segunda-feira, 6 de maio de 2019

#5min Dia 1




Gosto muito de ler. Acho que dizer só isso é pouco.
Acho que é mais preciso dizer que adoro loucamente ler.
É uma forma incrível de viajar (outro dos meus maiores amores na vida) e,
em decorrência disso, gosto de escrever.
Às vezes me deparo com uma ideia legal, que acho que daria uma boa história.
A preguiça, entretanto, chove na minha parada.
Ou assim eu pensava.
Hoje percebo que o maior problema é achar que o que eu escrevo não é bom o bastante,
talvez até para mim mesma, minha maior e mais ferrenha crítica.
Quando vejo alguns textos que escrevi há algum tempo,
a primeira sensação é de estranheza, como se eu não os estivesse elaborado
e a segunda é de que dá para aproveitar alguma coisa.
Então, resolvi desenvolver meu hábito de escrever, sem compromisso,cinco minutos por  dia.
Vamos ver o que vai dar.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Eu li: SOB A REDOMA



TESTEMUNHO LITERÁRIO: COMO RELER SOB A REDOMA ME PERMITIU FAZER AS PAZES COM MEU AUTOR FAVORITO


Em 2017, bolei um desafio literário megalomaníaco e nesse meio tempo tudo deu errado.

Sofri lendo os livros que escolhi, mesmo sendo do meu autor favorito e me decepcionei com ele e comigo mesmo.
Participar da leitura em conjunto promovida pelo Navegando (@onavegando) no Youtube para ler “Sob a Redoma” me possibilitou coisas maravilhosas e, entre elas posso destacar:


Mudança de opinião sobre releituras


Em um mundo com tantos títulos para ler, sempre fui contra reler livros, porque queria dedicar o tempo a conhecer novas histórias.

Reler “Sob a redoma” me fez entender que revisitar uma história, principalmente uma de que se gosta é muito gratificante e permite ter uma nova visão sobre ela, perceber nuances que passam despercebidas em uma primeira leitura.
Fiz várias anotações, consegui fazer várias conexões que só são possíveis quando se conhece a história por inteiro.
Em resumo, incorporei releituras nas minhas metas literárias.


Fazer as pazes com Stephen King


Como minha irmã bem destacou, com um autor que escreve tanto quanto SK, é claro que nem sempre teremos a mesma qualidade em todos os trabalhos.E não há nada mais natural de que não gostar de todos os livros. No final das contas, eu não fiquei brigada com meu autor preferido, mas comigo mesma por achar que eu precisava imediatamente gostar de tudo e qualquer coisa que ele escrevesse. Passada a ressaca prolongada que eu senti em razão de Revival, voltei a ler Stephen King e estou redescobrindo minha paixão pelo autor, de forma crítica, entendendo o que mais gosto nele e também o que não gosto.


SINOPSE(SEM SPOILERS)


De repente a pequena cidade de Chester's Mill é isolada do resto do mundo por uma barreira praticamente impenetrável, exceto pelo ar e um pouco de água.
Nesta história de Stephen King, iremos acompanhar os moradores da cidade enquanto tentam entender e sobreviver sob a redoma.
Dale "Barbie" Barbara, ex-militar, atualmente cozinheiro no restaurante local Rosa Mosqueta é realistado no exército e escolhido pelo Presidente Norte-Americano para ser o líder em Chester's Mill durante esta crise.
Tal fato desagrada imensamento James Big Jim Rennie, o segundo-vereador da cidade, mas que, na verdade, controla e manipula os demais.
Logo a cidade fica divida entre estes dois lados.
No meio de toda essa confusão, três adolescentes, com a ajuda de alguns adultos, estão empenhados em encontrar a origem da redoma e destruí-la e assim libertar a cidade.


RESENHA (SEM SPOILERS)


Acho que minha imprensão na primeira leitura foi extremamente contaminada pela terrível adaptação televisiva (por favor, não assistam, não se torturem a toa).

Confesso que gostei mais nesta releitura.
Diferente do que acontece normalmente com as histórias de Stephen King em livros longos como este, em que o enredo demora uma eternidade para se desenvolver, em que há uma lenta construção de ambientação, as coisas sob a redoma acontecem em uma velocidade alucinante e a história flue bem durante praticamente todo o livro, é difícil de largar.
Estamos no olho do furacão, junto com os personagens, acompanhando as trágedias de perto e de vários ângulos.
A sequência inicial em que presenciamos o surgimento da Redoma é incrível.
Temos uma grande lista de personagens, mas a maioria deles é descartável e é descartada ao longo da história, ficamos apenas com um punhado que são os mais importantes.
E falando em personagens, Big Jim é vilão de mão cheia! Assustadoramente real e extremamente odiável!
Barbie, nosso protagonista, apesar de ser um cara legal, padece um pouco de falta de brilho e seu protagonismo é muito fragmentado com os outros personagens "do bem".
A explicação para redoma é bem razoável e temos um final bem satisfatório, principalmente considerando que nosso querido King frequentemente tem uns finais bem meia boca.
Aumentei uma estrelinha ☆☆☆☆!


