Sabe quando você reclama da vida e da mesmice e torce por uma mudança repentina e que tudo vire de pernas para o ar?
Bom foi justamente o que aconteceu comigo.
Vinha em uma vida sofrida de concurseira, desde o fim da faculdade. Ou melhor, devo dizer que emendei tudo.
Ai os primeiros resultados começaram a chegar: passei em boas colocações em diversos concursos.
Mal sabia eu que a parte mais difícil ainda estava por vir: a nomeação. Porque afinal em concurso, não basta ser aprovado, tem que nomear.
A aflição da espera estava corroendo meus nervos e meu bolso, porque não fiquei deitada em berço esplêndido esperando a nomeação cair do céu.
Nessa toada, viajei boa parte do Brasil fazendo provas e estudando sempre.
Mas toda essa aventura cansa e eu tinha me dado um ultimato: se até o meio do ano de 2012, não houvesse nomeação, eu iria causar a mudança, precipitar os eventos. Estava cansada de esperar ver os frutos do meu sofrido esforço de estudante.
Bom, não posso reclamar, porque em março, um furacão se instalou na minha vida. Foi ai que desencantou a magia concursal e tudo começou a acontecer.
Fui chamada para cursar a formação de oficiais na Marinha no 1º Distrito Naval no Rio de Janeiro. De perfeitamente paisana a marcialmente militar de uma hora para outra.
Foi duro, sim, foi sofrido, sim, mas foi uma senhora experiência de vida. Conheci pessoas incríveis e passei por eventos que uma vida civil não poderia me dar. Surpreendi-me porque me adaptei muito melhor do que imaginava.
Na Marinha, aprendi a marchar, cantar todos os hinos possíveis e inimagináveis (os quais já esqueci =P), comandar um pelotão, manejar e desmontar uma arma, combater incêndios, viver em grupo e principalmente a ter espírito de corpo.
Além disso, fiz o estágio para aprender a morar sozinha. E quando falo sozinha, quero dizer longe da minha família, porque sozinha eu nunca estava. Durante a semana, ficava no alojamento e tinha a companhia das minhas excelentíssimas campanhas militares. O 3 Bravo era sem sombra de dúvidas o melhor alojamento. No final de semana, estava na casa dos meus tios.
E quando eu achava que a vida militar tinha me conquistado, tudo muda de novo.
Aprovada no concurso do TRE-CE (Tribunal Regional Eleitoral do Ceará), joguei minha farda para o alto e corri de volta para o Ceará. Vim fazer os exames para a nomeação, e enquanto isso rolava o desligamento lá na Marinha.
Quando finalmente acabaram os procedimentos, fui liberada. Bem me lembro, era dia 12 de julho. E no dia 13, fui nomeada em Cuiabá-MT em razão do concurso para o Tribunal Regional do Trabalho. E no mesmo dia 13 marcaram a minha posse em Fortaleza para o dia 16 de julho.
Ãh? O que? Oi?
Bem, diz a lenda concurseira que, quando chamam em um chamam em todos.
Esse foi um dos finais de semana mais dramáticos da minha vida. Eu tinha dois dias para decidir meu futuro.
No Ceará eu iria para o interior do interior do interior em Novo Oriente, que nunca na vida, tinha sequer ouvido falar e para trabalhar com direito eleitoral às vésperas de uma eleição municipal. Em Mato Grosso, havia bem mais opções, eu ia para um local mais desenvolvido, com melhor estrutura de vida, etc e direito do trabalho tinha sido minha sina desde o exame da Ordem. Convenci todo mundo que era melhor ir para Cuiabá.
Mas o coração ainda estava apertado. Alguma coisa não estava certa. Na segunda-feira, quando entrei em contato com o Tribunal descobri que existia uma chance grande de eu não conseguir ir para a capital. Pensei, interior por interior, fico no Ceará.
No dia 16 de julho, então, tomei posse como Analista Judiciária lotada no cartório da 99ª Zona Eleitoral formada por Novo Oriente e Quiterianópolis. 400km de Fortaleza.
Dia 17 arrumei as malas e dia 18 amanheci na minha nova cidade. E estou aqui desde então. Fui muito bem recebida. Meus colegas de trabalho são ótimos.
O que pega é a Eleição. Logo eu que nunca fui mesária, sequer sabia meu título de eleitor decorado, agora tenho que organizar uma.
