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sábado, 17 de setembro de 2016

Saudades de Vallentina...




Vallentina me ganhou no grito, costumo dizer.
Depois de 8 anos de morte da minha gatinha Nika, pensei que nunca mais iria criar outro gatinho.
Ainda resisti por dois dias aos miados alucinados, no terceiro, fiquei assustada com o silêncio e quando fui conferir o que aconteceu, encontrei-a dormindo sozinha na área externa no local onde trabalho.
Ai não aguentei mais. Coloquei ela no colo e  perguntei à minha mãe o que eu fazia (pelo Whatsapp) e ela me disse para trazê-la.
Ela cabia na palma da minha mão. Muito elegante em seu paletó, com as mangas dobradas e as pernas da calça dobradas. Tinha o pelo ralo, parecia mais um ratinho.
Tinha uma garganta muito potente e miava bem alto.
Costelinha, o cachorro lá de casa ficou encantado com ela e queria desperadamente brincar.
E assim no dia 3 de junho de 2015, começou nossa história.
A cada dia, eu estava mais apaixonada. 
Minha mãe queria dar-lhe o nome de Dora. Mas meu marido que teve a honra de escolher o nome vencedor: Valentina. Valentine é uma personagem do livro que ele estava lendo na época, Ender's game. Era a irmã do protagonista.
Gostei da sonoridade de Vallentina Vale. O l duplo foi obra da minha mãe.
Vallentina viaja comigo para Fortaleza e depois de volta para Limoeiro. Adaptou-se bem a essa rotina e morava e mandava nas duas casas.
Era tida como anti-social, porque só aceitava uma certa quantidade de carinho e depois ia embora. 
Se tivesse visita em casa, desaparecia até a visita sair.
Minha irmã costumava dizer que nunca tinha visto uma gata tão parecida com a dona. 
Gostava tanto quando sentia o corpinho quente dela me fazer companhia durante a noite. Pena que logo em seguida, levava uma mordida no pé, porque, a essa altura eu já devia saber que a madrugada é a melhor hora para brincar.
Era infalível em nos acordar 5h40min para pedir comida e para que abríssemos a porta. Em troca, pulava no nosso colo e se deixava ser acariciada e ronronava, para nosso prazer.
Destruiu nossa poltrona, quebrou xícara da minha coleção, mordeu, arranhou, rasgou, derramava água e a comida, adorava uma bagunça, mas nunca consegui ficar chateada com ela mais do que alguns segundos.
No dia 20 de junho de 2016, tive um pico de pressão arterial e na terça viajamos para Fortaleza.
Como iria ter um curso na sexta-feira, achamos por bem deixar Vallentina, voltamos para casa em Limoeiro na quarta-feira.
Quando cheguei do trabalho, Markos me deu a notícia de que minha mãe tinha ligado e a Vallentina tinha desaparecido. A princípio não fiquei preocupada, porque pensei que ela logo voltaria, mas com o passar dos dias, meu coração ficou cada vez mais apertado.
Na sexta-feira de manhã, subi no telhado, andamos pelas proximidades, avisamos a todos no prédio, mas obtivemos nenhum sucesso.
E até agora essa angústia continua.

Tento não perder as esperanças, mas é muito difícil.
É um sofrimento muito grande que só quem amou muito um animalzinho pode sentir.
Chorei e choro muitas vezes, ainda não consigo ver os brinquedos, e as coisinhas dela sem me emocionar.
Tenho certeza que muita gente acha isso uma besteira. Sofrer por um gato, vê se tem cabimento. E talvez esse seja um dos motivos porque eu não encarei minha dor de frente e cada vez que me deparo com ela, é como se fosse a primeira vez.
Alguém me disse que a gente é ensinado que deve ser feliz a qualquer custo e que, por isso, a gente não é preparado para lidar com a dor. Ninguém deixa a gente chorar, passar pelo processo de perda, de luto como precisamos passar. Se alguém nos vê chorando, diz logo: "Não chora, vai ficar tudo bem". "Vai passar".
Essa pessoa também me disse que é normal sofrer assim quando você perde um bichinho que amou tanto. E estou tentando encarar essas emoções, mesmo sendo difícil.
Talvez a cada dia, diminua 0,01% da dor, e talvez um dia, tudo o que me resta será uma saudade enorme.
Quero aproveitar e dizer para você que também perdeu um amigo animal muito querido, a dor é grande mesmo, demora a passar, mas se a gente se der a chance de enfrentar esses sentimentos, de senti-los e aprender a conviver com eles, talvez a gente não precise mais se privar de lembrar dos bons momentos que passamos com nossos bichinhos.
Quanto a adotar outro gatinho, ainda estou pensando. Não há como substituir, isso nem precisa dizer, mas tenho certeza que será um amor novo e todo especial, assim como o que eu senti pela Nika, e assim como ainda sinto pela Vallentina.
O problema é que tenho que vencer o medo de me apegar novamente. Tenho que lembrar o quanto eu teria perdido de momentos de felicidade, se não tivesse adotado a minha gatinha por medo de um dia perdê-la..
Por enquanto, a gatinha do meu vizinho de baixo, que nós chamamos de Tapetinha, vem nos visitar com frequência e vem aquecendo meu coração nesse período tão difícil.
Se por um acaso, você, caro leitor, ver a gatinha da foto em algum lugar de Fortaleza, por favor entre em contato.
Obrigada por ler meu desabafo!

sábado, 15 de agosto de 2015

Eu uso: Kindle

Aviso!!! Esse post não é patrocinado! Eu comprei meu próprio Kindle e não tenho nenhuma vinculação ou apoio da Amazon.

