domingo, 10 de abril de 2011

Passos de dança para matemáticos

Para quem é matemático, esses são alguns "passos" fáceis que você pode aprender.

 
Aparentemente, o autor dessa imagem é desconhecido, mas eu vi em http://www.microsiervos.com/archivo/humor/pasos-baile-para-matematicos.html

Abraços. Correspondente Anônimo.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Pra homem: Revista GQ

Sempre desejei que no Brasil tivesse uma revista voltada pro público masculino que não achasse que a única coisa que interessa pro homem fosse ver mulher nua. Não sou contra revista de mulher nua, mas eu queria uma revista com assuntos pra homem que não fosse só isso, entende? Eu não sei quanto a vocês homens que estão lendo esse post, mas meu pai nunca me ensinou coisas relacionadas à vaidade masculina, à higiene pessoal, a me vestir, a me portar e uma série de coisas relacionadas ao mundo masculino. Embora o modelo devesse partir dele, ele incrivelmente (como a maioria dos pais, acho) entregou essa tarefa pra minha mãe. Ok, sem traumas, estou vivo até hoje apesar disso, mas eu acho que pro menino é legal ter referenciais masculinos e acho bastante natural o modelo vir do pai. Besteira, né? Não, não acho. Aí a gente vai copiando os exemplos acessíveis (que nem sempre são os melhores) o irmão mais velho, os amigos da turma ou um cara da escola. Só que ao mesmo tempo todo homem fica com vergonha de ficar perguntando tudo, a gente morre de vergonha de demonstrar que é inexperiente, inseguro, e seja numa loja, com os amigos, numa farmácia, a gente vai se comportando como se já soubesse, só que muitas vezes completamente desastrado na arte de ser um cara mais ajeitado. Alguns entregam a tarefa de escolher como se vestir, cortar o cabelo, se perfumar etc. à namorada. Você faz isso? Ok, então pra mim você é mais um pateta sem personalidade que procura na companheira uma substituta pra mãe. Escolha sua. Aliás, você não vai fazer muitas escolhas.

Fiquei esperançoso quando chegou no Brasil a Men’s Health. Só que depois de comprar duas edições, percebi que bastava ter comprado uma, porque todas seriam iguais. Todas. Sem exceção. Basta olhar as matérias na capa e você vai conferir que não estou exagerando. Em todas elas as matérias ensinam como você fazer para ficar com a barriga tanquinho em pouco tempo, como seduzir a mulher dos seus sonhos, como fazê-la atingir o orgasmo e assim ficar doida por você. Interessante. Quase uma Superinteressante. Mas eu queria ler mais do que isso.

Na minha primeira ida aos EUA comprei uma revista GQ e vi que finalmente minha busca tinha acabado. Só tinha um probleminha: ela era americana e não vendia no Brasil, a não ser nas grandes livrarias, nas seções de revistas importadas, onde é vendida por uns R$ 50,00 cada. Só que vasculhando no site, descobri que era possível fazer assinatura anual internacional, pelo preço de US$ 52,00!!! Dá para acreditar? Um ano por menos de R$ 100,00!! E (pasmem!) para eles a assinatura anual sai por US$ 12,00. Nem hesitei, assinei. Recebi a primeira mês passado e fiquei parecendo uma criança que ganhou brinquedo novo. Momento pára-tudo-só-quero-saber-disso!

A revista traz matérias pra homem. Ponto. Ela não lhe trata como se você só pensasse em comer mulher, pra isso não precisa LER revistas, basta OLHAR uma Playboy ou uma Sexy. A GQ traz matérias pro executivo, pro estudante, pro geek, pro nerd, pro metrossexual, pro heterossexual, enfim, pra toda gama de homem que existe. Entrevistas com personalidades famosas, matérias sobre tecnologia, saúde, cinema, TV, política, moda, porque você transpira muito, qual produto é adequado ao seu problema, porque seu cabelo cai, como prevenir a queda, dicas de como se vestir se você é baixo, gordo, alto, magro, velho, novo, preto, branco, matérias sobre ciência, carreira, esportes, enfim, TUDO que interessa ao homem. Até mulher bonita tem! É quase tão completa quanto nosso blog! (Eu tinha que encher nossa bola, he, he!)