No começo deu um desespero, tanta coisa em pouco tempo. Mas não faltaram pessoas dispostas a ajudar. É incrível como todos estão juntos para que tudo dê certo no final.
Enquanto isso, tive que aprender a morar sozinha. E dessa vez, sozinha só, largada às traças.
Aluguei um quarto em uma pousada. Eu, uma cama, uma tv, um ventilador e as minhas malas. Uma desolação só.
O clima me pegou de jeito. Eu que dormia toda empacotada no friozinho da cidade maravilhosa fui jogada na antessala do inferno. O tempo aqui é muito quente e muito seco. Nos primeiros dias, a garganta amanhecia seca e arranhando muito, como se estivesse com uma baita crise.
Ia para o trabalho a pé, uns bons 15 minutos pelo acostamento da estrada, de sombrinha, com o suor pingando pelo cotovelo e os pés fervendo.
As coisas começaram a melhorar quando minha mudança chegou. Correspondente Anônimo veio em meu socorro, trazendo meu carro e mil coisas enviadas pela minha amada mãe, que com seu toque mágico, transformou meu trágico quarto de pousada no meu cantinho, meu lar.
Se não bastasse toda essa confusão na minha vida, para piorar, Correspondente Anônimo ainda estava se preparando para ir para o exterior do exterior dos Estados Unidos. Essa viagem foi nossa despedida. =(
Um ano separados. Isso é triste, muito triste.
Pelo menos a eleição me distrai! =P
Bom, as coisas melhoram a partir dai. Já tinha algo que podia chamar de casa. Estava fazendo todas as refeições fora. Aqui em N.O não há muitas opções.
Cansada de tomar água, suco de caixinha e toddynhos quentes, tomei coragem e comprei meu primeiro eletrodoméstico de vergonha: uma geladeira. Um salto na minha qualidade de vida.
Agora eu podia viver feito gente. Ou quase. Quando saiu o primeiro salário, depois de pagas as contas foi a hora de mobiliar o meu lar. Comprei um micro-ondas, um jogo de jantar e agora eu podia até receber visitas na minha humilde residência.
Morar sozinha não é tão ruim. Cuidar da minha pequena casa não tem se mostrado muito difícil. Estou até conseguindo gerenciar minhas finanças. Mas chegar em casa e não ter ninguém te esperando é meio depressivo, por isso o telefone me socorre.
Voltando ao trabalho. Meus clientes, os eleitores, são, em regra, muito bons de se lidar. Muitos deles são bem humildes. E isso me colocou em situações bem inusitadas.
Certa vez chegou uma senhora me dizendo que precisava colocar o nome do marido no título eleitoral. Perguntei de novo e ela disse a mesma coisa. No final das contas, ela na verdade, queria mudar o estado civil de solteira para casado no cadastro. Ufa!
Perdi a conta de quantas vezes ouvi o pessoal me pedindo para ver se o título ainda funciona/presta, visto que passaram muito tempo sem votar.
Deve ser parecido com o que um médico recém-formado sente quanto vai consultar no interior.
Meus outros clientes são os membros das mesas receptoras de votos, comumente chamados de mesários, ah esses sim me dão trabalho. Foram 512 inicialmente convocados, 91 substituições realizadas e contando. Sete turmas de treinamento e mais uma para os faltosos.
Além disso, tratar de toda a logística das eleições, desde o que vai para seção até como vai ser feita a apuração.
A vida no interior tem muitas restrições, a principal delas é a internet. Aqui tem, mas quase faltando. Nem a do trabalho escapa. Mil anos para baixar o menor dos arquivos.
A distância também não perdoa. Para chegar os materiais também é uma eternidade. E para ir para casa são 6h30 de viagem de ônibus por estradas esburacadas.
Mas por outro lado, é bem mais fácil e barato ir à Fortaleza do que se estivesse em Cuiabá.
Outro problema é que todo mundo sabe que você é forasteira, onde você trabalha e logo também onde mora. Mas às vezes, penso se isso é de todo ruim.
As aventuras continuam por aqui. O furacão 2012 deu uma acalmada, mas estou profetizando que ainda vai sair mais uma nomeação: depois que eu passar pelo batismo de fogo das eleições, no apagar das luzes da validade do concurso, o TRT do Ceará vai mandar me buscar.
Mas por enquanto, só posso sonhar e dar cargas nas urnas!
Todo mundo votando nessas eleições, façam valer o esforço de todos os servidores que preparando tudo para a festa da democracia acontecer!
