terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Eu li: Dragão Vermelho


Hannibal Lecter, ou melhor Dr. Lecter, ou melhor Hannibal, the Canibal, como queira chamar, sem dúvida, é um personagem que gera sentimentos conflitantes nos leitores que o admiram a despeito (ou talvez por isso mesmo) de sua monstruosidade.
Eternizado no cinema por Anthony Hopkins, o personagem de Thomas Harris aparece apenas secundariamente neste volume. Já se encontra preso, depois de ter quase matado nosso personagem principal, Will Graham, quando este o confronta e descobre ser Hannibal um serial killer.
Graham consegue ver as evidências de uma forma que ninguém mais vê. É como se entrasse na mente do assassino, como se pensasse exatamente como ele pensaria e por isso é capaz de interpretar as pistas por meio de um prisma único e extremamente útil para o deslinde do caso.
Duas famílias inteiras foram massacradas por um serial killer e para auxiliar Graham a encontrá-lo, nosso querido Dr. Lecter entra em cena.
A nós também é dado a conhecer Francis Dolarhyde, o assassino da história. Mergulhamos na sua deformidade e infância sofrida e as influências desses fatos no surgimento do Dragão Vermelho, sedento de sangue de suas vítimas (que frase mais dramática). Sua história é envolvente a tal ponto, que é possível até simpatizar com ele e, em certo momento, até torcer por ele, no que toca a certa parte da história.
Com esses ingredientes é gerado o enredo de Dragão Vermelho, e junto com Will Graham, vamos em busca do assassino, ao mesmo tempo que aquele tenta proteger a si e sua família deste.
Aqui o pacote é completo, o livro é bom, o filme é bom e a série também tem o seu charme. Resumindo, imperdível!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O romantismo não morreu!




Essa semana fui cúmplice de um lindo gesto de amor. O marido de uma querida amiga e colega de trabalho queria fazer uma surpresa para ela. Disse-me que havia encomendado flores e chocolates para serem entregues no trabalho dela. O meu papel era simples: quando chegassem os presentes eu tinha que ler uma mensagem que ele havia me enviado.
No dia fatídico, eu estava super ansiosa. Em grande parte, porque eu estava em audiência e não sabia se teria um intervalo para sair e ler a mensagem.
Pensei em pedir ajuda ao alguém que estivesse na sala, mas não queria correr nenhum risco de dar bandeira.
Por sorte, nessa manhã de audiências, tivemos muitos acordos, o que me deu a oportunidade de ir várias vezes à sala onde minha amiga e vítima trabalha e conferir se a hora tinha chegado.
Oito acordos depois e nada dos presentes, que foram encomendados para serem entregues às 9h.
9h45 mais ou menos, durante as tratativas de acordo em uma audiência, pedi permissão a Juíza para sair, levando comigo a mensagem.
Chegando lá, notei que finalmente o presente tinha chegado. Sem identificação de quem teria enviado.
Perguntei: “Você recebeu isso de presente?” Diante da resposta positiva, falei: “Então, deixe-me ler a mensagem”.
Todo mundo ficou sem entender nada. Mas logo minha amiga entendeu e se emocionou e derramou-se em lágrimas.
Ai, ai ,ai! Que lindo!
Esse tipo de gesto é muito bonito e, no fundo, no fundo, todo mundo (isso mesmo, homens e mulheres) esperam ser brindados com algo assim.
Para não haver dúvida: C.A. pode aprender e fazer uma surpresa dessa para mim qualquer dia desses! =D
Ao meu casal amigo, que os aniversários de casamento se multipliquem, plenos de de felicidade!
C.A., não esqueça! Pode ser qualquer dia, não precisa esperar data comemorativa nem nada!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Retrospectiva Literária 2013


2013 foi um ano muito intenso para mim, literariamente falando. Foi a única resolução de fim de ano que conseguir cumprir com folga: ler pelo menos 12 livros, um por mês. No final das contas acabei lendo 26 livros e aqui segue a lista deles:

  1. O hobbitJ. R. R. Tolkien – Foi o companheiro de viagem para os States. Foi legal acompanhar as aventuras de Bilbo Bolseiro, mas ainda não consigo entender como se vai fazer 3 filmes de uma história tão curtinha...
     
