Quem trabalha muito e vive estressado não vê a hora de parar e ter um descanso. Curtir uma preguicinha básica.
Como diz a sabedoria popular, tudo demais é veneno. Ócio também.
Estou me recuperando de uma cirurgia e há 8 dias estou praticamente mofando em casa, em repouso para garantir uma boa recuperação.
Já estou subindo pelas paredes. Não estou morrendo de saudades do meu trabalho, mas já sinto um pouco de falta de fazer algo produtivo.
Sei com certeza que quando voltar a rotina normal estarei desejando ficar de papo para o ar e sem ter obrigação ou compromisso de fazer coisa alguma.
No final das contas, a gente nunca está satisfeito com o que tem.
Um pouco de tudo e muito de nada. Livros, comida, filmes, viagens físicas e, às vezes, metafísicas... Nada escapa!
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
sábado, 15 de agosto de 2015
Eu uso: Kindle
Aviso!!! Esse post não é patrocinado! Eu comprei meu próprio Kindle e não tenho nenhuma vinculação ou apoio da Amazon.
Depois de muito tempo pesquisando e adiando a compra, optei pelo Kindle em sua versão mais básica.
Apresentação e características técnicas - site da Amazon.com.br
Em um primeiro momento, a dúvida era: Eu preciso de um e-reader? Se posso ler no celular ou no tablet que já tenho, porque ter um dispositivo dedicado apenas à leitura?
Depois de usar um e-reader por pouco tempo, já consigo indicar diversas vantagens de ter um dispositivo exclusivo para ler:
1. Longa duração da bateria - lembra antigamente quando a gente carregava a bateria do celular apenas uma vez por semana? Bom demais, né? Que bom poder ler durante o dia todo sem se preocupar em achar a tomada mais próxima.
2. Leve e confortável - com menos de 200 gramas e com espaço para boa pegada com uma ou duas mãos, o e-reader é bem menos incômodo de segurar por muito tempo que o celular (não tem lugar para segurar, tem que pegar pelas bordas) e bem mais leve que o tablet.
3. Sem distrações - nada de receber chamadas no meio do capítulo mais legal, ou se distrair com as notificações e mensagens dos aplicativos.
Se eu não tivesse comprado, talvez estivesse continuasse satisfeita lendo no celular, mas uma vez que se prova o gostinho do um bom e-reader, não dá para largar.
Em segundo lugar: Por que o Kindle? Entre Kobo, Lev, e tantos outros por que escolhi o Kindle?
Uso o aplicativo do Kobo no celular e no tablet e gosto muitíssimo e sempre achei que fosse natural que, ao comprar um e-reader, eu optaria pelo da Kobo. Quando testei bem superficialmente o Kobo mini que o Correspondente Anônimo tem e também na Livraria Cultura não bateu amor a primeira vista.
Quando C.A. estava prestes a viajar para States cogitei aproveitar a oportunidade e comprar um e-reader. Procurei comparativos na Internet e gostei bastante do da Tatiana Feltrin.
Ela está testando as versões do e-reader com luz. Foi bem esclarecedor e assim como ela, conclui que o Kindle era a melhor escolha.
O que levei em consideração:
1. Velocidade - dos três, o Kindle é o mais rápido para ligar e para passar as páginas também.
2. Notas e destaques - é o mais prático e fácil de todos para fazer destaques (o que eu gosto muito)
Mesmo com tudo isso, ainda não comprei meu Kindle. Ainda achava o preço salgado - estava de olho na versão com luz.
Ai recebi uma promoção por email: Kindle por R$219,00 e mais R$20,00 para gastar com e-books e frete grátis.
Era o meu sinal. Comprei a versão básica mesmo, sem luz, acho que o custo-benefício para minhas necessidades é suficiente. Se precisasse constantemente ler no escuro sem incomodar ninguém, a escolha natural seria o dispositivo com luz, não é o meu caso.
Agora deixe-me contar como todas as minhas expectativas foram superadas nos primeiros momentos com meu Kindle em mãos.
Ah, adquiri duas unidades. Sim, comprei um para minha mãe e ela não teve nenhuma dificuldade de ligá-lo e utilizá-lo a primeira vez sem minha ajuda.
Fácil de configurar - em poucos instantes ele já estava pronto para usar. Vem com um e-manual que apresenta todos os recursos do Kindle para o usuário aproveitá-lo ao máximo.
Área de transição de páginas - uma das coisas que mais gostei. Você pode segurar o e-reader com qualquer das mãos e vai conseguir passar as páginas ou acessar o menu sem nenhum problema.
Construtor de vocabulário - com um simples toque, selecione a palavra desejada e veja a definição. Se estiver conectado na internet, dá para visitar a página da Wikipédia sobre o assunto. Mas não é só isso, cada palavra que você consultou fica no Construtor de vocabulário, mesmo que você exclua o livro. Ela fica inserida na frase do livro em que você marcou.
Envio de conteúdo por e-mail - cada dispositivo tem um endereço de e-mail que você pode utilizar para enviar seus documentos pessoais para o seu Kindle. O arquivo ficará disponível na nuvem de armazenamento com capacidade de 5Gb a que você, usuário do Kindle, tem direito. De lá, você pode baixá-lo para quaisquer de seus dispositivos Kindle.
Conexão com o computador - bem fácil, o Kindle aparece como um dispositivo USB comum, é só transferir o arquivo e ejetar o e-reader e pronto. Se você não tem carregador, dá para carregar o e-reader conectado ao computador também.
Loja Kindle - Comprar livros pelo site ou pelo Kindle é fácil e rápido também. Acho que para os pagos, para comprar direto do Kindle tem que habilitar a função compra com 1 click.