ANOTAÇÕES (COM SPOILERS)


Primeiro, desta vez achei o final melhor. Lembro que na primeira leitura, achei meio ruim, mas agora acho que foi bem apropriado.
Para essa leitura, que fiz de uma forma mais compassada, tentando seguir o cronograma disponibilizado pelo Navegado, quanta coisa legal que vi e passou despercebida na primeira vez.
Também não tinha percebido que os acontecimentos se passam em menos de uma semana, se não engano de 21 de outubro até 27 de outubro.
E nem que população da cidade é praticamente dizimada pelo incêndio - “Só 397 dos 2 mil moradores de Mill sobrevivem ao incêndio, a maioria deles no quadrante nordeste da cidade. Até anoitecer, que tornará completa a escuridão suja dentro da Redoma, serão 106. Quando o sol nasce na manhã de sábado, brilhando fraco pela única parte da Redoma não totalmente enegrecida, a população de Chester's Mill é de apenas 32 habitantes” E ainda morre gente depois.
Formigas -p. 29 -Logo no começo da história, no capítulo “ Junior e Angie”, há o seguinte trecho “Às vezes pensava nas formigas que ele e Frank DeLesseps tinham queimado quando crianças. Usava-se uma lente de aumento para focalizar o sol nelas enquanto se arrastavam para dentro e para fora do formigueiro”.
É justamente como os moradores de Chester's Mill irão se sentir, principalmente em virtude da drástica mudança climática dentro da redoma.
Cabe a reflexão, com toda a poluição que causamos hoje, seremos nós mesmos o criadores de nossa própria redoma mortal?
Shawshank – p.34 – Após matar Angie, Junior teme ir preso em Shawshank.
Castle Rock – p. 41 – Cidade fictícia criada por Stephen King, famosa por histórias como A zona morta e Cujo.
Tarker's Mill – p. 41 - Cidade fictícia criada por Stephen King cenário de A hora do Lobisomem.
Quociente de protegibilidade - p. 71 - “ser segundo vereador era um excelente exemplo da ação desse quociente, tinha-se o todo o poder (ao menos) quando o primeiro vereador era um zero à esquerda como Sanders), mas raramente se levava a culpa quando algo dava errado. Quantos dos nossos políticos também são adeptos a esta teoria hein?
E pro time nós torcemos – p. 89 – Fiz uma playlist no Spotify com as músicas mencionadas ao longo da história, e It's a small town (talking at Texaco) de James McMurtry é praticamente a trilha sonora oficial de Sob a redoma e não consegui encontrar a bendita música no aplicativo.
14.300 metros de altura– p. 144 – altura estimada da redoma
12 metros de profundida conhecida -p. 145.
11h44 da manhã – p. 145 – hora do aparecimento da redoma
Não tinha percebido que a redoma não é bem uma cúpula redonda, mas é um campo de força que coincide com os exatos limites da cidade de Chester's Mill - p. 146.
No livro há diversas menções ao Halloween, mas os fatos ocorrem todos antes.
Spoiler de “O nevoeiro” - p.171 – Stephen King troll! Lança um spoilerzão mesmo na sua cara!
Premonição sobre o grande incêndio – p,. 205 – Rory Dinsmore diz “O fogo! O ônibus pegou fogo! Tá todo mundo gritando! Cuidado com o Halloween”. Um dos ônibus escolares (nº 19 - porque será???) foi usado no dia da visita para socorrer os moradores que passarem mal pelo calor.
O senhor das moscas, livro de William Golding – p. 208 é mencionado.
Data do teste do míssil – 22 de outubro – 13h – p.215
Nora Roberts, Sandra Brown, Stephen Meyer, Harry Potter são mencionados – p. 261
Lost é mencionado – p. 263
O tesouro de Sierra Madre é mencionado– p. 277
Duro de matar - Iipi-ai-ai filho da puta é mencionado - p.281
Fantasma na máquina- p.291.
Aquecimento global/local - p. 327
"Se não controlar seu temperamento, seu temperamento vai controlar você" - p. 350 - Frase de que o pai da Reverenda Piper Libby fala.
Big Jim matou a esposa - p. 363.
Aumento de temperatura na redoma - p.369.
Convulsões nas crianças - p. 385.
Nora Roberts de novo! - p. 387.
Derry é mencionada - cidade fictícia cenário de IT(A coisa)- p. 406.
Andrea alucina com um terrível incêndio - p.444. Na verdade, Andrea, assim como Rory não estarão vivos para presenciar o incêndio.
Jason Bourne - p.527
Para quem você vai ligar? Caça fantasmas - p.576.
Ray Bradbury, autor de Fahrenheit 451 - p.601.
Moby Dick, de Herman Melville - p.781
Gollun, Bilbo Baggins são mencionados - p.795
Um bonde chamado desejo, Tennessee Williams - p.828
Sexta-feira - Robinson Crusoe - Daniel Dafoe -p. 839
John Ford, cineasta norte americano conhecido por westerns - p.856
John Wayne é mencionado - p.870.
Rambo é mencionado -p. 871.
Use a força, Luke - p.881.
Gregory House é mencionado - p.889.
Spielberg é mencioando - p. 918.


STEPHEN KING CAST


Pessoal, se vocês gostam de Stephen King, precisam conhecer o Stephen King Cast, ótimas análises sobre os livros do mestre resenhados em ordem cronológica do lançamento.

