sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Bora viajar?


Minha gente, mal posso esperar pela próxima viagem! Dessa vez, vou para Bogotá, Colômbia e, confesso, fiquei tão empolgada que até perdi o sono no dia em que confirmamos a viagem.
E então estava cá com os meus botões pensando como tem gente que não gosta de viajar.
De longe, para mim, é o melhor investimento.
Porque, veja, não é a viagem por si só, mas tudo que vem antes e o que vem depois, ou seja, todo o processo.
Começa com um sonho, uma vontade, uma inquietação. Sua alma cigana/nômade não aguenta mais seguir os mesmos caminhos. É preciso divisar novos horizontes, respirar outros ares.
Ai é hora de colocar no papel. Planejar. Que coisa mais deliciosa!
Para os mais práticos, comprar um pacote com tudo pronto, com todo o roteiro. Onde é que eu assino?
Para quem quer uma programação totalmente personalizada, o melhor é o próprio viajante preparar o roteiro. Dá trabalho? Dá muito! Mas é bom. A viagem vai tomando forma. Vamos explorando virtualmente os locais que queremos conhecer, esbarramos com outros que não estão na mainstream turística.
Correspondente Anônimo é top em planejar roteiro de viagem. Eu planejei a nossa viagem para Buenos Aires, sofri um pouco no começo, mas deu para sair uma programação mais ou menos.
Segue algumas diquinhas que aprendi com ele:
1. Escolher onde ir – essa é hora de: “Eu quero ir lá” e tacar o dedão no mapa! Liste todos os lugares que gostaria de visitar. Tooooodoooos!
2. Breve pesquisa sobre os locais a visitar – isto vai ajudar a ter uma ideia do que vai encontrar lá, para saber se vale a pena e se está dentro de seus interesses e do seu orçamento. Esse passo ajuda muito no próximo.
3. Triagem – provavelmente não dará tempo visitar todos os lugares que você separou para ir. É a hora de eleger os que vão ter vaga garantida nesta viagem.
Lembre-se! Você sempre pode voltar! Eu sei, eu sei, eu também sempre viajo querendo ver tudo, como se fosse morrer amanhã... Não adianta escolher coisa demais e não conseguir aproveitar. Ai na próxima viagem vai ter que ir lá de novo!
4. Location, location, location! - olhe no mapinha os locais que ficam próximos, isso serve para organizar o que vai fazer em cada dia, com melhor aproveitamento do tempo e sem gastar desnecessariamente com deslocamentos.

 
5. Horário de funcionamento e valor do ingresso – importante para organizar os passeios no dia da semana. Nada mais frustrante do que se desabalar para algum ponto turístico dos sonhos e dar de cara com a porta... Algumas atrações têm dias ou horários com valor de ingresso diferenciado. Ai sobra mais grana para trazer bugingagas! Adoro!
6. Plano B – A programação não deve ser algo inflexível, lembre-se: principal objetivo é se divertir. Assim, o ideal é que o roteiro de alguns dias possa ser trocado em virtudes das peculiaridades da própria viagem. Por exemplo, se você vai algum lugar com clima frio e naquela dia estava planejado um passeio ao ar livre e, por azar está chovendo (ou nevando), mude para a programação que tenha passeios em lugares cobertos e quentinhos.
Outra coisa, nada impede de mudar de ideia em relação a um lugar ou atração e trocá-la por outra.
Mais uma coisa: você não é obrigado a nada. Com isso quero dizer que, por mais que um ponto turístico ou atração seja tradicional, você não precisa ir lá. Vá se for do seu interesse, pensando no seu divertimento. E seja feliz!
Você pode passar por experiências incríveis.
Tudo pronto?
Agora é só viajar! Aproveitar, curtir!
Fotografe menos, aproveite mais. Falo por experiência própria. Não adianta querer documentar cada segundo da viagem em fotos e não curte o momento de estar naquele lugar incrível que você sempre sonhou em visitar. Eu sei que parece besteira. Mas cerca de 90% das fotos de viagem só vão ser vistas na hora de passá-las para computador. Exemplo: fotografar tudo que tem no museu. Depois a gente nem lembra o que era aquilo mesmo.
Em minha primeira viagem internacional, visitei Nova Iorque, Boston, Washington e Ithaca. Em 20 dias, tiramos mais de 3mil fotos. Para o álbum foram escolhidas apenas 300...
E na volta, só boas lembranças! Sim, porque a viagem tem esse poder, mesmo os contratempos que te fizeram perder a compostura passam a ser lembranças engraçadas. Parte da aventura.
E sabe o que é o melhor de tudo? A viagem não acaba quando você chega em casa. Você sempre pode visitar o lugar na sua memória. Pode reviver o momento, compartilhando com um amigo que viajará em breve. Ver nos filmes e nos livros!
Ai ai, bom demais! Estou morta de feliz só porque pensei em viajar.
Depois o Correspondente Anônimo passa aqui e complementa se tiver faltado alguma coisa.
Conte sua dica para planejar uma boa viagem nos comentários.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Só uma estante, por favor! #1