Comprando pelo site, você pode configurar o dispositivo padrão (se você tiver mais de um - por exemplo, se usar o aplicativo no celular ou tablet) e ele envia direto para o indicado e quando ligar o dispositivo na internet, sincroniza automaticamente.
Mas nem tudo são flores em relação ao Kindle. Que custo era mandar um adaptador de tomada, minha gente? Não, tem que comprar separado e pagar R$79,00. Menos mal que a maioria dos carregadores de celular é compatível.
Quer proteger meu Kindle com uma capinha legal? Se prepare para desembolsar mais da metade do leitor (R$119,00!!!). Absurdo!
Nada não, o meu está bem guardadinho dentro de uma capinha tipo luva da Samsung enquanto não encontro outra opção mais em conta. Fora isso, o Kindle é mara!
E agora? Abandonar os livros físicos? Jamais! Totalmente fora de cogitação. O e-reader é mais um instrumento de acesso à leitura, mas de forma alguma substitui, para mim, o prazer de ler e ter o livro nas mãos e expô-lo orgulhosamente na minha estante. Quando pego um livro nas mãos e o folheio, mesmo que rapidamente, vem à memória diversas lembranças do que estava acontecendo não só no livro, mas na minha vida durante a leitura. É uma sensação muito gostosa. Existe uma história de como aquele livro veio parar nas minhas mãos, ele guarda em sua capa e em suas folhas as aventuras e desventuras por que já passou. Um e-book, depois de lido, é apenas mais um arquivo, não tem qualquer materialidade que lhe confira a vida próprio que o livro de papel tem.
Até a próxima!
Depois de muito tempo pesquisando e adiando a compra, optei pelo Kindle em sua versão mais básica.
Apresentação e características técnicas - site da Amazon.com.br
Em um primeiro momento, a dúvida era: Eu preciso de um e-reader? Se posso ler no celular ou no tablet que já tenho, porque ter um dispositivo dedicado apenas à leitura?
Depois de usar um e-reader por pouco tempo, já consigo indicar diversas vantagens de ter um dispositivo exclusivo para ler:
1. Longa duração da bateria - lembra antigamente quando a gente carregava a bateria do celular apenas uma vez por semana? Bom demais, né? Que bom poder ler durante o dia todo sem se preocupar em achar a tomada mais próxima.
2. Leve e confortável - com menos de 200 gramas e com espaço para boa pegada com uma ou duas mãos, o e-reader é bem menos incômodo de segurar por muito tempo que o celular (não tem lugar para segurar, tem que pegar pelas bordas) e bem mais leve que o tablet.
3. Sem distrações - nada de receber chamadas no meio do capítulo mais legal, ou se distrair com as notificações e mensagens dos aplicativos.
Se eu não tivesse comprado, talvez estivesse continuasse satisfeita lendo no celular, mas uma vez que se prova o gostinho do um bom e-reader, não dá para largar.
Em segundo lugar: Por que o Kindle? Entre Kobo, Lev, e tantos outros por que escolhi o Kindle?
Uso o aplicativo do Kobo no celular e no tablet e gosto muitíssimo e sempre achei que fosse natural que, ao comprar um e-reader, eu optaria pelo da Kobo. Quando testei bem superficialmente o Kobo mini que o Correspondente Anônimo tem e também na Livraria Cultura não bateu amor a primeira vista.
Quando C.A. estava prestes a viajar para States cogitei aproveitar a oportunidade e comprar um e-reader. Procurei comparativos na Internet e gostei bastante do da Tatiana Feltrin.
Ela está testando as versões do e-reader com luz. Foi bem esclarecedor e assim como ela, conclui que o Kindle era a melhor escolha.
O que levei em consideração:
1. Velocidade - dos três, o Kindle é o mais rápido para ligar e para passar as páginas também.
2. Notas e destaques - é o mais prático e fácil de todos para fazer destaques (o que eu gosto muito)
Mesmo com tudo isso, ainda não comprei meu Kindle. Ainda achava o preço salgado - estava de olho na versão com luz.
Ai recebi uma promoção por email: Kindle por R$219,00 e mais R$20,00 para gastar com e-books e frete grátis.
Era o meu sinal. Comprei a versão básica mesmo, sem luz, acho que o custo-benefício para minhas necessidades é suficiente. Se precisasse constantemente ler no escuro sem incomodar ninguém, a escolha natural seria o dispositivo com luz, não é o meu caso.
Agora deixe-me contar como todas as minhas expectativas foram superadas nos primeiros momentos com meu Kindle em mãos.
Ah, adquiri duas unidades. Sim, comprei um para minha mãe e ela não teve nenhuma dificuldade de ligá-lo e utilizá-lo a primeira vez sem minha ajuda.
Fácil de configurar - em poucos instantes ele já estava pronto para usar. Vem com um e-manual que apresenta todos os recursos do Kindle para o usuário aproveitá-lo ao máximo.
Área de transição de páginas - uma das coisas que mais gostei. Você pode segurar o e-reader com qualquer das mãos e vai conseguir passar as páginas ou acessar o menu sem nenhum problema.
Construtor de vocabulário - com um simples toque, selecione a palavra desejada e veja a definição. Se estiver conectado na internet, dá para visitar a página da Wikipédia sobre o assunto. Mas não é só isso, cada palavra que você consultou fica no Construtor de vocabulário, mesmo que você exclua o livro. Ela fica inserida na frase do livro em que você marcou.
Envio de conteúdo por e-mail - cada dispositivo tem um endereço de e-mail que você pode utilizar para enviar seus documentos pessoais para o seu Kindle. O arquivo ficará disponível na nuvem de armazenamento com capacidade de 5Gb a que você, usuário do Kindle, tem direito. De lá, você pode baixá-lo para quaisquer de seus dispositivos Kindle.
Conexão com o computador - bem fácil, o Kindle aparece como um dispositivo USB comum, é só transferir o arquivo e ejetar o e-reader e pronto. Se você não tem carregador, dá para carregar o e-reader conectado ao computador também.
