Que o tempo é relativo eu sempre soube, afinal, a filosofia e a física vêm dizendo isso há muito tempo, mas acho que nunca senti tanto o peso dessa relatividade quanto esses dias, quando eu descobri que nessa terça (dia 31 de março) Matrix completou 10 anos de existência!Nuuuuuuossa! Dez anos! Uma década! Isso é bastante tempo, mas, ainda assim, parece que foi ontem que uma mini versão minha (que nem sonhava que iria virar essa criatura que agora se denomina LadyReaper) assistiu o filme pela primeira vez com apenas 9 anos (yes babe, I'm still a kid!). Eu e a Garota_D (eu não digo quantos anos ela tinha na época não... =P, mas quem conhece pode fazer as contas) fomos assistir o VHS dublado (Eita poeira!) na casa de um random cousin, que eu não lembro bem quem era, para descobrir porque aquele filme causou tanto burbúrio na mídia que a notícia chegou até a nossa pequena cidadezinha conhecida como ante-sala do inferno! (para você ter idéia de como nós ainda eramos totalmente desconectadas do mundo virtual, eu nem sabia quem era Keanu Reeves! Hell, eu nem sabia o que era internet!)
Apesar de eu ter conseguido acompanhar o filme até direitinho, não é nenhuma surpresa que eu não entendi nada da história que ficava toda nas entrelinhas (acho que nem a Garota_D entendeu.). Eu só entendia que tinha um pretty guy lá que chutava bundas de sobretudo preto quando enfiavam uma agulha gigante na base do cérebro dele!
A segunda vez que eu mergulhei em Matrix, foi numa sessão de cinema que fiz na casa de uma colega de escola em 2004, assistimos Reloaded e Revolutions, mas ainda assim a profundidade da história não foi absorvida totalmente! Dessa vez eu tinha o conhecimento que existia um mundo real e um mundo virtual controlado pelas máquinas e o pretty guy chutando bundas com uma roupinha whatever preta e uns óculos estilosos tinha que salvar a humanidade. Era puro entertainment ainda.
Acho que só fui realmente viver the matrix experience há uns dois anos atrás, mais ou menos, quando a Garota_D comprou o livro Scifi-Sciphilo, a filosofia pelos filmes de ação. Me senti como o Neo acordando dentro da capsula de gosma! Completamente out of place! Como todas aquelas referências, todos aquelas detalhes tinham passado despercebidos por mim quando eu assisti o filme?
Então o que eu fiz? Aproveitei que meu vício pelo Keanu estava a toda na época e, juntando o útil ao agradável, comprei (com paitrocínio que na verdade tava mais pra maetrocínio) a box da trilogia para assistir de novo.
Foi totalmente uma nova experiência, uma nova forma de entender o filme e o mundo de Matrix, logo eu estava completamente fascinada pela aquela obra de arte da ficção científica e da ação e ainda mais xonada no Keanu (claro que o pretty guy chutando bundas ainda era fundamental).
Aí eu entrei na faculdade e onde eu tive minha primeira cadeira de filosofia e um dos textos de discussão era justamente sobre Matrix. Nem prestou! Assisti de novo, descobri mais coisas novas, mais detalhes... E daí minhas próprias teorias começaram a aparecer e Matrix foi eleito um dois meu top 5 filmes favoritos.
Hoje eu posso dizer que, apesar de não ter sido minha porta de entrada para o fascinante mundo nerd, Matrix definitivamente consolidou minha estada aqui.
Essa semana, 10 anos se passaram desde que a parceria entre os irmãos Wachowski e Keanu Reeves lançou o filme que revolucionou o gênero de uma forma que ainda deixa muita gente de boca aberta e merece uma celebração! Eu vou tomar a pílula vermelha novamente e sair da Matrix junto com Neo, Morpheus e Trinity (mas só porque eu não tenho como fugir dessa troço mulher-macho ¬¬) e você? Vai ter coragem de seguir o coelho branco e descobrir o quão fundo a toca do coelho vai, oh dear Alice?







