sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Mais um ano!

É curioso o simbólico encerramento de ciclo que ocorre no nosso aniversário e na virada do ano e com ele o balanço do que foi feito dos 365 dias que nos foram dados e do que faremos com os seguintes (presumindo que os teremos). Pois bem, com a proximidade do Natal (que eu adoro) e de mais um ano novinho em folha, comecei a refletir sobre esse ano prestes a acabar, me questionando se eu fiz tudo o que queria (ou que devia), se estou onde e como desejei estar no fim do ano passado, ao passo que já fui preparando a minha “to do list” de 2011. Vou dividir com vocês algumas perguntas que me fiz e que me serviram e servirão de Norte para avaliar se minha vida está indo pra onde eu gostaria que ela fosse.

PS: a Garota D me instigou a fazer isso através de um scrap no Orkut. ;-)

1) Tirei o melhor proveito do meu tempo? E quando falo em tirar proveito não tem nada a ver com a maluquice frenética moderna de achar que aproveitar bem o tempo é fazer o máximo de coisas possíveis em 24 horas. Não! Falo em usar meu tempo fazendo aquilo que me traz satisfação e prazer no meu ritmo.

2) Fui generoso comigo mesmo tanto quanto aspiro ser com os outros? Diversas vezes percebo que me cobro, me puno e me critico muito mais duramente do que faço com os outros. Hoje tenho muito claro na minha cabeça que devo ser tão bom pra mim mesmo quanto para os outros.

3) Cultivei hábitos mentais e físicos que contribuem verdadeiramente para que eu me sinta melhor? Quero ser melhor pra mim mesmo, ser alguém de quem eu mesmo me orgulhe mais do qualquer outra pessoa, fazendo coisas que me levem a estar pleno, realizado, feliz, leve, em paz com minha consciência e com minha saúde física e mental.

4) Evitei a minha tendência de ser “o cara legal”?

5) Esforcei-me para aprender coisas novas, ser mais tolerante com o diferente, paciente e curioso a fim de não deixar nunca meu espírito diminuir o interesse e prazer pela vida?

6) Procurei ser mais amigo dos meus amigos, deixando de lado meus sempre presentes egoísmo, comodismo e indiferença e sendo mais presente para quem eu gosto e quem gosta de mim?

7) Perdoei de verdade?

8) Procurei fazer um uso mais racional e menos consumista/materialista/egoísta do meu dinheiro? Sinceramente, posso dizer que a essa eu já respondi não antes mesmo de terminar de formular a pergunta e é algo que eu preciso trabalhar com muito esforço, dada a minha sede que não passa de ter todas as coisas que eu não tive na adolescência. Ok! Ok! pode desligar o fundo musical dramático! Tô só explicando.

9) Evitei a comparação? Uma das minhas maiores inimigas no passado, foi causadora de muitos sentimentos negativos, uma vez que por causa dela houve muitas vezes em que acreditei que os outros tinham aquilo que me faltava ou que eu queria, me causando inveja, atraso, insatisfação etc. Tenho almejado olhar para dentro de mim mesmo e perguntar: o que EU quero? Seja a resposta um saco de pipoca ou um apartamento e um carro novos, ela tem que vir de mim, independente de olhar pra vida de qualquer pessoa.

10) Deixei de ser vítima e de me sabotar? A gente está exatamente onde se coloca, nem adianta se iludir. Tenho procurado pensar, na hora das situações desagradáveis, onde foi que eu contribuí pra que elas acontecessem e acreditem, na maioria das vezes teve participação minha, então, mudar!

Bom, é isso. Ao término desse balanço vejo que tenho muita coisa para agradecer e ainda muita coisa para melhorar. Houve outras perguntas que me fiz, mas elas são metas bem mais pessoais. Quis dividir aqui com vocês somente as mais genéricas.

Desejo pra vocês um ótimo Natal, caso eu não escreva outro post até lá, e que sejamos felizes sempre!

Beijos e abraços!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Jornal Nacional? Não, obrigado.