Loja Kindle - Comprar livros pelo site ou pelo Kindle é fácil e rápido também. Acho que para os pagos, para comprar direto do Kindle tem que habilitar a função compra com 1 click.
Comprando pelo site, você pode configurar o dispositivo padrão (se você tiver mais de um - por exemplo, se usar o aplicativo no celular ou tablet) e ele envia direto para o indicado e quando ligar o dispositivo na internet, sincroniza automaticamente.
Mas nem tudo são flores em relação ao Kindle. Que custo era mandar um adaptador de tomada, minha gente? Não, tem que comprar separado e pagar R$79,00. Menos mal que a maioria dos carregadores de celular é compatível.
Quer proteger meu Kindle com uma capinha legal? Se prepare para desembolsar mais da metade do leitor (R$119,00!!!). Absurdo!
Nada não, o meu está bem guardadinho dentro de uma capinha tipo luva da Samsung enquanto não encontro outra opção mais em conta. Fora isso, o Kindle é mara!
E agora? Abandonar os livros físicos? Jamais! Totalmente fora de cogitação. O e-reader é mais um instrumento de acesso à leitura, mas de forma alguma substitui, para mim, o prazer de ler e ter o livro nas mãos e expô-lo orgulhosamente na minha estante. Quando pego um livro nas mãos e o folheio, mesmo que rapidamente, vem à memória diversas lembranças do que estava acontecendo não só no livro, mas na minha vida durante a leitura. É uma sensação muito gostosa. Existe uma história de como aquele livro veio parar nas minhas mãos, ele guarda em sua capa e em suas folhas as aventuras e desventuras por que já passou. Um e-book, depois de lido, é apenas mais um arquivo, não tem qualquer materialidade que lhe confira a vida próprio que o livro de papel tem.
Até a próxima!
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segunda-feira, 11 de agosto de 2014
A Necessidade de Mortes
No post anterior, falei brevemente sobre os 12 passos da “Jornada do Herói” e da importância dos mentores, não só para o herói, mas também para o leitor. Nesse post, vou falar sobre perdas e mortes de personagens. Inevitavelmente, vai ter spoilers, esteja avisado.
A morte de um personagem, geralmente alguém de importância para o herói da história, pode ser tanto a motivação para o herói embarcar na sua jornada quanto a grande provação que ele passa antes de finalizá-la. No primeiro caso, a morte é impactante para o personagem mas não para o leitor, pois acontece logo no início do livro, e o leitor ainda não conhece nem o mundo nem os personagens envolvidos com o herói. Esse é o caso da mãe e do irmão de Jorg Ancrath, nos livros de “The Broken Empire”.
No segundo caso, o leitor sente, juntamente com o herói, a perda de alguém querido e idolatrado, muitas vezes, o próprio Mentor sobre que eu escrevi anteriormente. Choque, espanto e surpresa são só o começo da enxurrada de sentimentos nessa hora. Dizemos que isso não aconteceu, não pode ter acontecido. Continuamos lendo para ter certeza que o personagem não morreu, mas ele morreu. Sentimos raiva do autor, dizemos que não vamos continuar lendo os livros. Até que, finalmente, aceitamos que a morte faz parte da vida, e que crescemos com ela. Somos forçados a andar com nossas próprias pernas, com as lágrimas escorrendo pelo rosto, sem ter mais alguém para nos dizer que vai ficar tudo bem. A partir daí, somos nós que passamos a dizer que vai ficar tudo bem, repetindo essas palavras na esperança que elas se tornem verdade.
Isso acontece tão recorrentemente, que, para mim, já não é mais surpresa. Eu praticamente já leio livro procurando o personagem querido do herói que vai morrer lá na frente. Vamos ver alguns exemplos (spoiler alert!!!):
- Primeiro, os clássicos, que já se tornaram conhecidos do grande público. Em “As Crônicas de Nárnia”, Aslam morre, mas volta. Dizem por aí que esses livros são uma referência ao cristianismo, e que Aslam é o equivalente a Jesus Cristo. Então, ele ressuscita. Não satisfeito em ter matado Aslam, o autor mata, no último livro, quase todos os personagens principais. Somente Suzana fica viva, por ter abandonado a crença em Nárnia.
- Em “Harry Potter”, muita gente morre, e Dumbledore é só o mais querido deles. Cedric, Snape, Sirius, Lupin, Nymphadora, Alastor, Fred Weasley, Dobby e até a coruja Hedwig. Incluo aqui os pais do Harry, James e Lily, que já estão mortos desde o início da história.
- Em “Crônicas de Gelo e Fogo”, a gente já está até acostumado com personagens legais morrendo. Eddard Stark foi o primeiro e, foi com ele, que eu fiquei (meio) imunizado à morte de personagens. Depois dele, ainda vieram Robb e Catelyn. Catelyn ainda conseguiu voltar dos mortos, salva pelo sacrifício de Beric Dondarrion. Khal Drogo morreu depois de muito sofrer. Oberyn Martell é morto pelo Montanha, Gregor Clegane. Jamie Lannister se redime depois de perder a mão da espada, o que, para ele, foi pior que a morte de toda sua família. Brienne de Tarth é enforcada pela Catelyn, mas depois aparece viva de novo, o que quer dizer que ela não morreu pendurada. Jon Snow leva uma facada e pode ter morrido no final do quinto livro.
- Em “The Darkest Minds”, a personagem principal, Ruby, acaba gostando do personagem que se torna o seu mentor, Liam. Ele não morre, mas perde a memória. Pior que isso, é a própria Ruby que entra na mente dele e apaga as memórias.
- Em “Instrumentos Mortais”, é a vez do irmão mais novo de Izzy e Alec Lightwood, Max, morto pelo verdadeiro irmão da personagem principal Clary Frey, o Jonathan Christopher.