Adoro admirar as estantes alheias, ver que livro tem lá, ver o sistema de organização, etc.
E visitar bibliotecas e livrarias? Bom demais! Passar horas entre livros, tocando, cheirando e lendo!
Assim, periodicamente, vamos procurar uma estante, livraria, biblioteca bem legal para gente admirar e babar juntos!
Para começar logo com o pé direito, dá uma olhada nesta foto da minha visita à maravilhosa El Ateneo Grand Splendid:

Quando em Buenos Aires, não esqueça de passar por lá!
Um antigo teatro transformado em uma livraria incrível. Umas livrarias mais lindas do mundo, segundo "The Guardian"!
Deixe suas sugestões nos comentários!
Crédito da foto: Karol Vale

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Onde foi parar o garotad.blogspot.com?

Quando  comecei a escrever o garotad.blogspot.com, ele funcionava como mais como um diário de dieta do que qualquer outra coisa.
Depois, ao sair deste pequeno nicho, passei a falar de outras coisas, além da dieta.
E ai chegamos à melhor parte: quando viramos GaleraD. Com a chegada de novos colaboradores, o blog ficou muito mais rico e muito mais interessante.
Mas os tempos mudaram e a galera se dispersou e o blog murchou e voltou à minha responsabilidade, com eventuais participações do Correspondente Anônimo.
Após, meses, quase anos de abandono, resolvi retomar o blog.
Pensei seriamente de começar do zero, deixando o GaleraD (www.garotad.blogspot.com) bolando por ai, sem mais qualquer atualização. Ao reler algumas das postagens antigas, vi que ainda nutria um grande carinho por elas e achei um imenso desperdício deixar este blog. Sem falar que dificilmente conseguiria fazer algo muito diferente do que já fazia aqui.
No final das contas, eu só iria passar a publicar com o meu próprio nome, com a cara e a coragem. As coisas que tocam meu coração e me levam a escrever continuam as mesmas, então, estou reformulando o velho blog para revitalizá-lo.
Infelizmente, não soube fazer a transição de forma que quem visitasse o site antigo fosse redirecionado para o novo endereço, mas acho que vocês vão encontrar o caminho de volta e vamos nos reencontrar.
Comentários, críticas e sugestões são bem-vindos!
Até a próxima!

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Novos tempos!

"Você não sente nem vê, mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo! Que uma nova mudança em breve, vai acontecer! E o que há algum tempo era jovem e novo, hoje é antigo e precisamos todos rejuvenescer!" Roupa velha e colorida - Belchior
Vamos virar esse blog de cabeça para baixo!
Em breve!

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

A parte chata do ócio

Quem trabalha muito e vive estressado não vê a hora de parar e ter um descanso. Curtir uma preguicinha básica.
Como diz a sabedoria popular, tudo demais é veneno. Ócio também.
Estou me recuperando de uma cirurgia e há 8 dias estou praticamente mofando em casa, em repouso para garantir uma boa recuperação.
Já estou subindo pelas paredes. Não estou morrendo de saudades do meu trabalho, mas já sinto um pouco de falta de fazer algo produtivo.
Sei com certeza que quando voltar a rotina normal estarei desejando ficar de papo para o ar e sem ter obrigação ou compromisso de fazer coisa alguma.
No final das contas, a gente nunca está satisfeito com o que tem.

sábado, 15 de agosto de 2015

Eu uso: Kindle

Aviso!!! Esse post não é patrocinado! Eu comprei meu próprio Kindle e não tenho nenhuma vinculação ou apoio da Amazon.

Depois de muito tempo pesquisando e adiando a compra, optei pelo Kindle em sua versão mais básica.

Apresentação e características técnicas - site da Amazon.com.br

Em um primeiro momento, a dúvida era: Eu preciso de um e-reader? Se posso ler no celular ou no tablet que já tenho, porque ter um dispositivo dedicado apenas à leitura?