Coincidência, com a chegada da minha primeira edição americana, foi lançada a GQ Brasil. Bacana. Comprei. Achei um pouquinho aquém das edições americanas, mas ainda assim recomendo, eis o porque desse post. Vou dar um crédito e comprar os próximos números pra ver qual é, espero que seja boa. Fica a dica.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Sobre a maldade divina


Refletindo sobre post 'Deus é ruim?", minhas conclusões não caberiam em um só comentário, então resolvi postar de outra forma.
Vamos lá!
Se abandonarmos o maniqueísmos e esquecermos por um segundo a extrema oposição que existem entre o que se considera 'bem' e o que se considera 'mal' e pensarmos que existem uma dinâmica de equilíbrio entre fatores aparentemente opostos, mas que têm, no seu cerne, o toque do outro, as coisas ficam um pouco menos estranhas.
Não consigo pensar que Deus ou qualquer outra entidade superior fique escolhendo que catástrofes deve deixar ocorrer e que outras deve evitar. Partindo do pressuposto que tudo foi criado pela providência divina, o restante é por nossa conta, em razão do nosso livre-arbítrio. Antes de continuar, deixe-me dizer que não acredito em destinação e fatalismo (toda nossa vida está traçada e nada pode ser mudado), mas concordo que é plausível a existência de preciência divina. Deus não é submetido a limites temporais tais como os nossos, assim a ele se revelam passado presente e futuro sem essas divisões. Sim, Ele conhece toda a nossa trajetória de vida, mas isso não quer dizer que, necessariamente, ele vai interferir.
Continuando. Dotados que somos de livre-arbítrio, somos responsáveis por nossas atitudes, boas e ruins. Ou seja, não acredito em atribuir o crédito ou a culpa a qualquer outro ser além do causador  da benfeitoria ou do dano.
Quem não tem consciência de seus atos, como os doentes mentais, obedece a uma lógica pouco diferente: ele é o causador do ato, bom ou ruim (a juízo da sociedade), mas como não tem discernimento, não é culpável pelo mal que causa, apesar de causá-lo.
No que diz respeito à natureza, a história da dinâmica entre os opostos ainda é mais destacada. O equilíbrio natural é condição de sobrevivência harmoniosa de todas as espécies. Isso não quer dizer, entretanto, que todos vão viver felizes juntos, leões e cordeiros. Esse equilíbrio inclui morte, devastação, errupções vulcânicas etc. Para piorar a nossa situação, nós, seres humanos, estamos nos metendo e colocando tudo a perder, para variar. O clima está maluco, chuvas intensas, secas desertificantes, aquecimento global, extinção de espécies, praga de outras. Deus está entediado e manda um tsunami? Não. Estamos sofrendo, mais uma vez, a consequências de nossos próprios atos. Sim, mas eu nunca joguei um papel fora da lixeira, você me diz. Infelizmente, caro amigo, os justos pagam pelos pecadores, assim como Jesus foi sacrificado pelos pecados da humanidade (ou, pelo menos, dos que nele acreditam ).
Assim, se você acredita em Deus ou qualquer outra entidade superior, agradeça-O por ter criado as condições para que você vivesse sua vida da forma como vive, mas leve o crédito e a culpa pelos seus atos.
Aluízio, obrigada por mais uma vez bombear vida na minha veia filosófica, que já estava até meio enferrujada.
Volto em breve para contar o resto da história de Porto Alegre e outras cositas mas!
Ah, tente o endereço http://garotad.blogspot.com/view e teste novas formas de visualizar esse blog!

Deus é ruim?

Acabei de chegar da lavanderia. Fui pegar umas roupas e, enquanto esperava a senhora pegar meu troco, avistei uma revista Caras onde na capa a cantora Ivete Sangalo (eca!) dizia “Deus é muito bom comigo”. Ouço com muita freqüência as pessoas dizerem isso. Pelo menos aqui no Ceará essa afirmação é muito comum, e claro, sempre em situações onde a pessoa que diz isso se beneficiou de alguma maneira ou “alcançou alguma graça”. Só que há muito tempo, toda vez que ouço essa frase tenho vontade de perguntar pra pessoa “ele só é bom porque fez uma coisa boa pra você?”. Será que se duas meninas são injustamente assassinadas, acontece um tsunami no Japão, eu for atropelado, alguém que você ama morrer, Deus é ruim? Não sou religioso, mas me considero espiritualizado, e a concepção que tenho da vida e da criação de Deus é de um todo interligado. A sensação que tenho é que tudo afeta direta ou indiretamente ao outro e o que podemos tirar dos acontecimentos é o nosso crescimento e aperfeiçoamento espiritual. O mal que acontece a um pode servir pra modificar, conscientizar, sensibilizar outros. Não dá pra querer encontrar uma explicação direta pra tudo, mas acho que as coisas acontecem, sim, com um propósito. Lógico que ficamos tristes, frustrados, com raiva, quando algo de ruim nos atinge, perfeitamente normal, mas daí a achar que Deus não é bom nessas horas, na minha opinião, é uma visão meio infantil ou egoísta de Deus ou de religião. Easy to say, hard to do, mas quando algo que não queríamos nos acontece devemos procurar aprender alguma coisa com isso, ver onde erramos ou contribuímos, ou se não fizemos nada pra que aquilo acontecesse, devemos tentar exercitar a aceitação e a resignação.