Depois de muito tempo pesquisando e adiando a compra, optei pelo Kindle em sua versão mais básica.

Apresentação e características técnicas - site da Amazon.com.br

Em um primeiro momento, a dúvida era: Eu preciso de um e-reader? Se posso ler no celular ou no tablet que já tenho, porque ter um dispositivo dedicado apenas à leitura?

Depois de usar um e-reader por pouco tempo, já consigo indicar diversas vantagens de ter um dispositivo exclusivo para ler:

1. Longa duração da bateria - lembra antigamente quando a gente carregava a bateria do celular apenas uma vez por semana? Bom demais, né? Que bom poder ler durante o dia todo sem se preocupar em achar a tomada mais próxima.
2. Leve e confortável - com menos de 200 gramas e com espaço para boa pegada com uma ou duas mãos, o e-reader é bem menos incômodo de segurar por muito tempo que o celular (não tem lugar para segurar, tem que pegar pelas bordas) e bem mais leve que o tablet.
3. Sem distrações - nada de receber chamadas no meio do capítulo mais legal, ou se distrair com as notificações e mensagens dos aplicativos.

Se eu não tivesse comprado, talvez estivesse continuasse satisfeita lendo no celular, mas uma vez que se prova o gostinho do um bom e-reader, não dá para largar.

Em segundo lugar: Por que o Kindle? Entre Kobo, Lev, e tantos outros por que escolhi o Kindle?

Uso o aplicativo do Kobo no celular e no tablet e gosto muitíssimo e sempre achei que fosse natural que, ao comprar um e-reader, eu optaria pelo da Kobo. Quando testei bem superficialmente o Kobo mini que o Correspondente Anônimo tem e também na Livraria Cultura não bateu amor a primeira vista.
Quando C.A. estava prestes a viajar para States cogitei aproveitar a oportunidade e comprar um e-reader. Procurei comparativos na Internet e gostei bastante do da Tatiana Feltrin.



Ela está testando as versões do e-reader com luz.  Foi bem esclarecedor e assim como ela, conclui que o Kindle era a melhor escolha.

O que levei em consideração:

1. Velocidade - dos três, o Kindle é o mais rápido para ligar e para passar as páginas também.
2. Notas e destaques - é o mais prático e fácil de todos para fazer destaques (o que eu gosto muito)

Mesmo com tudo isso, ainda não comprei meu Kindle. Ainda achava o preço salgado - estava de olho na versão com luz.
Ai recebi uma promoção por email: Kindle por R$219,00 e mais R$20,00 para gastar com e-books e frete grátis.
Era o meu sinal.  Comprei a versão básica mesmo, sem luz, acho que o custo-benefício para minhas necessidades é suficiente. Se precisasse constantemente ler no escuro sem incomodar ninguém, a escolha natural seria o dispositivo com luz, não é o meu caso.

Agora deixe-me contar como todas as minhas expectativas foram superadas nos primeiros momentos com meu Kindle em mãos.
Ah, adquiri duas unidades. Sim, comprei um para minha mãe e ela não teve nenhuma dificuldade de ligá-lo e utilizá-lo a primeira vez sem minha ajuda.

Fácil de configurar - em poucos instantes ele já estava pronto para usar. Vem com um e-manual que apresenta todos os recursos do Kindle para o usuário aproveitá-lo ao máximo.

Área de transição de páginas - uma das coisas que mais gostei. Você pode segurar o e-reader com qualquer das mãos e vai conseguir passar as páginas ou acessar o menu sem nenhum problema.





Construtor de vocabulário - com um simples toque, selecione a palavra desejada e veja a definição. Se estiver conectado na internet, dá para visitar a página da Wikipédia sobre o assunto. Mas não é só isso, cada palavra que você consultou fica no Construtor de vocabulário, mesmo que você exclua o livro. Ela fica inserida na frase do livro em que você marcou.






Envio de conteúdo por e-mail - cada dispositivo tem um endereço de e-mail que você pode utilizar para enviar seus documentos pessoais para o seu Kindle. O arquivo ficará disponível na nuvem de armazenamento com capacidade de 5Gb a que você, usuário do Kindle, tem direito. De lá, você pode baixá-lo para quaisquer de seus dispositivos Kindle.

Conexão com o computador - bem fácil, o Kindle aparece como um dispositivo USB comum, é só transferir o arquivo e ejetar o e-reader e pronto. Se você não tem carregador, dá para carregar o e-reader conectado ao computador também.

Loja Kindle - Comprar livros pelo site ou pelo Kindle é fácil e rápido também. Acho que para os pagos, para comprar direto do Kindle tem que habilitar a função compra com 1 click.
Comprando pelo site, você pode configurar o dispositivo padrão (se você tiver mais de um - por exemplo, se usar o aplicativo no celular ou tablet) e ele envia direto para o indicado e quando ligar o dispositivo na internet, sincroniza automaticamente.

Mas nem tudo são flores em relação ao Kindle. Que custo era mandar um adaptador de tomada, minha gente? Não, tem que comprar separado e pagar R$79,00. Menos mal que a maioria dos carregadores de celular é compatível.
Quer proteger meu Kindle com uma capinha legal? Se prepare para desembolsar mais da metade do leitor (R$119,00!!!). Absurdo!

Nada não, o meu está bem guardadinho dentro de uma capinha tipo luva da Samsung enquanto não encontro outra opção mais em conta. Fora isso, o Kindle é mara!