No episódio referente a Sob a Redoma, gostaria de destacar os seguintes apontamentos:
Em relação ao final do livro, o podcaster levanta a hipótese de que nós leitores somos os "aliens" que se divertem com os personagens aprisionados em redomas que seriam as histórias de Stephen King e que, pela primeira vez estes personagens tem a oportunidade de se dirigir aos leitores e pedir que não  continuem a ler a história, para que eles não encontrem seu fatal destino.
Quando Julia implora para que a redoma retirada, um dos cabeças de couro diz a ela que as pessoas de Chester's Mill são de faz de conta, não são pessoas de verdade. E Julia insiste que eles são reais.
O livro faz uma clara crítica à política norte-americana, com destaque para o governo de Bush Filho.
A escolha de Barbie para ser o líder e representante do governo seria uma referência à decisões militares para resolver situações em territórios estrangeiros.
Não muitas críticas diretas aos militares, no entanto.
Big Jim é um dos maiores vilões de Stephen King, principalmente porque só dispõe de sua inteligência e manipulação.
O podcaster relaciona esta história com outra de SK, The Tommyknockers(Os estranhos), em que criaturas infantis brincam com a vida e o destino de humanos e também uma cidade pequena é sitiada por forças alienígenas.
Temos Junior como personagem instável que odeia seu sobrenome, tal como Danforth "Buster" Keeton III em Needfull Things(Coisas necessárias).
Temos também o padre sem fé, representado pela Reverenda Pipper Libby, assim como o Padre Callahan em Salem's lot(A Hora do Vampiro).
Temos a figura da criança especial - Janelle e outras tantas crianças tem uma habilidade especial, no caso livro, premonições, a figura da criança especial aparece em The Shinning (O Iluminado), Firestarter (A incendiária), entre outros.
Personagem com vício, no livro, Andrea Grinell , tipo de personagem que aparece constantemente na obra de King.
Narrador invisível, em certo ponto do livro, o narrador invisível nos convida a sobrevoar a cidade.
O uso do tema bullying, fato que acontece com Julia, quando é agredida pelos colegas.
O podcaster também indica alguns Easter Eggs no livro:
1. Menção à prisão de Shawshank;
2. Mençâo à Castle Rock, Derry e Tarker's Mill.
3. No original em inglês, Julia teria repetido uma frase dita por Stu Redman em The Stand(A Dança da Morte) "What did you do? What did you people do!"
4. Nessa realidade, a história de "The Mist"(O nevoeiro) é um filme.
5. O símbolo que é encontrado na caixa é o mesmo da porta que leva para o ninho da aranha em IT (A coisa).
6. Número 19 - número do ônubis escolar usado no dia da visita.








sábado, 24 de março de 2018

RESULTADO DO PROJETO DE LEITURA #1ANODEESTEPHENKING


Quase um ano após a última postagem, volto para dar notícias do que aconteceu.
Preparei um projeto de leitura bem ambicioso para ler 12 livros de um dos meus autores favoritos.
Imaginei que seria fácil escolher apenas um livro por mês e que seria fácil escrever as respectivas resenhas.
Eu não sabia o quanto estava enganada.
Como este foi meu primeiro projeto de leitura que tornei público, acredito que isso gerou para mim um compromisso de efetuar as leituras nos prazos estabelecidos e fazer as resenhas nos moldes propostos.
Infelizmente, cometi erros de principiante e sofri as consequências.
O primeiro erro foi desconsiderar o meu próprio ritmo de leitura e me obrigar a terminar livros gigantescos e, inclusive em língua estrangeira em pouco mais de 30 dias, quando normalmente, preciso de muito mais tempo do que isto.
O segundo erro foi não lembrar que sempre, sempre, incluo outros livros nas minhas listas anuais, em atendimento aos meus impulsos literários e o fato de, em razão deste projeto, não poder/querer fazê-lo em razão do tempo que o desafio demandava, acabou prejudicando minha disposição para ler.
O terceiro erro foi desconsiderar que, para mim, existe o “clima”(mood) para ler certos livros e eu também não respeite isso.
O resultado foi um fracasso em grandes proporções e o afastamento do blog por quase um ano.
Sempre que pensava em escrever algo novo e me deparava com a última postagem, sentia que devia escrever essa mensagem explicando o que aconteceu, e por isso fui adiando, adiando até agora.
Nada mudou, na verdade, continuo muito frustrada por não ter conseguido, mas entendo mais claramente o que aconteceu e aprendendo com meus próprios erros, sinto que poderei em algum tempo futuro planejar um projeto grandioso como este e conseguir terminá-lo com sucesso.
Fica aqui meu testemunho para que passou por alguma situação parecida.
Consegui ler além dos livros que foram apresentados nas postagens:
- Revival
-O Talismã
-Tudo é eventual
-Needful things
Resultado final: 7/12.
Acho que face à experiência do ano passado, resolvi não preparar uma lista para este ano e ficar totalmente livre para o ler o que quiser.
Ainda não fiz as pazes com os livros de Stephen King (:P), e além de Needful Things, que terminei apenas no começo deste ano, não sei se escolherei algum título para esse ano.
As leituras continuam, claro, porque, para mim, é impossível ficar sem!
Espero trazer novidades em breve!
Até!

segunda-feira, 27 de março de 2017

#1anodeStephenKing – Março – Escuridão Total Sem Estrelas



PERÍODO DE LEITURA OFICIAL – 01 a 31 de março de 2017.
QUANTIDADE MÉDIA DE PÁGINAS POR DIA: 390/31: 13 páginas.
Início: 01 de março de 2017.
Fim: 11 de março de 2017.
Média de páginas por dia: 48,75 por dia.
Maior quantidade de páginas em um dia: 82 páginas – 04 de março de 2017.
Menor quantidade de páginas em um dia: 24 páginas – 10 de marços de 2017.
Avaliação: 3,5 – Muito Bom/Quase Ótimo.
0 – Ruim/1 – Ok/2 – Bom/ 3 – Muito Bom/4 – Ótimo/5 - Excelente.


Informações sobre o livro:
Lançamento da primeira edição: novembro de 2010.
Lançamento da edição brochura com um conto a mais (que só descobri agora que existia): Maio de 2011.
Sinopse:
Escuridão total sem estrelas é uma coleção de quatro histórias curtas intensas com a vingança como o tema central. É uma leitura marcante trazendo alguns dos conteúdos mais gráficos e inclementes de Stephen King até agora.

Sinopses da orelha do livro

E a seguir, os respectivos Shortfilms feitos pela Future Shorts que nos oferecem um vislumbre de cada uma das histórias.

1922 – O agricultor Wilfred e o filho, Hank, precisam decidir do que é mais fácil abrir mão: das terras da família ou da esposa e mãe.