Uma das coisas que comemoro hoje em dia é o fato de há mais de 8 anos não assistir nada na TV aberta. Não se trata de promessa, nem de rebeldia de adolescente, eu naturalmente me desinteressei e nunca  me fez falta. Aliás, ao assistir a gente tem motivos de sobra pra querer passar a vida toda sem ver: o bobalhão do Faustão que não cansa de puxar desmedidamente o saco dos famosos e falar besteira sem parar, Eliana com um programa de baixíssimo nível no qual os artistas fim-de-carreira são desenterrados do ostracismo para se agredirem com baixarias, Gugu (é melhor nem falar) etc. E durante a semana, ao chegar do trabalho, a população é brindada pela Rede Globo com 4 novelas com temas mais-do-que-repetitivos e que contribuem para alienar mais ainda os já alienados.

Minha TV ficou uns 3 meses quebrada e eu nem lembrava disso e com a internet a gente acaba suprindo a necessidade de informação, entretenimento e comunicação. Só que eu era um dos poucos que chegava no trabalho e ficava meio por fora de temas mais relevantes por não assistir TV. Resolvi então consertar o aparelho e, pelo menos pra ter um pouquinho mais de qualidade, adquirir TV por assinatura. Mas amigos, é com grande insatisfação que digo: continuo sem vontade de assistir! Até o telejornal da Globo News (canal pago) tem uma qualidade duvidosa e se resume ao jornal local do Rio e São Paulo com notícias do tipo:

“Marido mantém esposa refém por mais de 5 horas num bairro de São Paulo”
“Carro sobe a calçada na periferia do Rio e mata 4 pessoas”

Alguém pode me dizer qual a utilidade dessa informação para o restante do país? Não sei se esse tipo de notícia interessa sequer à população daquelas duas cidades, mas certamente não interessa em absolutamente nada aos outros estados. Pouco importa pra quem mora, por exemplo, em Manaus, se hoje um homem foi baleado no metrô de São Paulo. Isso não acrescenta nada à vida de ninguém! Crimes e acidentes acontecem todos os dias em todos os 26 estados dessa federação, não é exclusividade do RJ e SP. No caso do Jornal Nacional da TV aberta, acredito que essa seja a forma de a Rede Globo ganhar audiência, cedendo à sede que a classe média baixa tem por desgraça. Ver infelicidade na vida alheia ajuda, da maneira mais torta, a tornar a vida de quem assiste menos desgraçada.

Estive recentemente nos EUA e vi que 90% da programação de entretenimento brasileira é imitação dos programas da ABC, NBC e outras. Dança dos artistas, olimpíadas do Faustão, BBB, todos cópias licenciadas daquelas emissoras, com exceção das novelas que são um lixo de criação nacional mesmo. Mas porque as emissoras brasileiras não resolvem entrar numa nova era, numa verdadeira revolução cultural, a fim de transformar esse país através da TV? No máximo deveríamos ter duas novelas por noite, o que já acho demais, e poderíamos ter um jornal de mais de uma hora de duração cheio de fatos e informações sobre ciência, medicina, tecnologia, religião, artes, entretenimento, cultura de cada estado e do mundo, esportes, descobertas em várias áreas da ciência, fatos históricos comentados, entrevistas semanais no estilo do programa da Marília Gabriela, onde a população conheceria as idéias e opiniões de grandes pensadores, personalidades polêmicas, políticos, escritores, atores, dentre outros que poderiam de alguma forma nos alimentar culturalmente. Enfim, existe TANTA coisa pra ser ensinada pro povão que na hora do jantar se senta em frente à TV!

Claro que sei que uma programação assim, pelo menos no princípio reduziria a audiência e, consequentemente, não seria rentável no que diz respeito a anunciantes/patrocinadores, mas a imprensa, pelo menos a TV, deveria ter um mínimo de compromisso com a qualidade da programação e com os rumos desse país! Fico indignado! A TV entra na casa de todo mundo! Até regras do nosso português poderiam ser ensinadas, de uma forma atraente e não cansativa, em dicas de 2 minutos de duração, por exemplo.