Talvez essa visão seja resultado de uma religião mal ensinada (ou mal compreendida) na qual se deu a entender que existe um sistema direto de atos e recompensas onde os bons são premiados e os maus são punidos. Não, não. Gente ruim também se dá bem e gente boa se estrepa feio, só que isso não é motivo para deixarmos de ser bons. Aliás, coisa duvidosa é a bondade de quem pensa dessa forma. Explico: se não existisse a crença no castigo e no inferno, essas pessoas se absteriam de matar, sacanear, roubar, trair e fariam o bem ao outro? Porque se se faz o bem motivado pelo prêmio celestial, estamos fazendo o bem pensando em nós mesmos, não no próximo.

Bom, não queria dar um viés Dalai Lama a esse post. Por favor, não interprete como se eu me julgasse um ser iluminado ou superior que pudesse dar lições de bondade aos outros, de forma alguma. Só queria chamar a atenção de que às vezes a frase “Deus é muito bom pra mim” me soa um pouco injusta. Ele é bom pra todos e sempre.

Beijos e abraços!

PS: ainda reluto em escrever ideia sem acento.

PS2: minha ideia de Deus há muito não é mais a do velhinho de barba branca, olhos azuis, sentado num trono. Abandonei as alegorias, elas me levavam a uma tentativa de relação humana com Ele, na qual eu podia negociar. Imagino-O com um ser superior, uma energia positiva, provavelmente amor puro, que rege todos os acontecimentos de uma maneira difícil de ser compreendida, mas que tem como propósito o nosso bem. Agradeço-O todos os dias por tudo aquilo que tenho e verdadeiramente acredito que tudo acontece com um sentido.

terça-feira, 22 de março de 2011

Com diversão é bem melhor!

Experimento feito numa estação de metrô em Estocolmo que comprova que até mesmo coisas aparentemente chatas ou cansativas, feitas com diversão, se tornam bem mais interessantes. ;-)



E só pro post não ficar curtinho, preciso dizer: ESSE GAROTO (o gordinho, claro!) ENTROU NA MINHA GALERIA DE HERÓIS!!!!!! (Cuidado, música alta!)


domingo, 20 de março de 2011

Algoritmo da dança

Para quem não sabe, Garota_D e eu fazemos aula de dança de salão há algum tempo. A dança de salão compreende vários ritmos, como o Bolero, a Salsa, a Bachata, o Forró, o Zouk, entre diversos outros. Aprender todos eles não é fácil, mas não é, de forma alguma, impossível. Vou tentar explicar um pouco do aprendi nesse pouco tempo de dança. Esse post vai ficar maior do que eu pretendia, mas é a vida.

Vamos do início. Imagine que você está andando para a cozinha da sua casa. Obviamente, você não tira os dois pés de uma vez do chão, você dá um passo com um pé, depois dá outro passo com o outro pé, e outro passo com o primeiro pé, e assim por diante, sempre lembrando de alternar os pés. Agora, vamos analisar um pouco mais a fundo o ato de caminhar.

Quando você está parado, você está com o peso do seu corpo distribuído nos dois pés. Para mover o pé direito, por exemplo, você transfere o peso do seu corpo para a perna esquerda, levanta o pé direito e o move para a frente, tocando o chão com este pé. Então, você transfere seu peso do pé esquerdo, que está atrás, para o pé direito, que está a frente. Assim, o pé esquerdo fica livre para você poder movê-lo para frente. Essas atitudes são feitas repetidamente e sem que você se dê conta.

Faça um exercício, levante e vá tomar uma água. Entretanto, vá andando pausadamente, prestando atenção nos passos, no movimento dos pés, na transferência de peso de um pé para outro. Vá lá, eu espero...





Não foi né... Enfim. Agora, imagine que você está andando na rua, ouvindo a uma música. Você gosta muito dessa música e, sem que perceba, está caminhando no mesmo ritmo dela. Legal, né. Você percebe que, sempre que tem a batida mais forte da bateria, aquele “TÁ”, é quando o seu pé esquerdo toca o chão. Esse som do “TÁ” é feito por um tambor, chamado caixa. Ouça a música “The Reason”, do Hoobastank, e identifique o som da caixa.

Então, você decide brincar, e quer fazer com que seus pés alternem pisadas a cada batida da caixa. Você percebe que anda mais devagar. Você, agora, decide que vai caminhar mais rápido ainda, pisando duas vezes com o pé esquerdo a cada batida da caixa.

