neve para LadyReaper, conforme prometi.
Vista da Baía de Boston
Também não é legal escorregar e muito menos, escutar o guardinha falando “watch your step” (olhe por onde anda), falei baixinho em português “não me diga!!!”
Outra coisa ruim do inverno, é que tudo fica seco, ai fica meio desanimado, que o diga o Central Park, que parecia a mesma paisagem de onde eu tinha acabado de sair. Mas a neve dá o charme.
Atenção, senhores passageiros!
A minha viagem, começou bem antes de Fortaleza, afinal, saí de Novo Oriente (a 400 km de Fortaleza), voei para São Paulo e de lá enfrentaria 9h de voo até o Aeroporto JFK em NYC. No avião, sentei ao lado de uma senhora supersimpática e o voo foi tranquilo, passei o tempo assistindo filmes ou dormindo, levantei algumas vezes para esticar as pernas. No final, descobrimos que era a primeira vez das duas no exterior e que ambas estamos visitando pessoas muita queridas ao coração, ela, a sua filha, e eu, o meu amado.
Muita expectativa na hora de passar pela imigração, afinal, ainda havia uma chance remota de eles me mandarem embora dali mesmo. Mas deu tudo certo, o atendente até falava um pouco de português e pisei em solo norte americano.
Tão desolado... Parece o meu Sertão... (Central Park, Nova Iorque)
Quando a Garota_D me disse que estava querendo vir para cá, comecei a trabalhar a logística da viagem. Quais cidades a gente iria visitar, quanto tempo passaria em cada cidade, como viajaria entre as cidades e, principalmente, quais atrações a gente veria. Depois que ela me falou que o visto tinha saído, obviamente, os preparativos se intensificaram.

As cidades que teriam a honra de nos receber seriam escolhidas entre New York, Washington, Boston, Chicago, Philadelphia, Niagara Falls e Ithaca. Ithaca e New York eram as duas certezas. Ithaca, por que a Garota_D queria vir para cá, conhecer a cidade onde estou morando. New York por que, bem, é New York. Chicago, que fica no centro dos EUA enquanto as outras ficam na costa leste, se mostrou muito contra-mão. Seria muito tempo perdido só em deslocamento. Niagara Falls acabou se mostrando contra-mão também. Apesar de ser perto de Ithaca (menos de 5 hrs de viagem), não existe ônibus direto para lá. Philadelphia acabou entrando muito tarde na lista, então ficou de fora. Logo, as cidades escolhidas foram New York, Washington, Boston e Ithaca.

Outra coisa que pesou na escolha das cidades que a gente iria visitar foi o deslocamento de uma para outra, avião, trem, carro ou ônibus. Ir de avião seria muito caro. Como a viagem seria no inverno, ir de carro poderia significar dirigir na neve. Não, obrigado. A decisão final ficou entre ônibus e trem, e o bolso acabou falando mais alto. Fizemos todas as viagens entre as cidades de ônibus, durante a noite. De fato, ir de trem teria sido uma escolha melhor.
A grama do Boston Common estava tão verdinha...
O próximo passo seria decidir quantos dias a gente passaria em cada cidade. A Garota_D passaria 20 dias aqui. Então, ficou decidido que seriam 6 dias em New York, 5 em Washington, 5 em Boston e 2 em Ithaca. As contas não batem!!! Calma, 1 dia para ela chegar, à noite, e mais 1 dia para ela partir, de manhã.

Agora, procurar hotel. Os albergues aqui nos EUA, geralmente, não oferecem café da manhã (dá-lhe Brasil!). Aliás, muitos hotéis aqui também não oferecem café da manhã. Procurei os hotéis nos sites ChoiceHotels e Hotels.com. Achei uns hotéis relativamente baratos, com café da manhã, e, se não perto do centro da cidade, pelo menos perto de uma estação de metrô.

Depois disso tudo, decidir as atrações, passo que também influenciou na quantidade de dias em cada cidade. Para facilitar a nossa vida, em algumas cidades, existem passes que dão desconto nos ingressos de várias atrações. Assim, nos sites desses passes, existem listas de atrações, e basta a gente escolher aquelas que a gente quer ver (CityPass e SmartDestinations foram os que a gente olhou).

Depois de decididas as atrações, fazer o planejamento dia a dia da viagem. O que fazer, quando fazer e onde fazer em cada dia. Montei uma tabelinha no OOo Calc onde as colunas eram os dias e as linhas eram as horas. Aliás, horas, não, por que as linhas variavam de 5 em 5 minutos.

Cada dia envolveria atrações mais ou menos perto umas das outras, e o GoogleMaps ajudou muito nessa hora. Nos sites de algumas atrações, tem mais ou menos o tempo que uma pessoa leva visitando aquela atração, ou o tempo do tour daquela atração, por exemplo. Isso facilitou a montagem da tabela.

Além disso, na tabela, tinha ainda os horários das viagens de ônibus, e as informações de como chegar em cada atração (qual linha de metrô, qual estação descer, por qual rua andar e em qual direção). Obviamente, isso era um backup, uma vez que os todo os mapas, com as rotas entre as atrações, foram salvos também.

Ufa, agora sim, tudo pronto, né? Não, não, ainda falta a pior parte, a mais horrenda e dolorosa. Gastar dinheiro. Comprar os passes, os ingressos das atrações não-inclusas nos passes, reservar os hotéis, e as passagens dos ônibus. Quanto mais cedo reservados os hotéis, maiores os descontos. O mesmo vale para as passagens de ônibus. Por isso, esses foram os primeiros a serem comprados, no início de dezembro. Os passes e ingressos foram comprados só em janeiro.

Agora sim, tudo pronto. Faltava só mesmo a Garota_D chegar!
Pôr do sol no Lago dos Jardins da Constituição, em Washington
Abraços,
Correspondente Anônimo

domingo, 16 de setembro de 2012

Por onde anda KrolVale?