Ok, sei que o que escrevi mais parece uma utopia. Pra quê as emissoras iriam querer pessoas mais inteligentes? Gente inteligente facilmente perceberia o viés direitista e tendencioso da Rede Globo, por exemplo. Há tempos que essa emissora esqueceu que o papel da imprensa é informar e, com os fatos, cada um que forme sua opinião. Mas não, colocam o casalzinho de atores falsos para apresentar o jornal, que ficam com carinha séria na hora de dar notícias do governo Lula e literalmente fornecem conclusões distorcidas e duvidosas para os mais desavisados. 

Bom, é isso. Fico por aqui catando e filtrando informações pela web e usando a TV para ver os filmes que eu baixo, ooops! Quero dizer, os da TV por assinatura. ;-)

Beijos e abraços!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Natal-RN 2010 ... de novo!




Ô terra boa! Quero morar lá! A única coisa ruim de Natal é ter que ir embora de lá. Faríamos a viagem de carro pela segunda vez nesse ano para lá. Quatro viajantes: Eu, C.A., Dani, e mais uma nova colega que encontraríamos em Mossoró. Carro revisado, tanque cheio, pneus calibrados (inclusive o step, hein, nunca se sabe) e 14h de música no pen drive e estávamos na estrada, que está muito boa por sinal. Só ficamos emperrados na entrada de Aracati, porque estão reformando a ponte. 
Paramos apenas em Mossoró para pegar nossa 4ª passageira, seguimos viagem. Deixamo-na (é assim mesmo?) em Parnamirim e chegamos (amém) no Albergue Verdes Mares, na Ponta Negra, o filé de Natal. O restaurante em que comemos da vez passada havia se mudado e a gente teve que se contentar com o restinho de almoço de um self-service lá perto.
Não me lembro se na outra postagem falei dos albergues, de qualquer forma, reitero: é uma opção boa e barata de hospedagem e você ainda conhece gente de todo lugar.
Descemos para a praia, tomei um suco delicioso de morango com laranja, acho que o nome da barraca era Astral. O açaí de lá também é uma maravilha. Quando nossa outra companheira de concurso chegou, fomos começar the quest pelos locais de provas. A gente imprimiu mapinha e tudo, mas tinha um quarteirão que não estava onde deveria estar e ficamos subindo e descendo a rua, até conseguir a informação correta. C.A. ficou responsável por nos deixar nos locais de prova. Ainda bem, porque se dependesse só de mim e dos mapas a gente não chegava a lugar nenhum. Fomos até a rodoviária, para os meninos comprarem passagens para Pipa, passamos pela frente do TRT-RN.
Jantamos no Restaurante Dali, também próximo ao albergue (tô dizendo que a gente ficou na parte boa da cidade, tudo perto). Foi a jarra de suco mais cara ever que eu já tomei: R$ 15,00.  A gente encarou uma pizza grande, que estava mais para média, e conversamos um bom tempo. Hora de dormir.

No domingo de manhã, pegamos um pouco de engarrafamento, mas todo mundo chegou no horário. Eu fui a primeira pessoa a colocar os pés na faculdade Maurício de Nassau quando os portões abriram, espero que isso seja bom sinal! Junto comigo, foi Ana Paula, que conhecemos lá na pousada, gente superboa.

Taí o porquê do nome do restaurante

Saí faltando 15 mim para terminar o tempo. C.A., Dani e Tiago pegaram Ana Paula e a mim e fomos buscar Lívia. Depois de deixar o pessoal na rodoviária, paramos na frente do TRT para tirar fotos.

 

Almoçamos no Shoppingzão Grandão ou Midway Mall. Deixe-me explicar o nome: da 1ª vez que a gente foi a Natal, batizamos o Midway Mall de shoppingzão grandão e pegou. O Tiago criou o slogan: Porque não basta ser 'Zão', tem que ser grandão. Abobrinhas a parte, buscamos outro colega recém conhecido, William, e fomos visitar o Forte dos Três Reis Magos e comer soverte. Dessa vez, provamos de jaboticaba, rapadura com castanha, e comemos de novo, mangaba, banana caramelada e tamarino, uma delícia! 