Um pouco de tudo e muito de nada. Livros, comida, filmes, viagens físicas e, às vezes, metafísicas... Nada escapa!
domingo, 16 de setembro de 2012
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Saindo do ninho
Há três meses estou morando fora de casa e tenho que dizer: é difícil cortar o cordão umbilical. É complicado sair do ninho e dar um vôo solo assim. Mas, com certeza, foi importante para meu crescimento como pessoa. Aprendi muita coisa, entre elas, lavar e passar roupa, etc. Cozinhar, bem, ainda tenho que ticar esse evento.
Quanto às minhas finanças, é bom demais a sensação de ganhar seu próprio dinheirinho! Ainda peço para Mamis cuidar das minhas contas, porque sou desorganizada, mas fora isso, não sou nenhuma pródiga.
O mais importante, no entanto, foi que aprendi a valorizar os momentos em casa, com a minha família, bem como com meus amigos.
Conheci muita gente diferente, passei por experiências incríveis e sei que ainda tenho muito o que aprender e estou pronto para ir em frente.
Mundo, aqui vou eu!
Quanto às minhas finanças, é bom demais a sensação de ganhar seu próprio dinheirinho! Ainda peço para Mamis cuidar das minhas contas, porque sou desorganizada, mas fora isso, não sou nenhuma pródiga.
O mais importante, no entanto, foi que aprendi a valorizar os momentos em casa, com a minha família, bem como com meus amigos.
Conheci muita gente diferente, passei por experiências incríveis e sei que ainda tenho muito o que aprender e estou pronto para ir em frente.
Mundo, aqui vou eu!
quinta-feira, 8 de março de 2012
Não seja vítima!
Na vida sempre vamos encontrar pessoas que vão nos maltratar, humilhar ou coisa pior, mas cabe a nós escolher se seremos apenas vítimas ou tiraremos lições disso e nos tornaremos mais fortes para enfrentar o que há por vir. É hora de virar a mesa e seguir em frente!
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Eu li: Coleção Jogos Vorazes
COLEÇÃO JOGOS VORAZES - Suzanne Collins
1.Jogos Vorazes
O que antes era a América do Norte, tornou-se Panem, um conglomerado formado por 13 distristos e comandado pela Capital. O 13º distrito foi completamente destruído por ter se rebelado contra Capital. A fim de relembrar aos demais distritos dos horrores da guerra e evitar novos levantes, foram estabelecidos os chamados "jogos vorazes". Cada distrito envia uma pessoa de cada sexo entre 12 a 18 anos, chamados "tributos" e estes são colocados em uma arena onde devem lutar até a morte. Esse é o ambiente em que se desenvolve a história. Katniss, de 16 anos, orfã de pai, morto nas minas de carvão ( a principal atividade do distrito 12) se oferece como voluntária para substituir sua irmã mais nova, que foi escolhida para ir aos jogo vorazes. Juntamente com Peeta Merllak, Katniss representará o distrito 12 naquela que será um edição de jogos inesquecível.
2.Em chamas
Por meio de uma gambiarra, Katniss e Peeta conseguem vencer juntos os jogos vorazes. A Capital, entretanto, não vê com bons olhos essa atitude. Durante a Turnê dos Vitoriosos é possível notar os efeitos que o artifício usado por Katniss exerce nos demais distritos. Enquanto isso, começam as preparações para o Massacre Quartenário, um tipo de edição especial dos jogos que ocorre a cada 25 edições dos jogos vorazes. Dessa vez, os tributos serão sorteados entre os vitoriosos. Assim, Katniss está de volta à arena.
3.A esperança
Acontece um grande evento no final do segundo livro. Katniss foi resgatada pelos rebeldes, comandados pelo distrito 13 e será preparada para ser o símbolo da revolução que poderá por fim à hegemonia da capital.
Pronto, tentei não dar muitos spoilers, mas não dá para falar de uma coleção sem revelar alguns detalhes, né? Bem, fiquei simplesmente hipnotizada pelo primeiro livro, terminei em 1 dia e meio, porque estava economizando. Mas mesmo depois do livro fechado, a história não saía da minha mente. Suzanne Collins vai construindo a tensão durante o capítulo e condena o clímax na última frase. Nós somos apresentados a uma realidade extrema e junto com ela, conhecemos personagens marcantes que cativam nossos sentimentos, seja amor seja ódio, o que não dá é para ficar indiferente.