Sabe quando você reclama da vida e da mesmice e torce por uma mudança repentina e que tudo vire de pernas para o ar?

Bom foi justamente o que aconteceu comigo.

Vinha em uma vida sofrida de concurseira, desde o fim da faculdade. Ou melhor, devo dizer que emendei tudo.

Ai os primeiros resultados começaram a chegar: passei em boas colocações em diversos concursos.

Mal sabia eu que a parte mais difícil ainda estava por vir: a nomeação. Porque afinal em concurso, não basta ser aprovado, tem que nomear.

A aflição da espera estava corroendo meus nervos e meu bolso, porque não fiquei deitada em berço esplêndido esperando a nomeação cair do céu.

Nessa toada, viajei boa parte do Brasil fazendo provas e estudando sempre.

Mas toda essa aventura cansa e eu tinha me dado um ultimato: se até o meio do ano de 2012, não houvesse nomeação, eu iria causar a mudança, precipitar os eventos. Estava cansada de esperar ver os frutos do meu sofrido esforço de estudante.

Bom, não posso reclamar, porque em março, um furacão se instalou na minha vida. Foi ai que desencantou a magia concursal e tudo começou a acontecer.

Fui chamada para cursar a formação de oficiais na Marinha no 1º Distrito Naval no Rio de Janeiro. De perfeitamente paisana a marcialmente militar de uma hora para outra.

Foi duro, sim, foi sofrido, sim, mas foi uma senhora experiência de vida. Conheci pessoas incríveis e passei por eventos que uma vida civil não poderia me dar. Surpreendi-me porque me adaptei muito melhor do que imaginava.

Na Marinha, aprendi a marchar, cantar todos os hinos possíveis e inimagináveis (os quais já esqueci =P), comandar um pelotão, manejar e desmontar uma arma, combater incêndios, viver em grupo e principalmente a ter espírito de corpo.

Além disso, fiz o estágio para aprender a morar sozinha. E quando falo sozinha, quero dizer longe da minha família, porque sozinha eu nunca estava. Durante a semana, ficava no alojamento e tinha a companhia das minhas excelentíssimas campanhas militares. O 3 Bravo era sem sombra de dúvidas o melhor alojamento. No final de semana, estava na casa dos meus tios.

E quando eu achava que a vida militar tinha me conquistado, tudo muda de novo.

Aprovada no concurso do TRE-CE (Tribunal Regional Eleitoral do Ceará), joguei minha farda para o alto e corri de volta para o Ceará. Vim fazer os exames para a nomeação, e enquanto isso rolava o desligamento lá na Marinha.

Quando finalmente acabaram os procedimentos, fui liberada. Bem me lembro, era dia 12 de julho. E no dia 13, fui nomeada em Cuiabá-MT em razão do concurso para o Tribunal Regional do Trabalho. E no mesmo dia 13 marcaram a minha posse em Fortaleza para o dia 16 de julho.

Ãh? O que? Oi?

Bem, diz a lenda concurseira que, quando chamam em um chamam em todos.

Esse foi um dos finais de semana mais dramáticos da minha vida. Eu tinha dois dias para decidir meu futuro.

No Ceará eu iria para o interior do interior do interior em Novo Oriente, que nunca na vida, tinha sequer ouvido falar e para trabalhar com direito eleitoral às vésperas de uma eleição municipal. Em Mato Grosso, havia bem mais opções, eu ia para um local mais desenvolvido, com melhor estrutura de vida, etc e direito do trabalho tinha sido minha sina desde o exame da Ordem. Convenci todo mundo que era melhor ir para Cuiabá.

Mas o coração ainda estava apertado. Alguma coisa não estava certa. Na segunda-feira, quando entrei em contato com o Tribunal descobri que existia uma chance grande de eu não conseguir ir para a capital. Pensei, interior por interior, fico no Ceará.

No dia 16 de julho, então, tomei posse como Analista Judiciária lotada no cartório da 99ª Zona Eleitoral formada por Novo Oriente e Quiterianópolis. 400km de Fortaleza.

Dia 17 arrumei as malas e dia 18 amanheci na minha nova cidade. E estou aqui desde então. Fui muito bem recebida. Meus colegas de trabalho são ótimos.

O que pega é a Eleição. Logo eu que nunca fui mesária, sequer sabia meu título de eleitor decorado, agora tenho que organizar uma.

No começo deu um desespero, tanta coisa em pouco tempo. Mas não faltaram pessoas dispostas a ajudar. É incrível como todos estão juntos para que tudo dê certo no final.

Enquanto isso, tive que aprender a morar sozinha. E dessa vez, sozinha só, largada às traças.

Aluguei um quarto em uma pousada. Eu, uma cama, uma tv, um ventilador e as minhas malas. Uma desolação só.

O clima me pegou de jeito. Eu que dormia toda empacotada no friozinho da cidade maravilhosa fui jogada na antessala do inferno. O tempo aqui é muito quente e muito seco. Nos primeiros dias, a garganta amanhecia seca e arranhando muito, como se estivesse com uma baita crise.

Ia para o trabalho a pé, uns bons 15 minutos pelo acostamento da estrada, de sombrinha, com o suor pingando pelo cotovelo e os pés fervendo.

As coisas começaram a melhorar quando minha mudança chegou. Correspondente Anônimo veio em meu socorro, trazendo meu carro e mil coisas enviadas pela minha amada mãe, que com seu toque mágico, transformou meu trágico quarto de pousada no meu cantinho, meu lar.

Se não bastasse toda essa confusão na minha vida, para piorar, Correspondente Anônimo ainda estava se preparando para ir para o exterior do exterior dos Estados Unidos. Essa viagem foi nossa despedida. =(

Um ano separados. Isso é triste, muito triste.