Pois bem. Tudo isso foi para dizer que dançar é saber quando, em que momento, você deve pisar no chão e quando deve transferir o peso de um pé para outro. Em alguns ritmos, como o Merengue, você pisa e transfere o peso praticamente ao mesmo tempo, de forma que nem percebe. No Tango, são dois atos diferentes, primeiro você toca o chão e, depois, transfere o peso. Resta, portanto, saber quando se deve pisar no chão/trocar de peso, dependendo do ritmo.

Agora, toque de novo a música do Hoobastank, e desta vez prestando mais atenção na bateria. Você percebe que ela segue o seguinte padrão: “TUM, TS, TÁ, TS, TUM, TS, TÁ, TS, ...”. Mais ainda, ele tem a seguinte batida (leia da esquerda para a direita, acompanhando a música, cada coluna acontece ao mesmo tempo):

Chimbal | TS--TS--TS--TS- | TS--TS--TS--TS- | TS--TS--TS--TS- |
Caixa   | --------TÁ----- | --------TÁ----- | --------TÁ----- |
Bumbo   | TUM------------ | TUM------------ | TUM------------ |

Percebeu o que acontece a cada 4 batidas? A cada 4 “TS”, o padrão se repete. Se você continuar ouvindo a música, você percebe que esse padrão varia ligeiramente, com a adição de um prato de corte ou com a abertura do chimbal, mas depois volta ao padrão acima. Podemos, então, fazer a contagem 1 2 3 4. No 1, é a batida do bumbo. No 3, é a batida da caixa. Em todos eles, o chimbal está presente:

           1   2   3   4     1   2   3   4     1   2   3   4
Chimbal | TS--TS--TS--TS- | TS--TS--TS--TS- | TS--TS--TS--TS- |
Caixa   | --------TÁ----- | --------TÁ----- | --------TÁ----- |
Bumbo   | TUM------------ | TUM------------ | TUM------------ |

Se você contar quantas batidas tem uma música em um minuto, você tem o que é chamado de tempo da música. Assim, uma música com tempo de 60 batidas por minuto quer dizer que uma batida acontece a cada segundo. Em uma música com tempo 120, em um intervalo de um segundo, tem-se duas batidas. Cada agrupamento de algumas batidas é chamado de compasso. Na música acima, o compasso é de 4 batidas, ou de 4 tempos (não confundir com o tempo de música). Essa notação acima, que eu usei para representar as batidas da bateria, é chamada de tablatura, e é muito utilizada para se transcrever as notas de um determinado instrumento, como guitarra, baixo, vilão, bateria, assim como a cifra ou a partitura.

Para dançar, é preciso saber em qual dessas batidas, nessa contagem, você pisa no chão. Assim, na Salsa, no Bolero, no Forró, você pisa no chão nas batidas 1, 2 e 3. No 4 você não pisa no chão, espera um tempo (não necessariamente parado). A contagem fica 1, 2, 3, , 1, 2, 3, , 1, 2, 3, . No Samba de Gafieira, no Zouk, você pisa no 1, no 3 e no 4, ficando 1, , 3, 4, 1, , 3, 4, 1, , 3, 4. No exemplos abaixo, o x marca quando deve-se pisar no chão:

Forró:

      1   2   3   4     1   2   3   4     1   2   3   4
   | -x---x---x----- | -x---x---x----- | -x---x---x----- |

Zouk:

      1   2   3   4     1   2   3   4     1   2   3   4
   | -x-------x---x- | -x-------x---x- | -x-------x---x- |

Em alguns ritmos, é mais conveniente contar até 8, ou seja, assumir um compasso de 8 tempos. Voltando à musica do Hoobastank:

      1   2   3   4   5   6   7   8     1   2   3   4   5
   | TS--TS--TS--TS--TS--TS--TS--TS- | TS--TS--TS--TS--TS-...
   | --------TÁ--------------TÁ----- | --------TÁ---------...
   | TUM-------------TUM------------ | TUM-------------TUM...

A batida não muda, somente a contagem. No Soltinho, no Cha Cha Cha e no Tango, você pisa no chão nos tempos 1, 3, 5, 6 e 7. Perceba que é mais lento no início e mais rápido no final. No filme “Vem Dançar”, o professor de dança de salão, personagem do Antonio Banderas, faz a contagem usando as letras da palavra “Tango” (a partir dos 8:00 minutos):

      1   2   3   4   5   6   7   8     1   2   3   4   5
   | -T-------A-------N---G---O----- | -T-------A-------N-...