Gigante ao volante – Após ser estuprada por um estranho e deixada à beira da morte, Tess, uma autora de livros de mistério, elabora uma vingança que vai deixá-la cara a cara com um lado desconhecido de si mesma.


Extensão Justa – Dave Streeter tem um câncer terminal e faz um pacto com um estranho vendedor. Mas será que para salvar a própria vida vale a pena destruir a de outra pessoa?


Um bom casamento – Uma caixa na garagem pode dizer mais Darcy Anderson sobre seu marido do que os vinte anos (sic) de casamento que eles passaram juntos. (São vinte e sete anos, na verdade).


Dados da Minha Edição
Editora: Suma de letras
Brochura
Ano: 2015
Tradução: Viviane Diniz
Rio de Janeiro
390 páginas
Compra
Quero fazer um elogio a esta edição da Suma de Letras. Achei fantástica a ideia da capa escura e o corte do livro ser todo preto, faz bem jus à atmosfera do livro.

Diário de Leitura
Depois da decepção que foi Christine e da canseira que The Stand me deu, Escuridão Total Sem Estrelas foi um verdadeiro bálsamo.
A leitura fluiu bem, a maioria do tempo. Em alguns momentos mais gráficos, tive que parar algum tempo para passar o mal-estar, principalmente nas descrições da primeira história 1922. Ratos!!! Odeio ratos. E Stephen King conseguiu aumentar o meu pavor e aversão por esses animais.
Optei por trazer as sinopses da orelha do livro, porque as achei bem objetivas e direto ao ponto.
Quando visitei o site do autor para preparar este texto, na sinopse oficial do livro me deparei com uma informação importante: todas as quatro histórias falam de vingança.
Não tinha me atentado para isso, mas de posse deste dado, fica bem claro.

ALERTA DE SPOILERS

A partir daqui relevações sobre o enredo. Leia por sua conta e risco.

No primeiro conto, 1922, depois de ser brutalmente assassinada pelo marido e pelo filho, Arlette volta dos mortos para atormentar seu marido e garantir que seu marido Wilfred terá o merecido castigo por seu crime.
Em Gigante do Volante, após ser deixada para morrer na beira de uma estrada, Tess resolve se vingar do seu estuprador.
Em Extensão justa, Street transfere o seu fardo de sofrimento ao seu pior inimigo e tem o prazer de assistir a vida deste e de sua família desmoronar.
Por fim, em Um bom casamento, depois de vinte e sete anos juntos, Darcy descobre que seu marido é um serial killer e o mata, vingando sua vítimas.

As histórias são intensas e perturbadoras, terror mesmo do mais palpável e arrepiante porque trata de pessoas reais.
Os monstros são as pessoas que você conhece e em quem confia. São o seu marido e seu filho, sua esposa, um bom samaritano que oferece ajuda na estrada, um vizinho e conhecido de longa data.
Apenas em Extensão Justa temos o elemento sobrenatural, o resto é pura maldade humana mesmo.
Minhas duas histórias preferidas foram Extensão justa e Um bom casamento.
Em Extensão Justa, o que me surpreendeu e me fez gostar mais da história foi que, diferentemente do que normalmente ocorre quando se fala de trocas diabólicas, nesse caso, não há lição de moral, não há cláusula escondida na letra miúda. O único detalhe é a transferência de fardo do contratante para seu inimigo.
E ai tem coragem? Para salvar sua vida e se livrar de um câncer, você teria coragem de eleger alguém para suportar todo o seu sofrimento e um pouco mais? E com a facilidade de ser um inimigo?
Um bom casamento mexeu comigo por deixar bem claro a constatação de que ninguém conhece ninguém. Nunca, nunca mesmo! Não vou mentir, que deu uma sensação ruim, uma angústia, a gente fica com umas caraminholas na cabeça, depois passa.
Nunca tive o costume de mexer nas coisas do meu marido, agora então, jamais.

Em relação à 1922, a história é simplesmente tenebrosa, a forma como King descreve todos os detalhes (todos mesmos) do assassinado de Arlette... ui! Arrepio só de pensar. Pense numa leitura leve antes de dormir.
Há dois finais. No primeiro, temos o desfecho da confissão de Wilfred em que ele está preste a ser devorado pelos ratos. E um recorte de uma notícia de jornal que conta que ele foi achado morto, seus papéis destruídos e, ao que parece, cheio de mordidas autoinfligidas. Me pergunto desde quando ele vem alucinando... desde a mordida do rato, que resultou na amputação de sua mão, ou se nem mesmo isso aconteceu...
Já Gigante do Volante, é uma boa história, e gostei de ela ter reunido coragem para enfrentar o seu agressor. Só aumentou minhas precauções na estrada. Desde que assisti “A morte pede carona” que não dou bobeira na estrada.

Anotações
1922 se passa em Hemingford Home, mesmo lugar em que mora Mãe Abigail em The Stand.
Extensão justa – menção à frase “Dias longos e belas noites” presente em “A Torre Negra” e a história se passa em Derry, mesma cidade de IT.

Um bom casamento foi adaptado para filme em 2014, com Joan Allen e Anthony LaPagila.
Assisti há muito tempo e infelizmente não consegui assistir de nova para fazer comentários. 
Em Abril é a vez de Revival.




sexta-feira, 10 de março de 2017

Indicação de site: List Challenges

Site: http://www.listchallenges.com/


Gente,  se vocês gostam de criar e compartilhar listas sobre livros, filmes, lugares para viajar, comida, coisas para fazer antes de morrer, esse é seu site.
Além de marcar os item lidos, adicionar novos itens, votar nos itens para reordenar as listas, você participa de um ranking em cada uma delas. Pode criar suas próprias listas e pode fazer listas baseadas em outras fontes, como Goodreads (livros), IMDB, Rottentomatoes, etc.,(no caso dos filmes).
Eu fiz uma listinha do #1anodeStephenKing lá.Link AQUI.
Mais informações sobre o projeto de leitura.
JANEIRO - CHRISTINE.
FEVEREIRO - THE STAND.