  2. Dexter – Design de um assassinoJeff Lindsay – Dexter acabou de casar e voltar de sua lua de mel. O assassino da vez deixa suas vítimas estilisticamente montados para serem encontrados em Miami, o que desperta a curiosidade de nosso Serial killer preferido.

  3. Depois da escuridãoSidney Sheldon e Tilly Bagshawe – Uma socialite vai do alto da sociedade até comer o pão que o diabo amassou após a morte de seu marido e a montanha de dívidas que ele deixou e torna-se a principal suspeita de assassinato. Mesma receitinha, fazer o que adoro vingança! 
     
  4. Saco de ossos Stephen King – Esse livro me é muito precioso porque ganhei de presente do meu amado – Enveredando pelo drama, mas sem perder o toque alucianantemente sobrenatural, King fala de um escritor, que após perder a mulher em um acidente, volta a casa de férias para se livrar de bloqueio de escritor e acaba se deparando com seu passado. Virou até mini-série. 
     
  5. Cai o panoAgatha Christie – Não pode faltar né. Essa é a última aventura de Poirot, o detetive com o bigode mais charmoso dos livros de mistério. Final chocante, só posso dizer isso.

  6. The time machineH. G Wells – In english, Yes! Mas foi uma versão condensada e superfácil de ler. Tinha até figurinha. Vou ter que ler de novo o completo, mas basta dizer que esse livro é uma das bases da literatura de ficção científica. Vale muito a pena ler!
     
  7. Reis malditos - Maurice Druon – volume 1 – O rei de Ferro – Um dos mais importantes romances históricos de todos os tempos. Intriga, maldição, morte, traição, assassinato, adultério e o pior ou melhor, tudo baseado em fatos reais. O grão-mestre Tiago Demolay é queimado na fogueira e amaldiçoa o Rei Felipe, o Belo e sua descendência.

  8. O último juradoJohn Grisham – Pensei que ia ter uma história digna de O Juri, mas o enredo se arrasta e acaba ficando previsível e chato.

  9. Dexter é deliciosoDexter e um bando de indivíduos góticos que se dizem vampiro. Nesse meio tempo, a primeira filhinha de Dexter nasce e ele vira um pai babão.

  10. Senhor dos anéis – as duas torresJ.R.R. Tolkien – Depois de sofrer muito tentando terminar o primeiro, esse foi mais palatável. Não devia ter lido As crônicas de gelo e fogo antes de ler SDA, porque uma vez que você se acostuma ao frenesi literário do G. R. R. Martins, Tolkien segue a passos de tartaruga.

  11. Pequeno dicionário da língua mortaAlberto Villas – Uma compilação de palavras que já não se usa mais. Comprei na Bienal do Livro. Ficou um pouco abaixo das expectivativas.

  12. Reis malditos Maurice Druon – volume 2 – a Rainha estrangulada – Não dá para fazer do 2 livro da série sem dar spoiler. O jeito vai ser você ler tudo =P.

  13. O escafandro e a borboleta - Jean Domique Bauby – História real de um homem que está aprisionado dentro do próprio corpo e que mantem contato com o mundo através de um olho e um alfabeto desenvolvido especialmente para ele. A gente passa a ter uma outra perspectiva de vida.

  14. Édipo ReiSófocles – Um clássico. Você acredita que o homem não pode fugir do seu destino? Que quando tenta escapar, na verdade, está correndo em direção a ele? Não pode faltar na sua lista de livros, ainda mais porque é curtinho.

  15. InfernoDan Brown – Mais do mesmo, a mesma receitinha de Código da Vinci, só que ainda mais batido e destacando Dante Alighieri. Eu sei, porque eu continuo lendo? Porque gosto de me torturar, deve ser isso.

  16. O dossie pelicanoJonh Grisham – Lembro que tinha gostado muito do filme, mas não tanto do livro. Juizes morrem misteriosamente, e uma estudante cria um dossie e coloca em risco todos ao seu redor.

  17. Branca dos Mortos e os 7 zumbis - Fábio Yabu – Quem não gosta de contos de fadas? Agora pegue essas histórias clássicas e transforme em histórias de terror, beirando o bizarro. Destaque para Cindehella, Bela Incorrupta e O fim de todas as coisas.

  18. A arte de correr na chuvaEnzo é um cachorro apaixonante que nos guia por uma história simples, mas muito palpável e por isso tão tocante.

