quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Eu fui: Cidade de Nova Iorque

Todas as estradas (e barcos) levam à NYC.
Há um mês atrás, mais ou menos, um amigo meu daqui, alemão, me perguntou se eu queria ir para Nova Iorque. Obviamente, eu dei a minha resposta padrão: "Não sei, depende." Ele: "Como assim? Ou você quer ou você não quer." Ao que eu respondi: "Não quero ir se for sozinho." Então, ele falou que estava indo para NYC pegar o irmão dele, que estava chegando da Alemanha, juntamente com a namorada (do irmão), e perguntou se eu queria ir.

Então, na sexta-feira, dia 28 de setembro, pegamos carona com um cara completamente desconhecido, um indiano que ofereceu carona pela internet. Fomos nós três e mais um paquistanês no carro. Quatro horas e meia de viagem depois, chegamos naquela que é por aqui conhecida como somente "The city", ou "A cidade".

O indiano deixou a gente na Times Square às 19:30, mais ou menos. Não tivemos tempo para andar, pois o alemão irmão do alemão estava chegando às 22:00 horas, e a gente tinha que ir bater lá no diabo do aeroporto JFK. Além disso, ainda tínhamos planos de aproveitar a noite de NYC depois de voltar do aeroporto.
Times Square
Estação do metrô
Pegamos o metrô (muito divertido, por sinal) e fomos para o albergue (NY Moore Hostel, muito legal, por sinal) fazer o check-in, e desabamos para o JFK. Chegamos lá quase às 23:00 horas. Agora, a parte chata de todo canto que você vai em NYC: a espera. Tivemos que esperar até mais de 1 da manhã até que o irmão e a namorada (húngara) saíssem da imigração. Eles foram os últimos do avião deles. Pegamos um táxi e chegamos no albergue às 2:00 da manhã. Os clubes, em NYC, fecham às 4:00 horas. Então, fomos dormir.

No sábado, acordamos mais ou menos cedo e fomos pro Memorial de 11 de Setembro, onde antes ficavam as torres gêmeas. Depois de esperar na fila, passar pela revista (que nem em aeroporto), voltar para a fila, finalmente entramos no memorial. Duas fontes, onde eram os prédios, e um museu compõem o memorial. Ao redor das fontes, estão os nomes dos mortos. O museu ainda está em construção, então só deu para ver os dois buracos de onde saia a água. Bom, pelo menos é de graça (só que tem que pegar um passe pela internet antes).
Memorial do 11 de Setembro
Almoçamos e fomos ao Battery Park, pegar o barco para ir para a Estátua da Liberdade, que custa 17 dólares. Mais esperas, filas e revistas, entramos no barco e fomos para a Liberty Island. A visita até a coroa da estátua está fechada, por causa de uma reforma, então só pudemos dar a volta na Miss Liberty. Na base da estátua, tem um forte antigamente utilizado pelo exército, no formato de uma estrela de 11 pontas.
Barco para a Liberty Island
Miss Liberty no seu melhor ângulo
Depois de sair da Liberty Island, o barco vai para a Ellis Island. Nessa ilha fica o Museu da Imigração, instalado no prédio que foi, antigamente, a porta de entrada de milhões de imigrantes. Infelizmente, ficamos pouco tempo no Museu, por que o meu amigo alemão queria ainda aproveitar a noite de NYC e ainda tínhamos que ir para o albergue nos arrumar.
Interior do Museu da Imigração (malas utilizadas pelo povo da época)
À noite, fomos para uma região chamada Williamsburg, conhecida por sua população diversa, por seu gosto musical indie, e por seus restaurantes. Jantamos num restaurante chamado Cubana Social (muito bom, por sinal), que tinha um grupo de salsa tocando ao vivo (muito massa, por sinal). Aqui, foi o único lugar onde não precisamos esperar.

Quando saímos do restaurante ... "Error. Memory position 0xff123456 could not be 'read'" ... gastamos 25 dólares ... "Error. Memory position 0xff9abcde could not be 'read'". No final, não conseguimos aproveitar a noite.

Na manhã seguinte, acordamos mais ou menos tarde. Comemos rapidamente e fomos pegar o carro que o alemão tinha reservado para voltar para cá. As viagens de carro, tanto de ida como de volta, foram rodeadas de muitas cores do outono estadunidense, indo do verde ao vermelho, passando (obviamente) pelo verde claro, amarelo, laranja e vermelho claro.
Viagem de volta (já acabou? Quero mais!)
No final, a viagem foi legal. Gastamos relativamente pouco (uns 200 + 25 dólares) mas, infelizmente, não vimos muita coisa, por que turistamos, principalmente, pela parte sul de Manhattan. Ainda falta, pelo menos, Times Square, Central Park, Museu de História Natural, Broadway (apesar de caro) e Little Brazil (pelo menos para dizer que estive lá). Alguns motivos para eu voltar para NYC algum dia.