E agora? Abandonar os livros físicos?  Jamais! Totalmente fora de cogitação. O e-reader é mais um instrumento de acesso à leitura, mas de forma alguma substitui, para mim, o prazer de ler e ter o livro nas mãos e expô-lo orgulhosamente na minha estante. Quando pego um livro nas mãos e o folheio, mesmo que rapidamente, vem à memória diversas lembranças do que estava acontecendo não só no livro, mas na minha vida durante a leitura. É uma sensação muito gostosa. Existe uma história de como aquele livro veio parar nas minhas mãos, ele guarda em sua capa e em suas folhas as aventuras e desventuras por que já passou. Um e-book, depois de lido, é apenas mais um arquivo, não tem qualquer materialidade que lhe confira a vida próprio que o livro de papel tem.

Até a próxima!


sábado, 12 de março de 2011

Eu fui:Porto Alegre - Dia 01



Oi pessoal,
Dessa vez o relato das aventuras será simultâneo. Troquei o Vade Mecum pelo Notebook e aqui estou conectada.
Depois de mais um vôo corujão (3h30), fiquei um pouco mais de 2h em Brasília. Só que desta vez estava munida de divertimentos! Assisti ao filme 'Comer, rezar e amar'. Totalmente filme de mulherzinha, C.A. escapou de ser obrigado a ver junto comigo. Devo confessar que a maior parte do filme é muito gostoso de ver e dá uma vontade louca de seguir os passos delas, mas no meu caso, eu levo o digníssimo comigo para engordarmos juntos na Itália... 
O personagem de Javier Bardem é brasileiro e tem o estranho costume de beijar os filhos na boca. No filme dá a entender que esse é um costume nosso... nunca soube disso não.. Fora isso, o filme é divertido, principalmente a parte da Itália... ai ai, também quero!
Depois do turbulento vôo de Brasília para Porto Alegre, peguei um táxi e vi direto para o Hotel Juliz. É um casarão antigo, com direito a piso de madeira e tudo. O quarto é bem simples, mas está munido de televisão, geladeira e microondas. A única alfinetada é a falta de café da manhã, mas há diversos mercadinhos nas redondezas, bem como o supermercado Zafari, e com geladeira e microondas, dá para dar conta do caso.
Já encontrei o Ministério Público =P. A foto está meio torta porque tirei com o celular no meio da rua (não dá para vacilar, né...)
Minha câmera fotográfica está passeando em Gramado e deve voltar hoje à noite para casa. 
Agora vou estudar e fazer as últimas revisões, me desejem sorte!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Natal-RN 2010 ... de novo!




Ô terra boa! Quero morar lá! A única coisa ruim de Natal é ter que ir embora de lá. Faríamos a viagem de carro pela segunda vez nesse ano para lá. Quatro viajantes: Eu, C.A., Dani, e mais uma nova colega que encontraríamos em Mossoró. Carro revisado, tanque cheio, pneus calibrados (inclusive o step, hein, nunca se sabe) e 14h de música no pen drive e estávamos na estrada, que está muito boa por sinal. Só ficamos emperrados na entrada de Aracati, porque estão reformando a ponte. 
Paramos apenas em Mossoró para pegar nossa 4ª passageira, seguimos viagem. Deixamo-na (é assim mesmo?) em Parnamirim e chegamos (amém) no Albergue Verdes Mares, na Ponta Negra, o filé de Natal. O restaurante em que comemos da vez passada havia se mudado e a gente teve que se contentar com o restinho de almoço de um self-service lá perto.
Não me lembro se na outra postagem falei dos albergues, de qualquer forma, reitero: é uma opção boa e barata de hospedagem e você ainda conhece gente de todo lugar.
Descemos para a praia, tomei um suco delicioso de morango com laranja, acho que o nome da barraca era Astral. O açaí de lá também é uma maravilha. Quando nossa outra companheira de concurso chegou, fomos começar the quest pelos locais de provas. A gente imprimiu mapinha e tudo, mas tinha um quarteirão que não estava onde deveria estar e ficamos subindo e descendo a rua, até conseguir a informação correta. C.A. ficou responsável por nos deixar nos locais de prova. Ainda bem, porque se dependesse só de mim e dos mapas a gente não chegava a lugar nenhum. Fomos até a rodoviária, para os meninos comprarem passagens para Pipa, passamos pela frente do TRT-RN.
Jantamos no Restaurante Dali, também próximo ao albergue (tô dizendo que a gente ficou na parte boa da cidade, tudo perto). Foi a jarra de suco mais cara ever que eu já tomei: R$ 15,00.  A gente encarou uma pizza grande, que estava mais para média, e conversamos um bom tempo. Hora de dormir.

No domingo de manhã, pegamos um pouco de engarrafamento, mas todo mundo chegou no horário. Eu fui a primeira pessoa a colocar os pés na faculdade Maurício de Nassau quando os portões abriram, espero que isso seja bom sinal! Junto comigo, foi Ana Paula, que conhecemos lá na pousada, gente superboa.

Taí o porquê do nome do restaurante

Saí faltando 15 mim para terminar o tempo. C.A., Dani e Tiago pegaram Ana Paula e a mim e fomos buscar Lívia. Depois de deixar o pessoal na rodoviária, paramos na frente do TRT para tirar fotos.