  19. Duplo DexterDexter é flagrado no ato e passar a ser perseguido por alguém que deseja ser exatamente como ele.

  20. Reis malditos Maurice Druon– volume 3 – os venenos da coroa – mesma observação acima. O negócio é tão sério que até o título do livro é spoiler, ops... falei demais.

  21. Wayne de GothamTracy Hickam – Comprei esse livro totalmente às cegas e me surpreendi positivamente. É meio estranho ler um personagem de quadrinho em um livro, mas foi ótimo. Batman/Bruce revira seu passado e descobre coisas estranhas sobre seus pais, o que pode manchar a lembrança imaculada que ele guarda.

  22. O alienistaMachado de Assis - audiolivro – Librivox – releitura – Eu tinha lido quando criança, e agora ouvi e continua tão hilário quanto dantes. Simão Bacamarte quase coloca todo mundo de Itaguaí no hospício para descobrir que no final... ai só lendo meu caro!

  23. Contos de Artur Azevendo – audiolivro – Librivox – Essa coleção de contos lidas por diversas pessoas é uma delícia. Claro que tem uns contos mais bobinhos, mas estar de volta aquele Rio de Janeiro de tilburis e a comédia de costumes.

  24. O vendedor de armas – Hugh Laurie – Esse livro foi uma experiência estranha. Não sei dizer se gosto ou não gosto. Não consegui abandonar, mas tinha preguiça de ler. Não indico nem desaconselho, leia por sua própria conta e risco.

  25. A linguagem corporal no trabalho – Alan e Barbara Pease – Meu guilty pleasure são essa dupla de autores. Leitura fácil e rápida, traz algumas dicas superlegais para se portar no trabalho e 'ler' o colega de trabalho ou mesmo o chefe.

  26. O ladrão de raios – Rick Riordan – Minha irmã e guru literária, LadyReaper e meu digníssimo Correspondente Anônimo já tinham me indicado essa série juvenil superlegal e agora eu me rendi. Devorei em poucos dias.

    Ai você me pergunta, vai resenhar todos eles? Não. Nem todo livro que leio, mesmo que seja muito bom, ganha resenha. Que tem mexer com minha tipografia interna e se imprimir na minha cabeça, eu só faço passar para o papel. Então, essa lista é o mais próximo da resenha que vou chegar depois de ter lido quase 30 livros. Deal with it! 
    Esse ano eu fiz uma listinha inicial de 10, mais humilde porque inclui livros mais complexos. Mas vou tentar me superar!

    Feliz ano novo, caro amigos e muita leitura e diversão! Nos encontramos por aqui!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

No aeroporto







Ah, viajar é sempre bom. Tá, não seeeempre, mas na maioria das vezes é. E parte dessa maravilha é voltar para casa. Sim, porque a gente só valoriza nossa cama e travesseiro quando passamos um tempo dormindo em uma enorme, luxuosa e desconfortável cama de hotel.

E nada melhor do que ser bem recebido no aeroporto por alguém que se importa com a gente, mesmo que seja o cara da agência de viagem.

É fácil perceber quem não tem ninguém à espera. Eles pegam a bagagem e passam decididos pelos espectadores que aguardam ansiosamente os seus parentes queridos se desembaraçarem das esteiras.

Quanto aos que tem alguém que irá buscá-los, também é fácil distinguir. Quanto mais míope, mais claro! A pessoa sai com a testa meio franzida, fazendo uma varredura para encontrar sua carona e quando a localiza, é inevitável não fazer uma cara de alívio, seguida de uma enorme satisfação, de novo, mesmo que seja o cara da agência de viagem, segurando uma plaquinha com seu nome.

Na verdade, acho que sempre quis ter uma recepção especial no aeroporto. Em relação à plaquinha, já tive minha oportunidade. Não foi o carinha da agência de viagem. Na verdade, foi a família de uma amiga que gentilmente acolheram a mim e minha parceira de concursos, em Belo Horizonte.

Não tínhamos conseguido lugar para ficar e, por uma maravilhosa coincidência, tinha uma amiga que tinha família lá e eles toparam nos hospedar. Como a gente não se conhecia, eles esperaram por nós no aeroporto de Confins com nosso nome numa folhinha de papel.

Hoje, fui buscar meu digníssimo no aeroporto e tive oportunidade de observar algumas pessoas.

Tinha um grupo superanimado, com camisas combinando. Também um cara com um buquê de flores esperando. A despeito a de achar flores um presente meio furado (você não conserva por muito tempo e pior, não é chocolate...), mas admito que não ia fazer mal ser recebida com ramalhete de flores depois de uma viagem.

