terça-feira, 24 de novembro de 2009

Cuidado com suas fotos na net!



A internet é terra de ninguém. Assim, o que você colocar na web é do mundo e o controle sobre a divulgação é praticamento nulo. Então, principalmente no que toca a fotos e informações pessoais, é interessante ter um cuidado especial. O Orkut, por exemplo, tem ferramentas para restringir o acesso aos álbuns e recados, vale a pena usar. Cuidado também com o que é postado em sites pessoais, twitter etc. Não precisa entrar em parafuso e sair apagando até o currículo Lattes, calma, calma, não 'priemos cânico', basta um pouco de bom senso. Resguarde sua dignidade.

Vi no Urra! Link original

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Conhecimento é poder!


É por essas e outras que sou simplesmente fascinada por aprender coisas novas. Minha peripércia de hoje foi montar uma rede wireless aqui em casa. Vivo numa verdadeira LAN house, mas a bendita e necessária internet estava amarrada no PC de D. Madame LdRprMC que fica no quarto dela, com todos os problemas que isso gera.
Passei anos perguntando e enrolando e nada de colocar esse projeto para frente. Mas a Velox aumentou para 2MB, acabaram-se as desculpas! Consultei meus quatro gurus para assuntos eletroeletronicociberneticopositrônicos e subornei dois deles para vir a minha casa resolver meu problema. O que iria me custar um bolo de limão com cobertura/recheio de chocolate ou de chocolate com cobertura/recheio de limão. Muito em conta se considerar que tem gente que cobra R$ 90,00 por esse serviço.
No final das contas, não sei o que me deu hoje. Saí para comprar o bendito roteador wi-fi, aluguei o Bruno (esse mesmo que escreve aqui - serviço de primeira, eu garanto), e ele me ajudou a comprar um bom produto com ótimo custo benefício (não vou fazer propaganda de graça, mas qualquer coisa, entrem em contato que eu digo onde e quanto).
Minha ansiedade ao chegar em casa me impediu de esperar por ajuda. Decidi que ia enfrentar o monstro de setenta cabeças e montar sozinha tudo sozinha.
E não é que eu consegui? Vem um cdzinho maravilhoso com desenhinhos e instruções passo a passo, além do mais os cabinhos são coloridinhos, fácil fácil de encaixar. Agora todos os computadores, mais o celular estão conectados na net wi-fi, com senha e tudo viu, que eu não sou fraca não.
Aprendi duas grandes lições:
1. conhecimento é poder - se Bruno não tivesse me auxiliado, eu provavelmente teria levado gato por lebre. O vendedor poderia me deslumbrar com características inúteis ou com produtos encalhados e eu, na minha inocente ignorância, só iria descobrir quando tivesse de descascar o abacaxi.
2. é preciso arriscar - passei tanto tempo imaginando que montar uma rede wi-fi era decifrar o enigma do universo e hoje percebi que enfrentar o problema era caminho mais fácil para chegar a solução.
Vou adicionar uma lição extra:
3. vale a pena ler os manuais... eu sempre gostei de usar os aparelhos de forma intuitiva, apertando os botões e vendo onde chegaria, mas tenho que assumir que hoje o manual foi indispensável e me fez economizar R$ 90,00. O bolo, eu vou pagar, qualquer desculpa é boa para trazer os amigos aqui, nem que seja para deitar na rede wi-fi que eu armei!

Foto: Fiz no Paint, então, sem risos... Foto original AQUI.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A vida em 140 caracteres

Para pessoas que falam pelos cotovelos como eu, é difícil se acostumar com a restrição a 140 caracteres do Twitter, imagina se isso se aplicasse na vida real? Imaginou? Confira o vídeo abaixo e veja a saia justa que pode ser ficar com a frase pela metade.



fonte: DE REPENTE

quinta-feira, 5 de novembro de 2009


"Se esses idiotas andassem de ônibus, eu já estaria em casa"
Tem dias que a gente se sente assim...

