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segunda-feira, 27 de março de 2017

#1anodeStephenKing – Março – Escuridão Total Sem Estrelas



PERÍODO DE LEITURA OFICIAL – 01 a 31 de março de 2017.
QUANTIDADE MÉDIA DE PÁGINAS POR DIA: 390/31: 13 páginas.
Início: 01 de março de 2017.
Fim: 11 de março de 2017.
Média de páginas por dia: 48,75 por dia.
Maior quantidade de páginas em um dia: 82 páginas – 04 de março de 2017.
Menor quantidade de páginas em um dia: 24 páginas – 10 de marços de 2017.
Avaliação: 3,5 – Muito Bom/Quase Ótimo.
0 – Ruim/1 – Ok/2 – Bom/ 3 – Muito Bom/4 – Ótimo/5 - Excelente.


Informações sobre o livro:
Lançamento da primeira edição: novembro de 2010.
Lançamento da edição brochura com um conto a mais (que só descobri agora que existia): Maio de 2011.
Sinopse:
Escuridão total sem estrelas é uma coleção de quatro histórias curtas intensas com a vingança como o tema central. É uma leitura marcante trazendo alguns dos conteúdos mais gráficos e inclementes de Stephen King até agora.

Sinopses da orelha do livro

E a seguir, os respectivos Shortfilms feitos pela Future Shorts que nos oferecem um vislumbre de cada uma das histórias.

1922 – O agricultor Wilfred e o filho, Hank, precisam decidir do que é mais fácil abrir mão: das terras da família ou da esposa e mãe.


Gigante ao volante – Após ser estuprada por um estranho e deixada à beira da morte, Tess, uma autora de livros de mistério, elabora uma vingança que vai deixá-la cara a cara com um lado desconhecido de si mesma.


Extensão Justa – Dave Streeter tem um câncer terminal e faz um pacto com um estranho vendedor. Mas será que para salvar a própria vida vale a pena destruir a de outra pessoa?


Um bom casamento – Uma caixa na garagem pode dizer mais Darcy Anderson sobre seu marido do que os vinte anos (sic) de casamento que eles passaram juntos. (São vinte e sete anos, na verdade).


Dados da Minha Edição
Editora: Suma de letras
Brochura
Ano: 2015
Tradução: Viviane Diniz
Rio de Janeiro
390 páginas
Compra
Quero fazer um elogio a esta edição da Suma de Letras. Achei fantástica a ideia da capa escura e o corte do livro ser todo preto, faz bem jus à atmosfera do livro.

Diário de Leitura
Depois da decepção que foi Christine e da canseira que The Stand me deu, Escuridão Total Sem Estrelas foi um verdadeiro bálsamo.
A leitura fluiu bem, a maioria do tempo. Em alguns momentos mais gráficos, tive que parar algum tempo para passar o mal-estar, principalmente nas descrições da primeira história 1922. Ratos!!! Odeio ratos. E Stephen King conseguiu aumentar o meu pavor e aversão por esses animais.
Optei por trazer as sinopses da orelha do livro, porque as achei bem objetivas e direto ao ponto.
Quando visitei o site do autor para preparar este texto, na sinopse oficial do livro me deparei com uma informação importante: todas as quatro histórias falam de vingança.
Não tinha me atentado para isso, mas de posse deste dado, fica bem claro.

ALERTA DE SPOILERS

A partir daqui relevações sobre o enredo. Leia por sua conta e risco.

No primeiro conto, 1922, depois de ser brutalmente assassinada pelo marido e pelo filho, Arlette volta dos mortos para atormentar seu marido e garantir que seu marido Wilfred terá o merecido castigo por seu crime.
Em Gigante do Volante, após ser deixada para morrer na beira de uma estrada, Tess resolve se vingar do seu estuprador.
Em Extensão justa, Street transfere o seu fardo de sofrimento ao seu pior inimigo e tem o prazer de assistir a vida deste e de sua família desmoronar.
Por fim, em Um bom casamento, depois de vinte e sete anos juntos, Darcy descobre que seu marido é um serial killer e o mata, vingando sua vítimas.

As histórias são intensas e perturbadoras, terror mesmo do mais palpável e arrepiante porque trata de pessoas reais.
Os monstros são as pessoas que você conhece e em quem confia. São o seu marido e seu filho, sua esposa, um bom samaritano que oferece ajuda na estrada, um vizinho e conhecido de longa data.
Apenas em Extensão Justa temos o elemento sobrenatural, o resto é pura maldade humana mesmo.
Minhas duas histórias preferidas foram Extensão justa e Um bom casamento.
Em Extensão Justa, o que me surpreendeu e me fez gostar mais da história foi que, diferentemente do que normalmente ocorre quando se fala de trocas diabólicas, nesse caso, não há lição de moral, não há cláusula escondida na letra miúda. O único detalhe é a transferência de fardo do contratante para seu inimigo.
E ai tem coragem? Para salvar sua vida e se livrar de um câncer, você teria coragem de eleger alguém para suportar todo o seu sofrimento e um pouco mais? E com a facilidade de ser um inimigo?
Um bom casamento mexeu comigo por deixar bem claro a constatação de que ninguém conhece ninguém. Nunca, nunca mesmo! Não vou mentir, que deu uma sensação ruim, uma angústia, a gente fica com umas caraminholas na cabeça, depois passa.
Nunca tive o costume de mexer nas coisas do meu marido, agora então, jamais.