Tenho certeza que mesmo que meu vizinho de cadeira tivesse passado a viagem roncando, as crianças atrás de mim tivessem passado o tempo todo chutando minha poltrona, a comissária de bordo tivesse derramado café em mim, eu tivesse me molhado na maldita torneira do microbanheiro da aeronave e minha mala fosse a última a sair, diante do meu amado com um buquê de flores (mas é mais recomendável e efetivo uma bela caixa de chocolates, ou mesmo flores de chocolate, que tal?), pelo menos um sorriso torto ele ia ganhar.

Ter alguém a espera também evita saias justas. Descobrir que está sem o dinheiro do táxi, ou pior, embarcar em um táxi pirata. É porque você chega de madrugada, meio dormindo e não sabe bem o que está fazendo. E ai é que entra o seu recepcionista de aeroporto. Ele vai cuidar de você.

Taí, acho que essa seria uma profissão de futuro: recepcionista de aeroporto. Atribuições: lhe receber em qualquer horário no aeroporto; lhe levar para o hotel ou para casa; tornar a sua chegada mais feliz, por um preço módico.

Bom, deixe-me ir que tenho que fazer meu cartão de visitas de Recepcionista de Viajantes. Já tenho até o slogan: Transformando a sua chegada em boas-vindas! Que tal? Você me contrataria? É melhor ficar com meu cartão, principalmente, quando for chegar de madrugada e ninguém em casa quiser te buscar. Estou falando... depois não diga que eu não avisei.

Até a próxima viagem! Digo, próximo post!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

One phone to rule them all

Desde os primórdios da telefonia móvel até agora, o celular passou por uma evolução vertiginosa. Se há alguns anos atrás, entre o lançamento de um novo celular e outro tinha alguns anos de intervalo, hoje somos sufocados por enxurrada de novos modelos a cada semana.
Mesmo se você não é um consumista desenfreado que troca de celular como quem troca de roupa, chega um momento em que seu telefone se torna obsoleto para as funções que você deseja utilizar e chega a hora de adquirir um novo. Mas hoje em dia, um celular não fica todo obsoleto, normalmente é um de seus itens, tais como, seu armazenamento interno, processador, câmera, conexão de internet móvel, etc., que fica ultrapassado. Só que aí, você compra um novo para atualizar apenas um desses elementos e se desfaz de um produto que, em grande parte, ainda continua totalmente funcional.
Imagine esse descarte de eletrônicos a nível mundial e vamos ser afogados por outra enxurrada, a de resíduos, ou seja lixo eletrônico.
Pensando nisso, surgiu a idéia do Phoneblok, um aparelho celular modular, que pode ser montado de acordo com as necessidades do usuário e que pode ser atualizado apenas naquele item que ficou obsoleto.
Não é demais?




Eu achei simplesmente incrível! Esse sim será o Um Celular. 
Mais informações em www.phonebloks.com

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

ROMANCE LITERÁRIO


Estava pensando quanto a relação com os livros parece com as relações amorosas. Você dá de cara com aquela capa incrível e começa a paquera. Pergunta para seus amigos se alguém já ouviu falar, se é legal. Dá aquela espiada na orelha e/ou contracapa.
Marcado o primeiro encontro, as primeiras linhas vão causa uma boa ou má impressão. Se começar a falar muita besteira, não tem jeito, passa para o próximo, a fila anda.
Se bem que, às vezes, parece que a gente gosta de sofrer e continua a relação mesmo assim.
Eu abandono sem dó nem piedade.
Mas se for envolvente, ai, colega, o negócio é sério. Dá vontade de ficar agarrado direto. Só soltar quando acabar.
Eu, particularmente, não consigo me ater a um só. Gosto de ler dois, três livros de uma vez só. O que acaba deixando um deles um pouco de lado, mas eles me perdoam no final.
Também tem aqueles casos em que seus amigos perguntam o que você viu naquele livro terrível, aparentemente sem graça, que você insiste em ler. Você se sente incompreendido, mas a paixão é mais forte e você vai lutar por seu tomo com unhas e dentes, e no caminho, mostrar a seus colegas o verdadeiro valor daquele livro tão desprezado.
Também tem o livro amante, aquele com que a gente se encontra escondido de todo mundo, um prazer proibido, que causa um pouco de (muita) vergonha se alguém descobrir. (Ler a Saga Crepúsculo, por exemplo =P).
Quando a relação fica séria, você anda com o livro em público, apresenta para os amigos e familiares. Depois que o affair acaba, ficam só as boas lembranças.