sábado, 31 de outubro de 2009

Livro: Operação Valquíria


Caracas! Hitler era corpo fechado, para não dizer afilhado do diabo... Tantas vezes escapou ileso de atentados. Só ele mesmo foi capaz de se matar. Bem, mas vale a pena conferir as tentativas e elas estão elencadas no livro "Operação Valquíria" de Tobias Kniebe. Ainda nem sequer terminei de ler, mas tenho que indicar. Se você gosta do assunto ,vale muito a pena conferir esse livro. O relato é direto e dinâmico, às vezes de tirar o fôlego ou de ficar com respiração suspensa , temendo o que vai encontrar na próxima página. Sem falar que traz inúmeros detalhes sobre a vida dos principais conspiradores, seus anseios, sua trajetória até as terríveis consequências do fracassado atentado de 20 de julho. O livro traz ainda fotos da época. Estou me torturando porque estou lendo apenas um capítulo por dia :), caso contrário já teria terminado. A cada página, a apreensão e curiosidade aumentam. Apesar de já saber o final das história, estou curiosíssima para ver todo o percurso até chegar lá!
Enjoy!

domingo, 18 de outubro de 2009

Aprendendo com os erros

foto: Blog Antes de Paris
Grande parte de nosso aprendizado é feito através da, muitas vezes, dolorosa técnica da tentativa e erro. Por isso sábio foi quem percebeu pela primeira vez que era mais fácil aprender com os erros dos outros, surgindo então a técnica da observação, bem mais eficaz e indolor.
Bom, a história que vou contar hoje aconteceu ontem a noite e foi então que começou a saga das baterias!
Urucubaca geral! Temos dois carros em casa e os dois deixam de funcionar no sábado a noite! Alguém merece? A maior parte dos mecânicos curtindo o final de semana e eu, meu pai e o Correspondente Anônimo quebrando cabeça para dar um jeito naquela situação. Nós como mecânicos somos bons (respectivamente) advogada, vendedor e cientista da computação. Diagnosticamos em uníssino que se tratava de problema na bateria. Conferimos o manual, de posse dos da amperagem, fomos ao Extra (no carro de amigo do meu pai), compramos as benditas baterias, conseguimos ferramentas e voltamos para casa.
Então a surpresa, ninguém se preocupou em olhar o jeitão da bateria... compramos uma gordinha demais para o carro do meu pai e a do meu carro estava presa à alma do carro, era preciso de uma milagrosa chave em L para conseguir arrancá-la. Fomos vencidos pelo cansaço, desânimo, frustração. Agimos no impulso e saimos no prejuízo.
Em casa, tive a curiosidade de entrar no site da marca da bateria automotiva que nós compramos e não é que tinha um link assim: descubra a bateria de seu carro! Fácil, fácil. Peguei a referência. Para se ter uma idéia de quão equivocados nós estavamos, a bateria que compramos para o carro do meu pai, servia para o meu...
Conseguimos fazer meu carro funcionar com a boa e velha "chupeta".
Dormimos o problema, e hoje pela manhã conseguimos devolver as baterias. Fizeram um estorno manual do valor que eu paguei, espero do fundo do coração que daí não surja mais um problema, mas isso fica para outro história.
Agora de posse da referência correta da bateria, dirigimo-nos a uma loja especializada e compramos a bateria correta para o carro do meu pai. Ele a instalou e o carro voltou a vida. It's alive! Que maravilha!
Sal grosso e olho grego para tudo quanto é lado agora! Uhuu!
Da próxima vez, nada de desespero, o Sr. Google responde e a gente resolve.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O efeito Vanusa

foto: http://telmoquimica.zip.net/images/bandeiradobrasil.jpg

Depois da execução catastrófica e antipatriótica do hino nacional brasileiro por Vanusa e com o objetivo de evitar a repetição desse vexame, foi editada a Lei 12.031 de 21 de setembro de 2009, abaixo transcrita:

Altera a Lei no 5.700, de 1o de setembro de 1971, para determinar a obrigatoriedade de execução semanal do Hino Nacional nos estabelecimentos de ensino fundamental.
O VICE – PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o O art. 39 da Lei no 5.700, de 1o de setembro de 1971, passa a vigorar acrescido do seguinte parágrafo único:

“Art. 39. ........................................................
Parágrafo único: Nos estabelecimentos públicos e privados de ensino fundamental, é obrigatória a execução do Hino Nacional uma vez por semana.” (NR)
Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 21 de setembro de 2009; 188o da Independência e 121o da República.
JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA
Fernando Haddad
Este texto não substitui o publicado no DOU de 22.9.2009

sábado, 26 de setembro de 2009

Mal posso esperar!