Depois de usar um e-reader por pouco tempo, já consigo indicar diversas vantagens de ter um dispositivo exclusivo para ler:

1. Longa duração da bateria - lembra antigamente quando a gente carregava a bateria do celular apenas uma vez por semana? Bom demais, né? Que bom poder ler durante o dia todo sem se preocupar em achar a tomada mais próxima.
2. Leve e confortável - com menos de 200 gramas e com espaço para boa pegada com uma ou duas mãos, o e-reader é bem menos incômodo de segurar por muito tempo que o celular (não tem lugar para segurar, tem que pegar pelas bordas) e bem mais leve que o tablet.
3. Sem distrações - nada de receber chamadas no meio do capítulo mais legal, ou se distrair com as notificações e mensagens dos aplicativos.

Se eu não tivesse comprado, talvez estivesse continuasse satisfeita lendo no celular, mas uma vez que se prova o gostinho do um bom e-reader, não dá para largar.

Em segundo lugar: Por que o Kindle? Entre Kobo, Lev, e tantos outros por que escolhi o Kindle?

Uso o aplicativo do Kobo no celular e no tablet e gosto muitíssimo e sempre achei que fosse natural que, ao comprar um e-reader, eu optaria pelo da Kobo. Quando testei bem superficialmente o Kobo mini que o Correspondente Anônimo tem e também na Livraria Cultura não bateu amor a primeira vista.
Quando C.A. estava prestes a viajar para States cogitei aproveitar a oportunidade e comprar um e-reader. Procurei comparativos na Internet e gostei bastante do da Tatiana Feltrin.



Ela está testando as versões do e-reader com luz.  Foi bem esclarecedor e assim como ela, conclui que o Kindle era a melhor escolha.

O que levei em consideração:

1. Velocidade - dos três, o Kindle é o mais rápido para ligar e para passar as páginas também.
2. Notas e destaques - é o mais prático e fácil de todos para fazer destaques (o que eu gosto muito)

Mesmo com tudo isso, ainda não comprei meu Kindle. Ainda achava o preço salgado - estava de olho na versão com luz.
Ai recebi uma promoção por email: Kindle por R$219,00 e mais R$20,00 para gastar com e-books e frete grátis.
Era o meu sinal.  Comprei a versão básica mesmo, sem luz, acho que o custo-benefício para minhas necessidades é suficiente. Se precisasse constantemente ler no escuro sem incomodar ninguém, a escolha natural seria o dispositivo com luz, não é o meu caso.

Agora deixe-me contar como todas as minhas expectativas foram superadas nos primeiros momentos com meu Kindle em mãos.
Ah, adquiri duas unidades. Sim, comprei um para minha mãe e ela não teve nenhuma dificuldade de ligá-lo e utilizá-lo a primeira vez sem minha ajuda.

Fácil de configurar - em poucos instantes ele já estava pronto para usar. Vem com um e-manual que apresenta todos os recursos do Kindle para o usuário aproveitá-lo ao máximo.

Área de transição de páginas - uma das coisas que mais gostei. Você pode segurar o e-reader com qualquer das mãos e vai conseguir passar as páginas ou acessar o menu sem nenhum problema.





Construtor de vocabulário - com um simples toque, selecione a palavra desejada e veja a definição. Se estiver conectado na internet, dá para visitar a página da Wikipédia sobre o assunto. Mas não é só isso, cada palavra que você consultou fica no Construtor de vocabulário, mesmo que você exclua o livro. Ela fica inserida na frase do livro em que você marcou.






Envio de conteúdo por e-mail - cada dispositivo tem um endereço de e-mail que você pode utilizar para enviar seus documentos pessoais para o seu Kindle. O arquivo ficará disponível na nuvem de armazenamento com capacidade de 5Gb a que você, usuário do Kindle, tem direito. De lá, você pode baixá-lo para quaisquer de seus dispositivos Kindle.

Conexão com o computador - bem fácil, o Kindle aparece como um dispositivo USB comum, é só transferir o arquivo e ejetar o e-reader e pronto. Se você não tem carregador, dá para carregar o e-reader conectado ao computador também.

Loja Kindle - Comprar livros pelo site ou pelo Kindle é fácil e rápido também. Acho que para os pagos, para comprar direto do Kindle tem que habilitar a função compra com 1 click.
Comprando pelo site, você pode configurar o dispositivo padrão (se você tiver mais de um - por exemplo, se usar o aplicativo no celular ou tablet) e ele envia direto para o indicado e quando ligar o dispositivo na internet, sincroniza automaticamente.