- Em “Jogos Vorazes”, Rue morre no primeiro livro, Cinna no segundo, e a irmã da Katniss, Primrose, no terceiro. Além disso, a mãe delas deixa o Distrito 12 e vai morar em outro lugar, assim como o melhor amigo da Katniss, Gale. Não é a toa que a pobre entra em depressão.
- Em “Correr ou Morrer”, o melhor amigo do Thomas, Chuck, morre no primeiro livro. Newt morre no terceiro. A menina por quem Thomas se apaixona, Teresa, também morre nesse livro. No quarto livro, “The Kill Order”, que acontece antes de tudo, todos os personagens principais morrem, mas de um jeito muito legal, levando esperança para a humanidade. Talvez, por isso, eu tenha gostado mais desse último do que dos três primeiros.
- Na série “Divergente”, os pais da Tris, Natalie e Andrew, morrem no fim primeiro livro. Até isso acontecer, um dos amigos de Tris, Al, se suicida e Tris põe uma bala na cabeça de Will, o namorado da sua melhor amiga, Christina. No terceiro livro, Tobias ajuda a causar uma explosão, causando um dano cerebral em Uriah. Detalhe que Tobias tinha prometido ao irmão de Uriah, Zeke, que o protegeria. Sua mãe, Hana, e seu irmão, Zeke, são levados até o hospital quando as máquinas são desligadas e Uriah morre. Durante parte da revolução, o irmão de Tris, Caleb, deveria ir numa missão onde ele acabaria morrendo, inevitavelmente. Tris vai no seu lugar, e é ela que morre, deixando Tobias na fossa.
- Por último, o que eu achei a morte mais trágica. Em “The Dresden Files”, o personagem principal, Harry Dresden, já é um adulto, e já passou por diversas provações, como ter vivido em um orfanato, ter matado o seu primeiro mentor, Justin DuMorne, ter matado a sua paixão de adolescência, Elaine Mallory (ela ainda está viva, mas Harry só descobre isso depois), quase ter sido sentenciado a morte pelo Conselho Branco (o conselho que rege as leis dos magos), e ter sido perseguido pelo Warden Donald Morgan durante o início de sua vida adulta. Além disso, no decorrer dos livros, sua primeira aprendiz, Kim Delaney acaba morrendo; sua nova paixão Susan Rodriguez, se torna meio-vampira da Côrte Vermelha e o deixa; Shiro Yoshimo, um dos Cavaleiros da Cruz, morre, trocando sua vida pela de Harry; Harry quase perde seu braço esquerdo queimado; Lasciel, a “sombra” um anjo decaído que vive na mente de Harry e acaba virando sua amiga, se sacrifica por ele; o Warden Morgan, que o perseguiu por um bom tempo, ganha a admiração de Harry, mas acaba morrendo; sua nova namorada, a Warden Anastasia Luccio, o deixa; e, finalmente, o Cavaleiro da Cruz Michael Carpenter, um dos seus melhores amigos, sofre graves e irreversíveis danos físicos durante o decorrer de um dos planos de Harry. E aí, como fazer sofrer alguém que já tem ampla experiência nesse assunto??? Simples: dê a ele mais e tire tudo de uma vez. No 12º livro, “Changes”, Harry descobre que tem uma filha com Susan Rodriguez, e que ela foi sequestrada pelos vampiros da Côrte Vermelha. Durante o livro, o escritório de Harry explode; seu carro, o Fusca Azul, é destruído; e seu apartamento é incendiado. Susan completa sua transformação em vampira, e Harry, mesmo ainda apaixonado, é obrigado pela situação a matá-la. Molly Carpenter, a nova aprendiz de Harry e filha do antigo Cavaleiro da Cruz Michael Carpenter, sofre graves ferimentos. Harry salva sua filha, mas não pode ficar com ela por causa do perigo que ela corre por ser sua filha. No finalzinho do livro, Harry leva um tiro no peito. Pior que isso?? Harry morre, mas morrer teria sido fácil demais, então ele vira um fantasma e procura do seu assassino no livro seguinte.
Valeu,
Correspondente Anônimo
terça-feira, 24 de junho de 2014
A Necessidade de Mentores
SPOILERS!!! Essa postagem contém revelações de enredo de diversas histórias. Leia por sua conta e risco!
De uns tempos para cá, eu percebi certas características recorrentes, padrões, em livros de fantasia. Seguindo dicas da Garota_D, eu procurei na internet o que é conhecido como “A Jornada do Herói”, (http://pt.wikipedia.org/wiki/Monomito, http://www.revistafantastica.com.br/em-foco/a-jornada-do-heroi-os-12-passos-de-campbell), uma série de eventos que acontecem com o personagem principal para o desenvolvimento da história, definido por Joseph Campbell no seu livro “O Herói de Mil Faces”.
De uns tempos para cá, eu percebi certas características recorrentes, padrões, em livros de fantasia. Seguindo dicas da Garota_D, eu procurei na internet o que é conhecido como “A Jornada do Herói”, (http://pt.wikipedia.org/wiki/Monomito, http://www.revistafantastica.com.br/em-foco/a-jornada-do-heroi-os-12-passos-de-campbell), uma série de eventos que acontecem com o personagem principal para o desenvolvimento da história, definido por Joseph Campbell no seu livro “O Herói de Mil Faces”.
Os 12 passos são, de certa forma, os seguintes: O herói está em seu mundinho; Chega alguém (ou alguma coisa) que o chama para uma aventura; Ele recusa inicialmente; Ele encontra algum mentor que explica por que ele deve entrar na aventura; O herói entra nesse novo mundo; Passa por provações, faz inimigos e encontra aliados; Aproxima-se do seu objetivo; Ele passa por uma grande provação; O herói vence e conquista a recompensa; Ele faz o caminho de volta para casa; Nesse caminho, ele resolve alguma pendência de alguma trama secundária; Finalmente, o herói chega em casa, mais experiente e maduro, transformado pela aventura.