Sim, e o que algoritmos têm a ver com isso tudo? Tudo. Um algoritmo é uma sequência de instruções que devem ser executadas em ordem para se resolver um problema. É como uma receita de bolo, que diz o que e quando você deve fazer alguma coisa. Por exemplo, não se põe a massa do bolo numa assadeira antes de untá-la.

E como é o algoritmo da dança? Bem simples:

  1.    Ouça a música
  2.    Identifique o ritmo
  3.    Recorde a contagem daquele ritmo e a adapte na batida da música
  4.    Enquanto a música não acaba
  4.1.      Escolha um passo do ritmo
  4.2.      Enquanto o passo não acaba
  4.2.1.        Pise com o pé livre/transfira o peso de acordo com a contagem e com o passo
  4.3.      Fim do enquanto
  5.    Fim do enquanto

Em outras palavras, para dançar, basta ficar pisando no tempo correto, de acordo com os passos aprendidos. Com mais experiência, os passos não importam tanto, e você passa a improvisar, desde que você fique no ritmo. Você tem liberdade até para fazer um passo que saia da contagem, desde que ainda fique no ritmo.

Alguns professores podem fazer a contagem diferente. Por exemplo, no Zouk, pode-se começar a contar do 3 em vez do 1. Assim, fica 3, , 1, 2, 3, , 1, 2, 3, , 1, 2, ficando parecido com a Salsa, o Forró, e outros ritmos. Outros professores podem contar o Soltinho e o Tango como 1, , 2, , 1, 2, 3, , 1, , 2, , 1, 2, 3. Isso varia de professor para professor, mas não invalida o que eu disse antes, é apenas uma outra forma de contar. Ah, e a Valsa tem a compassos de 3 tempos, em vez de 4.

Ainda tem muitas outras coisas que podem ou não variar com o ritmo, como movimento do quadril e do corpo, expressões faciais, postura do cavalheiro e da dama, condução, abraço, giros, postura dos pés, dança em salão versus dança de apresentações, calçados, etc, que ficam para um possível próximo post.

Por último, dançar não é fácil, principalmente no início. Demora dias, meses, anos, para a gente dizer que realmente sabe dançar. Cada novo passo é uma batalha, você versus seu corpo, você querendo fazer alguma coisa e seu corpo não obedecendo. No entanto, como disse uma das minhas professoras, só não aprende quem desiste. Abraços. Correspondente Anônimo.

P.S.: Tem muito vídeo de Forró mal dançado no youtube.

P.S.2: Quem disse que é preciso ter duas pernas para dançar?

segunda-feira, 14 de março de 2011

Como se tornar primeiro mundo em poucos passos fáceis

Eu estava no hotel, no feriado do carnaval, me arrumando pra sair com a TV ligada quando ouvi sem querer um pedaço de uma notícia que estava passando no Jornal Nacional e que dizia “...com isso o Brasil se aproximará de índices parecidos com os do primeiro mundo...”. A notícia continuou e eu nem prestei mais atenção no resto. Minha mente viajante parou de prestar atenção no que acontecia naquele momento e já estava conectando aquela frase a um fato do passado.

Acho que foi no governo Tasso Jereissati lá pelo começo ou meio da década de 90, eu ainda estudava engenharia civil e me sentia todo orgulhoso de ser um pobre que conseguiu ser aprovado, apesar das dificuldades, numa faculdade pública. E nas minhas idas a Cascavel (cidade do interior do Ceará onde tenho familiares) uma vez, conversando com uma amiga minha que era professora lá, ela me contou que o governo do estado resolveu “qualificar” todos os professores da rede pública (a maioria deles nas cidades do interior não tinha nível superior), levando cursos de pedagogia da UVA (Universidade do Vale do Acaraú) a essas cidades a fim de que os professores pudessem ter um nível superior. Assim foi feito e me lembro que em campanhas na TV algum tempo depois apareciam aquelas imagens de crianças sorridentes na sala de aula, que de alguma maneira nos remetem à idéia de melhoria e de prosperidade, acompanhadas do índice: “No Ceará 100% dos professores da rede pública possuem nível superior” ou algo parecido.

Rsrs! Nem dá vontade de continuar esse post de tão óbvia (e única) a conclusão que pode ser tirada de como são obtidos a maioria dos índices positivos brasileiros, ou melhor, aqueles que são pra inglês ver.