Mas nem tudo são flores em relação ao Kindle. Que custo era mandar um adaptador de tomada, minha gente? Não, tem que comprar separado e pagar R$79,00. Menos mal que a maioria dos carregadores de celular é compatível.
Quer proteger meu Kindle com uma capinha legal? Se prepare para desembolsar mais da metade do leitor (R$119,00!!!). Absurdo!

Nada não, o meu está bem guardadinho dentro de uma capinha tipo luva da Samsung enquanto não encontro outra opção mais em conta. Fora isso, o Kindle é mara!

E agora? Abandonar os livros físicos?  Jamais! Totalmente fora de cogitação. O e-reader é mais um instrumento de acesso à leitura, mas de forma alguma substitui, para mim, o prazer de ler e ter o livro nas mãos e expô-lo orgulhosamente na minha estante. Quando pego um livro nas mãos e o folheio, mesmo que rapidamente, vem à memória diversas lembranças do que estava acontecendo não só no livro, mas na minha vida durante a leitura. É uma sensação muito gostosa. Existe uma história de como aquele livro veio parar nas minhas mãos, ele guarda em sua capa e em suas folhas as aventuras e desventuras por que já passou. Um e-book, depois de lido, é apenas mais um arquivo, não tem qualquer materialidade que lhe confira a vida próprio que o livro de papel tem.

Até a próxima!


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

A Necessidade de Mortes


No post anterior, falei brevemente sobre os 12 passos da “Jornada do Herói” e da importância dos mentores, não só para o herói, mas também para o leitor. Nesse post, vou falar sobre perdas e mortes de personagens. Inevitavelmente, vai ter spoilers, esteja avisado.

A morte de um personagem, geralmente alguém de importância para o herói da história, pode ser tanto a motivação para o herói embarcar na sua jornada quanto a grande provação que ele passa antes de finalizá-la. No primeiro caso, a morte é impactante para o personagem mas não para o leitor, pois acontece logo no início do livro, e o leitor ainda não conhece nem o mundo nem os personagens envolvidos com o herói. Esse é o caso da mãe e do irmão de Jorg Ancrath, nos livros de “The Broken Empire”.

No segundo caso, o leitor sente, juntamente com o herói, a perda de alguém querido e idolatrado, muitas vezes, o próprio Mentor sobre que eu escrevi anteriormente. Choque, espanto e surpresa são só o começo da enxurrada de sentimentos nessa hora. Dizemos que isso não aconteceu, não pode ter acontecido. Continuamos lendo para ter certeza que o personagem não morreu, mas ele morreu. Sentimos raiva do autor, dizemos que não vamos continuar lendo os livros. Até que, finalmente, aceitamos que a morte faz parte da vida, e que crescemos com ela. Somos forçados a andar com nossas próprias pernas, com as lágrimas escorrendo pelo rosto, sem ter mais alguém para nos dizer que vai ficar tudo bem. A partir daí, somos nós que passamos a dizer que vai ficar tudo bem, repetindo essas palavras na esperança que elas se tornem verdade.