 

Almoçamos no Shoppingzão Grandão ou Midway Mall. Deixe-me explicar o nome: da 1ª vez que a gente foi a Natal, batizamos o Midway Mall de shoppingzão grandão e pegou. O Tiago criou o slogan: Porque não basta ser 'Zão', tem que ser grandão. Abobrinhas a parte, buscamos outro colega recém conhecido, William, e fomos visitar o Forte dos Três Reis Magos e comer soverte. Dessa vez, provamos de jaboticaba, rapadura com castanha, e comemos de novo, mangaba, banana caramelada e tamarino, uma delícia! 

A tartaruguinha parece voar, né?
Descobrimos que tinha um aquário na praia da Redinha. Fomos lá conferir. Bem legal, tinha tubarão, pirarucu, jacaré, mas também macaco, cobra, etc. Em um dos tanques, tinha um par de tubarões -lixa, que segundo o guia, podia ser tocados. C.A. foi o primeiro do grupo a fazer tal proeza. Eu hesitei, mas perdi o medo. Muuuuuuuuuito estranho, a pele do bicho parece uma lixa mesmo. Nunca pensei se fosse sentir a respiração de um tubarão com a mão e ele no mesmo tanque, mas depois de uma prova do CESPE, nada me mete medo.

 
Peguei nesse aqui.
Acabamos a noite na praia. Tomei banho de mar à noite, só faltou a lua cheia para deixar o visual ainda mais espetacular, mas não se pode ter tudo, né?
Depois de jantar, acabou a pilha. Hora de dormir. Saímos cedo na segunda-feira, passamos o dia na estrada, passei por uns aborrecimentos, mas que não merecem ser registrados. Três já foram, falta mais uma.
Próxima parada: Florianópolis-SC.

Belém/Marabá/Teresina - Parte 02




Antes de continuar o relato da aventura, deixe-me dizer como foi a prova: longa, cansativa, estressante, como todas as provas de concurso são. Acho que nunca serão diferentes. Você fica sentado pelo menos 4 horas diante de calhamaço de papel que contém a chance de uma vida toda e, a depender da combinação mágica do gabarito, você conseguirá acesso a uma nova realidade chamada Serviço Público. Quando me perguntam sobre as minhas provas, tenho duas respostas:
-a prova foi horrível, nem parece que estudo Direito...
-a prova foi boa.
Espero pelo dia que sairei da prova feliz, com a sensação de que está tudo garantido. Bem, voltando à viagem.
Escapamos de Marabá e chegamos ao aeroporto de Belém, onde teríamos que passar as próximas sete horas, esperando pelo nosso vôo. Conversamos abobrinhas até onde a energia permitiu. Depois as minhas queridas parceiras caíram no sonho e eu fiquei acordada esperando o tempo passar.

De repende, comecei a me perguntar que raios eu estava fazendo ali, longe de casa, sentada no chão frio do aerporto. Pensei em todas as outras possibilidades que preteri quando decidi fazer concursos e me perguntei se valia a pena. Sim, cheguei a conclusão. Não se trata só do dinheiro e da consequente estabilidade. Quero fazer a diferença e essa é a oportunidade.
Finalmente chegou a hora de voltar. Cheguei em casa destruída de tanto cansaço e passei praticamente toda a segunda-feira dormindo para me recuperar de três noites sem dormir direito. Na terça, a luta recomeçou.
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Passaríamos apenas um dia em Teresina, chegariamos de manhã e de noite já voltaríamos para casa. Contenção de despesas. Iríamos ficar no aeroporto, até chegar a fatídica hora do concurso. Para nossa sorte, minha melhor amiga Manu, minha chefinha, me emprestou a tia dela que cuidou da gente superbem. O clima também ajudou, visto que não estava sufocantemente quente, só abafado. Deu para revisar algumas coisas, para descansar um pouco, a gente até experimentou cuscuz de arroz, por sinal uma delícia.
Almoçamos e fomos à luta. Esperamos quase 1h antes de conseguir entrar nas salas. 
Não podia usar relógio. Eu sou uma pessoa desorientada do tempo e do espaço. O marcador improvisado da minha sala era um círculo desenhado na lousa divido em 4 partes, cada uma referente a uma hora. Entrava em pânico cada vez que uma fatia era pintada. Não sabia se resolvia a prova ou fazia a redação. Saí 15 minutos antes do final do horário. Ufa, mais uma já foi, mais duas to go.
Depois de um bom banho, fomos comer carangueijo. Tanto tempo que não fazia isso!  O vôo de volta foi tranquilo, Segunda-feira, me dei folga, porque também sou filha de Deus. Mas com TRT-RN se aproximando, os estudos recomeçaram. E é CESPE, precisa dizer mais?
Próxima parada: Natal-RN.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Belém/Marabá/Teresina - Parte 01

Pessoas, que saudade! Não passei todo esse tempo fora de casa, mas a cabeça estava enfiada nos livros e, apesar da vontade enorme de escrever para vocês, tinha que fazer valer meus investimentos e o meu paitrocínio nessas viagens que eu apelidei carinhosamente de Odisséia concursal. Metade já foi, então vamos ver o saldo da primeira parte da minha aventura.

BELÉM

Meu sonho é, um dia, viajar em horário de gente... sempre viajo de madrugada, estou criando olheiras por cima de olheiras, e nem os milhares de produtos cosméticos dão conta do recado. Na madrugrada da sexta-feira dia 22 de outubro, eu e minha inseparável parceira, 
Dani, nos mandamos para a capital do Pará, primeira parada antes do nosso destino final.
Ficamos no albergue Amazônia Hostel. Deixamos as malas, e com o mapa que pegamos no aeroporto e as instruções do recepcionista, demos um belo giro a pé e de ônibus pela cidade.
 