Afe, estudar para concurso é um saco! Não posso passar cinco minutos com a cabeça fora do livro, que bate aquela culpa! Mas eu supero! Segue uma lista de filmes que estão em ponto de bala para estrear e que vale a pena conferir (a julgar pelo trailer, mas o que isso garante né?...)

Ah, antes de continuar, gostaria de avisar para vocês que "O Cara da Locadora" lançou seu primeiro podcast, não deixem de conferir e aproveitem e conheçam o site que traz ótimas resenhas sobre filmes! Um grande abraço para Miojo e Nespoli!

Let's do this!

9 - the salvation (previsão de estréia: 09/10/2009) - Adivinha quem fez, só pelo jeitão! Vozes de Elijan Wood, Christopher Plummer e Jennifer Connely entre outros.




Surrogates (previsão de estréia: 23/10/2009) - É sempre bom um filme sci-fi para desopilar, esse está show de bola. Deve dizer que nem Bruce Willys resistiu a dar um up em seu surrogates (repare o cabelinho loiro, que meigo), mas está totalmente kickin-ass na versão real. Visite o site e faça o seu próprio Surrogate: clique aqui




Zombieland (previsão de estréia: 04/12/2009) - Eu sempre virei o nariz para filmes de zumbi, mas andei assistindo uns por ai e consegui sentir até uma espécie de simpatias por esses clássicos personagens de filmes de horror. Zombieland está mais para comédia do que outra coisa, e com Woody Harelson, eu encaro.




Sherlock Holmes (previsão de estréia: 08/01/2010) - Robert Downey Jr. e Jude Law, preciso dizer mais? Ok, Sherlock Holmes, preciso dizer mais? Pelos livros que eu li, não imagina Holmes tão ativo quanto ele aparece no trailer, mas eu gostei ainda sim, vou pagar para ver.




The Wolfman (previsão de estréia: 12/02/2010) - Mais um personagem clássico, o Lobismen, povoa boas histórias de terror, trata-se de uma refilmagem do filme homônimo de 1966, mas agora com Hugo Heaving, Benicio del Toro e Anthony Hopkins, sentiu o preso do elenco? Tenho grandes expectativas.




Alice in Wonderland (previsão de estréia: 16/04/2010) - Como falei antes em posts anteriores, Burton construiu uma atmosfera sinistramente colorida. A dobradinha Depp/Bonham Carte já dão a dica de provavelmente o filme promete.




The Last airbender (previsão de estréia: 23/07/2010) - Acompanhei o desenho Avatar-the last airbender completo. É um ótimo desenho, com um ótimo enredo e personagens carismáticos (meus favoritos são Sokka e o tio Iroh). Aang é um menino de 112 anos que é o novo Avatar, o mestre dos quatro elementos (ar, água, fogo e terra), é obviamente o último dobrador de ar, visto que todo seu povo foi destruído pela ambição do Senhor do fogo e cabe a Aang restaurar o equilíbrio entre as tribos e para isso terá de viajar por todas elas e aprender a dobrar água, terra e fogo, nome dos livros que compõe a série. Nosso amigo, M. Night, disse que vai fazer os três... vamos ver. Bem, não ficou Avatar, porque esse é nome do filme de James Cameron...




Daybreakers (08/01/2010 - EUA) - Não podia fechar uma lista de colocar ao menos um filme de vampiro, não é? Bem, nesse aqui, os vampiros tomaram conta do mundo e criam humanos em fazendinhas para se alimentarem, legal não é? É, se você for um vampiro. Ethan Hawke e Williem Dafoe.




Dorian Gray - (09/09/09 - EUA) - Oscar Wilde escreveu esse livro maravilhoso e eu o abençoo por isso. Deliciei-me com a história e fiquei felicíssima por ver uma adaptação de verdade para o cinema (tem outras por ai que não vale nem a pena mencionar...), com Ben Barnes como Dorian (ai ai) e Colin Firth (que nasceu para fazer filmes de época).