Pelo menos a eleição me distrai! =P

Bom, as coisas melhoram a partir dai. Já tinha algo que podia chamar de casa. Estava fazendo todas as refeições fora. Aqui em N.O não há muitas opções.

Cansada de tomar água, suco de caixinha e toddynhos quentes, tomei coragem e comprei meu primeiro eletrodoméstico de vergonha: uma geladeira. Um salto na minha qualidade de vida.

Agora eu podia viver feito gente. Ou quase. Quando saiu o primeiro salário, depois de pagas as contas foi a hora de mobiliar o meu lar. Comprei um micro-ondas, um jogo de jantar e agora eu podia até receber visitas na minha humilde residência.

Morar sozinha não é tão ruim. Cuidar da minha pequena casa não tem se mostrado muito difícil. Estou até conseguindo gerenciar minhas finanças. Mas chegar em casa e não ter ninguém te esperando é meio depressivo, por isso o telefone me socorre.

Voltando ao trabalho. Meus clientes, os eleitores, são, em regra, muito bons de se lidar. Muitos deles são bem humildes. E isso me colocou em situações bem inusitadas.

Certa vez chegou uma senhora me dizendo que precisava colocar o nome do marido no título eleitoral. Perguntei de novo e ela disse a mesma coisa. No final das contas, ela na verdade, queria mudar o estado civil de solteira para casado no cadastro. Ufa!

Perdi a conta de quantas vezes ouvi o pessoal me pedindo para ver se o título ainda funciona/presta, visto que passaram muito tempo sem votar.

Deve ser parecido com o que um médico recém-formado sente quanto vai consultar no interior.

Meus outros clientes são os membros das mesas receptoras de votos, comumente chamados de mesários, ah esses sim me dão trabalho. Foram 512 inicialmente convocados, 91 substituições realizadas e contando. Sete turmas de treinamento e mais uma para os faltosos.

Além disso, tratar de toda a logística das eleições, desde o que vai para seção até como vai ser feita a apuração.

A vida no interior tem muitas restrições, a principal delas é a internet. Aqui tem, mas quase faltando. Nem a do trabalho escapa. Mil anos para baixar o menor dos arquivos.

A distância também não perdoa. Para chegar os materiais também é uma eternidade. E para ir para casa são 6h30 de viagem de ônibus por estradas esburacadas.

Mas por outro lado, é bem mais fácil e barato ir à Fortaleza do que se estivesse em Cuiabá.

Outro problema é que todo mundo sabe que você é forasteira, onde você trabalha e logo também onde mora. Mas às vezes, penso se isso é de todo ruim.

As aventuras continuam por aqui. O furacão 2012 deu uma acalmada, mas estou profetizando que ainda vai sair mais uma nomeação: depois que eu passar pelo batismo de fogo das eleições, no apagar das luzes da validade do concurso, o TRT do Ceará vai mandar me buscar.

Mas por enquanto, só posso sonhar e dar cargas nas urnas!

Todo mundo votando nessas eleições, façam valer o esforço de todos os servidores que preparando tudo para a festa da democracia acontecer!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Eu fui (e voltei!): Fortaleza-Rio de Janeiro de ônibus


Uma experiência inesquecível, tanto que nunca mais espero ter que repeti-la na vida. Não vou revelar, por enquanto, os motivos que me levaram a fazer tal viagem dessa forma. Mas posso contar os detalhes sórdidos!



Tudo começou em uma terça feira (saída 14h -chegada no RJ quinta feira quase12h). E posso dizer que já começou mal porque o ônibus já chegou atrasado. Depois, foi embarcada tanta bagagem que parecia que todo mundo ia se mudar daqui. Eu estava levando duas malas, um delas só com o material para usar no ônibus, visto que são cerca de 2 dias de viagem daqui até o Rio de Janeiro. Para minha sorte, a cadeira do meu lado foi vazia o tempo inteiro e tinha bastante espaço entre uma poutrona e outra. (estimo entre 50cm a 70 cm) Se houve aquele espaço nos aviões iria ser perfeito. Espaço para pôr os pés. Um ponto a favor do ônibus. A cada mais ou menos 3h era feita uma parada e a cada mais ou menos 7h, o motorista era trocado. Isso é extramente importante para a nossa segurança. Um motorista disposto é um motorista alerta.

Como sabia que ia enfrentar longas e intediantes horas, solicitei a senhora LadyReaper do http://paponosense.blogspot.com, que me indicasse um livro que foi tão envolvente que eu não conseguisse largar. Resultado: levei "Jogos Vorazes" que devorei em um dia e meio e só porque estava me divertindo com outro livro de leitura obrigatória. Fantástico! Depois falo dele para vocês. E o segundo livro foi "Não conte a ninguém", muito bom também. Esse fui economizando para durar a viagem de volta.
Além dos livros, levei passatempo. Adoro resolver palavras cruzadas. Recheiei o mp4 de músicas e aulas para ir ouvindo no caminho e continuar os estudos (nerd é osso).

Banheiros e banho

Banheiro de ônibus, assim como de avião, é só para casos de vida ou morte. Então, minha política foi de, a cada parada, descer, esticar os músculos e resolver tudo o que precisava no banheiro dos postos/ponto de apoio rodoviário/restaurante/rodoviária. Muitos locais em parávamos exigiam pagamento para o uso do banheiro. Até ai tudo bem, mas o problema é que tinha lugares imundos, destruídos. Fala sério! Se vai cobrar, pelo menos preste um serviço de qualidade. E o papel higiênico era milimetricamente distribuído. Pelo menos, ninguém pode reclamar de desperdício.
O banho era um problema a parte. O medo de perder o ônibus e o incômodo de levar quase meio mundo de coisas para dentro de um espaço mínimo em que não havia lugar para pendurar nada deixava a situação supertensa. Meu primeiro banho na viagem foi de água quente, mas quente mesmo, na verdade, pelando! Socorro! Na volta já estava por dentro dos macetes e fui mais bem preparada e arrumei um banho frio e refrescante nas terras baianas.