A preparação para os jogos, para mim, foi uma das melhores partes. Ver os personagens chocados com a diferença desproporcional entre a riqueza da capital e as condições terríveis a que eram submetidos as pessoas nos distritos. Os jogos em si contém uma parte meio parada, em que as coisas se desenvolvem longe dos personagens principais, mas a reta final é bastante emocionante.
O segundo livro, vemos os impactos da artimanha de Katniss, a comoção causada nos distritos e um fio de compreensão de que as coisas podem ser mudadas, mas também o quanto isso será perigosos para as pessoas que Katniss mais ama. O massacre quarternário é eletrizante.
No terceiro livro, o negócio começa a se arrastar. A arena dos jogos foi destruídas e os rebeldes resgataram Katniss, Beete e Finick, deixando para trás Peeta, Joana, entre outros. Os resgatados são levados para o distrito 13 que está reconstruido e a todo vapor no subterrâneo de suas antigas ruínas. A gente fica esperando pela batalha final que só falta não chegar e quando chega, passa batida... Katniss passa mais tempo dopada do que acordada.
Com o resgate de Peeta vem a invenção maluca de telessequestros, que não dá para engolir nem com muita boa vontade. Só falta não acabar... Acho que podia ter sintetizado mais e colocado a essência desse livro forma integrada ao segundo livro.
Está previsto o filme baseado no primeiro livro para esse ano, vamos ver no que vai dar!
Que a sorte esteja sempre ao seu favor!
foto: http://garotait.com.br/dicas/indicacoes-de-ferias/
Se você quiser ler uma resenha de gente grande sobre essa coleção, veja os links abaixo:
Jogos vorazes
Em chamas
A esperança
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Eu fui (e voltei!): Fortaleza-Rio de Janeiro de ônibus
Uma experiência inesquecível, tanto que nunca mais espero ter que repeti-la na vida. Não vou revelar, por enquanto, os motivos que me levaram a fazer tal viagem dessa forma. Mas posso contar os detalhes sórdidos!
Tudo começou em uma terça feira (saída 14h -chegada no RJ quinta feira quase12h). E posso dizer que já começou mal porque o ônibus já chegou atrasado. Depois, foi embarcada tanta bagagem que parecia que todo mundo ia se mudar daqui. Eu estava levando duas malas, um delas só com o material para usar no ônibus, visto que são cerca de 2 dias de viagem daqui até o Rio de Janeiro. Para minha sorte, a cadeira do meu lado foi vazia o tempo inteiro e tinha bastante espaço entre uma poutrona e outra. (estimo entre 50cm a 70 cm) Se houve aquele espaço nos aviões iria ser perfeito. Espaço para pôr os pés. Um ponto a favor do ônibus. A cada mais ou menos 3h era feita uma parada e a cada mais ou menos 7h, o motorista era trocado. Isso é extramente importante para a nossa segurança. Um motorista disposto é um motorista alerta.
Como sabia que ia enfrentar longas e intediantes horas, solicitei a senhora LadyReaper do http://paponosense.blogspot.com, que me indicasse um livro que foi tão envolvente que eu não conseguisse largar. Resultado: levei "Jogos Vorazes" que devorei em um dia e meio e só porque estava me divertindo com outro livro de leitura obrigatória. Fantástico! Depois falo dele para vocês. E o segundo livro foi "Não conte a ninguém", muito bom também. Esse fui economizando para durar a viagem de volta.
Além dos livros, levei passatempo. Adoro resolver palavras cruzadas. Recheiei o mp4 de músicas e aulas para ir ouvindo no caminho e continuar os estudos (nerd é osso).
Banheiros e banho
Banheiro de ônibus, assim como de avião, é só para casos de vida ou morte. Então, minha política foi de, a cada parada, descer, esticar os músculos e resolver tudo o que precisava no banheiro dos postos/ponto de apoio rodoviário/restaurante/rodoviária. Muitos locais em parávamos exigiam pagamento para o uso do banheiro. Até ai tudo bem, mas o problema é que tinha lugares imundos, destruídos. Fala sério! Se vai cobrar, pelo menos preste um serviço de qualidade. E o papel higiênico era milimetricamente distribuído. Pelo menos, ninguém pode reclamar de desperdício.