Isso acontece tão recorrentemente, que, para mim, já não é mais surpresa. Eu praticamente já leio livro procurando o personagem querido do herói que vai morrer lá na frente. Vamos ver alguns exemplos (spoiler alert!!!):
  • Primeiro, os clássicos, que já se tornaram conhecidos do grande público. Em “As Crônicas de Nárnia”, Aslam morre, mas volta. Dizem por aí que esses livros são uma referência ao cristianismo, e que Aslam é o equivalente a Jesus Cristo. Então, ele ressuscita. Não satisfeito em ter matado Aslam, o autor mata, no último livro, quase todos os personagens principais. Somente Suzana fica viva, por ter abandonado a crença em Nárnia.
  • Em “Harry Potter”, muita gente morre, e Dumbledore é só o mais querido deles. Cedric, Snape, Sirius, Lupin, Nymphadora, Alastor, Fred Weasley, Dobby e até a coruja Hedwig. Incluo aqui os pais do Harry, James e Lily, que já estão mortos desde o início da história.
  • Em “Crônicas de Gelo e Fogo”, a gente já está até acostumado com personagens legais morrendo. Eddard Stark foi o primeiro e, foi com ele, que eu fiquei (meio) imunizado à morte de personagens. Depois dele, ainda vieram Robb e Catelyn. Catelyn ainda conseguiu voltar dos mortos, salva pelo sacrifício de Beric Dondarrion. Khal Drogo morreu depois de muito sofrer. Oberyn Martell é morto pelo Montanha, Gregor Clegane. Jamie Lannister se redime depois de perder a mão da espada, o que, para ele, foi pior que a morte de toda sua família. Brienne de Tarth é enforcada pela Catelyn, mas depois aparece viva de novo, o que quer dizer que ela não morreu pendurada. Jon Snow leva uma facada e pode ter morrido no final do quinto livro.
  • Em “The Darkest Minds”, a personagem principal, Ruby, acaba gostando do personagem que se torna o seu mentor, Liam. Ele não morre, mas perde a memória. Pior que isso, é a própria Ruby que entra na mente dele e apaga as memórias.
  • Em “Instrumentos Mortais”, é a vez do irmão mais novo de Izzy e Alec Lightwood, Max, morto pelo verdadeiro irmão da personagem principal Clary Frey, o Jonathan Christopher.
  • Em “Jogos Vorazes”, Rue morre no primeiro livro, Cinna no segundo, e a irmã da Katniss, Primrose, no terceiro. Além disso, a mãe delas deixa o Distrito 12 e vai morar em outro lugar, assim como o melhor amigo da Katniss, Gale. Não é a toa que a pobre entra em depressão.
  • Em “Correr ou Morrer”, o melhor amigo do Thomas, Chuck, morre no primeiro livro. Newt morre no terceiro. A menina por quem Thomas se apaixona, Teresa, também morre nesse livro. No quarto livro, “The Kill Order”, que acontece antes de tudo, todos os personagens principais morrem, mas de um jeito muito legal, levando esperança para a humanidade. Talvez, por isso, eu tenha gostado mais desse último do que dos três primeiros.
  • Na série “Divergente”, os pais da Tris, Natalie e Andrew, morrem no fim primeiro livro. Até isso acontecer, um dos amigos de Tris, Al, se suicida e Tris põe uma bala na cabeça de Will, o namorado da sua melhor amiga, Christina. No terceiro livro, Tobias ajuda a causar uma explosão, causando um dano cerebral em Uriah. Detalhe que Tobias tinha prometido ao irmão de Uriah, Zeke, que o protegeria. Sua mãe, Hana, e seu irmão, Zeke, são levados até o hospital quando as máquinas são desligadas e Uriah morre. Durante parte da revolução, o irmão de Tris, Caleb, deveria ir numa missão onde ele acabaria morrendo, inevitavelmente. Tris vai no seu lugar, e é ela que morre, deixando Tobias na fossa.
  • Por último, o que eu achei a morte mais trágica. Em “The Dresden Files”, o personagem principal, Harry Dresden, já é um adulto, e já passou por diversas provações, como ter vivido em um orfanato, ter matado o seu primeiro mentor, Justin DuMorne, ter matado a sua paixão de adolescência, Elaine Mallory (ela ainda está viva, mas Harry só descobre isso depois), quase ter sido sentenciado a morte pelo Conselho Branco (o conselho que rege as leis dos magos), e ter sido perseguido pelo Warden Donald Morgan durante o início de sua vida adulta. Além disso, no decorrer dos livros, sua primeira aprendiz, Kim Delaney acaba morrendo; sua nova paixão Susan Rodriguez, se torna meio-vampira da Côrte Vermelha e o deixa; Shiro Yoshimo, um dos Cavaleiros da Cruz, morre, trocando sua vida pela de Harry; Harry quase perde seu braço esquerdo queimado; Lasciel, a “sombra” um anjo decaído que vive na mente de Harry e acaba virando sua amiga, se sacrifica por ele; o Warden Morgan, que o perseguiu por um bom tempo, ganha a admiração de Harry, mas acaba morrendo; sua nova namorada, a Warden Anastasia Luccio, o deixa; e, finalmente, o Cavaleiro da Cruz Michael Carpenter, um dos seus melhores amigos, sofre graves e irreversíveis danos físicos durante o decorrer de um dos planos de Harry. E aí, como fazer sofrer alguém que já tem ampla experiência nesse assunto??? Simples: dê a ele mais e tire tudo de uma vez. No 12º livro, “Changes”, Harry descobre que tem uma filha com Susan Rodriguez, e que ela foi sequestrada pelos vampiros da Côrte Vermelha. Durante o livro, o escritório de Harry explode; seu carro, o Fusca Azul, é destruído; e seu apartamento é incendiado. Susan completa sua transformação em vampira, e Harry, mesmo ainda apaixonado, é obrigado pela situação a matá-la. Molly Carpenter, a nova aprendiz de Harry e filha do antigo Cavaleiro da Cruz Michael Carpenter, sofre graves ferimentos. Harry salva sua filha, mas não pode ficar com ela por causa do perigo que ela corre por ser sua filha. No finalzinho do livro, Harry leva um tiro no peito. Pior que isso?? Harry morre, mas morrer teria sido fácil demais, então ele vira um fantasma e procura do seu assassino no livro seguinte.
Menções honrosas a Gandalf em "Senhor dos Anéis", e a Mestre Yoda e a Obi-Wan Kenobi em "Guerra nas Estrelas".