Nesse post, gostaria de focar no personagem do Mentor, um personagem que já vive há algum tempo na situação onde o herói está entrando agora. No caso de ficções de fantasia, os mentores explicam como é o novo mundo onde o personagem vai entrar (Hagrid, em “Harry Potter”, Sr. Castor em “As Crônicas de Nárnia”, Jace Wayland em “Instrumentos Mortais”, Linda Downey em “A Saga dos Herdeiros”) ou, no caso de o personagem já viver no mundo onde a aventura vai ocorrer, ele explica quais são as “regras” da aventura que o personagem vai ter que obedecer (Haymitch Abernathy, em “Jogos Vorazes”, Liam em “The Darkest Minds”, Magnus Bane em “Instrumentos Mortais”, Dumbledore em “Harry Potter”, Chiron em “Percy Jackson e os Olimpianos”) ou explicam alguma coisa do passado, ainda desconhecida pelo herói, para que este decida o que fazer no futuro (Aslam, em “As Crônicas de Nárnia”, Dumbledore em “Harry Potter”, Luke Garroway em “Instrumentos Mortais”, Nick Snowbeard em “A Saga dos Herdeiros”).
Entretanto, o Mentor tem uma função maior do que simplesmente explicar ao personagem principal o que está acontecendo. Ele explica ao leitor como é esse mundo fictício, nos ajudando a construí-lo em nossa mente no momento da leitura (e que perdura até bem depois de acabarmos o livro).
O grande problema é quando o personagem do Mentor não existe ou é rejeitado pelo personagem que está entrando nesse mundo novo, ainda inocente. Por exemplo (spoiler alert!!!):
- Em “Correr ou Morrer”, um bando de crianças, sem memória, é colocado em um labirinto. O personagem principal, Thomas, é o último a entrar nesse labirinto, onde algumas crianças já estão presentes. Quem é o Mentor??? Alguma criança sem memória, claro (Alby). E aí? Como é que uma pessoa que não sabe nada vai explicar alguma coisa a alguém??? Podre. No terceiro livro da série, é dada a chance ao Thomas de ele ter as memórias de volta. E ele rejeita. Legal, né. Se a gente não sabia de nada, agora é que fica sem saber mesmo. Resultado: no final, muita gente morre.
- Não conseguindo explicar toda a história em “Correr ou Morrer”, o autor precisou escrever um quarto livro, “The Kill Order”, que acontece antes de tudo. Nesse, o personagem principal, Marc, tem um Mentor de vergonha, Alec. Esse livro é o melhor da série.
- Em “As Crônicas de Nárnia”, o Edmundo, por um breve tempo, tem como Mentora a Feiticeira Branca, Jadis, e não se dá muito bem. Ele a rejeita, voltando para o lado de Aslam, e dos outros. Esse é um caso em que a troca de mentores é positiva, e o Edmundo passa a ser um dos reis de Nárnia, conhecido como Edmundo, o Justo.
- Assim como o Edmundo, em “Instrumentos Mortais”, o Jace Wayland troca, por um tempo, de Mentor, seguindo as ordens de Valentine. Com sua experiência passada, ele percebe que o que Valentine faz vai contra o que ele acredita, e o rejeita ao final.
- Em “Dresden Files”, Harry Dresden é um detetive particular que é um mago, e investiga acontecimentos sobrenaturais em Chicago. Seu primeiro Mentor, quando ele ainda era criança, foi Justin DuMorne, que usa magia negra secretamente. Em uma briga de magos, Harry mata Justin, e quase é condenado a morte, por utilizar magia para tirar uma vida. Quem o salva é o seu segundo Mentor, Ebenezar McCoy, que o instrui, baseado em princípios sólidos, em como utilizar magia para ajudar as pessoas. Outro caso de rejeição que tem um final positivo. Isso tudo acontece antes das histórias dos livros, onde Harry já é adulto.
- Ainda em “Dresden Files”, depois de alguns livros Harry se torna Mentor de Kim Delaney. Em algum momento, ela não segue os conselhos de Harry e acaba morrendo. Posteriormente, Harry aprende com seus erros, se torna Mentor de Molly Carpenter, que segue os conselhos de Harry, por mais que não concorde. Ela não morreu até onde eu li.
- Em “The Broken Empire”, o personagem principal é o príncipe Jorg Ancrath. Quando criança, sua mãe e seu irmão menor são mortos, e Jorg é salvo por ser escondido em um arbusto cheio de espinhos. Ele jura se vingar de quem mandou matá-los, e essa é a história. O livro conta a história que se passa agora, quando ele vai se vingar, e a história de quatro anos atrás, quando foi o atentado. Nesse meio tempo, Jorg rejeita o seu primeiro Mentor, o tutor Lundist, e se junta a um bando de cavaleiros fora da lei para seguir seu sonho de vingança. Muito sem graça, sem noção, e sem pé nem cabeça, um menino de 14 anos matando todo mundo, a torto e a direito. O segundo livro da série é um pouco melhor, quando ele passa a ouvir mais um novo Mentor, seu conselheiro do reino, Coddin, e o seu chefe da guarda, Sir Makin. Ainda não li o terceiro.