Comida

Como falei em um post anterior, estou de dieta. Imaginei a dificuldade de seguir à risca as recomendações da nutricionista, mas não achava que ia gastar boa parte dos recursos da minha viagem com comida e que não era lá essas coisas não viu... nessa brincadeira, acabei emagrecendo 1kg. E assim nasceu a dieta do ônibus. Desculpem-me os baianos, mas foi por ai que os valores eram mais exorbitantes. Já em Minas, não posso deixar de falar do pão de queijo delicioso e no preço que eu comprei e comi com gosto de quero mais. "Bão demás"!
Na volta, não pensei duas vezes, passei no supermercado, comprei tudo que queria e precisaria para os dois dias da volta (inclusive papel higiênico=P). Economia total. Em proporção, gastei apenas 30% do valor para alimentação da ida com comida na volta. E comi bem, frutas, inclusive. (Por frutas, entenda-se bananas).

Trilha sonora

O pessoal tanto que fez que conseguiu convencer um dos motoristas a ligar o DVD. Começamos a ver o show do Alexandre Pires, que travou irreversivelmente e foi desligado. Alguém, maleficamente, andava com os DVDs de Paula Fernandes (exibido 3 vezes), Aviões do forró (exibido 2 vezes) e Eduardo Costa (exibido 1 vez) e tivemos de ouvir em som altíssimo durante toda a viagem. Meu gosto musical foi afetado irreversivelmente. "Se ele não te ama, se ele não te quer, vê se me esquece/Se me odeia, deita na BR, se me odeia, deita na BR! Vai, daquele jeito!" =D

Companhias

Passando quase 2 dias com um grupo de pessoas não tem como alguma coisa não dar errado. Havia uma pobre velhinha que não detinha mais o controle de sua bexiga. Então, precisava ir ao banheiro do ônibus de 20 em 20 minutos. Até ai tudo bem. Tudo bem, nada! Ela só ia quando o ônibus estava em movimento, vinha trombando e caindo, o que mobilizava todos os passageiros para ampará-la e ainda deixava um banheiro com uma aroma que nada parecia com o de rosas...

Atrás minha poltrona, vinham dois rapazes, funkeiros, que cantavam insistentemente as mesmas músicas, normalmente nas horas impróprias e nas horas que eu estava para dormir. Posso dizer que, pelo menos, tinham uma boa voz para cantar.

Mas comparada com a volta, isso foi fichinha.

Já no começo do meu retorno, um cidadão embargou no ônibus com uma garrafa de rum, que entornou sozinho. Depois veio conversar com outros rapazes que estava nas poltronas atrás das minhas (novamente a cadeira do meu lado veio vazia). Quando cidadão, que a essa altura estava totalmente bêbado, perguntou se podia sentar do lado de um dos homens com quem conversava. Diante da recusa do outro e com os brios feridos, voltou para sua poltrona. Estava vendo a hora de ele ser arremessado pelo vidro frontal do ônibus, tal era a maneira como ele cambaleava. 

Foi acudido por dois senhores que tentaram fazê-lo sentar, mas sem sucesso. 

Ele foi nocauteado depois de bater a cabeça no maleiro do ônibus e dormir (para não dizer que ficou inconsciente) boa parte do 1º dia de retorno. Depois acordou bem, sóbrio e provavelmente com uma dor de cabeça tão inesquecível quando a minha viagem.

Justamente quando eu pensava que tudo ia melhorar, outra leva de rapazes começou a beber. Na segunda exibição do DVD do Aviões, havia dois deles sem camisas dançando forró no meio do ônibus em movimento.

No final da viagem, eu já não conseguia nem sentar direito. Usei todas as posições possíveis e imagináveis.

Condição das estradas

Infelizmente em diversos trechos, a BR 116 está uma cratera só. Buracos que tomam faixas inteiras da pista e que não oferecem outra alternativa a não ser passar por dentro deles. Acho um verdadeiro milagre a viagem ter corrido sem qualquer problema mecânico no ônibus. De qualquer modo, a cada parada mais longa, o ônibus era verificado e tal.
Veja: http://baixioceara.net/trechos-da-br-116-entre-ico-e-jaguaribe-e-o-3%C2%BA-pior-do-pais

Você já deve estar se perguntando: "Afinal, teve alguma coisa boa nessa bendita viagem? Teve sim. O Brasil é simplesmente incrível. Passagens belíssimas. Visual fantástico. Isso fez o esforço valer a pena. Claro que seria melhor parar mais tempo para apreciar os locais e tal, mas não se pode ter tudo.

Como disse no início foi, sem dúvida, uma experiência inesquecível. Esse tipo de coisa serve para gente valorizar o que tem, principalmente no que diz respeito a conforto e paciência. Acho que nunca mais vou me queixar de atrasos aéreos, por exemplo. Troco sem nem pestanejar 45h de ônibus por 3h de vôo com escala, conexão e o escambal. Dá para sentir falta até da barrinha de cereal da companhia aérea. Mas se perguntar se eu encaro de novo uma viagem longa assim, mas de carro, aproveitando para conhecer tudo, pode ter certeza que sim. Eu quero desbravar o Brasil e conhecer tudo que tem de bom por aqui.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Eu fui: Porto Alegre/Teresina/eu li: The wizard of Oz

Caros amigos, nem vou dar explicações sobre minha ausência porque vocês já sabem e bem, chega!
Eu vou terminar meu relato sobre Porto Alegre informando que conheci uma menina incrível, chamada Dani. Nós nos hospedamos no mesmo lugar e depois fomos passear juntas pela cidade. Olha como as coisas são. Ela já tinha comprado o ingresso dela no dia anterior. 