Valeu,
Correspondente Anônimo

terça-feira, 24 de junho de 2014

A Necessidade de Mentores

woody harrelson as haymitch abernathy

SPOILERS!!! Essa postagem contém revelações de enredo de diversas histórias. Leia por sua conta e risco!

De uns tempos para cá, eu percebi certas características recorrentes, padrões, em livros de fantasia. Seguindo dicas da Garota_D, eu procurei na internet o que é conhecido como “A Jornada do Herói”, (http://pt.wikipedia.org/wiki/Monomito, http://www.revistafantastica.com.br/em-foco/a-jornada-do-heroi-os-12-passos-de-campbell), uma série de eventos que acontecem com o personagem principal para o desenvolvimento da história, definido por Joseph Campbell no seu livro “O Herói de Mil Faces”.

Os 12 passos são, de certa forma, os seguintes: O herói está em seu mundinho; Chega alguém (ou alguma coisa) que o chama para uma aventura; Ele recusa inicialmente; Ele encontra algum mentor que explica por que ele deve entrar na aventura; O herói entra nesse novo mundo; Passa por provações, faz inimigos e encontra aliados; Aproxima-se do seu objetivo; Ele passa por uma grande provação; O herói vence e conquista a recompensa; Ele faz o caminho de volta para casa; Nesse caminho, ele resolve alguma pendência de alguma trama secundária; Finalmente, o herói chega em casa, mais experiente e maduro, transformado pela aventura.

Nesse post, gostaria de focar no personagem do Mentor, um personagem que já vive há algum tempo na situação onde o herói está entrando agora. No caso de ficções de fantasia, os mentores explicam como é o novo mundo onde o personagem vai entrar (Hagrid, em “Harry Potter”, Sr. Castor em “As Crônicas de Nárnia”, Jace Wayland em “Instrumentos Mortais”, Linda Downey em “A Saga dos Herdeiros”) ou, no caso de o personagem já viver no mundo onde a aventura vai ocorrer, ele explica quais são as “regras” da aventura que o personagem vai ter que obedecer (Haymitch Abernathy, em “Jogos Vorazes”, Liam em “The Darkest Minds”, Magnus Bane em “Instrumentos Mortais”, Dumbledore em “Harry Potter”, Chiron em “Percy Jackson e os Olimpianos”) ou explicam alguma coisa do passado, ainda desconhecida pelo herói, para que este decida o que fazer no futuro (Aslam, em “As Crônicas de Nárnia”, Dumbledore em “Harry Potter”, Luke Garroway em “Instrumentos Mortais”, Nick Snowbeard em “A Saga dos Herdeiros”).