Passamos pelo famoso Mercado Ver-o-Peso, mas infelizmente, não provamos nada muito diferente, porque as duas moças têm o estômago fraco e dor de barriga e avião não combinam. De lá, pegamos um ônibus para o Mangal das Garças, o lugar que fez valer a viagem. 
 
Aves belíssimas e um borboletário imperdível.
Almoçamos no shopping e arriscamos comer um pedacinho de pato ao tucupi, só para não passar em branco.De volta ao albergue, conhecemos muitas pessoas que estava na cidade para fazer o concurso do TRT 8. Sábado de madrugada, para variar, viajamos para Marabá. 
Um vôo muito tumultuado, debaixo de uma chuva acumulada de três dias. Os ouvidos estavam prestes a explodir. Desci do avião superatordoada, sem saber nem mesmo onde estava.
Contratamos o pessoal do hotel  para nos buscar no aeroporto. Lá fomos, eu e a Dani espremidas dentro de uma saveiro...Nossa entrada no hotel seria apenas a partir das duas horas, mas o pessoal arrumou um quarto para gente ficar enquanto o nosso liberava.
Junto com o um rapaz de São Paulo e outro do Rio Grande do Sul, visitamos nosso local de prova e depois fomos almoçar. Passamos ainda em frente ao nosso suposto futuro local de trabalho. 
À noite, jantamos uma macarronada feita por nossa colega concurseira Denise, que fez mágica com osparcos recursos disponíveis.
Ainda bem que a noite da véspera da prova consegui dormir de forma decente, no nosso recém trocado quarto com ar condicionado. 

No dia fatídico da prova, acordamos cedo, tomamos café e fomos fazer  a prova. 
 
Depois da bendita, debaixo de um sol escaldante, que fazia o protetor solar parecer totalmente inútil, saimos atrás de comida. Quanto eu me maldisse (essa palavra existe?) por ter levado o vade mecum junto! 
Não tinha nenhuma opção perto. Achamos um hotel a 100 m do local de prova, e descobrimos que várias pessoas estavam lá esperando marmita que viria de outro local, perceba as condições. 


Acabamos apelando para um salgado&suco e voltamos para o hotel. Passamos a tarde virando bicho, obrigadas a assistir Fastão, Eliana, Sílvio Santos e congêneres. 

 
Quando nosso transporte chegou, fomos para o aeroporto. Fizemos o check-in na Gol, a única empresa de avião que opera em Marabá. Lá encontramos uma colega de Olinda que conhecemos em Belém. Tomamos um café encrementado na lanchonente do aeroporto e ficamos conversando até a hora de partir de volta para Belém. Encontramos um pessoal de Fortaleza. O tempo passou bem rápido. Próxima parada: Belém.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Apresentação do Grupo Uirapuru no Teatro José de Alencar


"A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende"   

E Schopenhauer estava certo.  A música é maravilhosa, contagiante, ainda mais quando advinda de forma tão inusitada como de instrumentos de barro. Isso mesmo. O Grupo Uirapuru - A Orquestra de Barro - fabrica seus próprios instrumentos. Imagine instrumentos de percursão, sopro e até cordas¹. tudo feito de barro. Ficou interessado? Essa é a sua oportunidade de matar a curiosidade. 


ONDE?
Teatro José de Alencar - Rua Liberato Barroso, 525- Centro – Fortaleza/CE


QUANDO?
Dia 20 de julho de 2010, às 20h


QUANTO?
Entrada gratuita


Será feita a gravação do primeiro DVD do Grupo.




BREVE HISTÓRIA²


O Grupo Uirapuru é uma atividade originada pelo artista plástico e luthier Tércio Araripe em 2009 em parceria com o Ponto de Cultura do Instituto Beija-flor, Instituto 3 Arte e a Flexos Artes.  Idealizado e realizado pelo artista, o grupo musical Uirapuru – Orquestra de Barro, e formado por jovens do Povoado Moita Redonda, localizado no Município de Cascavel/CE, e apresenta através da inovação de sua formação, a manutenção da confecção da cerâmica naquela região. O Grupo de música experimental se utiliza de instrumentos confeccionados em barro pela própria comunidade, promovendo a cultura e a inclusão social e proporcionando acesso aquela população para as possibilidades expressivas transformadoras da cultura.


Tércio Araripe vem ao longo de mais de duas décadas dedicando-se à pesquisa e construção de instrumentos musicais “primitivos”, após experiências bem sucedidas com oficinas de confecção de instrumentos musicais feitos de barro, realizadas naquela comunidade, percebeu-se a necessidade da continuidade destes projetos, não apenas capacitando os novos jovens da comunidade, mas possibilitando os que outrora foram contemplados com o curso de confecção de instrumentos, a continuidade do processo de inclusão e resgate do patrimônio imaterial, permitindo que esses jovens passem a utilizar os instrumentos fabricados por eles mesmos, culminando no Grupo Uirapuru - Orquestra de Barro.
A iniciativa realizada no Theatro José de Alencar integra o Prêmio Interações Estéticas - Residências Artísticas em Pontos de Cultura.