Separei algumas listas que eu acho legais para vocês se divertirem:
-Rolling Stone Magazine's 500 Greatest Songs of All Time 
(obs. tem a playlist no Spotify :P) - link AQUI. - Descobri músicas incríveis e estou explorando novos artistas.
-1001 Movies You Must See Before You Die (All Editions Combined) - me pergunto se tem alguma pessoa que conseguiu finalizar essa lista...
-IMDb Top 250 Movies of All Time (2016 Update)   Essa eu acho que dá para encarar!
-Top 250 Global Attractions - As de viagens são legais, mas bate uma depressão quando você percebe que não foi além do seu quintal.
-The Complete Works of Stephen King - não podia faltar.
-All-TIME 100 Best Novels 1923-2005 (TIME Magazine).
Com essas listas, minhas próprias listas de filmes para ver e livros para ler estão infinitas!
Divirtam-se!
Indiquem nos comentários suas listas preferidas ou mais estranhas!




terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

#1anodeStephenKing - Feveireiro - The Stand (A dança da morte)



PERÍODO DE LEITURA OFICIAL - 01 a 28 de Fevereiro de 2017.
QUANTIDADE MÉDIA DE PÁGINAS POR DIA: 1463/31: 48 páginas.
Início: 29 de janeiro de 2017
Fim: 28 de fevereiro de 2017
Média de páginas por dia:52,25 por dia.
Maior quantidade de páginas em um dia: 175 páginas - 27/02/2017.
Menor quantidade de páginas em um dia: 04 paginas - 03/02/2017.  
Avaliação: OK (1/5)
0 – Ruim/1 – Ok/2 – Bom/ 3 – Muito Bom/4 – Ótimo/5 - Excelente

Informações sobre o livro:
Lançamento da primeira edição: 1978.
Lançamento da edição completa e sem cortes(esta que eu li): 1990.
Sinopse:
Após um acidente, um homem escapa de uma instalação que contém uma arma biológica, carregando com ele, um vírus mortal conhecido como Captain Tripps, uma gripe de mutação extremamente rápida que, nas semanas seguintes, extermina a maior parte da população do mundo. Depois disso, os sobreviventes escolhem entre seguir uma idosa negra até Boulder ou o homem sombrio, Randall Flagg, que estabeleceu seu comando em Las Vegas. As duas facções se preparam para um confronto entre as forças do bem e do mal.

Cenário: Arnette, Texas; Ogunquit, Maine; New York City, New York, Boulder Colorado; Las Vegas, Nevada, entre outros.

Época: 16 de junho de 1990 a 10 de janeiro de 1991.
Inspiração: Stephen King confessa que durante um longo tempo, pelo menos 10 anos, quis escrever um épico de fantasia como “O Senhor dos Anéis”, mas em um cenário americano. Obteve inspiração em um documentário sobre Guerra Bioquímica e um vazamento químico em Utah, tais fatos serviriam como base para The Stand – A dança da morte e finalmente o mestre do terror produziria seu Senhor dos Anéis, mas ao invés de um hobbit, seu herói é um texano chamado Stu Redman e, no lugar do Senhor Sombrio, seu vilão é um implacável andarilho, insano e sobrenatural chamado Randall Flagg. E Mordor é Las Vegas.

Dados da Minha Edição
Editora: Anchor Books
Paperback - Pocket
Ano: 2011 - (http://www.goodreads.com/book/show/9813753-the-stand)
Idioma original
New York
1439 páginas (mais 24 páginas – prefácios e prólogo)
Presente

Diário de Leitura
Enfrentar um livro de tamanha extensão e ainda mais em inglês foi um grande desafio.
Percebi, no entanto, que meu planejamento de leitura estava totalmente errado. Eu costumo ler à noite antes de dormir. O problema é encarar cerca de 50 páginas em outro idioma enquanto luta para manter os olhos abertos. Assim, beirei o fracasso, mesmo com alguns dias extras de janeiro. Apenas com a dedicação de manhãs e tardes inteiras dos meus dias de férias e carnaval fui capaz de terminar, mas tenho certeza que se tivesse sido em outra ocasião, teria estourado o prazo sem dúvida nenhuma.
Diferente do que fiz em janeiro, com Christine, não consegui manter um registro dos fatos do enredo do livro. Muitos personagens e na verdade, bem poucos fatos que merecem real destaque.
Stephen King pariu um monstro chamado The Stand, mas, graças ao bom senso dos editores, foi solicitado ao nosso querido autor que desse uma enxugada nesta obra e dai foram cortadas nada mais nada menos que 400 páginas!
Ai, depois de sua fama consolidada e por demanda dos fãs, foi lançada essa edição com quase tudo o que foi cortado de volta. E minha gente, este livro não tem fim! Não vou mentir, em várias oportunidades, eu pulei parágrafos inteiros, e acho que não me fizeram falta nenhuma.
Este livro tem dois prefácios, um para ser lido antes da compra e em Stephen King explica que, a despeito de ser uma versão estendida, não acontecerá nada que não aconteceu no outro livro. O segundo prefácio é para ler depois da compra, oportunidade em que ele explica que trouxe nesta edição tudo que foi cortado na outra.
Logo após, temos o prólogo, e três partes: Captain Trip; On the Border e The Stand e um epílogo.
A fuga de um homem de uma instalação militar em que eram testadas armas biológicas dá início a uma infestação mundial em quase toda a população da Terra é rapidamente exterminada. Acompanhamos a história de Stuart “Stu” Redman; Glen Bateman; Frances “Frannie” Goldsmith, Harold Lauder; Nick Andros; Tom Cullen; Larry Underwood, Nadine Cross e Joe em sua jornada de sobrevivência à doença e sua busca por Mãe Abigail em um milharal em Nebraska. De outro lado, conhecemos Lloyd Henreid e Trashcan Man que serão os primeiros capangas de homem de preto, homem escuro ou homem sombrio, Randall Flagg.
Vamos conhecer extensamente a história de cada um deles. Depois todo o percurso até seus respectivos destinos.
Em Boulder é criada a Zona Livre, onde os sobreviventes que seguiram Mãe Abigail se estabeleceram. Enquanto em Las Vegas se encontra a comunidade daqueles que seguiram Randall Flagg.
Sei que esperei longamente pelo tal confronto anunciado na sinopse e fiquei decepcionada.
Uma história tão épica com um desenlace tão xinfrim.
Não me envolvi com nenhum dos personagens, Nick Andros e Tom Cullen foram os que mais gostei, mas nem foi lá essas coisas.
Não chegou a ser ruim, até porque se fosse, não vou mentir, iria desistir, tenho muita coisa para ler na minha para perder tempo com porqueira, mas não foi oh meu deus preciso ver o que vai acontecer a seguir.
Depois de tanto tempo, você meio que se acostuma a estar com a galera de Boulder e ver o desenvolvimento deles e tal. E a esperança de ver o confronto final, isso também me impulsionava, mas como já disse, não foi lá essas coisas.