O banho era um problema a parte. O medo de perder o ônibus e o incômodo de levar quase meio mundo de coisas para dentro de um espaço mínimo em que não havia lugar para pendurar nada deixava a situação supertensa. Meu primeiro banho na viagem foi de água quente, mas quente mesmo, na verdade, pelando! Socorro! Na volta já estava por dentro dos macetes e fui mais bem preparada e arrumei um banho frio e refrescante nas terras baianas.
Comida
Como falei em um post anterior, estou de dieta. Imaginei a dificuldade de seguir à risca as recomendações da nutricionista, mas não achava que ia gastar boa parte dos recursos da minha viagem com comida e que não era lá essas coisas não viu... nessa brincadeira, acabei emagrecendo 1kg. E assim nasceu a dieta do ônibus. Desculpem-me os baianos, mas foi por ai que os valores eram mais exorbitantes. Já em Minas, não posso deixar de falar do pão de queijo delicioso e no preço que eu comprei e comi com gosto de quero mais. "Bão demás"!
Na volta, não pensei duas vezes, passei no supermercado, comprei tudo que queria e precisaria para os dois dias da volta (inclusive papel higiênico=P). Economia total. Em proporção, gastei apenas 30% do valor para alimentação da ida com comida na volta. E comi bem, frutas, inclusive. (Por frutas, entenda-se bananas).
Trilha sonora
O pessoal tanto que fez que conseguiu convencer um dos motoristas a ligar o DVD. Começamos a ver o show do Alexandre Pires, que travou irreversivelmente e foi desligado. Alguém, maleficamente, andava com os DVDs de Paula Fernandes (exibido 3 vezes), Aviões do forró (exibido 2 vezes) e Eduardo Costa (exibido 1 vez) e tivemos de ouvir em som altíssimo durante toda a viagem. Meu gosto musical foi afetado irreversivelmente. "Se ele não te ama, se ele não te quer, vê se me esquece/Se me odeia, deita na BR, se me odeia, deita na BR! Vai, daquele jeito!" =D
Companhias
Passando quase 2 dias com um grupo de pessoas não tem como alguma coisa não dar errado. Havia uma pobre velhinha que não detinha mais o controle de sua bexiga. Então, precisava ir ao banheiro do ônibus de 20 em 20 minutos. Até ai tudo bem. Tudo bem, nada! Ela só ia quando o ônibus estava em movimento, vinha trombando e caindo, o que mobilizava todos os passageiros para ampará-la e ainda deixava um banheiro com uma aroma que nada parecia com o de rosas...
Atrás minha poltrona, vinham dois rapazes, funkeiros, que cantavam insistentemente as mesmas músicas, normalmente nas horas impróprias e nas horas que eu estava para dormir. Posso dizer que, pelo menos, tinham uma boa voz para cantar.
Mas comparada com a volta, isso foi fichinha.
Já no começo do meu retorno, um cidadão embargou no ônibus com uma garrafa de rum, que entornou sozinho. Depois veio conversar com outros rapazes que estava nas poltronas atrás das minhas (novamente a cadeira do meu lado veio vazia). Quando cidadão, que a essa altura estava totalmente bêbado, perguntou se podia sentar do lado de um dos homens com quem conversava. Diante da recusa do outro e com os brios feridos, voltou para sua poltrona. Estava vendo a hora de ele ser arremessado pelo vidro frontal do ônibus, tal era a maneira como ele cambaleava.
Foi acudido por dois senhores que tentaram fazê-lo sentar, mas sem sucesso.
Ele foi nocauteado depois de bater a cabeça no maleiro do ônibus e dormir (para não dizer que ficou inconsciente) boa parte do 1º dia de retorno. Depois acordou bem, sóbrio e provavelmente com uma dor de cabeça tão inesquecível quando a minha viagem.
Justamente quando eu pensava que tudo ia melhorar, outra leva de rapazes começou a beber. Na segunda exibição do DVD do Aviões, havia dois deles sem camisas dançando forró no meio do ônibus em movimento.
No final da viagem, eu já não conseguia nem sentar direito. Usei todas as posições possíveis e imagináveis.
Condição das estradas
Infelizmente em diversos trechos, a BR 116 está uma cratera só. Buracos que tomam faixas inteiras da pista e que não oferecem outra alternativa a não ser passar por dentro deles. Acho um verdadeiro milagre a viagem ter corrido sem qualquer problema mecânico no ônibus. De qualquer modo, a cada parada mais longa, o ônibus era verificado e tal.