- Em “As Crônicas de Gelo e Fogo”, a gente vê claramente os que tiveram bons Mentores, os que não tiveram Mentores, e os que rejeitaram os seus bons Mentores, e quais desses personagens são os mais admirados pelo público. Os filhos de Eddard Stark o tiveram como Mentor, e são grandes personagens nos livros. Por seguir a filosofia do pai, Robb acabou morrendo, assim como o próprio Eddard. Bran e Arya, ainda pequenos quando o pai morreu, acabaram procurando outros Mentores, que os guiassem em suas habilidades e desejos (Brynder Rivers (Corvo de Três Olhos, Vidente Verde) para Bran, e Syrio Forel e o Sacerdote dos Homens sem Face para Arya). Jon Snow, o bastardo de Eddard, foi para a muralha, e teve como Mentor o próprio Lorde Comandante Jeor Mormont, tornando-se o novo Lorde Comandante depois da morte deste. Sansa Stark acabou indo parar com Petyr Baelish, o Mindinho, e isso não tem como dar certo. Theon Greyjoy, coitado, recusou os ensinamentos de Eddard Stark, passou a seguir seu pai, Balon Greyjoy, e acabou torturado pelo bastado dos Bolton, Ramsay. Do outro lado do Mar Estreito, em Essos, Daenerys Targaryen teve como Mentor o Khal Drogo, que passou os ensinamentos dos Dothraki. Ela se tornou a mãe dos dragões, e, como ela mesma diz, é só uma garota e não entende nada de guerras, recebe a ajuda de outros Mentores, como Jorah Mormont e Barristan Selmy. Viserys Targaryen, o auto-intitulado dragão, não tinha mentor, e acabou com uma coroa de ouro fumegante em sua cabeça. Por último, o personagem mais odiado da atualidade, Joffrey Baratheon, não teve como Mentor nem seu pai verdadeiro nem seu pai falso, e acabou morrendo envenenado em seu próprio casamento.
Esses foram só alguns exemplos para mostrar que, quando o Mentor não presta, o personagem aprendiz não presta. Quando não há mentor, o livro não presta. E, quando o mentor presta, o aprendiz presta, o herói principal presta, a história presta, e o livro presta.
Menções honrosas a Gandalf em “O Hobbit” e em “Senhor dos Anéis”, e a Mestre Yoda e a Obi-Wan Kenobi em “Guerra nas Estrelas”, este último que foi um aprendiz (padawan de Qui-Gon Jinn), um mentor rejeitado (por Anakin Skywalker, o Darth Vader) e um mentor seguido (por Luke Skywalker, filho do Darth Vader).
Valeu,
Correspondente Anônimo.
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quarta-feira, 11 de junho de 2014
A arte de fazer silêncio
Hoje em dia, quando
todo mundo tem voz e vez (supostamente), as pessoas menosprezam o
silêncio. Querem dar pitaco sobre tudo. Não se permite a abstenção
da opinião.
Muita gente acha o
silêncio constrangedor. Pelo contrário, o ato de permanecer em
silêncio entre outras pessoas pode demonstrar intimidade,
cumplicidade, uma verdadeira transmissão de pensamento.
Isso fica bem claro se
você observar pessoas que convivem juntas durante muito tempo. Elas
completam as frases uma da outra, comunicam-se através de olhares
significativos.
Eu sou uma pessoa
tagarela, eu assumo, mas cada vez mais eu percebo a preciosidade que
é o silêncio, a contemplação, a reflexão.
Talvez nesse momento em
que estou sendo bombardeada com a companhia de pessoas que estão me
importunando com sua tagarelice, eu me olho e percebo
que posso ser mais comedida.
No final das contas,
acho que o problema não é a tagarelice em si, mas a impertinência
dela. De o tagarela não perceber que está incomodando extremamente.
Se você fala, fala e
fala e seu (suposto) interlocutor (vulgo penico) não responde ou
apenas balança a cabeça, eis sua primeira dica.
Se deixa você falando
sozinho e, a despeito dessa grande pista, você o segue e continua o
blá, blá, seu caso é crônico.
Os meus 'problemas' eu
estou aguentando enquanto posso, antes de ser grossa e mandar calar a
boca. Mas até para isso há uma oportunidade certa.
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Eu fui: Museu da Imagem e do Som - Fortaleza
| Entrada - Leões de Porcelana - Vindos da Cidade do Porto em Portugal |
Férias em Fortaleza em dias de chuva,
a pessoa tem que inovar.
Bem, passei várias vezes pela frente
do Museu da Imagem e do Som - MIS, mas nunca tive oportunidade de fazer uma visita, até agora.
| Vitrola |
Segundo seu site institucional, o MIS é responsável pela preservação, difusão e pesquisa da
memória audiovisual do Estado.
O museu está localizado na Av. Barão
de Studart, 410, em frente ao Palácio da Abolição.
Ainda segundo informações
institucionais: “Atualmente o acervo do MIS-CE é estimado em 150
mil peças entre discos de música brasileira e internacional (de 78,
45 e 33 e ½ rotações), CD’s, fitas de áudio, de rolo, cassete e
micro-cassete, um acervo de imagem (fotografias cópia papel e
digital) com imagens de Fortaleza Antiga, de outros municípios
cearenses, de personalidades, festas e folguedos populares, artistas
populares (cordelistas, artesãos, escultores, etc) cromos e
negativos, filmes de diretores cearenses e registros de danças e
festas da cultura popular tradicional (em diversos formatos como
vídeos betacam, betamax,VHS e super VHS, DVD, H-8, películas de
16mm e 35mm, etc.), depoimentos de personalidades da história do
Ceará, cordéis, partituras e muitos outros objetos que contam a
história registrados em suportes audiovisuais. ”
| Monóculos |
| Gramofone |
Bem, quando cheguei lá, achei tudo
meio abandonado. Fora o vigilante que encontrei na entrada, só vi de
relance outras pessoas que talvez trabalhasse no museu. Vi poucas
peças a mostra, que foram basicamente essas que aparecem nas
fotografias aqui exposta. Sem falar, no projetor de origem francesa
que está exposto em ambiente quase externo e com diversos pontos de
ferrugem.
| Câmeras Fotográficas |
Pude admirar algumas máquinas
fotográficas e projetores antigos. Destaque para a sessão em são
expostos monóculos, que são pequenos cones com uma lente a uma
imagem para ser visto contra a luz.
| Projetor de Cinema - França - 1950 |
Fiquei bastante decepcionada. E olhe
que há um tempo atrás visitei uma exposição de Memória da Imagem
e Som no Núcleo de Informação Tecnológica e pude apreciar uma
quantidade bem maior de peças e com mais informação disponível.