A tartaruguinha parece voar, né?
Descobrimos que tinha um aquário na praia da Redinha. Fomos lá conferir. Bem legal, tinha tubarão, pirarucu, jacaré, mas também macaco, cobra, etc. Em um dos tanques, tinha um par de tubarões -lixa, que segundo o guia, podia ser tocados. C.A. foi o primeiro do grupo a fazer tal proeza. Eu hesitei, mas perdi o medo. Muuuuuuuuuito estranho, a pele do bicho parece uma lixa mesmo. Nunca pensei se fosse sentir a respiração de um tubarão com a mão e ele no mesmo tanque, mas depois de uma prova do CESPE, nada me mete medo.

 
Peguei nesse aqui.
Acabamos a noite na praia. Tomei banho de mar à noite, só faltou a lua cheia para deixar o visual ainda mais espetacular, mas não se pode ter tudo, né?
Depois de jantar, acabou a pilha. Hora de dormir. Saímos cedo na segunda-feira, passamos o dia na estrada, passei por uns aborrecimentos, mas que não merecem ser registrados. Três já foram, falta mais uma.
Próxima parada: Florianópolis-SC.

Belém/Marabá/Teresina - Parte 02




Antes de continuar o relato da aventura, deixe-me dizer como foi a prova: longa, cansativa, estressante, como todas as provas de concurso são. Acho que nunca serão diferentes. Você fica sentado pelo menos 4 horas diante de calhamaço de papel que contém a chance de uma vida toda e, a depender da combinação mágica do gabarito, você conseguirá acesso a uma nova realidade chamada Serviço Público. Quando me perguntam sobre as minhas provas, tenho duas respostas:
-a prova foi horrível, nem parece que estudo Direito...
-a prova foi boa.
Espero pelo dia que sairei da prova feliz, com a sensação de que está tudo garantido. Bem, voltando à viagem.
Escapamos de Marabá e chegamos ao aeroporto de Belém, onde teríamos que passar as próximas sete horas, esperando pelo nosso vôo. Conversamos abobrinhas até onde a energia permitiu. Depois as minhas queridas parceiras caíram no sonho e eu fiquei acordada esperando o tempo passar.

De repende, comecei a me perguntar que raios eu estava fazendo ali, longe de casa, sentada no chão frio do aerporto. Pensei em todas as outras possibilidades que preteri quando decidi fazer concursos e me perguntei se valia a pena. Sim, cheguei a conclusão. Não se trata só do dinheiro e da consequente estabilidade. Quero fazer a diferença e essa é a oportunidade.
Finalmente chegou a hora de voltar. Cheguei em casa destruída de tanto cansaço e passei praticamente toda a segunda-feira dormindo para me recuperar de três noites sem dormir direito. Na terça, a luta recomeçou.
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Passaríamos apenas um dia em Teresina, chegariamos de manhã e de noite já voltaríamos para casa. Contenção de despesas. Iríamos ficar no aeroporto, até chegar a fatídica hora do concurso. Para nossa sorte, minha melhor amiga Manu, minha chefinha, me emprestou a tia dela que cuidou da gente superbem. O clima também ajudou, visto que não estava sufocantemente quente, só abafado. Deu para revisar algumas coisas, para descansar um pouco, a gente até experimentou cuscuz de arroz, por sinal uma delícia.
Almoçamos e fomos à luta. Esperamos quase 1h antes de conseguir entrar nas salas. 
Não podia usar relógio. Eu sou uma pessoa desorientada do tempo e do espaço. O marcador improvisado da minha sala era um círculo desenhado na lousa divido em 4 partes, cada uma referente a uma hora. Entrava em pânico cada vez que uma fatia era pintada. Não sabia se resolvia a prova ou fazia a redação. Saí 15 minutos antes do final do horário. Ufa, mais uma já foi, mais duas to go.
Depois de um bom banho, fomos comer carangueijo. Tanto tempo que não fazia isso!  O vôo de volta foi tranquilo, Segunda-feira, me dei folga, porque também sou filha de Deus. Mas com TRT-RN se aproximando, os estudos recomeçaram. E é CESPE, precisa dizer mais?
Próxima parada: Natal-RN.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Belém/Marabá/Teresina - Parte 01

Pessoas, que saudade! Não passei todo esse tempo fora de casa, mas a cabeça estava enfiada nos livros e, apesar da vontade enorme de escrever para vocês, tinha que fazer valer meus investimentos e o meu paitrocínio nessas viagens que eu apelidei carinhosamente de Odisséia concursal. Metade já foi, então vamos ver o saldo da primeira parte da minha aventura.