P.S.: Segue uma imagem que estava no trem do metrô. Quem descobrir o motivo de eu ter tirado a foto e colocado aqui ganha um prêmio (um abraço meu, quando eu voltar).
O que tem de estranho na imagem?
P.S.2: Alguém aí deve estar pensando: "Ô cara para viajar. Vai estudar, mah, foi isso que você foi fazer aí." Pois é, na verdade, eu acho que essa foi a última viagem em um bom tempo. Estou ficando liso, e isso não é muito bom.

P.S.3: No albergue, conhecemos um londrino gente fina que acompanhou a gente o tempo todo. Estou falando dele aqui por que não consegui colocar ele no texto principal, e ele merecia ser mencionado. Ah, o sotaque britânico é horrível de a gente entender. Quando a gente voltou para cá, ele mandou um e-mail para o alemão dizendo que o albergue ficou muito chato sem a gente lá.

P.S.4: O metrô nova-iorquino, como todo metrô de grande cidade, leva um tempo para a gente acostumar. Depois de pegar algumas vezes, fica tranquilo. Algumas estações são meio estranhas, mas o povo do albergue disse que o metrô é seguro.

P.S.5: Quem disse que obras só existem em Fortaleza? NYC está do mesmo jeito, construções e ruas interditadas por todo lado.

Abraços,
Correspondente Anônimo.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Eu fui: Cataratas do Niagara


Como a GarotaD disse no post passado, estou nos EUA, estudando. Estudando e passeando (óbvio) sempre que posso. A minha primeira viagem foi para as Cataratas do Niagara, no dia 16 de setembro, que fica a umas três horas de viagem de carro daqui de onde estou morando. As cataratas ficam no rio Niagara, que separa os EUA do Canadá.

É quase consenso que o termo Niagara significa, em uma língua indígena local, Thundering Waters, ou águas trovejantes. As três cachoeiras que compõem as Niagara Falls são: Horseshoe Falls, Bridal Veil Falls e American Falls. A Horseshoe tem forma de ferradura, a Bridal Veil é a menor de todas, e tanto ela quanto a American têm muitas pedras (muitos debris (piada interna)) na parte de baixo. Uma ilhazinha chamada Luna Island separa a American da Bridal Veil, e uma ilhazona chamada Goat Island separa a Bridal Veil da Horseshoe.

O parque estadual das cataratas do Niagara foi o primeiro parque estadual dos Estados Unidos. Tem várias atrações, entre elas, uma caminhada pela parte de baixo da Bridal Veil (Cave of the Winds), uma torre de observação, um passeio de barco pela parte de baixo das cataratas (Maid of the Mist), um mini-museu sobre os desfiladeiros (Niagara Gorge Discovery Center), um aquário (Aquarium of Niagara), um restaurante onde se pode observar o por do sol (Top of the Falls Restaurant), um centro de visitantes com um cinema na parte de baixo (onde passa um filme com curiosidades das cataratas) e um trolley para te levar por todos esses lugares (Niagara Scenic Trolley). Além disso, por perto, ainda se pode encontrar uma parede de escaladas, um museu de cera, uma casa de cera assombrada, o memoria de Nikola Tesla, entre outros lugares turísticos. Ah, claro, e as diversas lojinhas do parque.


Na imagem, da esquerda para a direita: Ponte para o Canadá (só dá para ver um pedacinho), torre de observação, American Fall, Luna Island (bem pequena), Bridal Veil Fall, Goat Island (a ilha grande no meio) e Horseshoe Fall. Disponível em http://www.teslasociety.com/pictures/victoria/niagara1.jpg
Agora, às curiosidades. Alguém se lembra do episódio do pica-pau em que ele vai para as Cataratas do Niagara, tenta de toda maneira descer a queda em um barril e, quando está quase conseguindo, o guarda desliga o rio?

1. Realmente, pessoas desceram as cataratas em barris. A primeira, foi uma professora de uma escola local, que projetou um barril enorme, com um colchão por dentro, entrou, e desceu o rio. E não morreu. Desde então, diversas pessoas tentaram fazer a mesma coisa. Algumas morreram, outras viveram. Algumas não sofreram nada, outras tiveram sequelas. Algumas até foram mais de uma vez. Hoje em dia, é proibido descer as cataratas de barril.

2. De fato o rio foi desligado algumas vezes (duas, acho). Na época, eles estavam sofrendo com muitas instabilidades no local. Portanto, o pessoal construiu uma barragem entre o continente americano e a Goat Island. Assim, a American Fall e a Bridal Veil Fall secaram, e o rio foi todo desviado para a Horseshoe Fall. Assim, eles conduziram estudos no terreno e chegaram à conclusão de que existia instabilidade no local, e todos tinham que aprender a conviver com isso. Além disso, disseram que muita coisa podia ser feita para remodelar o local (como retirar os debris de baixo da American Fall), mas que tudo ia custar muito dinheiro, além de introduzir uma artificialidade no local. Portanto, era melhor não fazer nada.

3. Na verdade, eles fizeram, sim, alguns trabalhos de estabilização do local. Entre esses trabalhos, colocaram uns cabos e reforçaram o solo da Luna Island, para que ela não fosse levada pelo rio com o tempo (Artificialidade 1).