Livro, assim com gente, também sofre violência. Páginas e capas amassadas, marcas de café, bordas sujas com gordura, uso da orelha como marcador. Isso não se faz. Há um inferno particular para quem afana caneta, fala alto no cinema, xinga a mãe alheia e maltrata livros.
Diga NÃO à violência contra o livro.
A gente caça livros também, vai na livraria, procura na internet, esperando que aquela fagulha incendeie uma paixão e ai você possa se perder nas páginas de um bom título. Mas também, você pode encontrar um livro incrível quando menos espera, talvez isso ainda torne mais singular e incrível a leitura.
Tenho que reclamar, entretanto, que esses encontros estão sendo dificultados pelas editoras e livrarias. A gente tem que desembolsar uma boa grana para ter acesso a um lançamento, ou ficar esperando pacientemente que passe a modinha e comprar na promoção.
Isso acaba tornando os livros companheiros um pouco esnobes, que não saem por ai com todo mundo, simplesmente porque tem gente que não pode pagar.
Ainda bem que a internet está facilitando a compra de livros usados, bem como a troca, tornando um pouco melhor o acesso aos livros.
Assim como com as pessoas, uma relação de amor com livros pode, eventualmente se transformar em ódio. Tudo ia bem com vocês, quando o autor do livro resolve destruir tudo que tinha feito até agora. Dá vontade de jogar o livro fora, tocar fogo, dá para o pior inimigo. Mas espero que vocês possam fazer as pazes, caso contrário, como já disse antes, passe para o próximo, a fila anda!
De qualquer forma, amar um livro é altamente recompensador. Assim, você podem até está só, mas não sentirá solidão. Você pode está no lugar mais tedioso do mundo e pode ser transportado para os confins mais incríveis do universo. Você pode ser uma pessoa comum, mas pode ser ver e sentir como um super herói, tudo isso no virar de uma página.
O que você está esperando para encontrar o amor da sua vida? Ele pode estar na prateleira ali ao lado. E sabe o que é melhor, você pode ter vários amores e não se sentir culpado por isso. Não é demais?
Tem coisas 'pan' que o livro faz por você! (Se você lembrou da propaganda original que tinha essa frase, deixe nos comentários =P)

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A minha voz é a mesma, mas os meus cabelos...que diferença!


Pela segunda vez, eu fui ao salão de beleza pensando em fazer uma coisa e saí tendo feito outra totalmente diferente. Minhas cabeleireiras gostam de fazer experimentos com meu cabelo, a sorte (delas e minha) é que até agora deu tudo certo.
Na primeira vez, eu fui para aparar as malditas pontas duplas. Ai a cabeleireira me diz: "Seu cabelo ia ficar tão bonito com uma luzes..., quer não fazer?" Não, eu respondo! Quero só aparar. "Tem certeza?" Tá, tudo bem, vou fazer umas luzes castanhas, mas bem pouco, certo? "Certo!" Ai vou sentar na cadeira para aplicar o produto.
Depois que eu estou rendida e não consigo ver mais nada, ela me diz: " Mulher, eu fazer as luzes loiras mesmos, se você não gostar, eu tiro." Mas, mas... E no final sai com as tais luzes.
Profética, a cabeleireira disse que apenas duas pessoas, mais precisamente dois homens poderiam não gostar do meu visual novo: meu pai e meu namorado. O namorado aprovou, já meu pai olhou torto até se acostumar.
Agora, um bom tempo depois, com as luzes já apagadas, vou desfiar as pontas do cabelo, começando o desfiado na altura do ombro, ai a cabeleireira, outra diferente, pega meu cabelo e tora na altura do ombro. Introspectivamente, pensei: "De novo..." Não ia adiantar nada gritar e espernear. Só poderia torcer para ficar bom e ficou!
Isso tudo foi desculpa para compartilhar o link da propaganda pré-histórica da Colorama:




quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Sinta-se, toque-se, proteja-se!



Segundo tipo mais frequente no mundo, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. Se diagnosticado e tratado oportunamente, o prognóstico é relativamente bom.