A despeito disso, se estiver pelas
redondezas, não deixe de passar no MIS, a entrada é gratuita e a
nostalgia é garantida!
terça-feira, 25 de março de 2014
Eu li: Novembro de 63
Stephen King
Suma das Letras
2013
736 p.
Todo mundo uma vez na vida se perguntou
se algo seria diferente se tivesse mudado alguns dos fatores. E se os
ingleses tivesse descoberto o Brasil? Se Stauffenberg
tivesse obtido êxito em seu atentado a Hittler? E se Kennedy não
tivesse sido assassinado? Al Templeton encontrou uma passagem na sua
dispensa que levava de volta no tempo mais precisamente no dia 09 de
setembro de 1958. Descoberto esse portal, queria a todo custo evitar
que Lee Harvey Oswald assassinasse o presidente. Não obtendo sucesso
em sua tentativa decide recrutar Jake Epping, um professor do
supletivo para continuar sua missão.
Percebam que até 22 de novembro de
1963, data em que ocorre a morte de JFK, ainda faltam cerca de cinco
anos, assim Jake terá que viver no passado e terá muito tempo para
se preparar... Será?
Quando eu ouvi falar do livro, fiquei muito curiosa para ler. Gostei
muito da prévia acima e acreditava que Stephen King conseguiria
desenvolver o enredo muito bem. E eu estava certa!
Dar mais detalhes do que isso pode
comprometer a experiência do leitor e esse não é nosso objetivo.
O que temos aqui é um enredo que, à primeira vista, parece mais um
sobre viagem no tempo, mas não. Estamos colados com Jake a cada
passo, a cada escolha e a cada consequência. Uma coisa que fica bem
estabelecida desde o princípio é que o passado não quer ser mudado
e quem se mete com ele, compra uma briga feia. Nessa hora, percebemos
que o farfalhar das asas da borboleta tem um devastador.
A despeito de ser um volume longo (mais
de 700 páginas), você não sente. Devorei as páginas avidamente e
agora estou passando pelo vazio literário, que é o que ocorre
quando você é tragada para dentro do universo da história que está
lendo e passa a viver lá, e quando o livro acaba e você volta a sua
realidade, se sente estranho e triste por ser sido expulso
bruscamente de lá.
Sem exagero, até sonhar eu sonhei. O
clima de tensão do livro é forte e passei uma semana sem dormir
direito, rememorando os fatos do livro. Contei uma parte para
Correspondente Anônimo e sofri com um misto de felicidade e tristeza
quando ele me disse que queria ler o livro =D e que por isso eu não
podia falar mais nada sobre ele =(.
A teoria da viagem no tempo foi
adequada para o enredo e suas premissas são estabelecidas desde o
princípio e são preservadas ao longo do livro, com a vantagem de
ser bastante simples sem ser simplória.
Stephen King começou a escrever o
livro em 1973, mas interrompeu o processo por causa da monumental
pesquisa que a história demandava e porque o ocorrido ainda estava
muito recente. Isso acabou sendo uma escolha acertada e ele nos
brindou com mais livro fantástico, a despeito de estar fora do
terror e do sobrenatural, sua área de conforto, por assim dizer, mas ainda é bem a cara de King.
Sou fã de King desde “O iluminado”,
e a cada livro que leio (com exceção de A maldição do cigano, que
abandonei, mas que ainda vou tentar reler) gosto ainda mais e me surpreendo com as loucuras que ainda podem sair dessa cabeça maluca.
Outro detalhe que gostei muito é que a
dança tem um certo destaque em alguns momentos, coroada com uma trilha
sonora muito boa e estilo bem apropriado.
Foi difícil escrever sem entrar muito
nos detalhes, porque ainda estou super empolgada, mas não queria
estragar nenhuma das surpresas e reviravoltas.
Veredito: Excelente!
Até a próxima!
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Visual Novo
Já estava na hora de mudar a carinha do blog. Espero que vocês gostem! Vou procurar caprichar ainda mais nas imagens.
Optei por um modelo de visualização dinâmica. Perceba que no canto superior esquerdo tem um menu com diversas opções de exibição. Escolha a que te de agradar mais.
Achei que o jeitão do blog ficou menos poluído, principalmente porque na lateral não aparecem mais aquelas quinquilharias que eu coloquei na época em que criei o blog. Mas o mais importante continua disponível, basta levar o cursor até o lado direito e vai aparecer um menu com as opções os marcadores, arquivos do blog, postagens populares, etc.
Aproveitem! Comentem! Compartilhem!
Até a próxima!
sexta-feira, 14 de março de 2014
10 livros que marcaram a minha vida literária
Uau!
Isso é muito difícil. Para facilitar vou contar coleções como um
item (é um pouco de trapaça, eu sei). Para escolhê-los, pensei
em livros que marcam uma época da minha vida, por isso acabei os
organizando cronologicamente e não pela sua qualidade de enredo.
1.Esse
admirável mundo louco
– Ruth Rocha e Walter Ono – esse era um dos livro de leitura
obrigatória da minha quarta série. Se bem me lembro, ouvimos um
relato de extraterrestre que observam e estranham o comportamento
humano.
2.A
ira dos anjos –
Sidney Sheldon – a história de uma advogada recém-formada que vê
sua carreia ir por água abaixo e seu percurso para recuperá-la.Virei fã a partir de então.