A Mini-série

Stephen King's The Stand
1994
Duração: 6h1min
Atores em destaque: Gary Sinise, Molly Ringwald, Rob Lowe, etc.
Divida em quatro partes (The plage – a praga; The Dreams – Os sonhos; The Betrayal – A traição e The Stand – A resistência), foi uma adaptação razoável do livro, cortou bastante fatos e personagens inúteis e fez as necessárias alterações para a tela.
As atuações não são lá essas coisas e, muito menos os efeitos para tornar Randall Flagg assustador, na verdade, ficou tudo meio cômico. Compreensível, entretanto, porque o medo inspirado por este personagem é psíquico, advindo de sua própria presença maligna que não fica fácil de retratar sem as descrições de estado de espírito dos personagens.
Minha vaia vai para:
a) para a cena de Larry no túnel é uma das minhas preferidas no livro. Imagine atravessar um túnel cheio de corpos em decomposição no escuro, sem saber o que encontrará a cada passo e ainda com a ameaça do homem sombrio.
No filme, as luzes dos carros ainda estavam funcionando e o desenrolar da cena não chega nem perto de transmitir a angústia da versão escrita.
b) para a composição de Harold Lauder – adoro odiar Harold, que no livro tem uma aparência bem pior do que vemos no filme. No livro, Harold é gordo, suado e com o cabelo sebento de tão sujo, com a cara cheia de espinhas, a despeito disso, é uma pessoa inteligente e perpicaz, dissimulado e vingativo. No filme, ele ficou magro, com três espinhas no rosto e um pateta completo.
Outra queixa é quanto ao comportamento de Frannie em relação a ele. No livro, ela não gosta dela e só o atura por ser irmão de sua amiga Amy Lauder e porque é a única outra pessoa viva de quem ela tem notícia em sua cidade. No filme, além de colocar de cara o menino na Friendzone, fica claramente brincando com os sentimentos dele, com toques e gestos carinhosos que confundem a cabeça insana de Harold.
c)O personagem Joe. Joe é um ser meio selvagem que é encontrado por Nadine Cross (e não por Lucy) e que, com o convívio com Larry parece recobrar sua civilidade. Joe parece ser telepata ou pelo menos ter um pouco de iluminação (tipo a de Danny em O iluminado) porque vê a real natureza de Harold, bem como conversa com Larry em certa ocasião lendo seus pensamentos. No filme, o menino não fala nada, não serve de nada , só grune e aponta.
d) A edição em alguns momentos parece um pouco truncada, pulando de uma parte a outra da história sem conexão aparente, veja o seguinte exemplo: vemos Stu e Glen serem encontrados por Frannie e Harold. Na próxima vez que eles aparecem Stu está fazendo a cirurgia em um cara estranho com uma mulher estranha, Dayna. Na próxima vez que Dayna aparece, ela já (Spoiler) espiã em Las Vegas.


Anotações e referências



A ilustração da folha de rosto da minha edição tem uma ilustração que remete a capa de uma outra edição.

Randall Flagg é o mesmo Darkman da série a torre negra.
Quando Lloyd é preso e transportado até sua cela no presídio, eles passam por um corredor pintado e verde industrial que me lembrou imediatamente de “The Green mille” - À espera de um milagre.
Os gatos não pegaram a doença. Por outro lado, praticamente todos os cães foram infectados.
Stephen King usa a expressão “the walking dead” - fls.379.
Menção aos carros Buick (From a Buick 8 – Buick nº 8) e Plymounth (Christine) fls.330.
Menção a uma morte muito similar à da esposa de Mike Noonan em Bag of Bones (Saco de Ossos) – fls.677.
Na crucifiação de Hector Drogan, Trashcan Man o negou três vezes. Fls.774.
Quando Stu e Tom Cullen encontram um Plymounth, no chaveiro há as iniciais A.C. No Livro Christine, o personagem principal se chama Arnold “Arnie” Cunninham. Fls. 1373.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

#1anodeStephenKing - Janeiro - Christine


PERÍODO DE LEITURA - 01 a 31 de janeiro de 2017
QUANTIDADE MÉDIA DE PÁGINAS POR DIA: 765/31: 25 páginas.
Início: 02 de janeiro de 2017
Fim: 20 de janeiro de 2017
Média de páginas por dia:38,25 por dia.
Maior quantidade de páginas em um dia: 129 páginas - 15/01/2017.
Menor quantidade de páginas em um dia: 20 paginas - 07/01/2017.  
Avaliação: OK/Bom (1,5/5)   
Ouça a playlist no Spotify.