Em relação à 1922, a história é simplesmente tenebrosa, a forma como King descreve todos os detalhes (todos mesmos) do assassinado de Arlette... ui! Arrepio só de pensar. Pense numa leitura leve antes de dormir.
Há dois finais. No primeiro, temos o desfecho da confissão de Wilfred em que ele está preste a ser devorado pelos ratos. E um recorte de uma notícia de jornal que conta que ele foi achado morto, seus papéis destruídos e, ao que parece, cheio de mordidas autoinfligidas. Me pergunto desde quando ele vem alucinando... desde a mordida do rato, que resultou na amputação de sua mão, ou se nem mesmo isso aconteceu...
Já Gigante do Volante, é uma boa história, e gostei de ela ter reunido coragem para enfrentar o seu agressor. Só aumentou minhas precauções na estrada. Desde que assisti “A morte pede carona” que não dou bobeira na estrada.

Anotações
1922 se passa em Hemingford Home, mesmo lugar em que mora Mãe Abigail em The Stand.
Extensão justa – menção à frase “Dias longos e belas noites” presente em “A Torre Negra” e a história se passa em Derry, mesma cidade de IT.

Um bom casamento foi adaptado para filme em 2014, com Joan Allen e Anthony LaPagila.
Assisti há muito tempo e infelizmente não consegui assistir de nova para fazer comentários. 
Em Abril é a vez de Revival.




terça-feira, 25 de março de 2014

Eu li: Novembro de 63




Novembro de 63
Stephen King
Suma das Letras
2013
736 p.

Todo mundo uma vez na vida se perguntou se algo seria diferente se tivesse mudado alguns dos fatores. E se os ingleses tivesse descoberto o Brasil? Se Stauffenberg tivesse obtido êxito em seu atentado a Hittler? E se Kennedy não tivesse sido assassinado? Al Templeton encontrou uma passagem na sua dispensa que levava de volta no tempo mais precisamente no dia 09 de setembro de 1958. Descoberto esse portal, queria a todo custo evitar que Lee Harvey Oswald assassinasse o presidente. Não obtendo sucesso em sua tentativa decide recrutar Jake Epping, um professor do supletivo para continuar sua missão.
Percebam que até 22 de novembro de 1963, data em que ocorre a morte de JFK, ainda faltam cerca de cinco anos, assim Jake terá que viver no passado e terá muito tempo para se preparar... Será?
Quando eu ouvi falar do livro, fiquei muito curiosa para ler. Gostei muito da prévia acima e acreditava que Stephen King conseguiria desenvolver o enredo muito bem. E eu estava certa! 

Dar mais detalhes do que isso pode comprometer a experiência do leitor e esse não é nosso objetivo. O que temos aqui é um enredo que, à primeira vista, parece mais um sobre viagem no tempo, mas não. Estamos colados com Jake a cada passo, a cada escolha e a cada consequência. Uma coisa que fica bem estabelecida desde o princípio é que o passado não quer ser mudado e quem se mete com ele, compra uma briga feia. Nessa hora, percebemos que o farfalhar das asas da borboleta tem um devastador.
A despeito de ser um volume longo (mais de 700 páginas), você não sente. Devorei as páginas avidamente e agora estou passando pelo vazio literário, que é o que ocorre quando você é tragada para dentro do universo da história que está lendo e passa a viver lá, e quando o livro acaba e você volta a sua realidade, se sente estranho e triste por ser sido expulso bruscamente de lá.
Sem exagero, até sonhar eu sonhei. O clima de tensão do livro é forte e passei uma semana sem dormir direito, rememorando os fatos do livro. Contei uma parte para Correspondente Anônimo e sofri com um misto de felicidade e tristeza quando ele me disse que queria ler o livro =D e que por isso eu não podia falar mais nada sobre ele =(.
A teoria da viagem no tempo foi adequada para o enredo e suas premissas são estabelecidas desde o princípio e são preservadas ao longo do livro, com a vantagem de ser bastante simples sem ser simplória.
Stephen King começou a escrever o livro em 1973, mas interrompeu o processo por causa da monumental pesquisa que a história demandava e porque o ocorrido ainda estava muito recente. Isso acabou sendo uma escolha acertada e ele nos brindou com mais livro fantástico, a despeito de estar fora do terror e do sobrenatural, sua área de conforto, por assim dizer, mas ainda é bem a cara de King.
Sou fã de King desde “O iluminado”, e a cada livro que leio (com exceção de A maldição do cigano, que abandonei, mas que ainda vou tentar reler) gosto ainda mais e me surpreendo com as loucuras que ainda podem sair dessa cabeça maluca.
Outro detalhe que gostei muito é que a dança tem um certo destaque em alguns momentos, coroada com uma trilha sonora muito boa e estilo bem apropriado.
Foi difícil escrever sem entrar muito nos detalhes, porque ainda estou super empolgada, mas não queria estragar nenhuma das surpresas e reviravoltas.
Veredito: Excelente!
Até a próxima!


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