4. A Horseshoe Fall tem forma de ferradura, mas ela estava se tornando um V, por conta da maior vazão de água na parte central do rio. Portanto, o povo da época fez umas construções que fecharam um pouco mais as bordas da ferradura, aumentando a vazão na parte externa, para preservar a forma de ferradura (Artificialidade 2).

5. Durante a noite, o rio tem uns 40% a mais de água que durante o dia. A explicação está na estação geração de energia hidroelétrica. Durante o dia, a estação funciona, e parte das águas é direcionada para a estação. De noite, a estação é desligada, e eles fecham as comportas que redirecionam o rio. Assim, o rio fica com água durante a noite (Artificialidade 3).

6. Uma parte de uma estação hidroelétrica (não a mesma da história acima) ficava na parte de baixo das cataratas, do lado do Canadá. Por conta de instabilidades no local, rochas do desfiladeiro cairam por cima de uma boa parte da estação, matando algumas pessoas. Eles aprenderam a lição e desativaram a estação. Hoje, funciona um museu lá, vinculado a uma universidade (canadense, acho).

7. Uma das atrações, a Cave of the Winds, passava por trás da Bridal Veil, em uma caverna que tinha sido escavada pelo vento e pela água. As pessoas podiam caminhar por lá. Por conta de instabilidades, parte do teto desabou, e, hoje em dia, não dá mais para passar pela caverna. A gente pode ficar na frente dela, por onde passa um vento muito forte, trazendo a água gelada do rio para a sua cara e os seus olhos. Pelo menos, eles te dão uma capa e uma sandaliazinha.

8. Mais uma tragédia. Nos anos 60, dois irmãos, um menino e uma menina, foram passear de barco pela parte superior do rio, com um amigo da família. Deu pau no motor do barco, que foi levado pela correnteza e virou, deixando os três à mercê da boa vontade do rio. O povo que visitava as cataratas viu as duas crianças boiando pelo rio (eles estavam de colete), e gritou por ajuda. Um guarda conseguiu salvar a menina, que vinha nadando para a margem. Já o menino, coitado, não teve a mesma sorte, e despencou rio abaixo. Detalhe: ele foi resgatado por um dos barcos de passeio (Maid of the Mist) na parte de baixo do rio, somente com poucos arranhões. A tragédia? O amigo da família, que morreu.

9. Há muito tempo atrás, uma caravana, durante o inverno, atravessou o gelo por cima do rio e foi se esconder em uma das ilhas por cima das quedas, fugindo dos índios. O inverno foi tão rigoroso que, de todos os animais que eles tinham levado, somente um bode sobreviveu. Em homenagem a ele, a ilha foi chamada de Goat Island.

10. Última curiosidade (que eu lembre). A Luna Island tem esse nome por que, em noites de lua cheia, de cima da ilha, era possível ver um arco-íris formado nas gotas d'água da cascata. Hoje em dia, por causa das iluminação das cidades ao redor, esse arco-íris noturno não é mais visível.

Infelizmente, eu ainda estou sem câmera, e não pude tirar nenhuma foto das cataratas. Se der certo, eu volto lá de novo alguma vez na vida, para tirar as fotos.

Abraços,
Correspondente Anônimo.

domingo, 16 de setembro de 2012

Por onde anda KrolVale?

Sabe quando você reclama da vida e da mesmice e torce por uma mudança repentina e que tudo vire de pernas para o ar?

Bom foi justamente o que aconteceu comigo.

Vinha em uma vida sofrida de concurseira, desde o fim da faculdade. Ou melhor, devo dizer que emendei tudo.

Ai os primeiros resultados começaram a chegar: passei em boas colocações em diversos concursos.

Mal sabia eu que a parte mais difícil ainda estava por vir: a nomeação. Porque afinal em concurso, não basta ser aprovado, tem que nomear.

A aflição da espera estava corroendo meus nervos e meu bolso, porque não fiquei deitada em berço esplêndido esperando a nomeação cair do céu.

Nessa toada, viajei boa parte do Brasil fazendo provas e estudando sempre.

Mas toda essa aventura cansa e eu tinha me dado um ultimato: se até o meio do ano de 2012, não houvesse nomeação, eu iria causar a mudança, precipitar os eventos. Estava cansada de esperar ver os frutos do meu sofrido esforço de estudante.

Bom, não posso reclamar, porque em março, um furacão se instalou na minha vida. Foi ai que desencantou a magia concursal e tudo começou a acontecer.

Fui chamada para cursar a formação de oficiais na Marinha no 1º Distrito Naval no Rio de Janeiro. De perfeitamente paisana a marcialmente militar de uma hora para outra.

Foi duro, sim, foi sofrido, sim, mas foi uma senhora experiência de vida. Conheci pessoas incríveis e passei por eventos que uma vida civil não poderia me dar. Surpreendi-me porque me adaptei muito melhor do que imaginava.

Na Marinha, aprendi a marchar, cantar todos os hinos possíveis e inimagináveis (os quais já esqueci =P), comandar um pelotão, manejar e desmontar uma arma, combater incêndios, viver em grupo e principalmente a ter espírito de corpo.