BELÉM

Meu sonho é, um dia, viajar em horário de gente... sempre viajo de madrugada, estou criando olheiras por cima de olheiras, e nem os milhares de produtos cosméticos dão conta do recado. Na madrugrada da sexta-feira dia 22 de outubro, eu e minha inseparável parceira, 
Dani, nos mandamos para a capital do Pará, primeira parada antes do nosso destino final.
Ficamos no albergue Amazônia Hostel. Deixamos as malas, e com o mapa que pegamos no aeroporto e as instruções do recepcionista, demos um belo giro a pé e de ônibus pela cidade.
 
Passamos pelo famoso Mercado Ver-o-Peso, mas infelizmente, não provamos nada muito diferente, porque as duas moças têm o estômago fraco e dor de barriga e avião não combinam. De lá, pegamos um ônibus para o Mangal das Garças, o lugar que fez valer a viagem. 
 
Aves belíssimas e um borboletário imperdível.
Almoçamos no shopping e arriscamos comer um pedacinho de pato ao tucupi, só para não passar em branco.De volta ao albergue, conhecemos muitas pessoas que estava na cidade para fazer o concurso do TRT 8. Sábado de madrugada, para variar, viajamos para Marabá. 
Um vôo muito tumultuado, debaixo de uma chuva acumulada de três dias. Os ouvidos estavam prestes a explodir. Desci do avião superatordoada, sem saber nem mesmo onde estava.
Contratamos o pessoal do hotel  para nos buscar no aeroporto. Lá fomos, eu e a Dani espremidas dentro de uma saveiro...Nossa entrada no hotel seria apenas a partir das duas horas, mas o pessoal arrumou um quarto para gente ficar enquanto o nosso liberava.
Junto com o um rapaz de São Paulo e outro do Rio Grande do Sul, visitamos nosso local de prova e depois fomos almoçar. Passamos ainda em frente ao nosso suposto futuro local de trabalho. 
À noite, jantamos uma macarronada feita por nossa colega concurseira Denise, que fez mágica com osparcos recursos disponíveis.
Ainda bem que a noite da véspera da prova consegui dormir de forma decente, no nosso recém trocado quarto com ar condicionado. 

No dia fatídico da prova, acordamos cedo, tomamos café e fomos fazer  a prova. 
 
Depois da bendita, debaixo de um sol escaldante, que fazia o protetor solar parecer totalmente inútil, saimos atrás de comida. Quanto eu me maldisse (essa palavra existe?) por ter levado o vade mecum junto! 
Não tinha nenhuma opção perto. Achamos um hotel a 100 m do local de prova, e descobrimos que várias pessoas estavam lá esperando marmita que viria de outro local, perceba as condições. 


Acabamos apelando para um salgado&suco e voltamos para o hotel. Passamos a tarde virando bicho, obrigadas a assistir Fastão, Eliana, Sílvio Santos e congêneres. 

 
Quando nosso transporte chegou, fomos para o aeroporto. Fizemos o check-in na Gol, a única empresa de avião que opera em Marabá. Lá encontramos uma colega de Olinda que conhecemos em Belém. Tomamos um café encrementado na lanchonente do aeroporto e ficamos conversando até a hora de partir de volta para Belém. Encontramos um pessoal de Fortaleza. O tempo passou bem rápido. Próxima parada: Belém.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Glee!

Meu post de hoje é sobre a série Glee. Sim, eu totalmente sucumbi à nova febre, que na realidade nem é tão nova assim, já que já está na sua segunda temporada. Ok, pode me chamar de adolescente, isso não é ofensivo pra mim. ;-) Bom, o que vou escrever presume que você sabe pouco, ou nada de Glee.