No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estádios avançados. Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos é de 61%.

Relativamente raro antes dos 35 anos, acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente. Estatísticas indicam aumento de sua incidência tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas décadas de 60 e 70 registrou-se um aumento de 10 vezes nas taxas de incidência ajustadas por idade nos Registros de Câncer de Base Populacional de diversos continentes.

Estimativa de novos casos: 52.680 (2012)

Número de mortes: 12.852, sendo 147 homens e 12.705 mulheres (2010)
http://www.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/mama

Mulheres do mundo, vamos nos cuidar! Não lembrar do câncer de mama, mas também do colo do útero, são doenças que atacam em cheio a nossa feminilidade, e que podem ser diagosticadas a tempo de serem tratadas com sucesso.

"O câncer de mama pode ser percebido pela mulher como um caroço, acompanhado ou não
de dor. A pele da mama pode ficar vermelha ou parecida com uma casca de laranja ou surgirem alterações no bico do peito, o mamilo. Também podem aparecer pequenos caroços na região embaixo dos braços, nas axilas. Lembre-se de que nem sempre essas alterações são sinais de câncer de mama."
http://www1.inca.gov.br/inca/Arquivos/mama.pdf

Se você tem histórico de câncer nas mulher de sua família, fique ainda mais atenta.

O câncer do colo do útero, também chamado de cervical, demora muitos anos para se desenvolver. As alterações das células que podem desencadear o câncer são descobertas facilmente no exame preventivo (conhecido também como Papanicolaou), por isso é importante a sua realização periódica. A principal alteração que pode levar a esse tipo de câncer é a infecção pelo papilomavírus humano, o HPV, com alguns subtipos de alto risco e relacionados a tumores malignos.
É o segundo tumor mais frequente na população feminina, atrás apenas do câncer de mama, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Por ano, faz 4.800 vítimas fatais e apresenta 18.430 novos casos. Prova de que o país avançou na sua capacidade de realizar diagnóstico precoce é que na década de 1990, 70% dos casos diagnosticados eram da doença invasiva. Ou seja: o estágio mais agressivo da doença. Atualmente 44% dos casos são de lesão precursora do câncer, chamada in situ. Esse tipo de lesão é localizada. Mulheres diagnosticadas precocemente, se tratadas adequadamente, têm praticamente 100% de chance de cura. 
Estimativas de novos casos: 17.540 (2012)

Número de mortes: 4.986 (2010) 

Existe uma fase pré-clínica (sem sintomas) do câncer do colo do útero, em que a detecção de lesões precursoras (que antecedem o aparecimento da doença) pode ser feita através do exame preventivo (Papanicolaou). Quando diagnosticado na fase inicial, as chances de cura do câncer cervical são de 100%. Conforme a evolução da doença, aparecem sintomas como sangramento vaginal, corrimento e dor.

Exame Preventivo
O exame preventivo do câncer do colo do útero (Papanicolaou) é a principal estratégia para detectar lesões precursoras e fazer o diagnóstico da doença. O exame pode ser feito em postos ou unidades de saúde da rede pública que tenham profissionais capacitados. É fundamental que os serviços de saúde orientem sobre o que é e qual a importância do exame preventivo, pois sua realização periódica permite reduzir a mortalidade por câncer do colo do útero.
O exame preventivo é indolor, simples e rápido. Pode, no máximo, causar um pequeno desconforto que diminui se a mulher conseguir relaxar e se o exame for realizado com boa técnica e de forma delicada.

Para garantir um resultado correto, a mulher não deve ter relações sexuais (mesmo com camisinha) nos dois dias anteriores ao exame; evitar também o uso de duchas, medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais nas 48 horas anteriores à realização do exame. É importante também que não esteja menstruada, porque a presença de sangue pode alterar o resultado.

Mulheres grávidas também podem se submeter ao exame, sem prejuízo para sua saúde ou a do bebê.
http://www.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/colo_utero/deteccao_precoce

Resumindo tudo, um toque e uma rapadinha podem salvar sua vida! Não se negligencie! Cuide-se!

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

No meu tempo... Música de academia



Você sente que está ficando velho quando começa a contar uma história dizendo: "No meu tempo..."Crise da meia idade a parte, no meu tempo, existia um estilo musical conhecido como música de academia, normalmente uma faixa com batidas fortes e ritmo frenético para dar aquele gás na hora de malhar. Ai você me pergunta: mas hoje em dia, continua existindo, ué? As academias ainda tem sua música ambiente. Então, ai que está a diferença.