Além disso, fiz o estágio para aprender a morar sozinha. E quando falo sozinha, quero dizer longe da minha família, porque sozinha eu nunca estava. Durante a semana, ficava no alojamento e tinha a companhia das minhas excelentíssimas campanhas militares. O 3 Bravo era sem sombra de dúvidas o melhor alojamento. No final de semana, estava na casa dos meus tios.

E quando eu achava que a vida militar tinha me conquistado, tudo muda de novo.

Aprovada no concurso do TRE-CE (Tribunal Regional Eleitoral do Ceará), joguei minha farda para o alto e corri de volta para o Ceará. Vim fazer os exames para a nomeação, e enquanto isso rolava o desligamento lá na Marinha.

Quando finalmente acabaram os procedimentos, fui liberada. Bem me lembro, era dia 12 de julho. E no dia 13, fui nomeada em Cuiabá-MT em razão do concurso para o Tribunal Regional do Trabalho. E no mesmo dia 13 marcaram a minha posse em Fortaleza para o dia 16 de julho.

Ãh? O que? Oi?

Bem, diz a lenda concurseira que, quando chamam em um chamam em todos.

Esse foi um dos finais de semana mais dramáticos da minha vida. Eu tinha dois dias para decidir meu futuro.

No Ceará eu iria para o interior do interior do interior em Novo Oriente, que nunca na vida, tinha sequer ouvido falar e para trabalhar com direito eleitoral às vésperas de uma eleição municipal. Em Mato Grosso, havia bem mais opções, eu ia para um local mais desenvolvido, com melhor estrutura de vida, etc e direito do trabalho tinha sido minha sina desde o exame da Ordem. Convenci todo mundo que era melhor ir para Cuiabá.

Mas o coração ainda estava apertado. Alguma coisa não estava certa. Na segunda-feira, quando entrei em contato com o Tribunal descobri que existia uma chance grande de eu não conseguir ir para a capital. Pensei, interior por interior, fico no Ceará.

No dia 16 de julho, então, tomei posse como Analista Judiciária lotada no cartório da 99ª Zona Eleitoral formada por Novo Oriente e Quiterianópolis. 400km de Fortaleza.

Dia 17 arrumei as malas e dia 18 amanheci na minha nova cidade. E estou aqui desde então. Fui muito bem recebida. Meus colegas de trabalho são ótimos.

O que pega é a Eleição. Logo eu que nunca fui mesária, sequer sabia meu título de eleitor decorado, agora tenho que organizar uma.

No começo deu um desespero, tanta coisa em pouco tempo. Mas não faltaram pessoas dispostas a ajudar. É incrível como todos estão juntos para que tudo dê certo no final.

Enquanto isso, tive que aprender a morar sozinha. E dessa vez, sozinha só, largada às traças.

Aluguei um quarto em uma pousada. Eu, uma cama, uma tv, um ventilador e as minhas malas. Uma desolação só.

O clima me pegou de jeito. Eu que dormia toda empacotada no friozinho da cidade maravilhosa fui jogada na antessala do inferno. O tempo aqui é muito quente e muito seco. Nos primeiros dias, a garganta amanhecia seca e arranhando muito, como se estivesse com uma baita crise.

Ia para o trabalho a pé, uns bons 15 minutos pelo acostamento da estrada, de sombrinha, com o suor pingando pelo cotovelo e os pés fervendo.

As coisas começaram a melhorar quando minha mudança chegou. Correspondente Anônimo veio em meu socorro, trazendo meu carro e mil coisas enviadas pela minha amada mãe, que com seu toque mágico, transformou meu trágico quarto de pousada no meu cantinho, meu lar.

Se não bastasse toda essa confusão na minha vida, para piorar, Correspondente Anônimo ainda estava se preparando para ir para o exterior do exterior dos Estados Unidos. Essa viagem foi nossa despedida. =(

Um ano separados. Isso é triste, muito triste.

Pelo menos a eleição me distrai! =P

Bom, as coisas melhoram a partir dai. Já tinha algo que podia chamar de casa. Estava fazendo todas as refeições fora. Aqui em N.O não há muitas opções.

Cansada de tomar água, suco de caixinha e toddynhos quentes, tomei coragem e comprei meu primeiro eletrodoméstico de vergonha: uma geladeira. Um salto na minha qualidade de vida.

Agora eu podia viver feito gente. Ou quase. Quando saiu o primeiro salário, depois de pagas as contas foi a hora de mobiliar o meu lar. Comprei um micro-ondas, um jogo de jantar e agora eu podia até receber visitas na minha humilde residência.

Morar sozinha não é tão ruim. Cuidar da minha pequena casa não tem se mostrado muito difícil. Estou até conseguindo gerenciar minhas finanças. Mas chegar em casa e não ter ninguém te esperando é meio depressivo, por isso o telefone me socorre.

Voltando ao trabalho. Meus clientes, os eleitores, são, em regra, muito bons de se lidar. Muitos deles são bem humildes. E isso me colocou em situações bem inusitadas.