Informações sobre o livro:
Lançamento da primeira edição: abril de 1983.
Sinopse:
Um triângulo amoroso envolvendo o desajustado Arnie Cunningham, sua nova namorada e um assombrado Plymouth Fury de 1958. Apelidado de Christine por seu dono anterior, o primeiro carro de Arnie é ciumento, possessivo e mortal.
Cenário: Subúrbio de Classe Média em Pittsburgh.
Época: 1978
Inspiração: Stephen King relata que, certa noite, chegando na entrada de casa, viu o odômetro de seu carro mudar de 9.999 para 10.000. Ficou imaginando uma história em que o odômetro funcionaria para trás, de modo que o carro ficasse mais jovem ao invés de mais velho até, finalmente, findar em suas partes componentes.
A história que deveria ser curta e divertida no estilo American Graffiti(Loucuras de Verão – 1973, filme de George Lucas), acabou se tornando uma longa novela, um enredo sobrenatural sobre namoradas, namorados e... Christine.


Dados da Minha Edição
Editora: Objetiva – Selo Ponto de Leitura
Versão de bolso
Ano: 2011
Tradução:Louisa Ibañez
Rio de Janeiro
765 páginas
Comprado

Período de 01 a 09 de janeiro 
Meta para o período: 225
Páginas lidas: 170


Diário de Leitura - Pode conter Spoilers.

Bom, claramente atrasei tudo. Isso porque não inclui no cronograma minha viagem para Bogotá-Colômbia agora na primeira semana de janeiro.

Avante!

A história é contada por Dennis, amigo de Arnie, que é o carinha que compra Christine, o Plymouth Fury 1958 assombrado para dizer o mínimo.
É contada rememorando o passado.
Dennis, que é esportista, é amigo de Arnie que é um loser (perdedor), provavelmente porque eles se conheceram ainda crianças antes de se encaixarem em seus respectivos papéis.
O pobre do Arnie, além de ser perdedor, era malacabado, magrelo e com a cara cheia de espinhas.
Apaixonou-se por pelo carro a primeira vista. Decidiu-se a comprá-lo e não tinha quem o convencesse do contrário.
Roland Lebay, dono do Plymouth, o chama de Christine e o negocia com Arnie por U$250,00. O menino não tem o dinheiro na hora e então dá o dinheiro que tem no bolso, junto com mais um pouco emprestado de Dennis como sinal e garante um prazo de 24h para pagar o restante.
Dennis não concorda com a compra do carro, mas não consegue demover o amigo daquela ideia, agora fixa, Arnie está completamente apaixonado por Christine.
Os garotos chegaram na casa de Arnie e quando contaram a notícia da compra do carro foi um rebuliço geral. Michael e Regina, pais de Arnie, não gostaram nada da ideia, mas o seu filho não ia desistir nem que tivesse que colocar toda sua carreira escolar a perder, inclusive sua chance de ir a uma boa faculdade.
No dia da efetiva compra, Arnie entrou para negociar o carro com LeBay e Dennis ficou lá fora e resolveu entrar no carro. 
Teve uma visão de Christine completamente recuperada e ela a convidava :"Vamos dar uma volta, garotão... Vamos rodar por ai."
Depois da compra, Arnie conseguiu uma vaga na garagem de Will Darnell, espaço onde pretende restaurar o carro.
Pouco tempo depois, um bully do Colégio de Arnie, Buddy Repperton passa dos limites das brincadeira de mal-gosto e quebra um farol dianteiro de Christine e desperta a fúria de Arnie que revida violentamente.
Pouco depois, LeBay falece. Arnie e Dennis vão ao funeral.
Dennis conversa com o irmão do falecido e descobre que já ocorreram duas mortes diretamente ligadas a Christine: a filha de Lebay morreu engasgada enquanto estava no carro e a esposa dele suicidou-se no mesmo veículo.
Dennis está cada vez mais preocupado com o amigo.

Citações interessantes:

Christine:
 "Ela era uma piada imbecil e jamais saberei o que Arnie viu nela, nesse dia. Na máquina, quero dizer, no carro. O lado direito do para-brisa era uma confusa teia de aranha em rachaduras. A traseira direita do teto estava afundada e um ninho horrendo de ferrugem se espraiara pelo vale de pintura descascada. O para-choque traseiro descambava para um lado e o tampo do porta-mala estava entreaberto. O estofamento sangrava para fora, através de compridos rasgões na cobertura dos assentos, da frente e traseiro. Era como se alguém tivesse brincado ali com uma faca. Um pneu estava arriado. Os outros, tão carecas, que dava para se ver o encordoamento interno. O pior de tudo era a mancha escura de óleo, debaixo do motor.
Arnie se apaixonara por um Plymouth Fury 1958, um daqueles compridões, com enormes aletas no radiador. Havia um velho anúncio de À VENDA, já desbotado pelo sol, escorado contra o lado direito do para-brisa — o lado que não estava rachado." p.20.

Arnie se identifica com Christine:
"— Talvez — respondeu ele —, e fico satisfeito. Se gosta de mim, é porque sabe que existe algo mais... qualquer coisa por baixo das espinhas e de minha cara idiota.
 — Sua cara não é idiota, Arnie — discordei. — Pode ser esquisito, mas não imbecil. 
— Foda-se — disse ele, sorrindo. 
—O senhor também, amigo.
 — De qualquer modo, aquele carro é assim. Há alguma coisa abaixo da superfície. Algo mais. Algo melhor. E eu vejo esse algo, é só. " p.53.