That's all folks! Desculpe a presença de mulheres irritantes no começo de alguns dos trailers, é que o embeded dos trailers HD estava desativado e eu tive que apelar. Nos encontramos nos cinemas!


sábado, 19 de setembro de 2009

My sister's keeper

Essa semana assisti Uma prova de amor (My sister’s keeper) e gostei muito. Chorei mais do que minha vergonha me permite e resolvi falar do filme, mas não para classificá-lo como bom ou ruim. Não sou eu e nem ninguém quem define isso. Achar bom ou ruim vai depender unicamente do que você gosta. Só posso dizer que gostei muito. E apesar de mais uma vez a Abigail Breslin dar um show, também não vou analisar a atuação de ninguém porque, definitivamente, não é isso que define o carisma ou sucesso de um filme (basta lembrar do sucesso que fez Dirty Dancing).

O ponto específico do filme que me chamou a atenção e sobre o qual vou falar é o seguinte: Anna (Abigail) desde que nasceu, passou boa parte da vida doando medula, fazendo exames e outras coisas que pudessem auxiliar no tratamento da irmã mais velha, Kate, que desde bem nova foi diagnosticada com leucemia. Aliás, Anna foi concebida (fabricada) com esse propósito: ser uma doadora compatível. Num determinado momento, Anna decide entrar com um processo contra a família para ter o direito de não ser mais a “repositora de peças defeituosas” da irmã. Independente do fato de no final do filme sabermos que ela fez isso a pedido da própria irmã, ao longo do filme se instalou um dilema moral que, para uma sociedade passional e impregnada da moral católica como a brasileira, é difícil de lidar: apesar de Anna amar sua irmã, ela se posiciona pelo direito de dispor do seu corpo como quiser e, consequentemente, a partir daí não ter que ser obrigada a doar órgãos, líquidos ou tecidos para a irmã. Argumenta de forma que faria inveja a muito advogado que os procedimentos (incluindo a doação do rim) que podem vir ou não a salvar sua irmã, poderão, também, comprometer seu futuro e bem-estar. Num determinado momento diz: “não poderei praticar esportes, ser líder de torcida e várias coisas da minha vida estarão comprometidas”. Para que a irmã pudesse viver, ela teria que perder e só Anna sabia a importância que tinha para si mesma (subjetiva) daquilo que iria abrir mão.

Naquela hora fiquei pensando, ao mesmo tempo que fascinado pela articulação e pelos argumentos da garota, que realmente não é justo que, por coação moral ou emocional, se peça algo que alguém voluntariamente não quer fazer e que ela tinha, sim, o direito de querer ou não ajudar a irmã sem ser julgada como ruim. E que fique claro que quando me refiro a ter o direito, não estou falando em agir amparada pela lei. Refiro-me a agir sem ser moralmente julgada. Fiquei pensando que se fosse uma situação real e se passasse na sociedade brasileira, num universo de 100 pessoas, 99 a rotulariam como má ou egoísta e provavelmente, sem respeitar sua escolha, tentariam deixá-la mal com sua decisão, dizendo para ela que iria se arrepender quando crescesse por não ter querido ajudar a irmã, fazendo-a, inclusive, se sentir culpada caso sua irmã morresse. Mas eu pergunto: é tão condenável assim querer ser boa consigo mesma? Ser bom é ser sempre legal e dizer sim para os outros? E quanto à felicidade dela, quem seria responsável por isso? Objetivamente falando, a vida e felicidade de uma pessoa são tão valiosas quanto as de outra e não é pelo fato de uma estar no centro de um drama comovente que retira da outra o direito de ter suas próprias escolhas. Não, não. Kate nasceu com leucemia e isso não é culpa de ninguém. Anna nasceu saudável e isso não foi escolha de ninguém, portanto, ela não TEM que abrir mão de si mesma a fim de que outra pessoa fique bem. Defendo que ela tem o direito de dizer sim ou não e que, desde que isso parta de uma escolha consciente, seja verdadeiramente respeitada. Difícil aceitar isso sem taxar como egoísmo, não é? Eu sei, também fui impregnado por essa mentalidade a vida inteira. Só sei que fiquei realmente apaixonado pela nova visão que Anna me deu de que escolher a si mesmo não significa sempre ser egoísta. O próprio fato de o papel ter sido interpretado por uma atriz que transmite tanta pureza, honestidade e doçura serviu para reforçar essa idéia.