  

Informações: 85 8831.5441 / 3082.6311

¹Grupo Uirapuru apresenta show com peças de barro 
²Julho 2010 no TJA

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Vik Muniz

esde abril até agosto deste ano, é possível visitar gratuitamente a exposição de Vik Muniz no Espaço Unifor.
Vik Muniz é brasileiro e atualmente mora em Nova Iorque. Utiliza-se dos materiais mais impensáveis para fazer arte, tais como açúcar, terra, pigmentos, algodão, lixo, aviões e fumaça, macarrão, geléia, chocolate, entre outros. Parte do pressuposto que o artista contribui com apenas parte da obra e o espectador contribui com o restante.Em uma palavra: Surpreendente! As obras geram encantamento, admiração, são um deleite visual, uma brincadeira deliciosa de figura e fundo.Chega de conversa, vamos dar uma espiadinha nessas obras!


 How about diamonds? Um amigo de Muniz, dono de uma joalheira, ofereceu-lhe diamentes para que ele
elaborasse obras para serem vendidas em um leilão beneficente. Decidiu reproduzir as divas hollywoodianas. Na foto, Elizabeth Taylor.

Arte que dá água na boca:

Monalisa em geléia de amora e doce de leite.



Medusa na macarronada





Uma curiosidade sobre as obras com chocolate: a calda de chocolate perde o brilho com o tempo. Assim, Vik teve de ensaiar algumas obras a fim de encontrar a forma mais rápida de executá-las para conseguir registrá-las com o brilho do chocolate. É mole?


Crianças de açúcar

Utilizando um fundo preto, Vik conseguiu essas imagens povilhando açúcar.

Não sabe o que fazer com seu lixo, faça arte!

Abaixo o Narciso de Vik Muniz e o vídeo do making of .




Qualquer semelhança com a abertura da novela Passione não é mera coincidência. 



Bom, fico por aqui, o restante você confere na exposição. Não perca!

Espaço Cultural Unifor
Visitação | 16 de abril a 8 de agosto de 2010
Aberta ao público de terça a sexta, das 10h às 20h, e sábados e domingos, das 10h às 18h, no Espaço Cultural Unifor
Entrada gratuita – Estacionamento no local
Agendamento de visitas guiadas para grupos de visitantes - 85 3477 3319

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Coincidências?

Eu sou apaixonada pelas músicas dos anos 80 e 90 e, recentemente, solucionei uma dúvida que via me perseguindo há muito tempo:existia uma música que sempre pensei ter duas versões. Na verdade, eu descobri que confundia as músicas "I Can't go for that" (Hall & Oates) e "Sunrise" (Simply Red). Quando começava a tocar, nunca lembrava se era a mesma música ou uma versão remixada. Até que vi que, deliberadamente, na introdução da  música Sunrise, é utilizada a mesma melodia inicial de "I can't go for that'. Não é parecido não, minha gente, é IGUAL! Olha só:





Se você está se perguntando Who the hell são Daryl Hall e John Oates, procure Maneater (não a versão da Nelly Furtado), um verdadeiro clássico dos anos 80 que alcançou o topo da Billboard Hot e lá ficou por 4 semanas.Tudo bem, tudo bem! Vou facilitar sua vida, confira o vídeo abaixo:





Nos anos dourados:


Meu amigo, esse seu bigode é agressivo...
Atualmente:

Poxa, o tempo não fui muito legal com vocês... Eh.. sobre o bigode, retiro o que disse... você fica melhor com...É impressão ou Oates encolheu....

Aproveitando o ensejo tem mais uma 'coincidência':






Aqui vou colocar a original em segundo, para ficar mais fácil de identificar a semelhança. Nesse caso, entretanto, um 'sample' (um pedacinho pequenininho) da música do Red Hot é a base da música dos malucos do Crazy Town. Não é escancaradamente igual e não dá para confundir as músicas.

Não dizem as más línguas que nada se cria tudo se copia...

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Natal-RN

 Morro do Careca - Ponta Negra
Oi pessoas,
estou de volta depois de umas merecidas férias de uma semana em Natal-RN. Muito sol e muito mar. Estou até dormindo melhor (isso para mim é muuuuuuuita coisa). Deixem-me contar minhas aventuras.
C.A tinha um congresso para ir em Natal e eu estava louca para sair dessa loucura chamada Fortaleza e precisava só de uma desculpa: arrumei um concurso para fazer lá.
Resolvemos ir de carro. Aqui eu abro um parêntese: não deixe de fazer a revisão no seu carro antes de encarar sete horas de viagem. Clique no link para acessar a checklist para antes da viagem. Ainda não GPS, assim comprei um Guia Quatro Rodas, que vem com um mapão.
Devo confesar que há um grande defeito nesse guia: os mapas das cidades não são completos... tudo bem se concentram nas principais atrações, restaurantes e hotéis, mas quando você precisa sair um pouco da rota turística, o guia o deixa na mão.
De qualquer forma, imprimimos os mapas do Google Maps e conseguimos chegar, praticamente sem imprevistos, salvo o fato de que eu acabei levando a gente para uma rua sem saída porque me confundi com as placas. Mas eu mereço um bom desconto, porque a gente foi parar na beira da praia.
De volta à rota, chegamos no albergue. O albergue Verdes Mares é associado a HI (Hostel International) e tem ótimas instalações por um preço melhor ainda. Se você for associado à FBAJ (Federação Brasileira de Albergues da Juventude) ainda sai mais barato. Tem quartos coletivos, individuais, para casal e para família. Eles disponibilizam cozinha e lavanderia. É uma opção bem em conta. Ainda mais quando se vai passar 7 dias!
Outro motivo para se hospedar lá, é a localização do albergue: na Ponta Negra. Uma das áreas mais badaladas de Natal. Praias a perder de vista, hotéis incríveis. Tudo tem lá.
Gostei muito da cidade de Natal. Superlimpa. As vias muito conservadas e bem sinalizadas (essencial para pessoas que, como eu, tem facilidade em se perder). Apesar da folga, eu continuei assistindo às aulas do meu curso e não tive dificuldade de chegar lá.
A comida é boa, bem servida, um pouco cara, mas, no final das contas, compensa, porque, você pede um prato para duas pessoas e quatro enchem a barriga. Confira:
-Erva doce (próximo ao albergue)
-Coronel Mostarda (valor fixo - guarnições e suco/refrigerante à vontade + 3 opções de carne)
-Guinza