Eu fui correndo (literalmente, porque faltava pouco mais de 1h30 para o passeio no ônibus aberto pela cidade). Consegui o último ingresso na parte de cima do ônibus e foi logo ao lado dela! Dividimos a louca paixão febril pelos livros e ficamos horas na Saraiva do shopping da cidade, escolhendo mil livros e levando só uns poucos para casa. "Brigamos" porque ela encontrou primeiro o último exemplar dos contos de fadas e eu também queria, mas consegui superar as mágoas quando ela me deu um squeeze da Penguim books de presente. Provamos um cupcake lindo, mas meio sem graça. Jantamos e voltamos para o hotel. A cidade de Porto Alegre é linda, mas estava infernalmente quente. A prova não foi lá essas coisas, mas ganhei uma nova amiga e já é muito lucro! As fotos foram tiradas pela Dani. Enjoy!

Por falar em calor, fui mais uma vez para Teresina. Mas novamente fui abençoada por temperaturas amenas e pela recepção maravilhosa da Tia C. que pedi emprestada a minha bestfriendforever Manu mais uma vez. Tomamos sorvete para já entrar no clima quente, mas foi só ameaça. Na manhã da prova, o céu desabou por lá e alagou a cidade. Conhecemos o sítio da família (ah,deixe-me explicar o plural, uma amiga também concurseira foi comigo). Foi bom ficar isolada do mundo por algumas horas, sem telefones, sem barulho de carros, poluição. Dispensei até a tv.  De volta à cidade, o tempo estava formado: muita chuva a caminho. Posso dizer que senti frio em Teresina, sério mesmo! Com direito a arrepio e tudo. Essa prova já foi um pouco melhor.


"There are no place like home"! Mesmo desbravando lugares lindos por todo Brasil, nada melhor do que estar de volta ao ninho!

 Eu sempre achei que conhecia a história de "O mágico de Oz". Na verdade, tinha certeza de ter visto o filme. Mas, no final das contas, só vi alguns trechos e o que vi mesmo foi "O mágico de Orós" que é um clássico também.

Apesar de estar meio enferrujada para falar inglês, não senti dificuldade para ler. Abandonei o dicionário desde o início, porque estava emperrando a leitura. Só se não desse para compreender a frase de jeito nenhum é que vale a pena apelar.
Gostei do livro, me surpreendi muito com alguns fatos na história e a partir de agora tem #SPOILERS#. Então leia por sua conta e risco. Há algumas diferenças entre o livro e o filme, mas como não vi o filme inteiro, isso fica para um próximo post. Há cenas um pouco violentas protagonizadas principalmente pelo Homem de Lata (com o sobrenome irônico de Woodman - homem de madeira), por exemplo, quando a bruxa do Oeste manda lobos para despedaçarem os viajantes da estrada de tijolos amarelos, e nosso alumínico herói corta a cabeça de todos eles, um a um. Dorothy acorda, assusta-se com os cadáveres dos lobos e depois vai fazer um lanchinho. 

O grande e terrível mágico de Oz é um impostor, chegou lá de balão e foi confundido com um grande mago, convenceu o povo local a contruir a Cidade Esmeralda e se trancou lá dentro do palácio e nunca mais ninguém o viu, até que Dorothy e os outros o desmascararam. Ele dá a cada um o que desejam de uma forma meio torta: forja miolos cheios de agulhas para o Espantalho (para ter o pensamento afiado), coração de serragem para o Homem de Lata e faz o Leão Covarde tomar uma gororoba lá para ficar valente. Constrói um balão para Dorothy, the witch slayer, matadora das Bruxas Malvadas do Leste (esmagada com uma casa) e do Oeste (derretida por um balde de água - não teve a mesma dramaticidade, né), mas no final das contas, Oz foi embora sozinho.
 Dorothy podia ter voltado assim que calçou os sapatinhos prateados (e  não de rubi como no filme). Bata os calcanhares e em três passos estará onde desejar. Com o trânsito em Fortaleza do jeito que está, caíria bem uns sapatinhos assim. Final feliz!
Ufa! Sei que é tudo muito corrido! Mas é o jeito! Abraços a todos! Um ótimo feriado. Bom descanso! Cuidado com o trânsito, o excesso de chocolate e, principalmente, de vinho!

sábado, 12 de março de 2011

Eu fui:Porto Alegre - Dia 01



Oi pessoal,
Dessa vez o relato das aventuras será simultâneo. Troquei o Vade Mecum pelo Notebook e aqui estou conectada.
Depois de mais um vôo corujão (3h30), fiquei um pouco mais de 2h em Brasília. Só que desta vez estava munida de divertimentos! Assisti ao filme 'Comer, rezar e amar'. Totalmente filme de mulherzinha, C.A. escapou de ser obrigado a ver junto comigo. Devo confessar que a maior parte do filme é muito gostoso de ver e dá uma vontade louca de seguir os passos delas, mas no meu caso, eu levo o digníssimo comigo para engordarmos juntos na Itália... 
O personagem de Javier Bardem é brasileiro e tem o estranho costume de beijar os filhos na boca. No filme dá a entender que esse é um costume nosso... nunca soube disso não.. Fora isso, o filme é divertido, principalmente a parte da Itália... ai ai, também quero!
Depois do turbulento vôo de Brasília para Porto Alegre, peguei um táxi e vi direto para o Hotel Juliz. É um casarão antigo, com direito a piso de madeira e tudo. O quarto é bem simples, mas está munido de televisão, geladeira e microondas. A única alfinetada é a falta de café da manhã, mas há diversos mercadinhos nas redondezas, bem como o supermercado Zafari, e com geladeira e microondas, dá para dar conta do caso.
Já encontrei o Ministério Público =P. A foto está meio torta porque tirei com o celular no meio da rua (não dá para vacilar, né...)
Minha câmera fotográfica está passeando em Gramado e deve voltar hoje à noite para casa. 
Agora vou estudar e fazer as últimas revisões, me desejem sorte!