Certa vez chegou uma senhora me dizendo que precisava colocar o nome do marido no título eleitoral. Perguntei de novo e ela disse a mesma coisa. No final das contas, ela na verdade, queria mudar o estado civil de solteira para casado no cadastro. Ufa!

Perdi a conta de quantas vezes ouvi o pessoal me pedindo para ver se o título ainda funciona/presta, visto que passaram muito tempo sem votar.

Deve ser parecido com o que um médico recém-formado sente quanto vai consultar no interior.

Meus outros clientes são os membros das mesas receptoras de votos, comumente chamados de mesários, ah esses sim me dão trabalho. Foram 512 inicialmente convocados, 91 substituições realizadas e contando. Sete turmas de treinamento e mais uma para os faltosos.

Além disso, tratar de toda a logística das eleições, desde o que vai para seção até como vai ser feita a apuração.

A vida no interior tem muitas restrições, a principal delas é a internet. Aqui tem, mas quase faltando. Nem a do trabalho escapa. Mil anos para baixar o menor dos arquivos.

A distância também não perdoa. Para chegar os materiais também é uma eternidade. E para ir para casa são 6h30 de viagem de ônibus por estradas esburacadas.

Mas por outro lado, é bem mais fácil e barato ir à Fortaleza do que se estivesse em Cuiabá.

Outro problema é que todo mundo sabe que você é forasteira, onde você trabalha e logo também onde mora. Mas às vezes, penso se isso é de todo ruim.

As aventuras continuam por aqui. O furacão 2012 deu uma acalmada, mas estou profetizando que ainda vai sair mais uma nomeação: depois que eu passar pelo batismo de fogo das eleições, no apagar das luzes da validade do concurso, o TRT do Ceará vai mandar me buscar.

Mas por enquanto, só posso sonhar e dar cargas nas urnas!

Todo mundo votando nessas eleições, façam valer o esforço de todos os servidores que preparando tudo para a festa da democracia acontecer!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Saindo do ninho

Há três meses estou morando fora de casa e tenho que dizer: é difícil cortar o cordão umbilical. É complicado sair do ninho e dar um vôo solo assim. Mas, com certeza, foi importante para meu crescimento como pessoa. Aprendi muita coisa, entre elas, lavar e passar roupa, etc. Cozinhar, bem, ainda tenho que ticar esse evento.
Quanto às minhas finanças, é bom demais a sensação de ganhar seu próprio dinheirinho! Ainda peço para Mamis cuidar das minhas contas, porque sou desorganizada, mas fora isso, não sou nenhuma pródiga.
O mais importante, no entanto, foi que aprendi a valorizar os momentos em casa, com a minha família, bem como com meus amigos.
Conheci muita gente diferente, passei por experiências incríveis e sei que ainda tenho muito o que aprender e estou pronto para ir em frente.
Mundo, aqui vou eu!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Não seja vítima!



Na vida sempre vamos encontrar pessoas que vão nos maltratar, humilhar ou coisa pior, mas cabe a nós escolher se seremos apenas vítimas ou tiraremos lições disso e nos tornaremos mais fortes para enfrentar o que há por vir. É hora de virar a mesa e seguir em frente!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Eu li: Coleção Jogos Vorazes



COLEÇÃO JOGOS VORAZES - Suzanne Collins

1.Jogos Vorazes


O que antes era a América do Norte, tornou-se Panem, um conglomerado formado por 13 distristos e comandado pela Capital. O 13º distrito foi completamente destruído por ter se rebelado contra Capital. A fim de relembrar aos demais distritos dos horrores da guerra e evitar novos levantes, foram estabelecidos os chamados "jogos vorazes". Cada distrito envia uma pessoa de cada sexo entre 12 a 18 anos, chamados "tributos" e estes são colocados em uma arena onde devem lutar até a morte. Esse é o ambiente em que se desenvolve a história. Katniss, de 16 anos, orfã de pai, morto nas minas de carvão ( a principal atividade do distrito 12) se oferece como voluntária para substituir sua irmã mais nova, que foi escolhida para ir aos jogo vorazes. Juntamente com Peeta Merllak, Katniss representará o distrito 12 naquela que será um edição de jogos inesquecível.

2.Em chamas

Por meio de uma gambiarra, Katniss e Peeta conseguem vencer juntos os jogos vorazes. A Capital, entretanto, não vê com bons olhos essa atitude. Durante a Turnê dos Vitoriosos é possível notar os efeitos que o artifício usado por Katniss exerce nos demais distritos. Enquanto isso, começam as preparações para o Massacre Quartenário, um tipo de edição especial dos jogos que ocorre a cada 25 edições dos jogos vorazes. Dessa vez, os tributos serão sorteados entre os vitoriosos.  Assim, Katniss está de volta à arena.

3.A esperança

Acontece um grande evento no final do segundo livro. Katniss foi resgatada pelos rebeldes, comandados pelo distrito 13 e será preparada para ser o símbolo da revolução que poderá por fim à hegemonia da capital.