Mas prossigamos. Ou eu sou um cara que implica com as coisas do Brasil de graça ou então esse não seria exatamente o caminho certo para se obter um ensino público qualificado. O que se fez foi uma maquiagem e que, diga-se de passagem, funciona até hoje! Ao invés de o governo determinar que a partir daquele momento só contrataria professores com nível superior em pedagogia para num momento futuro se atingir um índice maior (e real) de professores qualificados, ele resolveu simplesmente diplomá-los. Simples assim. Os cursos eram itinerantes, indo ao interior tipo de 15 em 15 dias para dar alguma aula boba, passar um trabalho para poder atribuir uma nota ao professor-aluno e, com isso, aprová-lo e diplomá-lo. Nada (ou quase nada) na qualidade do ensino ministrado por aquele professor mudaria após a graduação, exceto pelo diploma relâmpago que ele ganhou. Era o mesmo professor com a mesma (des)qualificação, falando errado, ensinando qualquer matéria que a escola pedisse, simplesmente copiando a matéria na lousa. Sim, ensinar no interior é copiar a matéria na lousa.

Ora, mas porque dar-se ao trabalho de realmente abrir concursos para professores qualificados, tendo que oferecer salários mais atrativos, se é muito mais fácil fabricar um índice com uma manobra que obteria resultados ainda na gestão daquele governante? No way! Isso é coisa de asiático que tem paciência pra decidir transformar uma sociedade em 20 anos. Otários! Nós temos a fórmula perfeita. Lá nos índices da ONU, da UNESCO, na apresentação do Criança Esperança ou em qualquer lugar num papel ou numa notícia, o Ceará apareceria (como de fato apareceu) como um estado que superou a deficiência na rede pública oferecendo professores com nível superior.

Precisamos ensinar ao primeiro mundo essa técnica esperta, bem brasileira, de aparecer bem na fita sem fazer muito esforço, afinal, fazer muito esforço pra conseguir o que se quer é coisa de mané, certo? Gente esperta consegue as coisas facilmente!

Beijos e abraços!

sábado, 12 de março de 2011

Eu fui:Porto Alegre - Dia 01



Oi pessoal,
Dessa vez o relato das aventuras será simultâneo. Troquei o Vade Mecum pelo Notebook e aqui estou conectada.
Depois de mais um vôo corujão (3h30), fiquei um pouco mais de 2h em Brasília. Só que desta vez estava munida de divertimentos! Assisti ao filme 'Comer, rezar e amar'. Totalmente filme de mulherzinha, C.A. escapou de ser obrigado a ver junto comigo. Devo confessar que a maior parte do filme é muito gostoso de ver e dá uma vontade louca de seguir os passos delas, mas no meu caso, eu levo o digníssimo comigo para engordarmos juntos na Itália... 
O personagem de Javier Bardem é brasileiro e tem o estranho costume de beijar os filhos na boca. No filme dá a entender que esse é um costume nosso... nunca soube disso não.. Fora isso, o filme é divertido, principalmente a parte da Itália... ai ai, também quero!
Depois do turbulento vôo de Brasília para Porto Alegre, peguei um táxi e vi direto para o Hotel Juliz. É um casarão antigo, com direito a piso de madeira e tudo. O quarto é bem simples, mas está munido de televisão, geladeira e microondas. A única alfinetada é a falta de café da manhã, mas há diversos mercadinhos nas redondezas, bem como o supermercado Zafari, e com geladeira e microondas, dá para dar conta do caso.
Já encontrei o Ministério Público =P. A foto está meio torta porque tirei com o celular no meio da rua (não dá para vacilar, né...)
Minha câmera fotográfica está passeando em Gramado e deve voltar hoje à noite para casa. 
Agora vou estudar e fazer as últimas revisões, me desejem sorte!

terça-feira, 8 de março de 2011

Dia internacional da mulher


Lembremos o nosso dia e nossa importância!


Mulher

Erasmo Carlos

Composição: Erasmocarlos - Narinha
Dizem que a mulher
É o sexo frágil
Mas que mentira
Absurda!
Eu que faço parte
Da rotina de uma delas
Sei que a força
Está com elas...
Vejam como é forte
A que eu conheço
Sua sapiência
Não tem preço
Satisfaz meu ego
Se fingindo submissa
Mas no fundo
Me enfeitiça...
Quando eu chego em casa
À noitinha
Quero uma mulher só minha
Mas prá quem deu luz
Não tem mais jeito
Porque um filho
Quer seu peito...
O outro já reclama
A sua mão
E o outro quer o amor
Que ela tiver
Quatro homens
Dependentes e carentes
Da força da mulher...
Mulher! Mulher!
Do barro
De que você foi gerada
Me veio inspiração
Prá decantar você
Nessa canção...
Mulher! Mulher!
Na escola
Em que você foi
Ensinada
Jamais tirei um 10
Sou forte
Mas não chego
Aos seus pés...