terça-feira, 1 de março de 2011

Eu fui: Campo Grande-MS


Voltei de mais uma viagem para concursos, triste porque não deu tempo conhecer a cidade. Não tenho fotinhas =(, mas quero registrar que o pessoal de Campo Grande é supergente boa, muito prestativo e receptivo.
A viagem de ida e volta foi superdesgastante. Vou incluir mais uma dica no pequeno manual do concurseiro liso: " Apesar de ser liso, você é gente! Então, ao optar por passagens baratas, leve em conta a quantidade de escalas/conexões, bem como o tempo de espera em aeroportos." Só em Brasília, devo ter ficado pelo menos 5 horas, somando ida e volta.
Chegando lá, peguei o táxi com outras três pessoas, duas delas de Fortaleza também. Fiquei no albergue Hostel Campo Grande. Fora o problema com a minha reserva, o albergue é arrumadinho, tem internet sem fio, três computadores para uso dos hóspedes, piscina e tal. Não esquentei com a confusão com a reserva, por isso já virou coisa comum, principalmente quando se faz a reserva com quase 3 meses de antecedência. Isso não é privilégio de albergue não, viu! Quando fui à Curitiba, fiz o pacote com Casa Blanca Turismo e uma semana antes de viajar descobri não tinha reservas. O pessoal de lá resolveu, nós ligamos para o hotel e eles disseram que estava tudo certo. Quando a gente chegou, nada de reservas, fomos colocados em outro hotel.
O taxista que me levou ao local de prova me entregou o ouro, disse que ônibus eu podia pegar, onde podia almoçar (no Shopping Campo Grande) e que dava para ir a pé ao UNIDERP, local onde fiz a prova.
Consegui visitar o mercado municipal, mas pelo avançado da hora, a maior parte dos estandes estava fechada.
Domingo, fiz o check-out, deixei a mala no maleiro e fui para parada de ônibus. Lá eles não tem cobrador  e passagem é R$ 2,50. Acho perigoso o cara ter que dirigir e dar troco ainda por cima. No shopping,  estudei até 11h quando de repente parece que todo mundo da cidade começou a chegar. Junto com uma colega fui garantir o almoço, foi só o tempo certo de evitar todas as filas.
Caminhamos até a UNIDERP e lá o mais inusitado aconteceu: fui picada por uma abelha na mão direita. Detalhe que já estava toda enfaixada de Salompas por causa das dores no braço e mais essa.
Fiz a prova, que durou 4h30mim sentindo dores. Não deu tempo nem tomar água, muito menos ir ao banheiro.
Na saída, caminhei para longe da universidade, porque lá sabia que nunca conseguiria pegar um táxi, tamanho o engarrafamento que estava. Decidi seguir em direção à Av. Afonso Pena e lá decidir o que fazer. Encontrei uma moça indo na mesma direção. Perguntei se ela se incomodava que eu caminhasse junto com ela, e lá fomos nós conversando. Ela me contou que foi ao local de prova com uma sandália nova que tinha comprado e, já perto de chegar, o salto da sandália, que a menina não tinha sequer começado a pagar, partiu-se ao meio. Quando começou a tirar os restos do calçado, uma pessoa passou de carro, baixou o vidro e entregou para ela um par de chinelos. A minha companheira de caminhada estava maravilhada, e eu também não deixei de ficar, com o tamanho da bondade alheia.
No meio da conversa falei que ia ao aeroporto e perguntei que ônibus podia pegar. Ela falou que morava lá perto e podia ir comigo até lá. Achei que ela estava falando em ir de ônibus, então achei ótimo, só que tinha que pegar as malas.
Resumo da ópera: a moça se chamava Carolina (pense numa coincidência!), me deu carona até o hotel, esperou que eu buscasse minhas malas e me deixou dentro do aeroporto.  Confesso que na hora bateu uma dúvida cruel em aceitar a carona, afinal, com essas coisas que acontecem no mundo, sempre bate um medo, mas confiei nos meus instintos e deu tudo certo. Trocamos telefones e espero um dia encontrar com ela de novo.
Isso reflete o espírito do verdadeiro concurseiro. Ser concurseiro não é querer detonar todos os concorrentes e passar por cima dos outros, é compreender a dura condição em que todos que escolheram essa vida estão. Para conseguir nossa vaga, passamos por situações inusitadas e difíceis, nada mais natural e humano do que ajudar ao próximo e saber se colocar na posição da outra pessoa.
É importante registrar esse tipo de história para que saibamos que nosso mundo e nossa sociedade ainda não estão perdido. No meio de toda a violência, criminalidade, indiferença e maldade, ainda há pessoas que se prestam ao ouvir o apelo do outro e ajudar.Façamos a nossa parte!

Próxima parada: Porto Alegre.
Crédito foto

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Pequeno manual do concurseiro viajante liso

Pessoas,
Até novembro de 2009, eu nunca tinha saído do Nordeste. Quando entrei nessa vida de concurseira, as primeiras provas que fiz foram aqui na cidade. Depois da aprovação no TRT7, senti que podia arriscar mais. E fui parar em Belo Horizonte. Desde então, minha mala está praticamente pronta todo o tempo. Virei uma viajante profissional, pelo menos pelo Brasil (Natal-RN, Teresina-PI, Belém e Marabá-PA, Belo Horizonte-MG, Curutiba-PR, Florianópolis-SC e em breve Campo Grande-MS e Porto Alegre-RS) . Aqui vai umas diquinhas para quem deseja alçar vôos mais altos e passar da soleira da porta de casa e aproveitar oportunidade de concurso em outros lugares.