 Forte dos Três Reis Magos
A gente visitou o Forte dos Três Reis Magos. É uma construção bélica na beira da praia, com direito a canhões, prisões, etc. Faça a visita guiada. Não deixe de provar os sorvetes de frutas na antiga prisão: mangaba, cajá, ameixa, tamarindo, banana etc. e ainda alguns sabores mais inusitados como chocolate com pimenta e rapadura com castanha.

 Ponte Newton Navarro
Aproveitamos para ver o pôr-do-sol antes de passar pela Ponte Newton Navarro.

 Museu Câmara Cascudo
Visitamos ainda o Museu Câmara Cascudo, destaque para a mostra de anatomia com esqueletos incríveis de mamíferos.

 Piscinas Naturais - Pirangi

No último dia, fomos mais longe. Seguimos para Pirangi, até a Marina Badauê fazer um passeio de barco até as piscinas naturais, onde é possível mergulhar. No valor do passeio está incluso a máscara e snorkel. Cada pessoa recebe um bocal novo e lacrado para usar. Eles sugerem e eu concordo com o uso de sandálias próprias para andar sobre as formações lá. Você pode alugar no barco. O passeio dura duas horas. Vale a pena.

Depois de almoçar no restaurante do hotel, seguimos em direção à Praia da Pipa. Paramos na Cacimbinha, na Baía dos Golfinhos para fotos e descemos até a Praia do Amor. Depois do dia bastante agitado, ainda fomos ao Guinza. Ambiente elegante e música ao vivo de qualidade (vale o preço do covert artístico). Tem ainda um ambiente chamado Guinza Blue no estilo meio boate, mas estava muito parado lá, preferimos ficar no restaurante.
Praia do Amor

Ufa! Ainda acho que foi pouco. Ainda volto lá para conhecer o resto. Apesar de ter passado sete dias, aproveitamos praticamente apenas o 1º domingo e a sexta-feira final, porque o congresso ocupou  grande parte desse período. Mas deu para descansar, se divertir bastante e mudar de ares.
Ah, já ia esquecendo. Não conseguimos visitar o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, porque perdemos o dia de visita, que era quarta-feira a tarde. Quando liguei para lá, fui informada que nesse dia, às 14h, sai um ônibus que leva gratuitamente os visitantes por todas as instalações.
Visite Natal, vale muito a pena!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Ai eu com uma dessas!

Pulando de link em link, me deparei com uma máquina que virou instaneamente meu novo sonho de consumo: uma máquina que imprime um livro inteiro em 5 minutos. Não é uma maravilha? Olha a notícia:

Máquina imprime e monta livros em cinco minutos
24 de abril de 2009

Sabe aquele livro que você procura há anos mas está fora de publicação? Um invento britânico promete trazer novas edições de livros em apenas cinco minutos. É o Espresso Book Machine (EBM) - ou a "máquina ATM dos livros", como é descrita pela On Demand Books, dona do projeto.

O equipamento, que mais parece uma fotocopiadora, foi revelado nesta sexta-feira em uma filial da Blackwell no centro de Londres. Com ele, o consumidor pode escolher, mandar imprimir e montar qualquer livro de um acervo digital de quase meio milhão de títulos. O processo é concluído em cinco minutos.

É a primeira vez que uma livraria britânica disponibiliza a máquina. Nos próximos meses, a Blackwell espera aumentar o catálogo para mais de um milhão de títulos. Além disso, a companhia quer elevar o acesso a livros protegidos por direitos autorais, que ainda compõe a minoria do acervo.

"Isso pode mudar fundamentalmente a venda de livros", disse o chefe-executivo da Blackwell, Andrew Hutchings, segundo o jornal britânico The Guardian. "Gosto de pensar nisso como a revitalização da indústria de livrarias locais. Se você pode entrar em uma livraria local e ter acesso a um milhão de títulos, isso é bem tentador".

Eu iria ficar maluca. Nem saberia por onde começar. Será que eles alugam? Deixa comigo um ano e eu seria responsabilizada pelo desmatamento de uma floresta inteira de tanto papel que iria consumir. Melhor deixá-la longe das minhas mãozinhas. Minha janela ficaria mais ou menos assim:

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Quem é vivo sempre aparece!

Como estou em débito com vocês, hoje a postagem é dupla, se bem que pela hora, já vai constar como do dia 16, whatever.
Qual não foi minha surpresa ao saber que os Hansons voltaram, depois de uma década. Maior ainda em ver que eles voltaram arrasando. Gostei bastante da música e eis o clipe abaixo.



ANTES


DEPOIS

O tempo fez muito bem a eles, muuuuuuuuito mesmo. Isso e o cabeleireiro que deu um jeito da juba da galera ai. Vamos ver como eles vão se sair.