Pronto, tentei não dar muitos spoilers, mas não dá para falar de uma coleção sem revelar alguns detalhes, né? Bem, fiquei simplesmente hipnotizada pelo primeiro livro, terminei em 1 dia e meio, porque estava economizando. Mas mesmo depois do livro fechado, a história não saía da minha mente. Suzanne Collins vai construindo a tensão durante o capítulo e condena o clímax na última frase. Nós somos apresentados a uma realidade extrema e junto com ela, conhecemos personagens marcantes que cativam nossos sentimentos, seja amor seja ódio, o que não dá é para ficar indiferente.
A preparação para os jogos, para mim, foi uma das melhores partes. Ver os personagens chocados com a diferença desproporcional entre a riqueza  da capital e as condições terríveis a que eram submetidos as pessoas nos distritos. Os jogos em si contém uma parte meio parada, em que as coisas se desenvolvem longe dos personagens principais, mas a reta final é bastante emocionante.
O segundo livro, vemos os impactos da artimanha de Katniss, a comoção causada nos distritos e um fio de compreensão de que as coisas podem ser mudadas, mas também o quanto isso será perigosos para as pessoas que Katniss mais ama.  O massacre quarternário é eletrizante.
No terceiro livro, o negócio começa a se arrastar. A arena dos jogos foi destruídas e os rebeldes resgataram Katniss, Beete e Finick, deixando para trás Peeta, Joana, entre outros.  Os resgatados são levados para o distrito 13 que está reconstruido e a todo vapor no subterrâneo de suas antigas ruínas. A gente fica esperando pela batalha final que só falta não chegar e quando chega, passa batida... Katniss passa mais tempo dopada do que acordada.
Com o resgate de Peeta vem a invenção maluca de telessequestros, que não dá para engolir nem com muita boa vontade. Só falta não acabar... Acho que podia ter sintetizado mais e colocado a essência desse livro forma integrada ao segundo livro.
Está previsto o filme baseado no primeiro livro para esse ano, vamos ver no que vai dar!



Que a sorte esteja sempre ao seu favor!

foto: http://garotait.com.br/dicas/indicacoes-de-ferias/

Se você quiser ler uma resenha de gente grande sobre essa coleção, veja os links abaixo:
Jogos vorazes
Em chamas
A esperança

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Eu fui (e voltei!): Fortaleza-Rio de Janeiro de ônibus


Uma experiência inesquecível, tanto que nunca mais espero ter que repeti-la na vida. Não vou revelar, por enquanto, os motivos que me levaram a fazer tal viagem dessa forma. Mas posso contar os detalhes sórdidos!



Tudo começou em uma terça feira (saída 14h -chegada no RJ quinta feira quase12h). E posso dizer que já começou mal porque o ônibus já chegou atrasado. Depois, foi embarcada tanta bagagem que parecia que todo mundo ia se mudar daqui. Eu estava levando duas malas, um delas só com o material para usar no ônibus, visto que são cerca de 2 dias de viagem daqui até o Rio de Janeiro. Para minha sorte, a cadeira do meu lado foi vazia o tempo inteiro e tinha bastante espaço entre uma poutrona e outra. (estimo entre 50cm a 70 cm) Se houve aquele espaço nos aviões iria ser perfeito. Espaço para pôr os pés. Um ponto a favor do ônibus. A cada mais ou menos 3h era feita uma parada e a cada mais ou menos 7h, o motorista era trocado. Isso é extramente importante para a nossa segurança. Um motorista disposto é um motorista alerta.

Como sabia que ia enfrentar longas e intediantes horas, solicitei a senhora LadyReaper do http://paponosense.blogspot.com, que me indicasse um livro que foi tão envolvente que eu não conseguisse largar. Resultado: levei "Jogos Vorazes" que devorei em um dia e meio e só porque estava me divertindo com outro livro de leitura obrigatória. Fantástico! Depois falo dele para vocês. E o segundo livro foi "Não conte a ninguém", muito bom também. Esse fui economizando para durar a viagem de volta.
Além dos livros, levei passatempo. Adoro resolver palavras cruzadas. Recheiei o mp4 de músicas e aulas para ir ouvindo no caminho e continuar os estudos (nerd é osso).

Banheiros e banho

Banheiro de ônibus, assim como de avião, é só para casos de vida ou morte. Então, minha política foi de, a cada parada, descer, esticar os músculos e resolver tudo o que precisava no banheiro dos postos/ponto de apoio rodoviário/restaurante/rodoviária. Muitos locais em parávamos exigiam pagamento para o uso do banheiro. Até ai tudo bem, mas o problema é que tinha lugares imundos, destruídos. Fala sério! Se vai cobrar, pelo menos preste um serviço de qualidade. E o papel higiênico era milimetricamente distribuído. Pelo menos, ninguém pode reclamar de desperdício.
O banho era um problema a parte. O medo de perder o ônibus e o incômodo de levar quase meio mundo de coisas para dentro de um espaço mínimo em que não havia lugar para pendurar nada deixava a situação supertensa. Meu primeiro banho na viagem foi de água quente, mas quente mesmo, na verdade, pelando! Socorro! Na volta já estava por dentro dos macetes e fui mais bem preparada e arrumei um banho frio e refrescante nas terras baianas.