O poder nocivo do amor:

"Filho, você talvez ainda seja jovem demais para buscar sabedoria nas palavras de alguém, preferindo as suas próprias, porém eu lhe digo isto: o inimigo é o amor. — Assentiu lentamente para mim. — Exatamente. Os poetas se enganam com o amor, de maneira contínua e por vezes deliberadamente. O amor é o velho carniceiro. O amor não é cego. O amor é um canibal com visão extremamente apurada. O amor é como os insetos: sempre faminto.
 — E o que ele come? — perguntei, inconscientemente. Não tinha idéia de perguntar coisa alguma. Cada parte minha, exceto a boca, considerava insana toda aquela conversa. 
— A amizade — disse George LeBay. — Ele come a amizade. Se fosse você, Dennis, eu agora me prepararia para o pior. "p. 146.

Período de 10 a 20 de janeiro 
Meta para o período: 225
Páginas lidas: 594

Desta vez dei um gás e acabei 11 dias antes do previsto.

Diário de Leitura - pode conter Spoilers

Depois da expulsão de Buddy Repperton, Darnell chama Arnie para trabalhar para ele.
O pai de Arnie pede que Dennis cheque como está o progresso do carro.
Dennis  percebe que o rosto do amigo está praticamente sem espinhas e que ele está restaurando Christine de uma forma meio aleatória e percebe que a rachadura que vira no parabrisa no dia em que encontraram o carro pela primeira vez estava menor.
Dennis descobre que LeBay também trouxe Christine para ser consertada na garagem de Will Darnell.
Arnie machuca as costas.
Arnie e Dennis são atacados por Buddy e sua trupe. Buddy é expulso do colégio porque estava armado com um canivete.
Arnie leva Leight para o jogo de futebol americano. Dennis percebe que ela também não gosta do carro.
Dennis sofre um acidente e fica hospitalizado durante meses. A partir daí a história passa a ser contada em terceira pessoa.

Inicia-se a segunda parte do livro
       
Depois de um discussão com os pais para levar Christine para casa, Michael convence Arnie a guardá-la no estacionamento do aeroporto.
O pai de Arnie percebe que o odômetro roda para trás.
Sandy Galton, um dos capangas de Buddy trabalha no estacionamento do aeroporto e conta a ele que Christine está lá.
Arnie se dá conta de que há vários lapsos em sua memória e que não se lembra de ter feitos certos reparos em Christine.
Leight "sonha" que recebe uma visita de Christine. 
Christine é completamente destruída por Buddy e sua trupe.  
Leight visita Dennis no hospital.
Arnie visita Dennis no hospital e mente sobre a extensão dos danos em Christine. Dennis cogita regeneração espontânea.
Christine mata Moochie Welch. Arnie estava dormindo na casa dos pais.
O carro se regenera e volta à garagem, sozinho.
Um detetive começa a investigar o caso e interroga Arnie.
Leight quase morre engasgada em Christine. É salva pelo carona.
Christine mata Buddy, Richie Trelawney e Bobby Stanton(que não estava envolvido com o ataque à Christine).      Arnie estava na Filadélfia numa competição de xadrez.
Darnell vê Christine voltando sozinha para garagem.
Arnie é pego traficando cigarros para Darnell. É preso, mas depois solto sob fiança.
Christine mata Don Vandenberg. O cadáver de LeBay está na direção de Christine.
Christine invade a casa de Will Darnell e o mata.

Começa a terceira parte do livro.

Dennis sai do hospital.
Leight visita Dennis em casa e conversam sobre Christine e se convencem que precisam salvar o amigo dela.
Arnie e Dennis passam a virada do ano juntos. Quando Arnie vai deixá-lo em casa, vê LeBay no carro. Percebe que o morto está tomando conta de Arnie.
Dennis entra em contato com George LeBay e descobre que Rolland não fez nenhum esforço real para salvar a filha. Dennis cogita se não foi um sacrifício.
Leight e Dennis se beijam e planejam destruir Christine.
Eles planejam encurralar Christine na garagem de Darnell e destruí-la com um carro maior.
Dennis pede a Michael que avise assim que Arnie sair da cidade e que depois vai encontrar os pais de Dennis e fique lá.
Arnie viaja com Regina.
Dennis e Leight colocam o plano em ação. Quando Christine chega, eles percebem que tem alguém na direção, é Michael.
Depois de quase morrerem, eles destroem Christine.
Enquanto isso, Arnie e Regina morrem em um acidente estranho.
Os restos de Christine são compactados.
Leight e Dennis ficam juntos por um tempo e depois se separam.
Depois Dennis tem a notícia que Sandy Galton foi morto por um carro misterioso.

Citações Interessantes:

"Carro são garotas. Não sabia?" Leight diz para Arnie.p.301.
"Um pouco de mentira é melhor do que muita insanidade". P.609/610.
"Um segredo precisa de dois rostos para ser refletido; um segredo precisa se ver espelhado em outro par de olhos." Dennis sobre o fim do relacionamento com Leight. p.750.

Veredito: OK/Bom.
O livro não é ruim. Pelo contrário, até que mantem algum ritmo, as mortes são particularmente boas, mas não me envolvi com a história. Tenho certeza de que se não tivesse o compromisso de terminar em um tempo certo, ainda estaria me debatendo com essa leitura.
A maior parte do livro é usada para criar o ambiente e mostrar os personagens, nesse meio tempo, as mortes aceleram um pouco a trama e depois diminui o ritmo.
Nas páginas finais, tudo entra em uma velocidade frenética em direção ao final meio questionável. 

 
O filme

Assisiti também o filme. Ele é bem parecido com o livro, com algumas boas adaptações que deixaram o enredo mais claro e o final ficou bem melhor.

Próxima leitura: The stand - Fevereiro. 
          
     

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