Mulheres ganhadoras do Prêmio Nobel


Física

Química

Psicologia e Medicina

1947
Gerty Cori

Literatura

1938
Pearl Buck

Paz



Ciências econômicas
2009
Elinor Ostrom


Mulheres no poder

Dilma Rousseff (PT) será a 11ª mulher a ocupar o cargo de presidente na América Latina – a oitava eleita. Dos 33 países da região, a Argentina já teve duas mulheres no governo. Outros oito países latino-americanos tiveram uma mulher presidente: Bolívia, Haiti, Nicarágua, Equador, Guiana, Panamá, Chile e Costa Rica.

A socialista Michelle Bachelet, que ganhou a eleição presidencial de domingo no Chile, é a primeira mulher eleita para administrar o Estado chileno através do voto universal e a sexta latino-americana que alcança a condução de um Governo. Na Finlândia, a presidente Tarja Halonen obteve 46,3% dos votos no primeiro turno da eleição presidencial e enfrentará no segundo turno no dia 29 de janeiro o candidato conservador Sauli Niinisto.
Na Libéria, a nova presidente Ellen Johnson Sirleaf prestou juramento nesta segunda-feira, convertendo-se na primeira mulher chefe de Estado eleita na África.
Sirleaf, licenciada em Harvard (Estados Unidos), ganhou a eleição presidencial deste pequeno país do norte da África com 59,4% de votos contra os 40,6% do seu rival, o ex-jogador de futebol George Weah, após a contagem de 97% das mesas de votação.
Na Ásia, as Filipinas e o Sri Lanka são dirigidos por mulheres.
Três países europeus - Grã-Bretanha, Dinamarca e Holanda - são reinos femininos, mesmo que suas soberanas tenham funções simbólicas e representativas na maior parte dos casos.
Mulheres chefes de Estado: - FILIPINAS: em janeiro de 2001, a vice-presidente Gloria Arroyo foi nomeada chefe de Estado, para o lugar do presidente Joseph Estrada, destituído por corrupção.
- FINLÂNDIA: Tarja Halonen foi eleita em fevereiro de 2000 presidente da República, tornando-se a primeira mulher chefe de Estado finlandesa.
- IRLANDA: Mary McAleese foi eleita, em outubro de 1997, presidente da República da Irlanda. Ela será reeleita no dia 1º de outubro de 2004.
- LETÔNIA: Vaira Vike-Freiberga, primeira mulher eleita chefe de Estado no Leste Europeu, assumiu em julho de 1999.
Mulheres chefes de Governo: - ALEMANHA: Angela Merkel, eleita em novembro de 2005 chanceler, é a primeira mulher a chegar a este posto na História do país europeu.
- NOVA ZELÂNDIA: Helen Clark assumiu em dezembro de 1999 o governo de Wellington, sucedendo Jenny Shipley, primeira mulher a se tornar primeira-ministra deste país.
- BANGLADESH: Begum Khaleda Zia, viúva e herdeira do presidente Ziaur Rahman, assassinado em 1981, dirige pela segunda vez este país de maioria muçulmana desde outubro de 2001, depois de ganhar as eleições legislativas. Em março de 1991, é a primeira mulher nomeada chefe de governo em Bangladesh (1991-1996).
- SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE: Maria do Carmo Silveira, diretora do Banco Central, foi nomeada em junho de 2005 primeira-ministra do governo deste arquipélago lusófono do Golfo da Guiné.
- MOÇAMBIQUE: Luisa Diogo foi nomeada em fevereiro de 2004 primeira-ministra. Ela é a primeira mulher da história do país a dirigir o governo.
Na América Latina, quatro mulheres chegaram à Presidência de vários países: Mireya Moscoso (1999-2004), no Panamá, Violeta Chamorro (1990-1997), na Nicarágua, Lidia Gueiler (1979-1980), na Bolívia, e María Estela Martínez de Perón ("Isabelita", 1974-1976) na Argentina.
No Sri Lanka, Chandrika Kumaratunga ganhou em novembro de 1994 as eleições presidenciais e foi reeleita em dezembro de 1999. Sua mãe, Sirimavo Bandaranaike, foi primeira-ministra até agosto de 2000, posto que já tinha ocupado de 1960 a 1965 e de 1970 a 1977. Ela foi desta forma a primeira mulher do mundo a ser primeira-ministra. Margaret Thatcher, a "dama de ferro", foi a única mulher a ocupar o posto de primeiro-ministro da História do Reino Unido. Thatcher foi também a chefe de Governo britânico a permanecer mais tempo no cargo no século XX: 11 anos e 209 dias (de maio de 1979 a novembro de 1990).
Na França, Edith Cresson se tornou primeira-ministra por um curto período: 323 dias (de maio de 1991 a abril de 1992).