Outra criatura de quem nunca mais havia tido notícias foi Tony Braxton, que também está com álbum novo, Pulse. O upgrade foi bem-vindo e ela continua poderosa e maravilhosa como sempre.


quinta-feira, 8 de abril de 2010

Ceci n'est pas un Alpino


Caracas, é difícil ser consumidor no Brasil, viu. Não se pode confiar em marca nenhuma, em fornecedor nenhum! É, estou desolada com o mundo. Vou virar Amish e abrir mão de toda a tecnologia. Menos, né moça dramática.
Correspondente Anônimo adora Alpino. Certo dia passando em frente à cantina da academia (que, por sinal, é uma verdadeira sabotagem a qualquer dieta, com seus salgados altamente calóricos, cheirosos, deliciosos, ai dá fome só de pensar... focus, please, ok, move on), eu vi uma garrafinha com o nome Alpino. Pensei: "Alpino líquido, C.A. vai gostar". Ai hoje, toda feliz, compro o negócio (caro por sinal).
Primeiro defeito :não estava gelado. Para mim, bebidas lactéas não tem meio termo: ou é quente ou é gelado.
Segundo defeito: a porcaria (essa é bem a palavra) tem gosto de Nescau meia boca e nada de Alpino.
Terceiro defeito: a Nestlé assume expressamente que não há chocolate Alpino naquela droga.
Esse não é o primeiro post sobre isso. Veja os exemplos:


Esse é meu trecho preferido do post de Coma com os olhos

Ahhh Dona Nestlé. Não esperava isso de uma senhora respeitosa como você. Então é assim? Bebida láctea de Alpino que não contém chocolate Alpino? Legal então, também vou estampar em meu currículo “PhD” e depois, em letras minúsculas declarar que não possuo doutorado mas que essa é uma “referência de conhecimento”. Assim é fácil conquistar mercado não?

Sei que agora aprendi minha lição, nunca mais na vida compro nada sem estudar minunciosamente o rótulo, pesquisar na internet, consultar o PROCON. Eu, hein...
Apesar do aviso em letrinhas bem pequenininhas, acredito que é propaganda enganosa sim. Ora, dos comentários que eu li, a maioria das pessoas  que compraram o fizeram confiando na marca e no sabor conhecido e adorado do chocolate Alpino. Isso foi decisivo para levar esse produto e não outro. Clara frustração das expectativas do consumidor em relação a esse produto. Ou melhor, seria caso de propaganda abusiva.
O negócio é tão sério que foi parar no ReclameAqui. A Nestlé entrou em contato com o consumidor reclamante e olha o que ele disse:

Entraram em contato, embora isso não mude minha opinião que esse produto é uma porcaria, mas aparentemente já estão recolhendo ele dos mercados.
Ai, pronto, extravasei toda a indignação, agora posso dormir tranqüila. Boa noite e fiquem longe da maldita garrafinha ou tomem por sua conta e risco.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Show do A-ha em Fortaleza


Ai ai, depois de tanta, mas tanta espera, finalmente o show! Muita, mas muita gente mesmo! Dessa vez não conseguimos ficar bem na frente mesmo. Um calor infernal, a despeito dos (supostos) condicionadores de ar do Siará Hall. Optamos pelo Front Stage com direito a Open Bar, mas depois das guarrafas de água que pegamos na entrada, ninguém mais teve coragem de tirar um pé do lugar, muito menos atravessar um verdadeiro mar de gente e lixo (muita gente consumindo muita bebida de 'graça', as latinhas e copos iam a perder de vista) para buscar qualquer coisa lá fora.



Lá pelas 23h e muito, ele entraram. Uma comoção geral, como não podia deixar de ser. Meus olhos brilhavam. Estava realmente muito feliz de vê-los em carne e osso. O repertório foi bem escolhido: (acho que foram estas aqui)
The Bandstand
Analogue
The Foot of the mountain
Forever not your
Minor earth major sky
The Blood the moves the body
Stay on these roads
Crying in th rain
Scoundrel days
Manhatan skyline
I've Been Losing You
Cry Wolf
Hunting High and Low

The sun always shine on TV

Take on me
Ficou faltando tocar 'The swing of things", que é minha música preferida do A-ha, mas "I've been losing you" é a segunda, então tudo bem. :)
Ouvi comentários de que Morten estava com faringite. Bem, já sabia que ele não conseguiria cantar como nos velhos tempo, por isso nem fiquei chateada com a enrolação que ele estava fazendo, colocando o público para cantar em partes críticas de algumas músicas. "Take on me" no final redimiu tudo. Acho que eles vão acabar porque não aguentam mais cantar essa bendita música, pois os fãs não se cansam de ouvir.
Apesar do calor, empurrões e a multidão de gente (e principalmente de câmeras e celulares) entre mim e o palco, aproveitei bem o show. Algumas partes tive que assistir pela câmera (que o diga LadyReaper), mas no geral deu para ver tudo, desde as pernas de Magne até um pedacinho de barriga de Morten. Paul veio todo chique de terno, mas cedeu ao calor e tirou o paletó.


Nós ficamos perto de umas pessoas totalmente malucas. O pessoal já estava totalmente 'wasted' antes de começar o show. Mas sem incidentes. O único que merece menção foi a intromissão de um maluco que ficou atrapalhando a mim e a LadyReaper, que fez questão de estragar diversas fotos do moço e eu pulei bastante nele. Correspondente Anônimo me disse que o fulano ficava fuzilando com o olhar e CA devolvia na mesma moeda. Cansou de ser pulado e finalmente foi embora.
Por hoje é só.
Estou em débito com vocês, leitores, em razão dos longos intervalos entre um post e outro, mas é só por causa dos meus estudos. Assim que eu passar estarei de volta 100%.

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