3.
O Assassinato no Expresso Oriente
– Agatha Christie – Foi minha introdução a essa magnífica
autora e um dos meus detetives favoritos, Hercule Poirot. Uma trama
de mistério que me consumiu até que terminasse a última página.
Não descansei enquanto não descobri o assassino.
4.
O
Exorcista
– William Peter Blatty – esse foi o primeiro livro de terror
de verdade que li na vida e li quando era criança, e só pegava no
bendito livro a noite para ficar ainda mais assustador. Me assustei
mais com o livro do que o filme. Na verdade, o filme nem me parecia
de terror, as estranhas histórias e tragédias que ocorreram
durante as filmagens, isso sim era de dar medo.
5.
Histórias
Extraordinárias – Edgar
Allan Poe – Esse foi um dos livros que peguei na biblioteca do
colégio. A lembrança é muito nítida. Eu corria o dedo pelas
lombadas dos livros e o título me chamou a atenção. Contos como O
gato preto, A Máscara da Morte Rubra, Coração Denunciador me são
muito queridos e não canso de ler e reler.
6.
.Harry
Potter
– J. K. Rowling – não preciso me explicar muito. É um mundo
mágico muito bem construído que me encanta absurdamente.
7.
O
iluminado
– Stephen King – Esse foi o primeiro e o melhor livro de Stephen
King que li. O legal da leitura desse livro é que lembro que ficava
tão vidrada que sempre alguma coisa me assustava. Lembro claramente
de uma ocasião que estava sozinha em casa, as mãos geladas, os
olhos colados no livro. Quase tive um ataque cardíaco ao simples som
da campainha.
8.
O juri
– John Grisham – Na minha opinão, o melhor dos livros desse
autor que eu já li. Um thriller de tribunal que originou um filme
igualmente incrível.
9.Intermitências
da morte
– José Saramago – Tive um pouco de dificuldade para ler esse
livro até me acostumar com a maneira peculiar de escrever do autor.
O endero é simplesmente instigante: E se de repente ninguém
morresse? Como iria ser? Muito interessante.
10.
Crônicas
de gelo e fogo
– Sei que corro um risco enorme colocando na minha lista uma série
que nem terminou, mas nutro por ela uma paixão tão grande que não
tenho coragem de deixá-la de fora. Pior, temo assumir que ela ocupa
o lugar que O Senhor dos Anéis poderia ter nessa lista. Um mundo épico
com personagens envolventes, ambíguos. Guerras, intrigas, amor,
ódio, reviravoltas, tragédias e um toque de sobrenatural, tudo isso
mantido em um equilíbrio dificilmente alcançado por outras obras
que eu já tenha lido. Acho que nunca desejei que um livro fosse mais
volumoso quanto o fiz quanto percebia que o tomo iria acabar.
Olhando
a minha listinha vejo que passeio por fantasia, terror, suspense,
história de detetive, romance de tribunal e romance romântico,
porque afinal eu tenho meu lado mulherzinha. Sinto que deixei a
comédia de fora (Luis Fernando Veríssimo e Mário Prata), a
filosofia (Sci-Fi Sci-Filo e O Mundo de Sofia), os livros de Dan
Brown, (que não consigo deixar de ler, porque mais que a receita
seja bem batida), meu
outro detetive preferido, Sherlock Holmes (acho que tem uma pessoa
que não perdoará esse lapso)
mas para encaixá-los teria de reformular essa lista para mais itens.
Daqui a cinco anos eu refaço essa lista. Nesse momento, a despeito
das evidentes ausências, acho que ela reflete bem o meu percurso
literário. Percebo também que poderia dizer que listei alguns dos
melhores livros que já li.
Foi
difícil, mas muito prazeroso compor essa lista.
Convido
você a fazer essa retrospectiva e lembrar carinhosamente dos livros
que
fazem parte do enredo
da sua vida.
OBS: Escolhi as ilustrações respeitando as edições que li, mesmo que tenha exemplares diferentes na minha estante.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Eu li: Dragão Vermelho
Hannibal Lecter, ou
melhor Dr. Lecter, ou melhor Hannibal, the Canibal, como queira
chamar, sem dúvida, é um personagem que gera sentimentos
conflitantes nos leitores que o admiram a despeito (ou talvez por
isso mesmo) de sua monstruosidade.
Eternizado no cinema por Anthony
Hopkins, o personagem de Thomas Harris aparece apenas secundariamente
neste volume. Já se encontra preso, depois de ter quase matado nosso
personagem principal, Will Graham, quando este o confronta e descobre
ser Hannibal um serial killer.
Graham consegue ver as evidências de
uma forma que ninguém mais vê. É como se entrasse na mente do
assassino, como se pensasse exatamente como ele pensaria e por isso é
capaz de interpretar as pistas por meio de um prisma único e
extremamente útil para o deslinde do caso.
Duas famílias inteiras foram
massacradas por um serial killer e para auxiliar Graham a
encontrá-lo, nosso querido Dr. Lecter entra em cena.
A nós também é dado a conhecer
Francis Dolarhyde, o assassino da história. Mergulhamos na sua
deformidade e infância sofrida e as influências desses fatos no
surgimento do Dragão Vermelho, sedento de sangue de suas vítimas
(que frase mais dramática). Sua história é envolvente a tal ponto,
que é possível até simpatizar com ele e, em certo momento, até
torcer por ele, no que toca a certa parte da história.
Com esses ingredientes é
gerado o enredo de Dragão Vermelho, e junto com Will Graham, vamos em
busca do assassino, ao mesmo tempo que aquele tenta proteger a si e
sua família deste.
Aqui o pacote é completo,
o livro é bom, o filme é bom e a série também tem o seu charme.
Resumindo, imperdível!
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