Sem nenhuma apologia à sociedade americana, mas acho que, de uma maneira geral, eles contribuem para que nela o indivíduo se sinta responsável pelos seus atos e pela vida que leva. Em Cascavel morava um casal de missionários americanos e me lembro que uma vez eles comentaram que o normal lá nos EUA era que os filhos, tão logo atingissem a maioridade, já começassem a buscar sua independência, irem morar só, trabalhar etc. Acredito que, feito de uma maneira positiva, isso contribui para o amadurecimento e para que cada um se sinta responsável por si. Lógico que isso levado a outro extremo pode levar ao individualismo exacerbado (muito forte na cultura americana), mas se pensássemos pelo menos um pouco mais dessa forma, não acharíamos que nossos governos têm a obrigação de serem assistencialistas, que prover tudo e que o país só está ruim por causa dos políticos. E quem elege os políticos? E quem suja as ruas? Bom, isso é tema para outro post.

Só acho, assim como Anna, que as escolhas são nossas e, a partir do momento que você, reconhecendo sua limitação humana, percebe que não vai ser capaz de fazer algo sem depois se arrepender, ressentir ou apresentar a conta, deve então decidir não fazer.

Beijos e abraços!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Ser ou não ser um pirata, eis a questão

Convenhamos e sejamos bem sinceros, quem aqui usa Windows? Hmm, muito bem um grande número de pessoas creio eu. Quem aqui usa Windows original? Complicou né, certamente vai ter gente que nem sabe se o seu sistema operacional é original ou não. Continuando, quem aqui usa somente software originais? Ah, agora pegou pesado hein, será que isso existe?

Talvez os mais puristas vão dizer que usam Linux e que por este ser um sistema operacional de código aberto seus programas também são, mas essas mesmas pessoas sabem muito bem que um software GPL geralmente fica devendo e muito a um pago e mesmo no Linux existem os programas pagos.

Chegamos então ao X da questão, ser ou não ser um pirata? Sem dúvida todo mundo tem aquele discurso já pronto de que o governo isso ou que político tal é um ladrão e blá blá blá, bonito de se ouvir, a gente até pensa o quanto as pessoas são éticas. Mas a realidade é outra. Ou você acha que estar usando aquele Windows com a mesma serial de N milhões de pessoas espalhadas no mundo não seria definido como roubo? Ou aquele programa que você já pegou completo sem nenhuma restrição?

Duvido que exista alguém que tenha passado a vida toda sem utilizar absolutamente nada que não tenha sido uma cópia ou um produto pirata, e isso não se restringe ao mundo do software, mas aos aparelhos Xing-Ling, CDs, DVDs, filmes, perfumes etc, etc, etc. A punição do crime que cometemos só muda devido às leis que são ou não aplicadas, mas não deixamos de ser culpados. Todos somos ladrões, sim todos, somos ladrões de direitos autorais, intelectuais, tecnológicos...

Outro discurso já pronto que existe na cabeça de praticamente todo mundo (até parece que foi programado: se discurso 01 falhar executar discurso 02) é "Se fosse em um valor aceitável certamente eu pagaria". Ah, por favor, quem é que iria pagar por algo que se pode ter de "graça" com as mesmas funcionalidades que o original? A não ser que você queira ter o material completo, ou seja, caixas, manuais, artworks, suporte da empresa, enfim. Mas a grande maioria não está nem um pouco se importando com isso. Caixa? Jogamos fora. Manuais, pra quê se nunca serão lidos? Artworks? Eu lá preciso ver as idéias malucas que essa equipe teve até lançar o produto? Suporte? Hahaha quem precisa disso quando se tem o Google?

Até poderia ficar aqui citando N motivos para justificar que todos somos piratas por mais que ainda vá ter gente que diga o contrário, o ponto chave que quero chegar é a hipocrisia que existe ao redor desse assunto, é muito fácil criticar o país, o governo, os políticos por suas atitudes, difícil é olhar para si e ver que você também faz o mesmo se não até pior, quem sabe? Afinal, quem não se vangloria por ter faltado ao trabalho inventando uma desculpa, arrumando um atestado, não ter pago uma dívida, pois nunca chegou cobrança, etc. Uma vez Bill Gates disse: "Antes de tentar mudar o mundo comece limpando o seu quarto". Sabe que ele tinha mesmo toda a razão?

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