Veja: http://baixioceara.net/trechos-da-br-116-entre-ico-e-jaguaribe-e-o-3%C2%BA-pior-do-pais
Você já deve estar se perguntando: "Afinal, teve alguma coisa boa nessa bendita viagem? Teve sim. O Brasil é simplesmente incrível. Passagens belíssimas. Visual fantástico. Isso fez o esforço valer a pena. Claro que seria melhor parar mais tempo para apreciar os locais e tal, mas não se pode ter tudo.
Como disse no início foi, sem dúvida, uma experiência inesquecível. Esse tipo de coisa serve para gente valorizar o que tem, principalmente no que diz respeito a conforto e paciência. Acho que nunca mais vou me queixar de atrasos aéreos, por exemplo. Troco sem nem pestanejar 45h de ônibus por 3h de vôo com escala, conexão e o escambal. Dá para sentir falta até da barrinha de cereal da companhia aérea. Mas se perguntar se eu encaro de novo uma viagem longa assim, mas de carro, aproveitando para conhecer tudo, pode ter certeza que sim. Eu quero desbravar o Brasil e conhecer tudo que tem de bom por aqui.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Red Hot Chili Peppers: Monarchy of Roses - Clipe novo!
Novo novíssimo clipe do RHCP. Ainda estou ressentida com a saída de J. Frusciante. Não consegui sequer ouvir o novo álbum todo. =( Achei o vídeo interessante. Confiram:
Já sinto falta dos solos alucinantes de John Frusciante.
Já sinto falta dos solos alucinantes de John Frusciante.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Eu vi: Once upon a time - episódio piloto
A nova safra de séries do segundo semestre de 2011 tem opções para todos os gostos. Se não me engano, foi LadyReaper que me falou desta em especial. Once upon a time conta a história de uma maldição que roubou os finais feliz dos contos de fadas e aprisionou os personagens no mundo real, paralisados no tempo e desmemoriados.
Alerta de spoilers (mas são leves =P)!
O bebê da Branca de Neve e do Príncipe seria a salvação de todos. A criança é enviada para o mundo real e quando completar 28 anos deve voltar ao lugar onde os personagens estão aprisionados para iniciar a batalha final.
Enquanto isso, no mundo real, Emma (Jeniffer Morisson - A Cameron em House), especialista em encontrar pessoas, é confrontada por um garoto que diz ser seu filho e pede que ela retorne com ele para Storybrooke, Maine. Segundo ele, ela é o bebê da história acima, mas quando chegam à cidade, nada acontece. OK. Paro por aqui. Acho que já deu para entender o esquema.
Sou meio suspeita para falar porque adoro contos de fadas, muito mesmo (Falando nisso, há outra série, chamada Grimm, que também usa contos de fadas)! O enredo da história me chamou atenção em primeiro lugar em razão disso. Segundo, há um viés mais adulto e como se trata de uma série de drama, podemos esperar personagens um pouco mais profundos (ou não...). Terceiro, despertou a curiosidade de como será o desenrolar da trama. Em resumo, não fiquei sofrendo para ver o próximo capítulo, mas quero sim vê-lo.
Acho que ainda é cedo para formar uma opinião mais concreta, mas por enquanto, recomendo. =D
Boa diversão!
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Eu li: Querido e devotado Dexter e 90 livros clássicos para apressadinhos
Querido e devotado Dexter
Jeff Lindsay
272 p.
Planeta
Comecei a assistir Dexter e simplesmente viciei. Depois de assistir todos os episódios, a providência lógica era buscar os livros. O problema era o preço, esperei longos anos (isso mesmo, quase 2 anos) para comprar Querido e devotado Dexter (segundo livro da série, o 1ª Darkly Dreaming Dexter aparentemente não saiu em português...)e Dexter, a mão esquerda de Deus (terceiro livro) por preços razoáveis, e por razoável, quero dizer R$ 20,00 cada! Oferta imperdível garimpada por LadyReaper na Bienal de Livros do Rio de Janeiro desse ano.
Spoiler Alert!!!
A história difere bastante da série em diversos pontos. Deborah Morgan, irmã de Dexter parecer ter uma vaga idéia da real natureza do irmão serial killer. Cody, filho de Rita, tem tendências de psicopata, o que deixa Dexter fascinado e louco para passar seus ensinamentos e iniciá-lo no código de Harry (seu pai adotivo). A tenente Laguerta está morta e não é Dexter que dá cabo do Sargento Doakes. Deborah Morgan se envolve romanticamente com um tal Kyle Chutsky (e não, Frank Lundy como na série). Dexter nos conta que Masouka supostamente também reproduz emoções sem realmente senti-las, da mesma forma que o nosso amado protagonista faz.