Entretanto, o Mentor tem uma função maior do que simplesmente explicar ao personagem principal o que está acontecendo. Ele explica ao leitor como é esse mundo fictício, nos ajudando a construí-lo em nossa mente no momento da leitura (e que perdura até bem depois de acabarmos o livro).
O grande problema é quando o personagem do Mentor não existe ou é rejeitado pelo personagem que está entrando nesse mundo novo, ainda inocente. Por exemplo (spoiler alert!!!):
  • Em “Correr ou Morrer”, um bando de crianças, sem memória, é colocado em um labirinto. O personagem principal, Thomas, é o último a entrar nesse labirinto, onde algumas crianças já estão presentes. Quem é o Mentor??? Alguma criança sem memória, claro (Alby). E aí? Como é que uma pessoa que não sabe nada vai explicar alguma coisa a alguém??? Podre. No terceiro livro da série, é dada a chance ao Thomas de ele ter as memórias de volta. E ele rejeita. Legal, né. Se a gente não sabia de nada, agora é que fica sem saber mesmo. Resultado: no final, muita gente morre.
  • Não conseguindo explicar toda a história em “Correr ou Morrer”, o autor precisou escrever um quarto livro, “The Kill Order”, que acontece antes de tudo. Nesse, o personagem principal, Marc, tem um Mentor de vergonha, Alec. Esse livro é o melhor da série.
  • Em “As Crônicas de Nárnia”, o Edmundo, por um breve tempo, tem como Mentora a Feiticeira Branca, Jadis, e não se dá muito bem. Ele a rejeita, voltando para o lado de Aslam, e dos outros. Esse é um caso em que a troca de mentores é positiva, e o Edmundo passa a ser um dos reis de Nárnia, conhecido como Edmundo, o Justo.
  • Assim como o Edmundo, em “Instrumentos Mortais”, o Jace Wayland troca, por um tempo, de Mentor, seguindo as ordens de Valentine. Com sua experiência passada, ele percebe que o que Valentine faz vai contra o que ele acredita, e o rejeita ao final.
  • Em “Dresden Files”, Harry Dresden é um detetive particular que é um mago, e investiga acontecimentos sobrenaturais em Chicago. Seu primeiro Mentor, quando ele ainda era criança, foi Justin DuMorne, que usa magia negra secretamente. Em uma briga de magos, Harry mata Justin, e quase é condenado a morte, por utilizar magia para tirar uma vida. Quem o salva é o seu segundo Mentor, Ebenezar McCoy, que o instrui, baseado em princípios sólidos, em como utilizar magia para ajudar as pessoas. Outro caso de rejeição que tem um final positivo. Isso tudo acontece antes das histórias dos livros, onde Harry já é adulto.
  • Ainda em “Dresden Files”, depois de alguns livros Harry se torna Mentor de Kim Delaney. Em algum momento, ela não segue os conselhos de Harry e acaba morrendo. Posteriormente, Harry aprende com seus erros, se torna Mentor de Molly Carpenter, que segue os conselhos de Harry, por mais que não concorde. Ela não morreu até onde eu li.
  • Em “The Broken Empire”, o personagem principal é o príncipe Jorg Ancrath. Quando criança, sua mãe e seu irmão menor são mortos, e Jorg é salvo por ser escondido em um arbusto cheio de espinhos. Ele jura se vingar de quem mandou matá-los, e essa é a história. O livro conta a história que se passa agora, quando ele vai se vingar, e a história de quatro anos atrás, quando foi o atentado. Nesse meio tempo, Jorg rejeita o seu primeiro Mentor, o tutor Lundist, e se junta a um bando de cavaleiros fora da lei para seguir seu sonho de vingança. Muito sem graça, sem noção, e sem pé nem cabeça, um menino de 14 anos matando todo mundo, a torto e a direito. O segundo livro da série é um pouco melhor, quando ele passa a ouvir mais um novo Mentor, seu conselheiro do reino, Coddin, e o seu chefe da guarda, Sir Makin. Ainda não li o terceiro.
  • Em “As Crônicas de Gelo e Fogo”, a gente vê claramente os que tiveram bons Mentores, os que não tiveram Mentores, e os que rejeitaram os seus bons Mentores, e quais desses personagens são os mais admirados pelo público. Os filhos de Eddard Stark o tiveram como Mentor, e são grandes personagens nos livros. Por seguir a filosofia do pai, Robb acabou morrendo, assim como o próprio Eddard. Bran e Arya, ainda pequenos quando o pai morreu, acabaram procurando outros Mentores, que os guiassem em suas habilidades e desejos (Brynder Rivers (Corvo de Três Olhos, Vidente Verde) para Bran, e Syrio Forel e o Sacerdote dos Homens sem Face para Arya). Jon Snow, o bastardo de Eddard, foi para a muralha, e teve como Mentor o próprio Lorde Comandante Jeor Mormont, tornando-se o novo Lorde Comandante depois da morte deste. Sansa Stark acabou indo parar com Petyr Baelish, o Mindinho, e isso não tem como dar certo. Theon Greyjoy, coitado, recusou os ensinamentos de Eddard Stark, passou a seguir seu pai, Balon Greyjoy, e acabou torturado pelo bastado dos Bolton, Ramsay. Do outro lado do Mar Estreito, em Essos, Daenerys Targaryen teve como Mentor o Khal Drogo, que passou os ensinamentos dos Dothraki. Ela se tornou a mãe dos dragões, e, como ela mesma diz, é só uma garota e não entende nada de guerras, recebe a ajuda de outros Mentores, como Jorah Mormont e Barristan Selmy. Viserys Targaryen, o auto-intitulado dragão, não tinha mentor, e acabou com uma coroa de ouro fumegante em sua cabeça. Por último, o personagem mais odiado da atualidade, Joffrey Baratheon, não teve como Mentor nem seu pai verdadeiro nem seu pai falso, e acabou morrendo envenenado em seu próprio casamento.
Esses foram só alguns exemplos para mostrar que, quando o Mentor não presta, o personagem aprendiz não presta. Quando não há mentor, o livro não presta. E, quando o mentor presta, o aprendiz presta, o herói principal presta, a história presta, e o livro presta.