Comida

Como falei em um post anterior, estou de dieta. Imaginei a dificuldade de seguir à risca as recomendações da nutricionista, mas não achava que ia gastar boa parte dos recursos da minha viagem com comida e que não era lá essas coisas não viu... nessa brincadeira, acabei emagrecendo 1kg. E assim nasceu a dieta do ônibus. Desculpem-me os baianos, mas foi por ai que os valores eram mais exorbitantes. Já em Minas, não posso deixar de falar do pão de queijo delicioso e no preço que eu comprei e comi com gosto de quero mais. "Bão demás"!
Na volta, não pensei duas vezes, passei no supermercado, comprei tudo que queria e precisaria para os dois dias da volta (inclusive papel higiênico=P). Economia total. Em proporção, gastei apenas 30% do valor para alimentação da ida com comida na volta. E comi bem, frutas, inclusive. (Por frutas, entenda-se bananas).

Trilha sonora

O pessoal tanto que fez que conseguiu convencer um dos motoristas a ligar o DVD. Começamos a ver o show do Alexandre Pires, que travou irreversivelmente e foi desligado. Alguém, maleficamente, andava com os DVDs de Paula Fernandes (exibido 3 vezes), Aviões do forró (exibido 2 vezes) e Eduardo Costa (exibido 1 vez) e tivemos de ouvir em som altíssimo durante toda a viagem. Meu gosto musical foi afetado irreversivelmente. "Se ele não te ama, se ele não te quer, vê se me esquece/Se me odeia, deita na BR, se me odeia, deita na BR! Vai, daquele jeito!" =D

Companhias

Passando quase 2 dias com um grupo de pessoas não tem como alguma coisa não dar errado. Havia uma pobre velhinha que não detinha mais o controle de sua bexiga. Então, precisava ir ao banheiro do ônibus de 20 em 20 minutos. Até ai tudo bem. Tudo bem, nada! Ela só ia quando o ônibus estava em movimento, vinha trombando e caindo, o que mobilizava todos os passageiros para ampará-la e ainda deixava um banheiro com uma aroma que nada parecia com o de rosas...

Atrás minha poltrona, vinham dois rapazes, funkeiros, que cantavam insistentemente as mesmas músicas, normalmente nas horas impróprias e nas horas que eu estava para dormir. Posso dizer que, pelo menos, tinham uma boa voz para cantar.

Mas comparada com a volta, isso foi fichinha.

Já no começo do meu retorno, um cidadão embargou no ônibus com uma garrafa de rum, que entornou sozinho. Depois veio conversar com outros rapazes que estava nas poltronas atrás das minhas (novamente a cadeira do meu lado veio vazia). Quando cidadão, que a essa altura estava totalmente bêbado, perguntou se podia sentar do lado de um dos homens com quem conversava. Diante da recusa do outro e com os brios feridos, voltou para sua poltrona. Estava vendo a hora de ele ser arremessado pelo vidro frontal do ônibus, tal era a maneira como ele cambaleava. 

Foi acudido por dois senhores que tentaram fazê-lo sentar, mas sem sucesso. 

Ele foi nocauteado depois de bater a cabeça no maleiro do ônibus e dormir (para não dizer que ficou inconsciente) boa parte do 1º dia de retorno. Depois acordou bem, sóbrio e provavelmente com uma dor de cabeça tão inesquecível quando a minha viagem.

Justamente quando eu pensava que tudo ia melhorar, outra leva de rapazes começou a beber. Na segunda exibição do DVD do Aviões, havia dois deles sem camisas dançando forró no meio do ônibus em movimento.

No final da viagem, eu já não conseguia nem sentar direito. Usei todas as posições possíveis e imagináveis.

Condição das estradas

Infelizmente em diversos trechos, a BR 116 está uma cratera só. Buracos que tomam faixas inteiras da pista e que não oferecem outra alternativa a não ser passar por dentro deles. Acho um verdadeiro milagre a viagem ter corrido sem qualquer problema mecânico no ônibus. De qualquer modo, a cada parada mais longa, o ônibus era verificado e tal.
Veja: http://baixioceara.net/trechos-da-br-116-entre-ico-e-jaguaribe-e-o-3%C2%BA-pior-do-pais

Você já deve estar se perguntando: "Afinal, teve alguma coisa boa nessa bendita viagem? Teve sim. O Brasil é simplesmente incrível. Passagens belíssimas. Visual fantástico. Isso fez o esforço valer a pena. Claro que seria melhor parar mais tempo para apreciar os locais e tal, mas não se pode ter tudo.

Como disse no início foi, sem dúvida, uma experiência inesquecível. Esse tipo de coisa serve para gente valorizar o que tem, principalmente no que diz respeito a conforto e paciência. Acho que nunca mais vou me queixar de atrasos aéreos, por exemplo. Troco sem nem pestanejar 45h de ônibus por 3h de vôo com escala, conexão e o escambal. Dá para sentir falta até da barrinha de cereal da companhia aérea. Mas se perguntar se eu encaro de novo uma viagem longa assim, mas de carro, aproveitando para conhecer tudo, pode ter certeza que sim. Eu quero desbravar o Brasil e conhecer tudo que tem de bom por aqui.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Red Hot Chili Peppers: Monarchy of Roses - Clipe novo!