1.Seja realista: Viajar para qualquer lugar para fazer concurso é sempre um investimento, e se você é um concurseiro liso, significa que dinheiro é dinheiro e não pode ser desperdiçado! Você deve ter condições de competitividade para enfrentar um concurso fora. É claro que não há como garantir aprovação, mas deve haver pelo menos uma chance real disso acontecer. Lá fora não é lugar de treinar.

2.Decida rápido: Quanto maior a antecedência, mais economia. Quando o edital sair, você precisa já ter decidido fazer a prova. Cada dia (em alguns casos, cada hora), os preços sobem.

3.Ônibus, carro ou avião? O meio de transporte a ser utilizado irá depender da distância do local do concurso e de seus recursos. Levem em consideração o cansaço da viagem, agravado ainda mais se você tem problemas para dormir (como eu). Fazer prova cansado é um tiro no pé. O carro é uma boa opção para um grupo de pessoas para uma distância razoável. Nos restante das hipóteses, a solução é o avião. 

4. Bagagem: leve o mínimo necessário. Afinal, ficar para lá e para cá com malas pesando toneladas, não é legal. Leve suas anotações e, se quiser, o Vade Mecum ou algum livro. Enquanto espera, por que não dar uma revisada? Se não conseguir olhar nada, serve pelo menos de conforto psicológico.
5.Acomodações: concurseiro liso não tem como escolher muito. Dividir quarto é uma boa porque faz cair bastante os custos. Essa opção está disponível principalmente em Albergues . Lembrando da dica nº2, os albergues são as acomodações mais baratas, então são as primeiras a lotar, assim, hurry up!  Dê preferência aos hotéis/pousadas mais centrais. O acesso é mais fácil e a chance de o local de prova ser próximo é grande.

6.Madrugue: se vai de avião, as passagens aéreas mais baratas normalmente são as da madrugada. A não ser que seja absolutamente necessário e próximo, não viaje no mesmo dia da prova. Atrasos e cancelamentos são muito comuns, melhor não arriscar.

7.Conheça o terreno: para mim, é quase um ritual. Normalmente chego um dia antes da prova. Depois de me acomodar no hotel/albergue/pousada e comer, é hora de visitar o local de prova. Isso serve para analisar os acessos e quantificar o tempo para chegar lá. 

8.A hora do turista: Depois da prova é hora de turistar. Ninguém é de ferro, né? Além do mais ir para uma cidade nova e não olhar nem de lado é covardia. Pesquise antes de ir, planeje-se. Ao chegar lá, procure obter mapas, informações com os moradores.

9.Com que roupa eu vou?(Contribuição do Correspondente Anônimo): É importante pesquisar as condições climáticas que você vai enfrentar na época da viagem e levar vestimentas de acordo.Lembre-se de ir fazer a prova usando roupas confortáveis, folgadas, para que você se sinta bem à vontade. Leve um agasalho, às vezes, o ar condicionado não perdoa.
Ufa!

No final das contas, essas dicas também servem para o viajante turista liso. Apesar de estar cumprindo uma obrigação, viajar é sempre bom, conhecer novos lugares, pessoas, culturas diferentes. Hoje em dia, a maioria dos cartões de créditos tem parcerias com programas de milha, informe-se com sua operadora e acumule já. Amplie seus limites (olha que slogan bom, patrocinadores... eu tenho futuro! Contatos pelo comentários!)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Feliz Natal/Feliz Ano Novo/Eu fui/Eu vi/Eu li

Pessoas!
Passei tanto tempo longe que quando voltei vi que o blog está de cara nova! Aluízio, obrigada por cuidar bem da nossa criança. Eu, uma mãe desnaturada e estudiosa, não tenho cumprido com minhas obrigações blogais. Pois, vamos tirar o atraso já. De uma maneira objetiva e rápida.
Desejos de fim de ano:
-->Meus mais sinceros (e atrasados) desejos de Feliz Natal e um Ano novo supimpa (é o novo!)

Eu fui: Florianópolis - SC


--> Na última etapa da odisséia concursal do ano de 2010, fui a Floripa, prestar o concurso do TRT. Ficamos em um hotel bem no centro da cidade, perto de tudo. Fomos recebidos por uma família maravilhosa que cuidou da gente e nos levou para passear em lugares ótimos (Lagoa da Conceição, Mirante, Praias, Fortes, etc.). Pena que o sol estava de férias por lá e a gente pegou chuva, muita chuva e nem rolou um banho de mar. Fizemos um passeio de barco bem legal e visitamos os Fortes de Anhatomirim e Ratones, mas nada de sol.  Passei meu aniversário fora :(, primeira vez na vida. Muito ruim. Minhas companheiras concursais comemoraram comigo (valeu, meninas), mas tenho que confessar: não é a mesma coisa que comemorar 4 vezes o aniversário! Sem falar que várias pessoinhas não ligaram, nem mandaram mensagem no dia fatídico. Deixa para lá, sem ressentimentos! Ano novo vida nova! (será?)

Eu vi: Tron Legacy


Assisti ao primeiro Tron (1982), quando era bem criancinha e fiquei chocada com os efeitos. Assisti de novo com C.A, ano passado, e destruí minhas boas memórias (desrespeitei a regra dos 15 anos). A crítica foi dura com TL e disse que era só efeitos especiais vazios. Pela primeira vez na vida, fui ver um filme com baixas expectativas e ele me surpreendeu de uma maneira positiva. Comparada à história completamente maluca e inverossímel do primeiro filme, TL tem uma narrativa sustentável para ser plano de fundo para efeitos especiais irados e uma trilha sonora completamente adequada do Daft Punk. A história tem umas referências religiosas maquiadamente explícitas: o filho do criador da Grade virá para salvar a todos do maligno Clu, criado à imagem e semelhança do criador e corrompido pela busca incansável pela perfeição.
Se, no final das contas, o filme foi desculpa apenas para ter Disc Wars e Lightcicles on the Grid para mim valeu. 
 