Antes da era dos musicplayers portáteis, todo os marombeiros (vixe, é o novo...) faziam suas repetições num só ritmo. Hoje em dia, você malha ouvindo sua própria playlist, que pode ser desde o Bolero de Ravel até o Quadradinho de oito com seus fones de ouvido no volume máximo. A música na academia passou a ser apenas ambiente.



O que eu acho engraçado nessa era de integração social pela internet é na mesma proporção que queremos compartilhar quando estamos atrás das telas brilhantes de nossos computadores e dispositivos móveis, preferimos nos isolar no nosso pequeno mundinho quando estamos em grupo. Para mim, um total contrassenso...

Se algum dia eu voltar à academia (velhinha que sou, tenho que fazer exercícios de baixo impacto, estou na onda do pilates), provavalmente devo aderir aos players portáteis, mas com certeza, vou fazer minhas abdominais cantando " What is love? Baby don't hurt me, don't hurt me no more" e na hora que a mulherzinha começar o solo vocal, eu vou fazer caras e bocas e dublar feito uma louca.
Bons tempos que não voltam jamais!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Como destruir uma ótima série....

Acabei de ver a season finale de Dexter e estou decepcionada. Ou melhor, decepcionada eu estive a última temporada toda. Eu estou revoltada como os responsáveis conseguiram destruir e fechar um série tão boa quanto essa de uma forma tão tosca.
Para mim, Dexter trata-se de um dos poucos casos em que a série se iguala e talvez até supere um pouco o personagem e a trama do livro.
Assassinos como o Ice Truck Killer e Trinit são impagáveis e nos renderam episódios e finais de temporada eletrizantes.
Mas ai surge a questão? Como terminar? Dexter morre? Vai pagar pelos seus crimes? Se arrepende? Se redime? Eu sei que é difícil, não tinha dúvidas disso. Mas o que presenciei durante toda essa temporada foi uma total maluquice, com direito a personagens tirados da cartola, porque nunca sequer houve qualquer menção até então.
A partir daqui Spoilers.

Tudo começou com a aparição da psiquiatra que teoricamente criou o Código, que SEMPRE foi Harris's Code. O mérito era todo dele, um policial que resolveu direcionar a necessidade assassina de Dexter e acabou tornando-o uma arma para alcançar aqueles que de alguma forma escapuliam do sistema e sairiam impunes.
Ai a gente ainda tem que aturar a relação doentia da velhinha louca e Dexter. A única parte de boa dessa temporada foi ver o atrito entre Debra e Dexter. A despeito de no livro, ela desconfiar e simplesmente parecer não se importar que ele é um serial killer, já que depende basicamente dele para resolver todos os casos, na série, ela se faz de cega para melhor passar. Escolheu Dexter e atirou em LaGuerta e teve que conviver com isso. Depois, quase coloca tudo a perder contando tudo. Tenta matar Dexter, o ponto alto dessa temporada, ai depois fazem as pazes...
Ai vem Hannah MacCay do nada para bagunçar ainda mais o coreto... mais uma vez ele vai tentar ser um cara normal. Com Rita, até dava para passar, mas tentar começar uma vida normal quando sua suposta alma gêmea é outra serial killer reaproveitada de uma temporada passada é de lascar.
Ai, arrisca tudo, vai totalmente contra o Code e bota tudo a perder.
Finalmente a chata da Debra morre, o que já poderia ter acontecido diversas e diversas vezes mais cedo para o bem da humanidade. Dexter faz queima de arquivo e livra todos de sua existência...
me poupe né... ridículo. Simplesmente ridículo.
Preferia que ele tivesse morrido. Preferia que ele fosse levado a julgamento pela morte de Saxon e no meio do processo a verdade viesse a tona e todos vissem o verdadeiro Dexter, a face do Dark Passenger  que os fãs tanto amam. Seria legal ver o pessoal dividido entre a crueldade e a frieza do assassino e da justiça trazida pelo vigilante. E se Dexter fosse à juri?
Qualquer coisa teria sido melhor do que o que vi hoje. Espero que os livros possam me consolar e que Jeff Lindsay tenha mais zelo com Dexter.
Pronto, falei
Não merece nem fotinha...
Tonight will never be The Night for Dexter...

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