A série gira em torno de um grupo de adolescentes, estudantes de uma escola pública em uma pequena cidade no estado americano de Ohio. Os personagens são os típicos representantes (ou estereótipos, como quiser) das fatias que compõem a sociedade americana: uma negra gorda, um gay assumido, um judeu, um deficiente físico, uma asiática e por aí vai. O que eles têm em comum? São os famosos “losers”. Jovens comuns de uma pequena cidade, sem grandes ambições, que acreditam que a vida dificilmente irá seguir um script diferente de crescer- terminar os estudos-trabalhar-casar-ter filhos-morrer naquela pequena cidade. A série mostra, contudo, que eles, assim como a maioria das pessoas, têm sonhos (nos quais não acreditam), ao mesmo tempo em que retrata os valores da cultura americana e critica os ideais de felicidade distorcidos da maioria dos jovens: ser magra, ser famosa, ser popular, ser bonito, comer todas, ser rico etc. Só que pra mim alguns dos vários trunfos da série são:

1 - A excelente trilha sonora recheada de releituras de grandes sucessos, desde os antigos dos anos 80 até os atuais, tais como Lady Gaga, Beyoncé etc. Como em todo musical, para cada situação tem sempre uma música que se encaixa (ou será o contrário?), contando (cantando) perfeitamente o sentimento e a história daquele momento.

2 - O bom humor!

3 - A série realmente inspira o espectador, mais um na multidão, a perseguir seu sonho. Por mais que essa frase pareça um daqueles bordões do American Dream, mas eu entendi mais positivamente o significado disso. Ela incentiva o espectador a realizar-se, a encontrar empolgação em seja o que for que você busca. Afinal, se o José Saramago, o Lula, a Oprah Winfrey ou qualquer personalidade que se destacou em sua área chegou à notoriedade é porque um dia ousou ser bom naquilo que gosta de fazer. Pra mim a série fala em acreditar em si mesmo.

4 - Acho bacana como o grupo, a princípio totalmente heterogêneo, vai criando laços e intimidade e o espectador parece que vai se envolvendo e sentindo parte daquelas pequenas vitórias de cada um, se identificando, se emocionando, rindo ou simplesmente curtindo uma boa música. Fala muito de relacionamentos e amizade. (Poderia ser mais teen??? rs!)

Meu último ponto é sobre o Kurt, o personagem gay. Desde o começo tive muita dificuldade de vê-lo e aceitá-lo. Sempre tive dificuldades em aceitar homens muito efeminados, assim como mulheres muito másculas. Acho estranho. Não é que eu ache errado, de forma alguma, respeito honestamente a diferença, mas acho estranho. Ele é o gay estereotipado em seu extremo e eu não pude evitar de muitas vezes assistir alguns episódios sentindo a famosa vergonha alheia, a mesma que ainda me faz suar de repulsa quando vejo, mesmo que por poucos segundos, a patética performance do Ney Matogrosso nos palcos. Acho grotesco, ridículo aquele homem vestido, maquiado, se contorcendo e se rebolando como se fosse uma mulher. Pra mim não passa absolutamente nada digno de ser admirado, muito pelo contrário, não gosto nem de ver. Pois bem, eu sentia o mesmo constrangimento ao ver o Kurt, só que a série me lembrou (o óbvio) que ele é alguém que mesmo sendo muito diferente dos outros homens, ao mesmo tempo é igual, pois ele busca essencialmente o que todos buscam: ser feliz, ter seu lugar nesse mundo, seus amigos e seu sonho realizado.

Enfim, a série passa muita emoção, diversão, alto astral e justamente por ser tão teen é que ela me lembrou o que existe de melhor em ser adolescente: a sensação de que a gente pode tudo o que quer.

Abaixo o clipe da apresentação do último episódio da 1ª temporada. Sintam a vibração! É um medley de três músicas, sendo a última, a minha favorita, Don’t stop believing




Beijos e abraços a todos!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Outubro Rosa! Toque-se!

Outubro é o mês da mobilização contra o câncer de mama. Vamos divulgar e incentivar o autoexame, simples e fácil, e a realização periódica de mamografias, procedimentos que permitem que o câncer seja identificado no estágio inicial e as chances de cura são bem mais promissoras.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Hollerando - Americanarama

Antigamente, dois tipos de vídeos caseiros eram exibidos na tv: as 'videocassetadas' e os 'vídeos incríveis'. Hoje com a explosão do Youtube.com e sites afins, existem diversos programas de tv que simplesmente reunem os vídeos mais exibidos na net, colocam alguém fazendo uma narração dispensável  e supostamente 'divertida' e pronto. Enfim, em um desses que não sei o nome (passa na Band), foi exibido esse clipe da banda canadense Hollerando, chamado Americanarama. Na página do vídeo no youtube, colocado pela própria banda, eles afirmam que queriam fazer um vídeo barato e incrível. Ficou bem legal. Enjoy!