Quanto a Dexter, temos o nosso querido monstrinho de sempre, com mais comentários inteligentes (às vezes, não...) e a atuação do Passageiro das Trevas e a Necessidade são bem mais claras.
Essa diferença foi ótima porque tornou a leitura ainda mais interessante e na minha opinão, as adaptações feitas para a séries foram acertadas. A essência de Dexter está nas duas mídias e nos conquista de igual forma.
90 livros clássicos para apressadinhos
Herink Lange e Thomas Wengelewski
192 p.
Galera Record
Esse livro li de uma sentada só, em uma livraria em Aracaju. O autor se propõe a falar sobre diversos títulos literários em pouco mais de 3 quadrinhos. Apesar de ter muitos entusiastas, não gostei muito deste livro. Achei difícil de entender o resumo de muitos livros, inclusive, alguns que eu já tinha até lido. A proposta, sem dúvida, é boa. Eu apoio tudo que incentive e instigue a leitura. E por causa disso, recomendo o livro. Acho que ela desperta a curiosidade para incluir novos títulos nas nossas listas de leitura. E no final das contas, pode ter sido por eu ser apressadinha demais e ter lido tudo de uma vez só, eu tenha tido uma primeira impressão errada. Não deixe de conferir. Alguns exemplos do quadrinhos estão dispostos abaixo:
domingo, 16 de outubro de 2011
iPhone
Descobri esse vídeo outro dia desses e fiquei pensando quanta tecnologia de futuro que já deve existir nos grandes laboratórios de pesquisa e que simplesmente ainda não está à venda por não terem conseguido (ainda) desenvolver o produto de forma que fique a um preço comercializável.
É o jeito esperar. ;-)
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Sugarfree
Vão desculpando o estrageirismo do título. Quero dar meu testemunho de que é possível se livrar do vício em açúcar e sal. Como toda mulher que se preza e que engorda com facilidade, tentei sem sucesso as mais diversas dietas mirabolantes (inclusive esse blog em tempos imemoriais começou como um diário de dieta, o D do garota D é de diet =D, fim do mistério!!!). Por que não funcionava?
1. Sem acompanhamento de um profissional.
2. Com restrições alimentares extremas e torturantes.
Cansei de dar desculpas a mim mesma e resolvi procurar uma nutricionista e tomar jeito na minha vida. Contei todas as minhas manias, minhas comilanças, assaltos à geladeira, compulsão por doces e salgados. A medida que eu ia contando, ficava assustada com o tamanho do poder que o açúcar e o sal exercem na minha vida. É como se eu estivesse me vendo viciada em cigarro. A decisão foi tão drástica que fechei um plano de um mês de refeições prontas especialmente preparadas para uma dieta balanceada.
Resisti bravamente, mesmo como pessoas como LadyReaper preparando biscoitos maravilhosos no período mais crítico da minha dieta.
Ontem tinha uma festa de aniversário para ir e ia ter bolo. Era a minha primeira dose de açúcar em 10 dias. Pensei sinceramente que ia pôr tudo à perder, mas não. Comi o bolo, que estava gostoso, sim (foi feito com menos açúcar do que o normal), mas bastou, não senti o impulso de comer outro pedaço. Fiquei orgulhosa, foi uma vitória maior do que o peso e as medidas que já perdi.
O sal é outra vitória a parte. Posso dizer que agora sinto o real gosto da comida. Sem falar que dei uma 'secada' só em razão de ter conseguido atenuar a retenção de líquidos.
Mas não espere me encontrar magérrima porque com uma dieta responsável a gente emagrece aos poucos e eu ainda estou no início de um longo caminho, mas eu chego lá.
Sabe o que é melhor de tudo isso? São os outros efeitos:
1.Pele mais bonita e bem menos oleosa.
2.Dormir melhor
3.Intestino funcionando como um relógio
4.Mais disposição
5.Upgrade na autoestima
Resumindo: sou feliz porque sou saudável e gostaria de convidar todos a fazer o mesmo! Reduza o sal e o açúcar e sinta o gosto das coisas de verdade! Sua vida vai mudar!
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