Menções honrosas a Gandalf em “O Hobbit” e em “Senhor dos Anéis”, e a Mestre Yoda e a Obi-Wan Kenobi em “Guerra nas Estrelas”, este último que foi um aprendiz (padawan de Qui-Gon Jinn), um mentor rejeitado (por Anakin Skywalker, o Darth Vader) e um mentor seguido (por Luke Skywalker, filho do Darth Vader).

Valeu,
Correspondente Anônimo.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

A arte de fazer silêncio


Hoje em dia, quando todo mundo tem voz e vez (supostamente), as pessoas menosprezam o silêncio. Querem dar pitaco sobre tudo. Não se permite a abstenção da opinião.
Muita gente acha o silêncio constrangedor. Pelo contrário, o ato de permanecer em silêncio entre outras pessoas pode demonstrar intimidade, cumplicidade, uma verdadeira transmissão de pensamento.
Isso fica bem claro se você observar pessoas que convivem juntas durante muito tempo. Elas completam as frases uma da outra, comunicam-se através de olhares significativos.
Eu sou uma pessoa tagarela, eu assumo, mas cada vez mais eu percebo a preciosidade que é o silêncio, a contemplação, a reflexão.
Talvez nesse momento em que estou sendo bombardeada com a companhia de pessoas que estão me importunando com sua tagarelice, eu me olho e percebo que posso ser mais comedida.
No final das contas, acho que o problema não é a tagarelice em si, mas a impertinência dela. De o tagarela não perceber que está incomodando extremamente.
Se você fala, fala e fala e seu (suposto) interlocutor (vulgo penico) não responde ou apenas balança a cabeça, eis sua primeira dica.
Se deixa você falando sozinho e, a despeito dessa grande pista, você o segue e continua o blá, blá, seu caso é crônico.
Os meus 'problemas' eu estou aguentando enquanto posso, antes de ser grossa e mandar calar a boca. Mas até para isso há uma oportunidade certa.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Eu fui: Museu da Imagem e do Som - Fortaleza

Entrada - Leões de Porcelana - Vindos da Cidade do Porto em Portugal

Férias em Fortaleza em dias de chuva, a pessoa tem que inovar.
Bem, passei várias vezes pela frente do Museu da Imagem e do Som - MIS, mas nunca tive oportunidade de fazer uma visita, até agora.
Vitrola

Segundo seu site institucional, o MIS é responsável pela preservação, difusão e pesquisa da memória audiovisual do Estado.
O museu está localizado na Av. Barão de Studart, 410, em frente ao Palácio da Abolição.
Ainda segundo informações institucionais: “Atualmente o acervo do MIS-CE é estimado em 150 mil peças entre discos de música brasileira e internacional (de 78, 45 e 33 e ½ rotações), CD’s, fitas de áudio, de rolo, cassete e micro-cassete, um acervo de imagem (fotografias cópia papel e digital) com imagens de Fortaleza Antiga, de outros municípios cearenses, de personalidades, festas e folguedos populares, artistas populares (cordelistas, artesãos, escultores, etc) cromos e negativos, filmes de diretores cearenses e registros de danças e festas da cultura popular tradicional (em diversos formatos como vídeos betacam, betamax,VHS e super VHS, DVD, H-8, películas de 16mm e 35mm, etc.), depoimentos de personalidades da história do Ceará, cordéis, partituras e muitos outros objetos que contam a história registrados em suportes audiovisuais. ”
Monóculos

Gramofone

Bem, quando cheguei lá, achei tudo meio abandonado. Fora o vigilante que encontrei na entrada, só vi de relance outras pessoas que talvez trabalhasse no museu. Vi poucas peças a mostra, que foram basicamente essas que aparecem nas fotografias aqui exposta. Sem falar, no projetor de origem francesa que está exposto em ambiente quase externo e com diversos pontos de ferrugem.
Câmeras Fotográficas

Pude admirar algumas máquinas fotográficas e projetores antigos. Destaque para a sessão em são expostos monóculos, que são pequenos cones com uma lente a uma imagem para ser visto contra a luz.
Projetor de Cinema - França - 1950

Fiquei bastante decepcionada. E olhe que há um tempo atrás visitei uma exposição de Memória da Imagem e Som no Núcleo de Informação Tecnológica e pude apreciar uma quantidade bem maior de peças e com mais informação disponível.
A despeito disso, se estiver pelas redondezas, não deixe de passar no MIS, a entrada é gratuita e a nostalgia é garantida!

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...