Fonte: Terra

terça-feira, 1 de março de 2011

Eu fui: Campo Grande-MS


Voltei de mais uma viagem para concursos, triste porque não deu tempo conhecer a cidade. Não tenho fotinhas =(, mas quero registrar que o pessoal de Campo Grande é supergente boa, muito prestativo e receptivo.
A viagem de ida e volta foi superdesgastante. Vou incluir mais uma dica no pequeno manual do concurseiro liso: " Apesar de ser liso, você é gente! Então, ao optar por passagens baratas, leve em conta a quantidade de escalas/conexões, bem como o tempo de espera em aeroportos." Só em Brasília, devo ter ficado pelo menos 5 horas, somando ida e volta.
Chegando lá, peguei o táxi com outras três pessoas, duas delas de Fortaleza também. Fiquei no albergue Hostel Campo Grande. Fora o problema com a minha reserva, o albergue é arrumadinho, tem internet sem fio, três computadores para uso dos hóspedes, piscina e tal. Não esquentei com a confusão com a reserva, por isso já virou coisa comum, principalmente quando se faz a reserva com quase 3 meses de antecedência. Isso não é privilégio de albergue não, viu! Quando fui à Curitiba, fiz o pacote com Casa Blanca Turismo e uma semana antes de viajar descobri não tinha reservas. O pessoal de lá resolveu, nós ligamos para o hotel e eles disseram que estava tudo certo. Quando a gente chegou, nada de reservas, fomos colocados em outro hotel.
O taxista que me levou ao local de prova me entregou o ouro, disse que ônibus eu podia pegar, onde podia almoçar (no Shopping Campo Grande) e que dava para ir a pé ao UNIDERP, local onde fiz a prova.
Consegui visitar o mercado municipal, mas pelo avançado da hora, a maior parte dos estandes estava fechada.
Domingo, fiz o check-out, deixei a mala no maleiro e fui para parada de ônibus. Lá eles não tem cobrador  e passagem é R$ 2,50. Acho perigoso o cara ter que dirigir e dar troco ainda por cima. No shopping,  estudei até 11h quando de repente parece que todo mundo da cidade começou a chegar. Junto com uma colega fui garantir o almoço, foi só o tempo certo de evitar todas as filas.
Caminhamos até a UNIDERP e lá o mais inusitado aconteceu: fui picada por uma abelha na mão direita. Detalhe que já estava toda enfaixada de Salompas por causa das dores no braço e mais essa.
Fiz a prova, que durou 4h30mim sentindo dores. Não deu tempo nem tomar água, muito menos ir ao banheiro.
Na saída, caminhei para longe da universidade, porque lá sabia que nunca conseguiria pegar um táxi, tamanho o engarrafamento que estava. Decidi seguir em direção à Av. Afonso Pena e lá decidir o que fazer. Encontrei uma moça indo na mesma direção. Perguntei se ela se incomodava que eu caminhasse junto com ela, e lá fomos nós conversando. Ela me contou que foi ao local de prova com uma sandália nova que tinha comprado e, já perto de chegar, o salto da sandália, que a menina não tinha sequer começado a pagar, partiu-se ao meio. Quando começou a tirar os restos do calçado, uma pessoa passou de carro, baixou o vidro e entregou para ela um par de chinelos. A minha companheira de caminhada estava maravilhada, e eu também não deixei de ficar, com o tamanho da bondade alheia.
No meio da conversa falei que ia ao aeroporto e perguntei que ônibus podia pegar. Ela falou que morava lá perto e podia ir comigo até lá. Achei que ela estava falando em ir de ônibus, então achei ótimo, só que tinha que pegar as malas.
Resumo da ópera: a moça se chamava Carolina (pense numa coincidência!), me deu carona até o hotel, esperou que eu buscasse minhas malas e me deixou dentro do aeroporto.  Confesso que na hora bateu uma dúvida cruel em aceitar a carona, afinal, com essas coisas que acontecem no mundo, sempre bate um medo, mas confiei nos meus instintos e deu tudo certo. Trocamos telefones e espero um dia encontrar com ela de novo.
Isso reflete o espírito do verdadeiro concurseiro. Ser concurseiro não é querer detonar todos os concorrentes e passar por cima dos outros, é compreender a dura condição em que todos que escolheram essa vida estão. Para conseguir nossa vaga, passamos por situações inusitadas e difíceis, nada mais natural e humano do que ajudar ao próximo e saber se colocar na posição da outra pessoa.
É importante registrar esse tipo de história para que saibamos que nosso mundo e nossa sociedade ainda não estão perdido. No meio de toda a violência, criminalidade, indiferença e maldade, ainda há pessoas que se prestam ao ouvir o apelo do outro e ajudar.Façamos a nossa parte!

Próxima parada: Porto Alegre.
Crédito foto

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