Há diversas referências pops e nerds no clipe. A música também é legal. Mas confesso que só prestei atenção na segunda vez que eu assisti. O site da banda também é muito diferente, bem feito à mão. Ah nos segundos finais do vídeo tem uma aparição meio inusitada. Preste atenção. O clipe foi feito em um único take, é o fraco!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Eu? Dona de casa?

Minha mãe teve que tirar umas férias forçadas das atividades domésticas e sobrou para LadyReaper e eu o 'gerenciamento do lar'. Dona Madame LadyReaper, entretanto, tem aula todos os dias de manhã, isto é, o período críticos dos afazeres do lar. Em resumo, "se só tem eu vai eu mesmo!".
As pessoas que me conhecem podem atestar com muita propriedade que não sou uma moça, como direi, prendada. Cozinha, para mim, é apenas o lugar para comer. E devo dizer, que a parte mais difícil de ser dona de casa é pilotar o bendito fogão. Acrescente-se a isso o fato de minha mãe ser uma ótima cozinheira, e eu, bem, ¨¬¬não... Coitadas pessoas que comem aqui.
Preparar qualquer coisa na cozinha exige uma combinação precisa de elementos. O problema é que essas quantidades nem sempre estão precisamente determinadas. Quanto é uma pitada? Sal a gosto de quem? Aprendi que 'colher de mãe' é quando você enche a bendita colher de sopa de forma beeeeeeeeeeem generosa, coisa de mãe mesmo! :O C-----
Depois de fazer a misturada  a comida, é importante não esquecer que ela está no fogo...Os primeiros macarrões que eu fiz ficaram muuuito cozidos. Não sei porque a gente não pode comer lámen todo dia...
Mamãe teve piedade e deixou trocentos potinhos com a carne/frango já temperados, mas eles estão acabando e eu estou preste a ter que meter a mão na massa, ou melhor, a faca na carne. Sei que é besteira, mas dá nojinho...Ah é, nunca lavei tanto as mãos na minha vida. Cada vez que pego um ingrediente diferente, água e sabão, no final do dia, parece que eu passei o dia de molho na piscina.
Estou conseguindo dar conta porque minha mãe está me supervisionando e evitando que eu cometa atrocidades alimentares. 

 Essa foto do Cogumelo Louco traduz de forma bastante apurada os meus talentos culinários

Outra dificuldade é escolher os alimentos. Encontrar frutas maduras é uma verdadeira ciência. Salvo bananas que, ou estão verdes, amarelas (maduras) ou pretas (podres), as outras frutas são uma verdadeira caixinha de surpresa. Nada impede que aquela maçã linda e vermelha, digna de Branca de Neve, esteja 'vencida'. Tangerinas de propaganda pode estar azedas,  aquele maracujá enorme pode está oco. E ai como faz? Ninguém inventou ainda um 'device' que nos diga quando as frutas e verduras estão no ponto para o consumo? Então a gente continua na tentativa e erro.
A conclusão a que cheguei é que consigo sobreviver além do lámen e dos sanduíches, mas não é algo que eu goste de fazer... Então, moço Correspondente Anônimo, não conte comigo para pilotar nosso fogão, se não vai virar faquir. 
Essas são minhas constatações da primeira semana, ainda tenho mais quase um mês pela frente, pode ser que me descubra uma chef. Quem sabe?

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Música em todo lugar



Eu fico impressionada como as pessoas conseguem tirar música dos lugares mais inusitados. Esse é bem o caso. Cada vez mais, a máxima "A música está em todo lugar" se autoafirma e se confirma. O site JulianSmith.tv afirma que todos os sons são do Jeep Cherokee. E o pessoal gasta a maior grana para consertar os grilos do carro, né? Podendo ganhar dinheiro vendendo ringtone na Net.

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