Novo novíssimo clipe do  RHCP. Ainda estou ressentida com a saída de J. Frusciante. Não consegui sequer ouvir o novo álbum todo. =( Achei o vídeo interessante. Confiram:



Já sinto falta dos solos alucinantes de John Frusciante. 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Eu vi: Once upon a time - episódio piloto


A nova safra de séries do segundo semestre de 2011 tem opções para todos os gostos. Se não me engano, foi LadyReaper que me falou desta em especial. Once upon a time conta a história de uma maldição que roubou os finais feliz dos contos de fadas e aprisionou os personagens no mundo real, paralisados no tempo e desmemoriados.

Alerta de spoilers (mas são leves =P)!
O bebê da Branca de Neve e do Príncipe seria a salvação de todos. A criança é enviada para o mundo real e quando completar 28 anos deve voltar ao lugar onde os personagens estão aprisionados para iniciar a batalha final. 
Enquanto isso, no mundo real, Emma (Jeniffer Morisson - A Cameron em House), especialista em encontrar pessoas, é confrontada por um garoto que diz ser seu filho e pede que ela retorne com ele para Storybrooke, Maine. Segundo ele, ela é o bebê da história acima, mas quando chegam à cidade, nada acontece. OK. Paro por aqui. Acho que já deu para entender o esquema.


Sou meio suspeita para falar porque adoro contos de fadas, muito mesmo (Falando nisso, há outra série, chamada Grimm, que também usa contos de fadas)! O enredo da história me chamou atenção em primeiro lugar em razão disso. Segundo, há um viés mais adulto e como se trata de uma série de drama, podemos esperar personagens um pouco mais profundos (ou não...). Terceiro, despertou a curiosidade de como será o desenrolar da trama. Em resumo, não fiquei sofrendo para ver o próximo capítulo, mas quero sim vê-lo.

Acho que ainda é cedo para formar uma opinião mais concreta, mas por enquanto, recomendo. =D 
Boa diversão!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Eu li: Querido e devotado Dexter e 90 livros clássicos para apressadinhos

 
Querido e devotado Dexter
Jeff Lindsay
272 p.
Planeta

Comecei a assistir Dexter e simplesmente viciei. Depois de assistir todos os episódios, a providência lógica era buscar os livros. O problema era o preço, esperei longos anos (isso mesmo, quase 2 anos) para comprar Querido e devotado Dexter (segundo livro da série, o 1ª Darkly Dreaming Dexter aparentemente não saiu em português...)e Dexter, a mão esquerda de Deus (terceiro livro) por preços razoáveis, e por razoável, quero dizer R$ 20,00 cada! Oferta imperdível garimpada por LadyReaper na Bienal de Livros do Rio de Janeiro desse ano. 

Spoiler Alert!!!
 
A história difere bastante da série em diversos pontos. Deborah Morgan, irmã de Dexter parecer ter uma vaga idéia da real natureza do irmão serial killer. Cody, filho de Rita, tem tendências de psicopata, o que deixa Dexter fascinado e louco para passar seus ensinamentos e iniciá-lo no código de Harry (seu pai adotivo). A tenente Laguerta está morta e não é Dexter que dá cabo do Sargento Doakes. Deborah Morgan se envolve romanticamente com um tal Kyle Chutsky (e não, Frank Lundy como na série). Dexter nos conta que Masouka supostamente também reproduz emoções sem realmente senti-las, da mesma forma que o nosso amado protagonista faz.
Quanto a Dexter,  temos o nosso querido monstrinho de sempre, com mais comentários inteligentes (às vezes, não...) e a atuação do Passageiro das Trevas e a Necessidade são bem mais claras. 
Essa diferença foi ótima porque tornou a leitura ainda mais interessante e na minha opinão, as adaptações feitas para a séries foram acertadas.  A essência de Dexter está nas duas mídias e nos conquista de igual forma.



90 livros clássicos para apressadinhos
Herink Lange e Thomas Wengelewski
192 p.
Galera Record
Esse livro li de uma sentada só, em uma livraria em Aracaju. O autor se propõe a falar sobre diversos títulos literários em pouco mais de 3 quadrinhos. Apesar de ter muitos entusiastas, não gostei muito deste livro. Achei difícil de entender o resumo de muitos livros, inclusive, alguns que eu já tinha até lido. A proposta, sem dúvida, é boa. Eu apoio tudo que incentive e instigue a leitura. E por causa disso, recomendo o livro. Acho que ela desperta a curiosidade para incluir novos títulos nas nossas listas de leitura. E no final das contas, pode ter sido por eu ser apressadinha demais e ter lido tudo de uma vez só, eu tenha tido uma primeira impressão errada. Não deixe de conferir. Alguns exemplos do quadrinhos estão dispostos abaixo:


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