Eu li: O Símbolo Perdido


Senhora me deu de presente de aniversário este livro que queria tanto ler. A sociedade secreta da vez é a Maçonaria. Dessa eu conheço um pouco para saber se está falando baboseiras ou não. O livro segue a mesma receitinha de 'Anjos e Demônios' e 'Código da Vinci': Robert Langdon se mete em uma enrascada que vai lhe custar a vida se ele não desvendar códigos malucos que alguém importante de uma sociedade secreta importante, que morreu ou está à beira de morrer, deixou, porque algum doido megalomaníaco quer alguma coisa que pensa existir para dominar o mundo ou coisa do gênero. Chega uma hora no livro que é tanto código que abusa. E escreve tanto para morrer na praia com um final forçado, que chega a dar dó. Algumas informações e curiosidades sobre a Maçonaria se salvam e te dão coragem para passar para a próxima página. A única vantagem é que o livro desfazer alguns mal-entendidos relacionados aos segredos da Maçonaria, provavelmente causando outros, mas vale pela tentativa.

Por enquanto é só!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Natal-RN 2010 ... de novo!




Ô terra boa! Quero morar lá! A única coisa ruim de Natal é ter que ir embora de lá. Faríamos a viagem de carro pela segunda vez nesse ano para lá. Quatro viajantes: Eu, C.A., Dani, e mais uma nova colega que encontraríamos em Mossoró. Carro revisado, tanque cheio, pneus calibrados (inclusive o step, hein, nunca se sabe) e 14h de música no pen drive e estávamos na estrada, que está muito boa por sinal. Só ficamos emperrados na entrada de Aracati, porque estão reformando a ponte. 
Paramos apenas em Mossoró para pegar nossa 4ª passageira, seguimos viagem. Deixamo-na (é assim mesmo?) em Parnamirim e chegamos (amém) no Albergue Verdes Mares, na Ponta Negra, o filé de Natal. O restaurante em que comemos da vez passada havia se mudado e a gente teve que se contentar com o restinho de almoço de um self-service lá perto.
Não me lembro se na outra postagem falei dos albergues, de qualquer forma, reitero: é uma opção boa e barata de hospedagem e você ainda conhece gente de todo lugar.
Descemos para a praia, tomei um suco delicioso de morango com laranja, acho que o nome da barraca era Astral. O açaí de lá também é uma maravilha. Quando nossa outra companheira de concurso chegou, fomos começar the quest pelos locais de provas. A gente imprimiu mapinha e tudo, mas tinha um quarteirão que não estava onde deveria estar e ficamos subindo e descendo a rua, até conseguir a informação correta. C.A. ficou responsável por nos deixar nos locais de prova. Ainda bem, porque se dependesse só de mim e dos mapas a gente não chegava a lugar nenhum. Fomos até a rodoviária, para os meninos comprarem passagens para Pipa, passamos pela frente do TRT-RN.
Jantamos no Restaurante Dali, também próximo ao albergue (tô dizendo que a gente ficou na parte boa da cidade, tudo perto). Foi a jarra de suco mais cara ever que eu já tomei: R$ 15,00.  A gente encarou uma pizza grande, que estava mais para média, e conversamos um bom tempo. Hora de dormir.

No domingo de manhã, pegamos um pouco de engarrafamento, mas todo mundo chegou no horário. Eu fui a primeira pessoa a colocar os pés na faculdade Maurício de Nassau quando os portões abriram, espero que isso seja bom sinal! Junto comigo, foi Ana Paula, que conhecemos lá na pousada, gente superboa.

Taí o porquê do nome do restaurante

Saí faltando 15 mim para terminar o tempo. C.A., Dani e Tiago pegaram Ana Paula e a mim e fomos buscar Lívia. Depois de deixar o pessoal na rodoviária, paramos na frente do TRT para tirar fotos.

 

Almoçamos no Shoppingzão Grandão ou Midway Mall. Deixe-me explicar o nome: da 1ª vez que a gente foi a Natal, batizamos o Midway Mall de shoppingzão grandão e pegou. O Tiago criou o slogan: Porque não basta ser 'Zão', tem que ser grandão. Abobrinhas a parte, buscamos outro colega recém conhecido, William, e fomos visitar o Forte dos Três Reis Magos e comer soverte. Dessa vez, provamos de jaboticaba, rapadura com castanha, e comemos de novo, mangaba, banana caramelada e tamarino, uma delícia! 

A tartaruguinha parece voar, né?
Descobrimos que tinha um aquário na praia da Redinha. Fomos lá conferir. Bem legal, tinha tubarão, pirarucu, jacaré, mas também macaco, cobra, etc. Em um dos tanques, tinha um par de tubarões -lixa, que segundo o guia, podia ser tocados. C.A. foi o primeiro do grupo a fazer tal proeza. Eu hesitei, mas perdi o medo. Muuuuuuuuuito estranho, a pele do bicho parece uma lixa mesmo. Nunca pensei se fosse sentir a respiração de um tubarão com a mão e ele no mesmo tanque, mas depois de uma prova do CESPE, nada me mete medo.

 
Peguei nesse aqui.
Acabamos a noite na praia. Tomei banho de mar à noite, só faltou a lua cheia para deixar o visual ainda mais espetacular, mas não se pode ter tudo, né?
Depois de jantar, acabou a pilha. Hora de dormir. Saímos cedo na segunda-feira, passamos o dia na estrada, passei por uns aborrecimentos, mas que não merecem ser registrados. Três já foram, falta mais uma.
Próxima parada: Florianópolis-SC.

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